Você sabia que o “se” tem diversas funções e, por isso, pode ter diversos usos? Por esse motivo, muitas pessoas ficam confusas em relação ao emprego dessa palavra e o que ela expressa em uma frase ou período. Isso pode ser prejudicial tanto na prova de Português, quanto no momento da Redação (caso a palavra seja empregada de forma equivocada).

Considerando a dificuldade do assunto, diversos vestibulares, inclusive o Enem, costumam cobrar esse tema com frequência. Para você ter uma ideia, essa mesma palavra pode ser pronome, conjunção ou até mesmo pode interferir na concordância de uma frase, ao indeterminar um sujeito.

Agora, deve estar se perguntando: como vou entender todas as funções do “se”? Fique tranquilo, pois neste post explicaremos detalhadamente quais são os possíveis empregos dessa palavra. Acompanhe!

“Se” é pronome?

A resposta para essa pergunta é: pode ser, mas nem sempre essa palavra exercerá a função de pronome. Como vimos na introdução, o “se” pode assumir outras classes gramaticais. As mais comuns são: conjunção (geralmente expressa condição) e verbo (indetermina o sujeito).

Funções do pronome “se”

Entre as funções do “se”, estão as de pronome reflexivo e apassivador. Além disso, essa palavra pode ser conjunção, indeterminar o sujeito ou ser uma partícula de realce. Abordaremos todas essas questões detalhadamente na sequência.

Pronome reflexivo “se”

Nessa situação, o vocábulo indicará que uma determinada ação é praticada e sofrida, ao mesmo tempo, pela mesma pessoa, ou seja, ela se reflete. Um exemplo disso seria a seguinte frase:

“João cortou-se com a tesoura”

Perceba que na oração acima, o João pratica a ação de cortar e, ao mesmo tempo, sofre a ação e as consequências de se cortar com a tesoura. Por isso, nesse exemplo a palavra “se” é um pronome reflexivo.

“Se”: pronome apassivador

Nessa situação, o vocábulo indicará voz passiva, ou seja, o sujeito sofrerá a ação praticada pelo verbo. Isso acontece na voz passiva da modalidade sintética. Ela é formada pela seguinte estrutura: verbo conjugado (aqui há flexões quanto ao tempo verbal, modo e pessoa) + se (como partícula apassivadora) + sujeito paciente.

Primeiramente, é importante destacar que só é possível ter voz passiva se o verbo for transitivo direto ou bitransitivo (pode ser chamado também de transitivo direto-indireto). Verbo intransitivo não aceita voz passiva.

Você deve estar se perguntando: Mas como saber se o vocábulo é partícula apassivadora? Para isso, sempre observe se na oração, o sujeito sofre alguma ação feita pelo verbo. Um exemplo disso seria a seguinte frase:

“Evidenciaram-se as provas”

Veja que, nessa oração, as provas sofrem a ação de serem evidenciadas, sendo assim, alguém as evidenciou. Não sabemos, porém, determinar quem fez a ação.

Pelo fato de a palavra “provas” sofrer a ação feita pelo verbo “evidenciar”, podemos dizer que a palavra “se” é partícula apassivadora. Inclusive, podemos fazer a seguinte equivalência: “As provas foram evidenciadas”.

Além disso, é preciso se atentar para mais um fator. Nos casos de voz passiva, o verbo sempre concordará com o sujeito. No exemplo acima, o verbo “evidenciar” concorda com o sujeito “provas” e, por isso, foi flexionado para o plural.

Conjunção condicional “se”

Essa palavra será conjunção, caso expresse uma condição. Perceba que, na frase anterior, poderíamos trocar a palavra “caso” pelo vocábulo “se”. Um exemplo desse emprego seria o seguinte período:

“Se eu estudar muito, serei aprovado no vestibular”.

Veja, no exemplo acima, que há a condição de estudar muito para, depois, passar no vestibular. Por outro lado, se não estudar muito, não será possível passar no exame. Por causa dessa relação condicional, o vocábulo “se” exerce o papel de conjunção.

funções do se

Conjunção integrante “se”

A conjunção integrante é caracterizada pelo fato de não ter valor semântico. Sua função principal é ligar o verbo ao complemento. Veja o exemplo:

“Ricardo não informou se o negócio foi feito”.

Perceba que a palavra “se” liga o verbo “informar” ao complemento “o negócio”. Por conta dessa característica, o vocábulo é considerado uma conjunção integrante.

 Índice de indeterminação de sujeito

Nessa situação, a palavra “se” tem a finalidade de indeterminar o sujeito. Isso acontece com os verbos transitivos indiretos e eles são conjugados na terceira pessoa do singular, ou seja, eles não são flexionados para o plural e, portanto, ficam no singular. Um exemplo disso seria a seguinte frase:

“Precisa-se de funcionários”.

Por que a palavra “se” indetermina o sujeito nesse caso? Basta fazermos uma rápida análise sintática para observarmos melhor esse fenômeno. Quem precisa de funcionários? Sabemos que alguém precisa, no entanto, não podemos determinar, exatamente, quem. Por isso, nesse caso, o sujeito é indeterminado.

Vale destacar que, quando o sujeito é indeterminado, o verbo fica sempre na terceira pessoa e no singular. No exemplo acima não é diferente. O verbo “precisar” está na terceira pessoa do singular para, justamente, transmitir a ideia de impessoalidade que o sujeito indeterminado demonstra.

Partícula de realce

O próprio nome já transmite uma boa ideia em relação ao significado dessa função. Nesse caso, o vocábulo “se” será utilizado com a intenção de realçar ou dar ênfase em algo que está sendo dito. Dessa forma, é possível retirar a palavra da frase sem prejudicar o sentido, a correção gramatical e a coesão do texto. Veja o exemplo:

“Foi-se embora a minha última esperança”.

Veja que, se retiramos a palavra “se”, a frase ficaria da seguinte maneira: “Foi embora a minha última esperança”. Perceba que a frase continua tendo sentido e que também segue a norma padrão da Língua Portuguesa.

Por isso, fica caracterizado que o “se” foi utilizado para dar ênfase na sentença e, por isso, ele é uma partícula de realce.

Como podemos observar, o “se” exerce inúmeras funções. Por isso, é preciso conhecê-las detalhadamente para que possamos fazer o emprego da palavra de forma adequada e acertar as questões referentes ao assunto nos vestibulares.

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Giovanna Pessoa

Estudante de Administração de Empresas, a Gi faz parte do time de Marketing e Conteúdo do Stoodi e adora escrever! Ela ama estar em contato com a natureza, ler sobre psicologia, mas acima de tudo, é apaixonada por um cãozinho. Conheça mais sobre os textos da Gi, essa grande escritora que procura crescer cada vez mais em marketing!

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