Veja o que foi o Movimento Hippie e sua importância!

A história do século XX é marcada por grandes transformações políticas e culturais no mundo todo. Guerras mundiais, ditadura, revoluções, polarização das ideias e muitas mudanças de comportamento marcaram esses cem anos.

No campo cultural, o movimento hippie foi responsável por propor mudanças no comportamento social e pelo rompimento com as formas tradicionais de organizar a vida cotidiana. Muitas coisas que vivemos hoje são consequências desse momento.

Quer entender melhor essa história? Continue a leitura!

O que foi o movimento Hippie?

O movimento Hippie surgiu nos anos 1960, quando os jovens conscientes mostraram que não estavam dispostos a viver da mesma forma tradicional e conservadora da maioria das famílias naquela época.

Foi a década mais contestadora do século passado. O objetivo era atacar o sistema, ou seja, uma sociedade que produzia miséria, violência, guerras e angústia. A origem desse termo deriva da palavra “hipster”, usada para classificar ativistas do movimento negro.

Esse processo teve origem nos Estados Unidos, foi impulsionado por artistas e músicos e se espalhou por vários países do mundo. Os Beatles foi uma banda que surgiu nesse contexto e foi responsável pela difusão da contracultura em todo o planeta.

Características do movimento Hippie

Nos Estados Unidos, durante a Guerra do Vietnã valia tudo: passeatas, ovos podres em políticos reacionários, ficar nu em frente à Casa Branca, camisetas com o lema “Faça amor, não faça guerra”, etc.

Muitos estudantes norte-americanos se tornaram militantes de esquerda — denunciaram a existência de milhões de pessoas passando fome no país capitalista mais rico do mundo e repudiavam o dinheiro e a mercantilização da vida humana. Outros jovens acreditavam na não-violência e na vida espiritual, em oposição ao materialismo proposto pelo capital. Muitos se tornaram hippies.

Entre as características do movimento hippie podemos citar roupas coloridas, homens de barba e cabelo compridos, moças com flores no cabelo, músicas com violão e acampamentos. Em suma, os hippies recusavam a sociedade de consumo e a família tradicional. Além disso, admiravam a cultura do Oriente, vestiam batas indianas e apreciavam a alimentação natural.

Tinham algo de socialista utópico e de anarquista pacifista, porque repudiavam o Estado e o capital, optando pela vida comunitária em vez do individualismo. Preferiam a natureza à fumaça das cidades, o rock ao barulho das metralhadoras, o sexo à violência da polícia, o amor à sociedade de consumo.

O movimento Hippie foi importante para as mudanças culturais e de comportamento. Até então, as mulheres ocupavam um papel de submissão ao homem e sua principal função era cuidar dos afazeres domésticos. Foi nesse contexto de rebeldia, proposto pelos hippies, que elas começaram a queimar sutiãs em praças públicas, o que, simbolicamente, significa que as mulheres não eram apenas um objeto sexual. Assim, o movimento feminista ganhou as ruas para dizer não ao machismo.

Foi também a época da revolução sexual, quando os cabelos masculinos cresceram e as saias femininas encurtaram. Quebrar o tabu da virgindade era visto como uma forma de libertar as pessoas. A pílula anticoncepcional virou arma feminina na luta pelo prazer.

Movimento Hippie: Woodstock

mulher movimento hippie

O Festival Woodstock aconteceu nas imediações da cidade de Bethel, nos Estados Unidos, em agosto de 1969. Foi um dos principais festivais de música da história, pois representou o auge da contracultura e da efervescência cultural do momento.

Mais de 400 mil pessoas participaram do evento. A cidadezinha não deu conta de suprir todas as demandas por comida e água e as cidades vizinhas tiveram que dar suporte. A ideia dos organizadores era reunir os principais nomes da contracultura, como Janis Joplin, Jimi Hendrix, The Who e Joe Cocker. Outras bandas como The Doors, Bob Dylan, Led Zeppelin e John Lenon foram convidados, mas não participaram do festival.

O público viveu três dias de muita agitação cultural, quando pôde colocar em prática os ideais de comportamento e de vida. O uso de drogas, como a maconha, o LSD e a mescalina acontecia naturalmente. A liberdade para brincar, dançar e fazer sexo esteve presente. A ideia era viver uma vida de “paz e amor”, como pregavam os hippies.

Movimento Hippie e Flower Power

Flower Power (Poder das Flores) foi um lema utilizado pelos hippies como símbolo da não-violência e repúdio à Guerra do Vietnã. O termo foi criado pelo poeta Allen Ginsberg, em 1965, e objetivava incentivar a vida em comunidade, livre das dominações capitalistas.

Vários artistas aderiram à causa. A cidade de São Francisco tornou-se o ponto de encontro das bandas de rock que comandaram toda a agitação cultural. O músico Scott Mackenzie, por exemplo, estourou com a canção “San Francisco” que dizia: “Se você estiver indo a São Francisco, não se esqueça de colocar flores em seu cabelo”.

Os hippies do movimento Flower Power reivindicavam mais liberdade, igualdade de direitos, defesa dos animais e do meio ambiente, o fim da Guerra do Vietnã e a luta contra as armas.

O movimento Hippie no Brasil

Com a expansão do movimento hippie mundo afora, o Brasil rapidamente teve contato com os ideais de contracultura e de rebeldia. Houve adesão de estudantes e artistas, como no caso dos tropicalistas, que buscaram o rock’n’roll como referência, utilizaram roupas coloridas e tentavam romper com o comportamento social e cultural dominantes.

Vivendo durante a Ditadura Militar, os jovens do Brasil também tinham objetivos parecidos com os hippies norte-americanos: igualdade de direitos, liberdade de comportamento, fim do machismo e das arbitrariedades dos governos militares.

Muitos artistas e estudantes foram perseguidos, presos e até mortos por divulgar ideais que eram considerados rebeldes. Na música, grandes nomes como Tom Zé, Rita Lee, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Sérgio Sampaio, entre outros, deram o recado.

Estudar história é mesmo incrível, não é? Por meio dela, podemos aprender muito sobre os dias atuais. Graças ao movimento hippie, tivemos muitos avanços nas questões comportamentais e sociais que estão vigentes ainda hoje.

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Beatriz Abrantes

Cursando jornalismo, é apaixonada pela profissão e por inventar receitas em sua cozinha. Faz parte do time de Marketing e Conteúdo do Stoodi, focada em SEO. A Bia adora dançar, participa de ONG’S de proteção aos animais e ama passar tempo vendo filmes. Conheça mais os seus textos!

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