Separamos uma série de informações sobre a crise migratória mundial que pode ser útil para você na hora do vestibular. 
 
Os vestibulares de muitas faculdades querem saber não apenas se você aprendeu os conhecimento técnico do ensino médio, mas também se você tem um olhar crítico e sabe o que está acontecendo no Brasil e no mundo. 
 
Bora começar a nossa revisão? 
 


 
O que é migração? 
 
A palavra “migração” significa trocar de território. Isso pode acontecer entre países, estados, regiões ou até mesmo casas. 
 
Existem dois termos para nomear as pessoas que migram: imigrante e emigrante. 
 

  • Emigrante é quem sai de seu lugar de origem para um novo destino
  • Imigrante é aquele que chega no novo lugar para viver 

 
Tanto o emigrante quanto o imigrante, são pessoas que participaram do processo migratório – a diferença é a referência. Por exemplo, quando um sírio resolve viver no Brasil, ele é considerado um emigrante pelo seu país e é visto como um imigrante nas terras brasileiras. 
 
Agora que você já se lembrou do conceito de migração, vamos conversar sobre o que está acontecendo na atualidade. Começaremos revisando a situação da Síria, local que começou a crise migratória. Depois, vamos entender os efeitos globais. 
 


Foto: Reprodução/Divulgação 

Crise migratória na Síria
 
A crise migratória começou a repercutir no final de 2011 na Síria – quando o país passava por um momento político delicado. 
 
Inspirada pela Primavera Árabe, a população foi às ruas pedir por mudanças, mas Bashar Al-Assad não permitiu a manifestação política e a reprimiu de forma violenta – tanto que ele não saiu do governo. Sua permanência no poder influenciou diretamente os conflitos civis que são protagonizados por grupos pró-Assad e por aqueles que são contra o governo. 
 
Outro motivo muito importante para a população da Síria procurar refúgio é a disputa territorial do Estado Islâmico, um grupo extremista que pretende usar as terras do país para constituir seu califado e reproduzir o que havia no primeiro milênio depois de Cristo. 
 
Percebendo a impossibilidade de uma vida tranquila, grande parte da população começou a migrar para outros países, principalmente os vizinhos Líbano e Jordânia.
 
Os sírios também tentavam fugir pela Hungria, Turquia e pela Sérvia, porque esses países estão localizados estrategicamente como portas de entrada da Europa. Dessa forma, eles seguiam viagem até os países mais ricos, como a Inglaterra, Alemanha, França e Escandinávia (Suécia, Dinamarca, Noruega e Finlândia).
 

Foto: Reprodução/Divulgação 
 

Crise migratória no mundo 
 
Essa é a maior crise migratória pós Segunda Guerra Mundial. Os países ricos europeus são os principais destinos por três principais motivos: sua situação econômica, seus índices de desenvolvimento humano elevado e as comunidades bem estruturadas de imigrantes.
 
As duas maiores rotas de fuga são: a rota marítima do Mediterrâneo e as fronteiras terrestres, como a Hungria, Polônia e Grécia. 
 
Os principais motivos para as migrações:
 

  1.  Guerras civis
  2.  Genocídios
  3.  Economia instável
  4.  Manifestações políticas (como a Primavera Árabe)

 
Vale lembrar que existem organizações clandestinas que fazem o transporte de diversas pessoas, cobrando preços irreais, sem condições mínimas e garantia de chegada ao destino. 
 
Segundo a agência da ONU para refugiados (Acnur), o número de refugiados no mundo supera 60 milhões. Mais da metade deles (54%) tem origem em três países: Síria, Afeganistão e Somália. 
 
Para se ter uma ideia da dimensão deste problema, a Acnur fez um campanha em junho de 2016 informando que “1 em cada 113 pessoas no planeta é solicitante de refúgio, deslocada interna ou refugiada”. 
 

Foto: Reprodução/Divulgação 
 

Migração de crianças 
 
Sem ter muitas saídas, algumas crianças precisam migrar sozinhas para um novo país. 
 
De acordo com um relatório produzido pela UNICEF, chamado “A child is a child: Protecting children on the move from violence, abuse and exploitation”, o número de crianças refugiadas e migrantes que se deslocam sozinhas aumentou quase cinco vezes desde 2010. 
 
Em 2010 e 2011, o total era de 66 mil crianças. Já entre 2015 e 2016, o estudo apontou que cerca de 300 mil crianças não acompanhadas pediram asilo em 80 países. 
 

Migração no Brasil 
 
Como o ENEM é uma prova com enfoque nacional, é importante a gente se atentar também às informações do nosso país. 
 
De acordo com dados divulgados pelo jornal Folha de S. Paulo, o número de imigrantes registrados pela Polícia Federal aumentou consideravelmente entre 2006 e 2017. 
 
Em 2006, tivemos o registro de entrada de 45 mil imigrantes no país. No ano passado, esse número foi para mais de 117 mil estrangeiros. 
 
 

Laura Loyo

Jornalista, ama uma roda de samba e ficar por dentro de todas as novidades. A Laura faz parte do time de Marketing e Conteúdo, e é conhecida como a Laura do Stoodi! Ela busca ter uma vida mais ativa, ama uma conversa de bar e adora comer comida de boteco. Saiba mais sobre a Laurinha!