O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é hoje a principal modalidade de entrada para as grandes universidades e faculdades do país. Não há um candidato ao ensino superior que não leve em consideração o Enem como opção.

Nos últimos 20 anos, o exame passou por diversas modificações até se tornar o que é hoje. Se, antigamente, ele servia apenas como uma maneira de medir os conhecimentos adquiridos durante o ensino médio, hoje em dia o Enem é o principal concurso de seleção para universidades e programas federais do Brasil, em conjunto com SiSU, Prouni e Fies.

Já percebeu que não dá para ignorar a importância desse exame, certo? Pensando nisso, separamos as principais dicas de estudo para o Enem para você ter sucesso e se dar muito bem na prova. Confira!

Estude os temas que mais caem

A prova do Enem tem uma característica peculiar: não é dividida em disciplinas, como os outros vestibulares, mas sim em áreas do conhecimento. Esses grandes grupos são categorizados da seguinte maneira:

Dessa maneira, ainda que não venham explicitamente escritas nas provas, as disciplinas tradicionais são cobradas normalmente em cada uma dessas áreas do conhecimento. Por isso, não precisa se desesperar: você pode continuar estudando Matemática, Português e outras matérias sem se preocupar com uma junção de todas em uma mesma questão.

A aplicação da prova ocorre em dois dias diferentes. Alguns anos atrás, ela acontecia em um único fim de semana. Pelo tamanho e dificuldade do exame, a maioria dos candidatos reclamava desse caráter consecutivo, de modo que hoje o Enem é aplicado em dois domingos na sequência, com uma semana de intervalo entre eles.

Elaborada com base na Matriz de Referência, responsável por descrever as competências e habilidades exigidas dos candidatos, a prova do Enem tem 180 questões de múltipla escolha, com 5 alternativas no formato A, B, C, D e E. Cada questão é contextualizada, de modo que a interpretação de texto é fundamental em todas as provas.

Separamos, abaixo, alguns dos assuntos mais cobrados em cada disciplina, de acordo com a quantidade de questões presentes nos exames de 2009 a 2016:

Matemática

  • Geometria = 189
  • Aritmética =92
  • Escala, razão e proporção = 87
  • Funções = 65
  • Porcentagem = 60
  • Gráficos e tabelas = 60
  • Estatística = 49
  • Probabilidade = 42
  • Equações elementares = 19
  • Sequências = 18
  • Análise combinatória = 16
  • Números inteiros e reais = 12
  • Trigonometria = 8
  • Notação Científica = 2
  • Matriz = 1

Português

Espanhol

  • Compreensão e interpretação textual = 40
  • Semântica/domínio lexical = 9
  • Funções da linguagem = 5
  • Leitura e interpretação de charges e tirinhas = 4
  • Identificação de função do texto = 4
  • Análise de texto literário em prosa = 3
  • Análise e interpretação de músicas e poemas = 2
  • Leitura e artes = 1
  • Figuras de linguagem = 1
  • Diversidade cultural = 1

Inglês

  • Leitura e interpretação de textos = 33
  • Leitura e interpretação de cartuns, tirinhas e charges = 10
  • Domínio lexical = 9
  • Análise e interpretação de poemas e canções = 7
  • Identificação da função do texto = 5
  • Diversidade cultural = 2
  • Diversidade linguística = 4

Biologia

  • Humanidade e ambiente = 55
  • Citologia = 32
  • Histologia e fisiologia (animal e humana) = 32
  • Fundamentos da ecologia = 23
  • Biotecnologia = 22
  • Microbiologia e doenças associadas (parasitologia) = 22
  • Cadeias e teias (fluxo de energia) = 16
  • Evolução = 16
  • Biologia molecular (inorgânica e orgânica) = 12
  • Biomas = 12
  • Genética mendeliana = 8
  • Botânica = 8
  • Genética molecular
  • Embriologia e reprodução (animal e humana) = 6
  • Método científico = 4
  • Taxonomia/Sistemática = 2
  • Zoologia = 2
  • Origem da vida = 2
  • Indicadores sociais = 1
  • Legislação e cidadania = 1

Química

  • = 7
  • Embriologia e reprodução (animal e humana) = 6
  • Química geral = 66
  • Físico-química = 63
  • Química orgânica = 48
  • Química Ambiental = 32
  • Energia = 25
  • Água = 16
  • Atomística = 15

Física

  • Mecânica = 64
  • Eletricidade e Energia = 52
  • Ondulatória = 40
  • Termologia = 36
  • Óptica = 19

História

  • Idade Contemporânea = 53
  • Brasil Colônia = 34
  • Brasil Império = 26
  • História política = 25
  • Movimentos sociais = 20
  • Patrimônio histórico-cultural e memória = 19
  • Era Vargas = 17
  • Primeira República (1889-1930) = 16
  • Idade Moderna = 15
  • Idade Antiga = 14
  • Tecnologia da informação, meios de comunicação e arte = 12
  • Cidadania = 12
  • Identidade cultural = 12
  • Idade Média = 11
  • Ditadura Militar (1964-1985) = 10
  • Brasil República = 8
  • História da América = 8
  • Antropologia = 7
  • Identidade Nacional = 6
  • Direitos humanos = 6
  • Nova República (1985) = 5
  • República Liberal (1945-1964) = 4
  • Democracia = 3
  • Formação dos Estados Unidos = 1
  • Questão Indígena = 1

Geografia

  • Geografia agrária = 54
  • Meio ambiente = 47
  • Questões econômicas e globalização = 40
  • Geografia urbana = 31
  • Geopolítica = 23
  • Demografia e cultura = 23
  • Geografia física = 20
  • Tecnologia, transportes e comunicação = 14
  • Indústria = 13
  • Energia = 11
  • Cartografia = 6

Filosofia

  • Ética e justiça = 18
  • Natureza do conhecimento = 13
  • Democracia e cidadania = 11
  • Filosofia Contemporânea = 11
  • Filosofia Moderna = 10
  • Filosofia Antiga = 9
  • Relações de Poder = 7
  • Surgimento da Filosofia = 2
  • Intolerância = 2
  • Filosofia Medieval = 2

Sociologia

Tenha um plano de estudos

O plano de estudos é um dos pontos mais importantes para uma boa rotina. Com ele, você consegue organizar o que tem de mais precioso na sua preparação: seu tempo.

Cada pessoa possui uma realidade diferente. Alguns estão em um regime de dedicação total aos estudos, enquanto outros precisam dividir seu tempo com uma rotina de trabalho. Para ambos, colocar no papel e organizar as tarefas e as sessões de estudo é essencial para a qualidade do tempo de estudo.

Pense primeiro na disponibilidade de tempo que você tem. A partir daí, é fácil distribuir as atividades ao longo do dia, em blocos de cerca de uma hora (evitando assim a sobrecarga mental e o cansaço da repetição de assuntos). Não se esqueça de incluir exercícios físicos e intervalos de descanso. Eles são tão importantes quanto os assuntos escolhidos para estudar.

Lembre-se também da importância de definir seus objetivos e metas para o cronograma a ser montado. Provavelmente seu grande objetivo será alcançar uma nota que possibilite a entrada no curso desejado. Com isso em mente, é hora de pensar nas metas: o que você precisa melhorar para obter uma excelente nota do Enem? Quais os seus pontos fracos que precisam de reforço?

Utilize também os recursos tecnológicos! Além do completíssimo plano de estudos personalizado do Stoodi, você ainda pode lançar mão de aplicativos que ajudam a manter a organização da sua rotina.

Faça exercícios

amigos reunidos dicas de estudo

Não há melhor maneira de praticar o conhecimento em um assunto de vestibular do que fazendo exercícios e resumos. Nos quase 10 anos do novo formato do Enem, o que não faltam são questões de prova para você resolver.

O ideal para se dar bem é buscar exercícios relativos ao assunto que você acabou de estudar. Ou seja, para cada sessão de estudo, separe alguns exercícios para resolver. Dessa maneira, você estará ajudando seu cérebro a entrar no ritmo e fixar os temas, além de entender, na prática, como isso será cobrado no dia da prova do Enem.

Dentro do universo de temas cobrados no Enem, alguns são considerados mais complexos, com uma taxa de erros muito maior. Abaixo, você confere os 10 assuntos mais errados nas provas do Enem, em que menos de 33% dos alunos acertaram as questões, em média:

  1. Química – Concentração e Diluição
  2. Física – Magnetismo: eletromagnetismo e força magnética
  3. Matemática – Prisma
  4. Português – Acentuação gráfica
  5. Biologia – Metabolismo Celular
  6. História – Baixa Idade Média
  7. Geografia – Conflitos e Tensões Mundiais
  8. Artes – Vanguardas Artísticas Europeias
  9. Português – Intertextualidade
  10. Matemática – Probabilidade

No histórico das provas, esses são os assuntos mais complexos, de acordo com o resultado da média de acertos por parte dos candidatos. Obviamente, você não deve balizar seu estudo apenas nisso, mas é interessante praticar as questões desses temas.

Simulados, simulados, simulados!

A melhor maneira de se acostumar com a rotina de uma prova é, obviamente, treinando. Mas o Enem acontece apenas uma vez no ano, certo? Então como se familiarizar com a prova? Um jeito fácil é resolver as provas antigas, disponíveis na internet.

Assim, você consegue entender melhor como funciona a prova, como as questões são estruturadas e quais assuntos foram cobrados nas provas anteriores. Mesmo sendo uma ótima maneira de praticar seus conhecimentos com questões reais do próprio exame, existe um problema: você não terá a experiência do dia real da prova.

Mas não se preocupe, isso pode ser resolvido. A maioria dos candidatos inexperientes possui problemas com o nervosismo e a organização do tempo na hora de fazer a prova. A questão de se acostumar com a logística, o deslocamento e os locais de prova pode ser resolvida com a possibilidade de prestar o exame como treineiro (para quem tem menos de 18 anos).

Uma das melhores dicas de estudo para o Enem é treinar em simulados. A estrutura da prova e o controle da velocidade com que as questões são resolvidas em treinos utilizando o mesmo modelo da prova, com o mesmo número de questões e estruturação, no mesmo tempo de execução.

A principal vantagem de se fazer um simulado é se familiarizar-se com o tipo de prova que você vai encarar no dia do concurso. O Enem, por exemplo, tem um jeito muito característico de abordar as questões, valorizando a interpretação de texto e contextualizando cada exercício.

Além disso, todo candidato precisa de uma estratégia para fazer a prova. O que é melhor? Começar pelas questões mais difíceis? Finalizar aquelas em que você possui mais facilidade? É fundamental encontrar aquela estratégia que funciona melhor para você e aplicá-la no dia da prova com mais segurança e tranquilidade.

A pressão da prova também é treinada com a realização de simulados. Eles são feitos com a mesma logística, considerando a organização do aluno e as regras exigidas pelo concurso. Por isso, simulados são feitos em um ambiente calmo, silencioso e com um tempo limitado.

Outro ponto positivo é utilizar o simulado para entender aquilo que você precisa estudar melhor. Analise o seu resultado e veja o que você mais errou e precisa de reforço. Assim, na hora da prova, você terá menos dificuldades com os assuntos que julga mais complexos.

Cronometre o tempo

Sem dúvidas, a principal vantagem de se treinar com simulados é entender o seu tempo. Para uma prova tão complexa e extensa quanto o Enem, é fundamental controlar o tempo gasto em cada questão. Afinal de contas, sem esse controle, o simulado não passa de uma lista de exercícios.

Experimente limitar o tempo de resolução do simulado de maneira semelhante ao tempo disponível que você terá no dia. Além disso, tente cronometrar em quantos minutos, em média, você consegue resolver uma questão, seja das mais fáceis ou das mais difíceis.

A ideia principal é calcular uma média de tempo gasto para cada questão, entendendo quanto tempo você demora em cada prova. Assim é possível adequar a sua estratégia de acordo com o seu rendimento.

Dessa maneira, você terá um controle melhor do seu rendimento, conseguindo calcular em quanto tempo, em média, conseguirá finalizar a prova em cada um dos dias do Enem. Assim, as chances de chegar nos minutos finais com muitas questões em branco são menores, o que traz sensação de calma e tempo organizado.

Faça mapas mentais

Quem está se preparando para o Enem já sabe que os conteúdos cobrados são muito extensos e ricos. E, para dar conta de cobrir todos os assuntos, é preciso encontrar métodos de otimização do processo de aprendizagem. Uma ótima maneira de fazer isso é criar um mapa mental.

Um mapa mental é uma técnica de estudo desenvolvida no final dos anos 1960, na Inglaterra. É, basicamente, uma espécie de resumo feito por associação, ilustrado com setas, gráficos, imagens, frases e associações.

A ideia é, em uma folha em branco, colocar um conteúdo abrangente centralizado. A partir de então, é necessário fazer várias conexões entre os temas, adicionando qualquer informação complementar que for necessária.

O método é muito fácil, pois trabalha com a intuição do aluno e, até mesmo, a criatividade, já que a ideia é inserir informações em um “caos organizado”. Essa técnica gráfica ajuda o aluno a exercitar áreas do seu cérebro que normalmente não são ativadas durante os estudos, facilitando a conexão entre os assuntos.

Para criar um bom mapa mental, é ideal seguir algumas dicas de organização:

  • utilize uma folha de papel em branco, sem pautas;
  • tenha canetas de cores diferentes (ou até mesmo lápis de cor);
  • fique atento às palavras-chave de cada tema;
  • identifique, primeiramente, temas, matérias e assuntos específicos;
  • escreva em letra de forma, para facilitar a leitura após a confecção do mapa;
  • use letras grandes para assuntos-chave, pois estimulam o canal visual e ajudam a facilitar os processos de revisão.
  • seja o mais sucinto possível, abreviando as palavras que conseguir;
  • preencha o mapa do centro para as extremidades;
  • desenvolva o mapa quebrando os temas em níveis, levando em consideração o grau de importância de cada um;
  • abuse do uso de desenhos, gráficos e imagens que possam simbolizar os assuntos estudados.

O mapa mental pode ser feito durante as sessões de estudo, substituindo as tradicionais anotações passivas, que dificilmente serão passadas a limpo ou mesmo revisadas. A ideia da ferramenta é raciocinar em cima do conteúdo e quebrá-lo em palavras menores, que resumem cada assunto. Dessa forma, a memorização é feita não apenas na hora da revisão, mas também durante o processo de montagem do mapa.

Lembre-se da Redação

Quando falamos em Enem é impossível esquecer a prova de Redação, certo? Sem dúvida, é um dos pontos mais importantes, se não for o mais crítico de todo o exame. A redação do Enem vale 1000 pontos sozinha e alcança um peso gigantesco no resultado global.

Esse peso é tão grande que, caso alguém zere a redação do Enem, errando o tema ou não atendendo ao enunciado, esse candidato está automaticamente excluído do exame. A maioria das grandes universidades federais ainda exige uma pontuação mínima da redação para que o participante possa, ao menos, tentar concorrer a uma vaga.

Ou seja, não adianta você se garantir com ótimas notas em Matemática, Física, Química, Biologia, História ou outra disciplina se não fizer uma boa redação. Ela é fundamental para que você consiga garantir a tão sonhada vaga na universidade.

Como fazer a prova de Redação

Com relação ao tema da prova de Redação, é importante entender que ele é variável e só é conhecido no 1º dia do Enem. Constitui-se da produção de texto dissertativo-argumentativo, tipo textual que exige do candidato construir uma tese inicial e defender seus pontos de vista ao longo do texto.

Nesse sentido, é fundamental entender que o Enem sempre cobrará temas ligados a atualidades e à vida em sociedade no Brasil. A prova de redação sempre pede uma proposta de intervenção para questões sociais específicas —– e não uma solução para elas. Dessa maneira, a ideia é que seja apresentada uma proposta de enfrentamento ao problema levantado, mesmo que já exista atualmente.

Por isso, esteja atualizado com os últimos acontecimentos, principalmente em anos críticos como este de 2018, em que o cenário político-social é conturbado e teremos eleições um mês antes da prova.

O importante para os avaliadores da banca de redação do Enem é que o texto do candidato apresente bons argumentos, articulados com elementos coesivos adequados, embasando com qualidade e coerência a ideia de intervenção apresentada, e seja escrito de acordo com a norma culta da Língua Portuguesa.

Para se preparar para fazer uma boa prova de redação é necessário praticar. São centenas de possibilidades de temas disponíveis hoje e o ideal é escrever sempre durante a sua preparação para o Enem.

O Stoodi conta com uma plataforma especial de correção de redações, em que você submete seus textos para avaliação de professores especializados no assunto.

Como estudar para o Enem sozinho?

Estudar para o Enem é uma tarefa que demanda organização e disciplina do aluno. É preciso se dedicar e focar no objetivo final, o que acontecerá independentemente do que estiver à disposição do candidato. Ou seja, é possível estudar tanto em cursinho quanto sozinho, em casa.

Considerando o alto custo da maioria dos cursinhos preparatórios e a logística complicada para muitas pessoas, que muitas vezes não podem abrir mão de horários de trabalho para assistir às aulas, cursinhos on-line como o do Stoodi são ideais para quem precisa de flexibilidade.

Quer dicas para estudar para o Enem sozinho? Conte com centenas de horas de videoaulas exclusivas, com professores especialistas e experientes. Você ainda tem acesso a uma gigantesca base de exercícios, podendo praticar a hora que quiser. O Stoodi favorece o aprendizado orgânico e focado nas necessidades de cada aluno. Na plataforma, você ainda consegue montar um plano de estudos individual.

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