Doenças virais: descubra as doenças que caem no Enem!

Ao elaborar seu cronograma de estudos, provavelmente você deve ter se deparado com assuntos bem recorrentes, não é verdade? Como está seu conhecimento a respeito das doenças virais, por exemplo?

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma das provas que mais reúne inscritos, afinal, ele é a porta de entrada para várias universidades, estando atrelado a programas como o Prouni, o Sisu e o Fies. Várias matérias têm muito peso na prova, mas se quiser se dar bem e conseguir uma vaga em Medicina, é preciso ter um bom desempenho nas questões de Biologia.

Sendo assim, trouxemos um miniguia com as principais informações sobre o que são doenças virais e seus tipos. Continue a leitura e confira!

O que são doenças virais?

Diferentemente das doenças bacterianas, as doenças causadas por vírus se desenvolvem por um processo de parasitismo celular. Isto é, pelo fato de os vírus serem organismos que não possuem células, obrigatoriamente seu desenvolvimento será por meio das células de outros seres vivos, onde, de fato, eles conseguirão se multiplicar e infectar regiões sadias.

O que torna muitos dos vírus difíceis de se combater é a sua constituição em si, pois eles são revestidos por uma cápsula proteica que envolve seu material genético, sendo uma molécula de RNA ou DNA. A partir disso, eles entram em ação procurando uma célula que seja compatível com a informação que eles carregam, como se eles tivessem um molho de chaves e procurassem a fechadura certa.

Quais são os tipos de doenças virais?

Existem milhares de tipos de doenças virais espalhadas pelo mundo afora, algumas mais brandas e outras bem graves, que inclusive podem levar os pacientes ao óbito. A seguir, você verá uma lista com algumas das principais doenças virais com as quais precisa tomar cuidado.

Meningite

Presente entre as doenças virais e bacterianas, a meningite em seu quadro viral costuma ser mais amena, mesmo que tenha a possibilidade de acontecer o contágio por mais de um tipo de vírus. De maneira geral, ela se propaga por gotículas no ar expelidas na tosse ou no espirro, causando mal-estar, febre, falta de apetite, náuseas, dores pelo corpo e fraqueza.

O tratamento varia dependendo do tipo de meningite, por isso é importante o acompanhamento médico para identificar o problema que ocorre. É preciso que a pessoa fique em repouso, tenha uma boa alimentação e ingira bastante líquidos para criar anticorpos que possam se proteger dos vírus.

Herpes

É uma doença que pode ser tanto labial quanto genital, sendo que é transmitida pelo contato direto com fluidos corporais ou por feridas de uma pessoa que já foi infectada. Tanto na boca quanto na região genital, a herpes apresenta algumas pequenas bolhas que causam ardência, coceira e dores localizadas.

Embora haja tratamento, essa é uma doença viral que não tem cura, sendo que medicamentos antivirais e pomadas podem ser receitados para amenizar os efeitos causados. Como medida de proteção, vale ressaltar que o compartilhamento de objetos pessoais não é recomendável e que é fundamental o uso de preservativo durante o sexo.

Varíola

Aquela que foi uma das doenças mais devastadoras da humanidade por muitos anos, hoje é considerada muito rara, mas é importante ficar de olho. Com sintomas muito próximos de uma gripe comum, a varíola pode, ainda, levar os pacientes a apresentarem manchas avermelhadas na pele, irritações, calafrios e problemas no sistema digestório.

A transmissão da doença acontece pelo contato com secreções e saliva de pessoas infectadas, sendo que requer exames laboratoriais ou, até mesmo, de imagem para realizar o diagnóstico preciso. A vacina contra a varíola é o meio mais eficaz, mas, caso você não tenha propensão a pegar essa doença com facilidade, saiba que o nosso corpo cria defesas para combater esse vírus invasor.

Dengue

Não por acaso, essa é uma das doenças que mais aparecem nas provas de vestibulares e do Enem. A dengue é tema recorrente de diversas discussões, principalmente perto do verão, por causa da época das chuvas. O vírus da dengue tem quatro tipos distintos e utiliza o mosquito Aedes Aegypti como vetor para transmitir a doença, sendo que a proliferação dele pode causar um estado de alerta na saúde pública.

Os sintomas costumam ser febre alta, manchas avermelhadas na pele, dores intensas no corpo, possíveis sangramentos, entre outros. A melhor forma de prevenção é exterminar os focos onde o mosquito possa depositar seus filhotes, ou seja, não deixar água acumulada e manter ao máximo o ambiente limpo.

Zika Vírus

Assim como a dengue, o zika vírus utiliza o Aedes como hospedeiro para transmitir a doença, mas com sinais mais fracos que a dengue. Os sintomas costumam ser parecidos, como febre alta, dores pelo corpo, fadiga, náuseas, manchas avermelhadas e, em alguns casos, até conjuntivite.

No entanto, a forma de transmissão não se limita apenas à picada do mosquito, mas também ocorre pela saliva, pelo compartilhamento de objetos e por meio de relações sexuais. O ideal é se manter em repouso, tomar bastante água e ter uma boa alimentação para produzir defesas naturais no organismo, sendo que o combate ao mosquito é essencial.

Febre amarela

Outra doença que voltou a ser muito comentada nos últimos tempos é a febre amarela, visto que o vírus utiliza não só o mosquito do tipo Aedes Aegypti como hospedeiro, mas o mosquito Haemogogus também. Os casos leves apresentam sintomas muito similares aos da dengue e do zika, mas, em casos graves, é possível que os pacientes tenham complicações cardíacas, problemas renais fortes etc.

A vacinação é fundamental para ajudar a prevenir a infestação de febre amarela, principalmente para pessoas que moram ou costumam visitar locais de mata. Além disso, depois de exames, é possível que sejam indicados medicamentos anti-inflamatórios, pois eles aliviarão as dores, reduzirão a febre e diminuirão aos sinais de inflamação.

Ebola

Causado por um vírus do grupo Filovírus, o ebola pode causar, a princípio, fraqueza no corpo, inflamação na garganta e dores musculares. No entanto, conforme o estágio da doença avança, é possível que o quadro clínico apresente diarreias, deficiência renal, hemorragias intensas, falência de órgãos, e pode até levar à morte.

A transmissão é ocasionada pelo ar e o contato direto com fluidos corporais, tais como o sangue, o esperma, o leite materno e a saliva. Infelizmente, ainda não há vacinas ou remédios específicos, sendo necessário um bom acompanhamento médico, cuidados com o saneamento básico para evitar a contaminação de alimentos e o uso de preservativos.

Aids

A doença que assustou toda uma geração nos anos 1980, ainda é mais comum do que se imagina, pois o vírus HIV age de forma estratégica para enfraquecer as defesas naturais do corpo. Basicamente, o vírus se aloja nos glóbulos brancos, que são as células responsáveis por proteger o nosso organismo, gerando uma imunodeficiência.

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Essa quebra das nossas defesas faz com que infecções e outras doenças oportunistas possam aproveitar a brecha para ganharem espaço. A transmissão do HIV acontece pelo ato sexual, contato com o sangue ou leite materno, sendo que, para prevenir a Aids, é fundamental o uso de camisinha e evitar o contato com objetos com sangue, tais como seringas.

Para concluirmos, é bom enfatizar a importância de evitar o contágio das doenças virais, tomando medidas prudentes de higiene e estando em dia com as vacinas. Além disso, estude mais a fundo cada doença, pois é bem provável que alguma delas cairá na sua prova.

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