Infelizmente, vivemos em tempos sombrios, nos quais os meios de comunicação, criados para nos informar, muitas vezes acabam por fazer o oposto. Com isso, muitas fake news acabam circulando por nossas redes sociais, desinformando a população, e muitas vezes, nós próprios. O objetivo desse texto é deixar o mais claro possível o que realmente está acontecendo em Israel e na Faixa de Gaza em Maio de 2021. Fique por dentro desse conflito que envolve Israel e Hamas!

O que está acontecendo em Israel e na Faixa de Gaza?

Há algumas semanas, protestos vem acontecendo em regiões de Israel e Palestina contra a retirada de quatro famílias palestinas de suas casas no bairro de Sheik Jarrah, próximo a Cidade Velha de Jerusalém. O que muitas vezes não é citado, é que essas famílias (por estarem em território israelense) entraram na justiça a fim de ganhar os direitos a viverem em tal bairro. Depois de anos sendo derrotadas em instâncias menores, a Suprema Corte de Israel iria votar e tomar a decisão dia 10/05/2021, o que foi remarcado devido aos protestos e desordem criados.

O motivo deste despejo é legal dentro das leis do Estado de Israel (onde é o bairro em questão). A região em questão (Sheik Jarrah) foi adquirida legalmente por judeus antes da criação do Estado de Israel. Era apenas um pedaço de terra sem moradias. Estes judeus então construíram suas casas e por ali moraram até o governo da Jordânia expulsá-los de lá, sem julgamentos na época. No lugar, mais residências foram construídas e a Jordânia então envia famílias palestinas para morarem lá.

Em 1967, após a Guerra dos Seis Dias e a reunificação de Jerusalém, estas famílias judias que haviam sido expulsas cerca de 15 anos antes, com a ajuda de ONG’s israelenses, compraram o terreno novamente, e, pouco a pouco retornaram ao local.

Depois de muitos anos, apenas quatro famílias palestinas brigavam na Justiça pelo direito de morar neste local. Depois de todas as instâncias inferiores, a ordem de despejo destas famílias foi mantida, gerando protestos em cidades mistas dentro de Israel (entre árabes e judeus) e em cidades de Gaza e da Cisjordânia.

O Hamas, grupo terrorista que tem o poder na Faixa de Gaza, usufruiu destes protestos para inflamar ainda mais a população palestina para que causassem danos e mortes em Israel. Em 10 dias de conflito, foram lançados mais de 4.000 mísseis e foguetes contra território israelense.

Mas quem é o Hamas?

O Hamas é considerado um grupo terrorista pelos Estados Unidos, todos os países membros da União Europeia, Reino Unido, Israel, bem como outras potências mundiais.

O grupo assumiu o controle da Faixa de Gaza em 2006, depois de eleições controversas, o que causou uma rixa interna (causando um conflito que durou em 8 dias, causando a morte de vários líderes do Fatah – seu principal rival nas eleições).

Desde então, a Faixa de Gaza sofre com um governo autoritário e teocrático, que tortura e ameaça possíveis opositores e seus apoiadores. Devido a vontade de permanecer permanentemente no poder, esse regime atua de forma ditatorial, o que impossibilita a realização de novas eleições.

Nesse regime de hoje, diversos direitos da população de Gaza são restritos. Isso se deve na lei que o Hamas segue (Lei Sharia), como o direito de qualquer homossexual e integrantes de grupos LGBT+, que hoje são estritamente proibidos (enfrentando torturas e morte se descobertos). Além disso, há muitas outras regras e intolerâncias impostas pelo grupo.

Mahmoud Abbas (Presidente da Autoridade Palestina, órgão responsável pela administração dos territórios palestinos na Cisjordânia) por sua vez enfrenta dificuldades e discordâncias políticas internas, o que dificulta a sua reeleição. Um conflito com Israel era a única salvação para retirar os holofotes e a ênfase que a própria população palestina dava na forma terrível em que ele controlava o país, corrupção generalizada e serviços básicos deficientes.

Milhões de dólares são enviados cotidianamente para os órgãos responsáveis, tanto em Gaza (Hamas) quanto na Cisjordânia (Autoridade Palestina), dólares que se não entram no bolso dos governantes, são usados na construção de bombas e planos maquiavélicos contra a população israelense, ao invés de serem utilizados para o desenvolvimento local.

O lado Israelense desse conflito

Vamos imaginar se o México atacar os Estados Unidos com um foguete, qual seria a resposta americana? Ou se a Argentina tivesse enviado 4.000 foguetes com o intuito de acertar civis brasileiros e causar o maior dano possível, qual deveria ser a resposta do nosso governo? O Estado de Israel se defende dos ataques provenientes do Hamas.

O Estado de Israel se defende dos foguetes do Hamas com seu sistema “Iron Dome” que intercepta mísseis no espaço aéreo israelense, porém com uma taxa de eficiência de 90%, resultando em eventuais locais atingidos em território israelense.

Além disso, todas as cidades israelenses possuem um sistema de bunkers próximos uns dos outros, para que os cidadãos possam se proteger de um eventual ataque aéreo. Os cidadãos israelenses são alertados por meio de sirenes, avisando que ocorrerá quedas de mísseis próximos. Dessa maneira Israel minimiza diversas mortes e destruição.

Já na Faixa de Gaza, há dois pontos principais. Primeiramente, grande parte das bases militares do grupo Hamas são construídas em áreas densamente povoadas por civis, próximo à escolas e hospitais, por exemplo. E por fim, como o sistema de mísseis do Hamas não é altamente tecnológico, 1 em cada 5 mísseis lançados, acabam caindo em seu próprio território, matando e ferindo seus próprios cidadãos.

Existem milhares de inocentes dos dois lados do conflito. Israelenses (judeus, muçulmanos, católicos e etc…) sofrem com bombardeios diários do grupo terrorista de um lado. Do outro lado, muitos palestinos inocentes sofrem com as escolhas de seu governo terrorista, que ao entrar em guerra com Israel, acaba trazendo destruição e mortes para próprio o povo palestino.

Por fim, os dois lados merecem a paz e a muito provavelmente, a situação só irá melhorar quando houver alguma forme de diálogo entre as duas partes. A resposta para a paz virá através de conversas e não de guerra.

Como acompanhar as notícias do conflito?

Para quem quer acompanhar um pouco mais sobre o conflito em tempo real, recomendamos o Instagram @realbassemeid, um jornalista palestino que luta por direitos humanos e faz análises políticas. Outro página interessante é a do @yosephhaddad, um árabe israelense que aborda esse assunto cotidianamente

Por fim, quem estiver interessado em mais assuntos da atualidade mundial, o Stoodi está com acesso grátis liberado para vídeo aulas e exercícios sobre diversos assuntos do momento.

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