A história de nossa sociedade passou por etapas muito diversas ao longo dos anos. Um dos períodos mais emblemáticos é o Feudalismo, momento também conhecido por muitos como Idade Média.

Compreender esse período é essencial para que possamos relacionar alguns pontos importantes da atualidade e também para auxiliar na compreensão de eventos históricos subsequentes.

Quer saber mais sobre o feudalismo? Então, continue a leitura!

O que é Feudalismo?

O Feudalismo é um dos momentos mais importantes e característicos de toda a nossa história. Ocorrido majoritariamente na Europa, esse movimento foi uma espécie de organização socioeconômica que guiou a vida de toda uma civilização por mais de mil anos.

O início do Feudalismo está relacionado à queda do Império Romano, quando muitas invasões ocorreram na região, fazendo com que as pessoas (tanto os nobres quanto indivíduos de camadas mais baixas da sociedade) se mudassem para o campo.

A partir disso, toda uma estrutura hierárquica foi criada com base na terra, que servia ao mesmo tempo como moeda de troca, local de subsistência e principal cenário econômico da época. A seguir, saberemos muito mais sobre esse período!

Feudalismo: resumo

Com a queda do Império Romano do ocidente, aconteceu uma reestruturação territorial em toda a Europa. Com ela, ocorreu a Expansão Islâmica, ponto fundamental para o nascimento do Feudalismo Europeu.

A principal razão para esse fato está no controle político e militar do Mediterrâneo, o que permitiu que a Europa se isolasse comercialmente.

Com a expansão — que teve o seu ápice com a Batalha de Poitiers —, a sociedade europeia passou por uma série de invasões. Com isso, a nobreza e os camponeses passaram a se isolar no campo, longe das cidades. Assim, surgiram os Reinos Bárbaros (ou seja, não-romanos), cuja principal origem era germânica.

A organização dessas sociedades deu os primeiros toques do que viria a se tornar o Feudalismo. O principal Reino foi o Franco, que tinha uma série de particularidades em relação aos demais. As mais marcantes eram a centralização política precoce e as alianças com a igreja católica. Foi também aqui que ocorreram as primeiras divisões de terra, em condados.

Com a sucessão de reis, o Reino Franco passa a ser fragmentado entre os filhos do Rei Luís, o Piedoso, a partir do Tratado de Verdun. Com isso, os feudos se tornam hereditários e o Feudalismo começa a atuar de fato na sociedade europeia. Sua estrutura está pautada na mistura de elementos romanos, germânicos e árabes.

O Feudalismo está dividido em duas grandes etapas: a Baixa Idade Média e a Alta Idade Média. A seguir, veremos cada uma das divisões de forma mais detalhada.

O que significou o Feudalismo?

Como pudemos observar, o Feudalismo foi muito mais do que um simples período histórico. Ele foi, na verdade, um modo de pensar que moldou a vida de pessoas por diversos séculos e, até hoje, tem uma grande importância na estrutura de nossas sociedades.

Um bom exemplo de sua significância está na edificação das bases do mundo europeu, tanto no aspecto físico (como a divisão de países, surgimento de reinos e nações) quanto nos aspectos culturais (que vão desde os idiomas à religião e aos costumes gerais dos povos).

Tal estrutura também tem uma forte influência em terras distantes da Europa, como é o caso do Brasil. Afinal, os aspectos estruturais na Península Ibérica e a centralização precoce do poder na região, por exemplo, determinaram o pioneirismo de Portugal e da Espanha nas Grandes Navegações que os trouxeram até a América do Sul.

armadura feudalismo

Características do Feudalismo

Assim como outros períodos de nossa história, o Feudalismo traz consigo uma série de características marcantes. Entre elas, podemos citar:

  • economia com base na agricultura de subsistência;
  • ausência de comércio ou qualquer atividade mercantil;
  • ausência de moedas ou qualquer tipo de dinheiro;
  • predominância da troca entre indivíduos para obtenção de bens de consumo;
  • descentralização do poder;
  • existência do trabalho servil.

Sociedade feudal

A sociedade feudal era uma estrutura fortemente estamental e fixa. Por isso, havia pouquíssima mobilidade social e, portanto, alguém nascido em determinada posição não tinha a esperança de mudar de classe social ao longo da vida.

A divisão da sociedade feudal era:

  • realeza;
  • alta nobreza e clero;
  • nobreza média;
  • artesãos ricos;
  • artesãos comuns;
  • servos;
  • escravos.

A escravidão, embora não fosse uma prática muito comum na época, existia. A maioria dos escravos assim eram deominados por conta de dívidas ou de guerras. A maior relação aqui, no entanto, era a de suserania e vassalagem, que ocorria quando o senhor feudal cedia uma porção de terra ao servo em troca de lealdade e serviços.

Senhor feudal

O senhor feudal era o dono dos feudos, ou seja, das terras que eram cedidas aos servos como transação comercial. A sua principal obrigação para com esse grupo era proteger os seus servos, especialmente em casos de guerras ou invasões.

Já os servos, por sua vez, precisavam arcar com uma série de demandas do senhor feudal. Entre elas, podemos citar:

  • talha (entrega de parcelas da produção total);
  • dízimo (dado à Igreja);
  • banalidades (taxas de uso das ferramentas do feudo, como os moinhos);
  • corveia (nome dado ao trabalho feito no feudo).

Os senhores feudais também detinham um grande poder político e trabalhavam lado a lado com a Igreja Católica, que tinha uma forte influência no período e controlava o viés ideológico de toda a sociedade. Os Reis, por sua vez, observaram um grande declínio de seu poder.

Economia feudal

A economia dos feudos era moldada pelas seguintes características:

  • autossuficiência (tudo que era produzido era utilizado para a sobrevivência do feudo);
  • subsistência;
  • agricultura com baixa tecnologia.

O comércio estava presente no período, mas de maneira extremamente sutil. O seu principal objetivo era complementar a atividade agrícola e ele era feito na forma de troca.

No entanto, apesar de a maioria das pessoas acreditar que a Idade Média foi um período sem avanços tecnológicos ou científicos, isso não é verdade. Embora essa fase da história não seja marcada por grandes descobertas, houve, sim, um certo desenvolvimento em áreas como a agrícola e as artes em geral.

Crise do Feudalismo

A crise do sistema feudal começou a surgir a partir do aumento demográfico e a consequente maior ocupação de áreas agricultáveis, levando ao esgotamento e saturação das terras disponíveis. Com o aumento da natalidade, havia pouco espaço e pouco recurso para as demandas de tantas pessoas.

Isso gerou, além da redução de posses da nobreza — que não tinha mais terras para distribuir —, um grande êxodo que levou tais indivíduos a buscarem maiores oportunidades nas cidades. Assim, se iniciava o crescimento do comércio, com foco nas cidades italianas (que fazia transações com os povos árabes) e da região do Flandres.

Com as Cruzadas, organizadas pela Igreja, ocorreu uma expansão ainda maior do comércio na Europa. Assim, as cidades passam a absorver os servos que saíram do campo para a região urbana e ocorre o Renascimento Comercial e Urbano, dando início ao capitalismo e originando uma nova classe social: a burguesia.

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Renata Celi

Cursando relações internacionais, ama viajar e tomar sol. A Renata faz parte do time de Marketing e Conteúdo do Stoodi e faz trabalho voluntário com crianças nas horas vagas. A Rê adora comida, conhecer gente nova, mas, principalmente, ver filmes repetidos. Conheça mais os textos da Renata!

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