Marise é bióloga e não via o conteúdo do ensino médio há 17 anos

Seria natural imaginar que alguém que tem 35 anos, é formada em Biologia pela USP, doutorado e pós-doutorado em Biologia Celular e Molecular e uma sólida carreira na área de Biotecnologia estivesse satisfeita e não pensasse em mudança, certo? Não no caso de Marise Lopes. Ela resolveu investir em um sonho de infância e foi aprovada em Medicina, na Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos (FACISB).

Marise sempre sonhou em ser médica, mas não achou que conseguiria ser aprovada no vestibular de Medicina quando concluiu o ensino médio, por isso, optou por seguir outro caminho. Afirma não se arrepender da escolha que fez, mas a vocação e o desejo seguiram acompanhando ela, mesmo com uma carreira bem sucedida na área escolhida.

Ao retomar os estudos durante a preparação para o vestibular, ela precisou conciliar seu tempo entre matérias do ensino médio, que não estudava havia 17 anos, e seu trabalho na área de Biotecnologia. Foi necessário fazer mudanças importantes na sua rotina diária para dar conta de todo o conteúdo que precisava ver em apenas quatro meses.

Para Marise, dois pontos muito importantes durante a preparação para o Enem e vestibulares é a autocrítica, ou seja, ter a consciência real de qual é seu nível de conhecimento em cada matéria. Além disso, é preciso ser persistente e correr atrás de algo que se deseja.

Ela conversou com a gente e compartilha um pouco da sua caminhada rumo a tão sonhada vaga no curso de Medicina da FACISB. Veja como foi essa conversa com a mais nova futura médica do país.

Stoodi: Por quanto tempo você estudou usando a plataforma do Stoodi?

Marise: Estudei durante o período de agosto a novembro de 2017, foram aproximadamente 4 meses.  

 

Stoodi: Como era a sua rotina de estudos?

Marise: Eu demorei um pouco até conseguir estabelecer uma rotina de estudos consistente, por duas razões: a primeira é que eu ainda estava trabalhando em tempo integral, e a segunda é porque fazia muitos anos que eu não estudava para uma prova no modelo dos vestibulares, estava “fora de forma”. Assim, levei quase um mês até chegar no formato ideal para mim.

Além disso, conversei na empresa em que trabalho para fazer “home office”, assim tive tempo livre para me dedicar aos estudos. Começava a estudar às 7h e ia até as 15h, com intervalos, é claro. Fazia 1 hora e meia por matéria (foquei em estudar apenas matemática, física, química e biologia), com intervalo de 15 minutos entre elas.

Depois, resolvia coisas do trabalho no período entre 16h e 20h. Às vezes, quando sentia que não estava dominando a matéria, tentava estudar um pouco à noite, e se eu estava muito animada, estudava alguma coisa das matérias de humanas. Sempre gostei muito de ler, então isso me ajudou muito em português, redação e em história.  

 

Stoodi: O que te fez voltar a estudar e mudar de área foi um sonho de infância?

Marise: Sim, desde criança sempre quis ser médica, mas quando cheguei na época de prestar vestibular, acabei desistindo porque me convenci de que não seria o melhor para mim. Hoje eu vejo que foi medo de fracassar (não passar no vestibular). Acabei fazendo Ciências Biológicas em uma boa universidade (USP) e segui os estudos fazendo Doutorado e Pós-doutorado na área de Biologia Celular e Molecular, também na USP.

Não me arrependo de ter seguido esse caminho, tenho um ótimo trabalho na área de Biotecnologia, e consegui minha independência financeira há muitos anos. Mas há uns seis meses, senti que obtive tudo que eu queria dessa carreira, e foi aí que a vontade de fazer medicina aflorou de novo.

 

Stoodi: Quais foram as maiores dificuldades durante a preparação?

Marise: Ter que trabalhar (mesmo que eu tenha diminuído drasticamente minhas responsabilidades na empresa) e estudar ao mesmo tempo. Pensar em fazer faculdade com esse pessoal de 18-19 anos também me assombra! rs   

 

Stoodi: Que benefícios você enxerga em uma plataforma de educação online, como o Stoodi?

Marise: Quando prestei vestibular pela primeira vez, anos atrás, não existia esse tipo de plataforma. Acho excelente não só para pessoas que, como eu, estão há muitos anos sem ver a matéria do Ensino Médio, mas também para qualquer aluno que realmente esteja focado nos estudos, pois te permite rever a matéria toda de uma forma direta e prática.

Para funcionar, precisamos ser muito mais pró-ativos e termos autocrítica para perceber quando estamos dominando o assunto ou não. Isso sem contar, é claro, com os já conhecidos benefícios do cursinho online, como a flexibilidade dos horários, poder voltar o conteúdo quantas vezes forem necessárias, acelerar os vídeos etc.

Uma sugestão que gostaria de deixar para o Stoodi é montar um plano de estudos voltado para a medicina, por exemplo. Na minha opinião, a plataforma já é a melhor em termos de organização, conteúdo e banco de exercícios. Se tiver planos específicos para os cursos mais concorridos, vai ser imbatível.

 

Stoodi: Que dicas você daria para outros estudantes que estão em busca da tão sonhada vaga?

Marise: Acho que o fundamental é ter autocrítica quanto ao próprio conhecimento. Acertar os exercícios mais fáceis não significa dominar o assunto, é preciso aprofundar, revisar a matéria de tempos em tempos, resolver provas anteriores e fazer simulados. Dominar o emocional na hora da prova também é decisivo. E mais que tudo, ter persistência e não desistir do sonho de uma vida simplesmente por preguiça.

 

Luiz Serpa

Jornalista, corredor, amante de futebol americano e integrante do time de Marketing e Conteúdo do Stoodi. Prefere ser chamado de “Serpa” e é apaixonado por cachorros.

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