Recentemente as fake news se tornaram um fenômeno global de grandes proporções e dados alarmantes. Esse termo trata-se literalmente da divulgação de notícias falsas por meio das redes sociais que, com a popularização da internet, podem causar impactos negativos na sociedade.

Com um grande número de usuários, os aplicativos de mensagens instantâneas são os principais responsáveis pela distribuição de conteúdos falsos. Ainda, vale destacar que nesse tipo de prática existem diversas pessoas interessadas, favorecendo a disseminação das fake news.

Neste cenário, é fundamental que exista um combate a esse tipo de conteúdo para que não ocorram problemas mais sérios no futuro. Ficou interessado neste assunto? Então, continue a leitura e entenda mais sobre as fake news.

Fake news: o que significa?

Em diversos momentos da história da humanidade pode-se observar a divulgação de informações falsas tidas como verdade. Contudo, esse fenômeno conhecido como fake news vem ganhando força após a popularização da internet e o domínio das mídias sociais.

Fake news, portanto, é um termo em inglês que significa, em tradução literal, notícias falsas, que foi criado para representar a divulgação de conteúdos duvidosos. Em evidência desde 2016, a sua popularização se deu por conta das eleições norte-americanas que definiram Donald Trump como o 45º presidente dos Estados Unidos.

As atenções ficaram voltadas para esse fenômeno após mensagens circularem nas redes sociais denegrindo a imagem dos opositores de Trump. Por outro lado, as falsas notícias acabaram por popularizar e reforçar a candidatura do atual presidente.

Como surgiu o termo fake news?

Como dito, ainda que o tema fake news seja atual, a disseminação de notícias falsas é uma estratégia muito antiga. Até meados do século XX, a história contada era a do lado daqueles que haviam ganhado guerras, colonizadores, exploradores e demais personalidades da época.

A história dos vencedores sempre teve um pé nas fake news, ou melhor, sempre precisou de uma certa manipulação para atender a padrões de heroísmo, ou para que determinada ação parecesse mais nobre do que realmente foi. Por isso, mulheres, negros, pessoas escravizadas e países derrotados em guerras não tinham direito de darem suas versões sobre os fatos.

A partir do século XX começou então um interesse pelas histórias dos vencidos. Ou seja, foi dado novamente aos grupos minoritários o poder de expor sua própria narrativa. Assim, essas narrativas acabaram fazendo uma forte oposição à visão dos vencedores e, também, foram os primeiros passos para combater as fake news do passado.

Atualmente, as notícias falsas viralizam rapidamente ao redor do mundo graças ao poder de compartilhamento das redes sociais. Sendo assim, não são mais apenas grupos minoritários que podem se tornar vítimas, mas sim todos os indivíduos da sociedade que podem, em algum momento, fazer parte desse movimento.

Por que as fake news viralizam?

Quando algo se torna viral quer dizer que “infectou” o mundo todo, se tornando um movimento global. Esse termo vem da palavra “vírus” e passa uma ideia de epidemia. Ou seja, a contaminação de pessoa para pessoa até infectar um grande número da população.

No caso específico da internet, trata-se de um fenômeno que provoca tamanho interesse nas pessoas, que acaba indo de computador a computador, celular a celular, aparecendo para todos os interessados.

As fake news chamam tanto a atenção que acabam viralizando por conta de um fenômeno sociológico conhecido como pós-verdade. Para manter a coerência com o tempo histórico, esse conceito se tornou famoso em 2016 — ano das eleições presidenciais norte-americanas.

Segundo o conceito de pós-verdade, cada indivíduo tem uma tendência maior a acreditar na informação que lhe agrada, ou esteja mais relacionada com seus direcionamentos morais e crenças. Assim, esse indivíduo passa a excluir as possibilidades de crítica e análise para confiar cegamente na informação recebida, apenas porque ela concorda com suas crenças.

Portanto, esse conceito busca problematizar e compreender melhor como funcionam as fake news. Ainda, de acordo com o historiador brasileiro mais famoso da atualidade, Leandro Karnal, esse conceito representa uma seleção afetiva de identidade, ou seja, pega-se para si apenas aquilo que lhe agrada sem pensar nas consequências do ato ou na veracidade da informação.

Dessa forma, as fake news se tornam uma espécie de ferramenta da pós-verdade. Uma vez que os veículos de comunicação obedecem a certos direcionamentos — sejam eles políticos, sociais, culturais ou econômicos —, pode haver uma certa manipulação do que se compreende por verdade.

Tipos de compartilhamento das fake news

Nem todas as pessoas que compartilham fake news e acabam por ajudar a torná-las virais têm as mesmas intenções — afinal, existe o repasse inocente ou apuração incompleta. Nesse caso, os compartilhamentos são feitos sem que o responsável pense direito acerca do conteúdo ou do impacto da mensagem.

Nesse sentido, esse tipo de compartilhamento de forma inocente não costuma partir de pessoas mal intencionadas. Contudo, pode acabar se tornando uma parte efetiva do problema, pela falta de exercício do pensamento crítico ou pelo descuido em checar as fontes da informação.

Por outro lado, existem aqueles que são a fonte geradora das notícias falsas, portanto, promovem o compartilhamento com segundas intenções. Esse tipo de prática, além de ser considerada um crime, pode causar sérios danos a quem compartilha e até mesmo para o alvo de informações infundadas.

Em linhas gerais, esse tipo de ataque na internet pode servir para mascarar conteúdos maliciosos que têm por objetivo infectar os dispositivos das pessoas para que assim, possa subtrair dados ou informações pessoais para tirar vantagem indevida. Além disso, é muito comum observamos falsas informações de caráter político ou discriminatório.

rede sociais fake news

Fake news no Brasil

Com a democratização da internet, os meios de comunicação e as redes sociais passaram a fazer parte integrante da vida de grande parte da população. Por isso, as fake news encontraram um terreno fértil para se disseminar em nosso país. Portanto, a velocidade e a frequência com que as informações falsas estão sendo cada vez mais impulsionadas sem a devida averiguação são assustadoras.

Recentemente, as fake news tiveram uma grande repercussão na imprensa brasileira durante as eleições presidenciais de 2018. Com o acirramento da disputa, uma série de informações foram veiculadas ilegalmente, com o intuito de conquistar a simpatia dos eleitores e, consequentemente, angariar votos.

Neste tipo de campanha publicitária sensacionalista, é importante destacar que compartilhar uma mentira pode provocar consequências graves. No caso de uma eleição, por exemplo, esse conflito de informações pode alimentar a preferência por um candidato e influenciar os resultados.

Fake news: consequências

As fake news são mais um sintoma do que uma consequência, ou ainda sintoma e consequência de um cenário educacional cheio de falhas. A falta de entendimento básico de política, economia, sociedades e seus funcionamentos pode fazer com que milhares de cidadãos apostem na veracidade de notícias fantasiosas.

Diante disso, o resultado possível é aquele que prevê uma sociedade sem pensamento crítico, propensa a acreditar cegamente em figuras de autoridade, especialmente as religiosas e políticas. Afinal, uma população que não é estimulada para questionar, também não se torna plenamente capaz de analisar a construção de uma notícia falsa.

O problema, portanto, é estrutural e já dura há centenas de anos. Dessa forma, as consequências das fake news têm níveis alarmantes e influencia os mais diversos campos, sejam eles sociais, econômicos, políticos, pessoais, psicológicos e demais áreas de nossas vidas.

Uma população que se vê acreditando no que não corresponde à verdade acaba fazendo escolhas de acordo com o que recebe, ainda que este conteúdo esteja manipulado.

Assim, uma falsa notícia pode gerar consequências inofensivas que vão desde cliques monetizados até atitudes mais severas como agressões físicas e psicológicas contra pessoas inocentes, ameaças a questões de saúde pública, como os movimentos antivacina, aumento da intolerância contra homossexuais, o discurso de ódio contra povos ou culturas diferentes e até mesmo a manutenção de sistemas governamentais totalitários.

Exemplos de fake news

Em 2014 um caso de homicídio iniciado por fake news abalou o país. Fabiane Maria de Jesus foi espancada por várias pessoas por ter sido confundida com alguém que, supostamente, praticava rituais de magia negra envolvendo crianças.

O caso de agressão contra Fabiana ocorreu em Guarujá-SP e acabou tendo um fim trágico. Devido à gravidade dos ferimentos, a vítima acabou vindo a óbito. Entretanto, após a sua morte, ficou comprovado pela justiça que Fabiana não tinha nenhuma ligação com rituais dessa ordem.

Outro caso que ficou célebre no Brasil foi o que envolveu a vereadora Marielle Franco, assassinada a tiros dentro de um carro quando retornava de um evento político. Após a sua morte, circularam nas mídias sociais informações que ligavam a vereadora ao envolvimento com traficantes.

Tal conteúdo, levava a crer que a vítima havia sido eleita por influência do Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do Brasil. Diante da repercussão nacional do caso, essas notícias falsas se tornaram virais até que foi provado que Marielle não tinha nenhuma relação com essas acusações.

Em agosto de 2018, no México, dois cidadãos foram linchados e queimados vivos. Ricardo e Alberto Flores, sobrinho e tio, respectivamente, foram mortos por uma população enfurecida por rumores de WhatsApp que diziam que os dois eram sequestradores de crianças.

Por tudo isso, é fundamental falar sobre as fake news, ensinar como fazer uma checagem dos fatos e como corroborar a própria leitura com outros links. Afinal, saber quem escreve e qual é a intenção no momento também é crucial para determinar o grau de veracidade da informação.

Como combater as fake news?

As fake news são um perigo para a população, sendo eles desde problemas mais imediatos, como acusações falsas sobre alguém — e que podem causar algum dano físico ou psicológico —, como problemas mais amplos, como influenciar a vitória de um candidato em uma corrida presidencial.

Assim, para que o erro não acabe se tornando um grande pesadelo, é importante que haja um esforço coletivo e contínuo de análise das informações. É fundamental saber filtrar as mensagens recebidas, analisar com calma o tipo de fonte, o que o conteúdo propõe, se há links extras para apoiar as reivindicações do texto e quem escreveu.

Todo texto tem uma intencionalidade, todo autor tem o propósito inicial de transmitir algo. Assim, é essencial saber qual foi o objetivo do autor, do veículo no qual a notícia aparece, e quais são as proposições do veículo em si. Dessa forma, diminui-se o estrago que fake news podem vir a causar.

Portanto, embora o combate a esse tipo de prática seja uma ação muito difícil, a se considerar a dificuldade em identificar os responsáveis pela veiculação das notícias falsas, é importante ter em mente o cuidado para identificar conteúdos duvidosos.

Fake news na redação do Enem

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) costuma tratar, em suas provas e redações, de temas que tenham relação direta com acontecimentos atuais. Assim, as fake news, que se tornaram tema principal recentemente, têm grandes chances de aparecerem nas próximas provas. Manter um interesse no próprio fenômeno social, tratando-o como uma mobilização nunca vista na história recente das redes sociais, pode ser uma forma interessante de abordagem.

No exame de 2018, o tema da prova foi “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”, tratando exatamente das fake news e do que elas podem fazer para manipular os usuários de redes sociais. Temas recentes e em alta costumam ser os escolhidos pela banca examinadora. Abordar temas complicados e polêmicos com uma argumentação direta e bem embasada é a melhor forma de sucesso.

As fake news são um problema do mundo contemporâneo globalizado. Quanto mais facilidade o indivíduo tem, menos tempo para cumprir com suas obrigações de forma saudável, assim, a falta de checagem dos fatos se torna secundária. É importante que as escolas foquem especialmente na análise de documentos para que essa onda de notícias falsas possa diminuir.

 

E aí, gostou das informações que trouxemos sobre as fake news? Então, não deixe de dar uma conferida em nossos outros materiais sobre atualidades. Assim, você se prepara melhor e ainda pode se dar bem no Enem.

 

Renata Celi

Cursando relações internacionais, ama viajar e tomar sol. A Renata faz parte do time de Marketing e Conteúdo do Stoodi e faz trabalho voluntário com crianças nas horas vagas. A Rê adora comida, conhecer gente nova, mas, principalmente, ver filmes repetidos. Conheça mais os textos da Renata!

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