Números romanos: tudo sobre esse sistema de numeração!

Entenda o que são os números romanos e a sua importância!

O sistema matemático formado pelos números romanos foi criado na Roma Antiga — por volta do século VIII a.C. — atravessou os séculos e continua sendo utilizado, em inúmeras situações, até os dias de hoje, inclusive nas questões do Enem e dos vestibulares!

E para ajudar você a ficar por dentro desse tema que passa pelas disciplinas de História e Matemática, este post traz um conjunto de tópicos que vai explicar ponto a ponto o conteúdo.

Então, reúna os seus materiais de estudo e entre de cabeça com a gente em mais uma dica de estudo!

E, como dizem os romanos, andiamo poi! Ou, traduzindo, vamos lá!

O que são os números romanos?

Você já reparou que certas informações numéricas, como a indicação de séculos — nomes de reis e papas, ou os capítulos de alguns livros — são escritas por meio de letras? Pois bem, essa é a representação dos números em algarismo romano!

A principal diferença dos algarismos romanos para os indo-arábicos, que vão de 0 a 9, é a forma de contagem. Além de utilizar números negativos ou decimais, por exemplo, o sistema romano utiliza sete letras maiúsculas: I, V, X, L, C, D e M, que correspondem, respectivamente, a: 1, 5, 10, 50, 100, 500, 1000.

Para escrever outros algarismos, é preciso combiná-los de acordo com algumas regras específicas conhecidas como princípios aditivo e subtrativo. Você poderá conhecê-las melhor nos tópicos abaixo:

Princípio aditivo

Neste primeiro caso, para chegar ao resultado desejado, devemos começar pelo número romano menor e, a seguir, somá-lo com os outros de menor ou igual valor, como você pode conferir nos exemplos a seguir:

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  • o numeral 6, resultado da equação entre 5 + 1 (V e I, respectivamente) é representado, no sistema de numeração romano, por VI;
  • para chegar ao número 27, precisamos reunir 10 + 10 + 5 + 1+1, que, quando transformados em algarismos romanos, resultam em XXVII.

Princípio subtrativo

Quando não conseguimos chegar ao resultado desejado por meio do princípio aditivo, utilizamos o subtrativo, que consiste em utilizar o algarismo menor seguido por outro de maior valor.

Para representar o número 4, por exemplo, devemos partir da equação 5 – 1, em que 5 é identificado pela letra V, e 1, por I. Seguindo a lógica de que o algarismo menor deve vir primeiro, chegaremos à representação IV.

Além dessas regras, é importante observar, também, algumas outras particularidades:

  • desde a sua criação, esse sistema de numeração jamais contemplou o número zero;
  • um algarismo romano não pode ser repetido lado a lado mais de três vezes;
  • a partir do número 4.000, utiliza-se um traço acima das letras, que significa a multiplicação por mil.

Mas, de onde vieram os números romanos? É o que vamos contar para você na sequência. Então, continue a leitura e prepare-se para uma verdadeira viagem ao passado!

História dos números romanos

Agora, vamos voltar alguns séculos para descobrir como surgiram os números romanos e traçar uma linha histórica até os dias de hoje.

Como comentamos no início deste post, o sistema de numeração romano foi criado na Roma Antiga há quase 3.000 anos. Durante muito tempo, foi a forma de representação numérica mais utilizada no continente europeu.

À semelhança de outros sistemas, como o egípcio, o oriental ou o indo-arábico, o romano surgiu da necessidade dos povos da época de realizar cálculos do dia a dia para comercializar produtos, contar as horas e datas, categorizar, listar e ordenar itens das mais diferentes naturezas.

Datas em números romanos

Ainda hoje, utilizamos os números romanos para representar os séculos. E para acertar na conta e descobrir a qual período centenário pertence um determinado ano, basta cortar o algarismo das unidades e das dezenas e, na sequência, somar os restantes ao número 1. Veja só:

  • se o ano for 720, temos 7 + 1 = 8, ou, século VIII;
  • se o ano for 1922 d.C., temos 19 + 1 = 20, ou, século XX.

Relógio com números romanos

relógio números romanos

O relógio também merece um destaque especial, porque foge à regra do princípio subtrativo, sobre o qual falamos anteriormente, já que o número 4 é representado por IIII, em vez de IV.

Uma possível explicação para esse caso é a estética.

No relógio com números romanos, busca-se estabelecer um equilíbrio visual para o mostrador, de modo que as quatro primeiras horas são representadas pelo numeral I — I, II, III e IIII — as seguintes são iniciadas pelo algarismo V — V, VI, VII e VIII — e as últimas são compostas por X — IX, X, XI e XII.

Tabela de números romanos

Agora que você já conhece a história dos números romanos e como eles são representados, vamos mostrar uma sequência com alguns dos exemplos mais comuns destes algarismos juntamente aos valores correspondentes no sistema indo-arábico.

Isso, certamente, vai facilitar os seus estudos na hora de identificar épocas históricas e fazer cálculos. Veja só:

  • I = 1
  • II = 2
  • III = 3
  • IV = 4
  • V = 5
  • VI = 6
  • VII = 7
  • VIII = 8
  • IX = 9
  • X = 10
  • XI = 11
  • XII = 12
  • XIII = 13
  • XIV = 14
  • XV = 15
  • XVI = 16
  • VXII = 17
  • VXIII = 18
  • VIX = 19
  • XX = 20
  • XXX = 30
  • XL = 40
  • L = 50
  • LX = 60
  • LXX = 70
  • LXXX = 80
  • XC = 90
  • C = 100
  • CC = 200
  • CCC = 300
  • CD = 400
  • C = 500
  • DC = 600
  • DCC = 700
  • DCCC = 800
  • CM = 900
  • M = 1000
  • MM = 2000
  • MMM = 3000

E aí, gostou deste post sobre números romanos e quer conferir outros conteúdos sobre Matemática e História? Então, confira as dicas de estudo do blog do Stoodi para revisar os principais conteúdos para Enem e vestibulares!

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