HIV: o que é, prevenção, transmissão, sintomas e tratamento!

Não existe uma pessoa que não tenha ouvido, alguma vez na vida, sobre o vírus do HIV. A doença mais temida do mundo é uma das mais combatidas, principalmente nos países subdesenvolvidos.

Assunto amplamente discutido, o HIV está entre os maiores problemas sociais da humanidade, ainda sem cura e contaminando muitas pessoas ano após ano. No artigo de hoje, vamos falar tudo que você precisa saber sobre essa doença. Confira!

O que é HIV?

O HIV, ou Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH, em português), é um retrovírus do gênero Lentivirus que atua como agente infeccioso da doença da AIDS, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA, em português).

O HIV infecta os linfócitos, células essenciais ao sistema imunológico, destruindo-as. Ao reproduzir o DNA do vírus, o HIV acaba por se integrar ao genoma das células hospedeiras. À medida que as células imunológicas passam a se enfraquecer, o paciente começa a sentir os sintomas.

Nesse caso, se não tratada, a infecção por HIV passa a ser responsável pelo desenvolvimento da AIDS. Por isso, existem pessoas que carregam o vírus, mas não necessariamente manifestam a doença.

HIV transmissão

A transmissão do vírus do HIV acontece via contato direto com líquidos corporais infectados, como sangue e fluidos sexuais. Ou seja, por meio de relações sexuais sem proteção, uso de agulhas contaminadas, transfusão de sangue sem a realização de testes, transplante de órgãos e até mesmo durante a gestação, parto e a amamentação.

Quando a doença foi descoberta, na década de 1980, nos Estados Unidos, o preconceito e a ignorância passaram a associar o vírus e sua transmissão com a comunidade LGBT, criando um cenário ainda mais acirrado de discriminação indevida.

Ao longo do tempo, com estudos e um maior conhecimento, passou-se a entender que qualquer pessoa pode se infectar e transmitir o vírus do HIV, o que levantou ainda mais a necessidade das campanhas de conscientização e prevenção.

Sintomas do HIV

O HIV é um vírus com um longo período de incubação. Isso significa que os sintomas demoram muito a se manifestar, o que aumenta o risco de contaminação. Logo após a infecção, a pessoa passa por uma virose leve, com febre e mal-estar, típicos de uma leve gripe. Entretanto, após esse leve sintoma, a doença entra no estado de latência.

E é durante esse período de incubação que ocorre a destruição das células do sistema imunológico, diminuindo-as drasticamente em quantidade e tornando o paciente extremamente suscetível a infecções oportunistas.

Essas infecções são doenças que normalmente não apareceriam em pessoas saudáveis, com um sistema imunológico funcionando corretamente. Mas no cenário de baixa imunológica dos pacientes com HIV é muito comum que isso aconteça, assim como em alguns tipos de câncer.

Quando a doença se desenvolve para AIDS, os sintomas passam a ser mais explícitos, indicando o quadro mais grave do paciente. Candidíase oral, cansaço, gânglios nas axilas, diarreia, febre e perda de peso são apenas alguns dos sintomas iniciais.

Em um quadro mais agudo de AIDS, os sintomas progridem rapidamente, levando a feridas na boca e pele, manchas pelo corpo, fraqueza, sensibilidade à luz, perda expressiva de peso, náuseas, vômitos e outros. Geralmente, o óbito acontece pela infecção das doenças oportunistas e não diretamente pela AIDS em si.

Em quanto tempo os sintomas se manisfestam?

Uma pessoa soropositiva, não necessariamente apresentará o quadro de perda de linfócitos T, podendo assim, passar anos sem apresentar sintomas ou desenvolver a AIDS. Além disso, há a chamada “janela imunológica“, que é o período de 30 a 60 dias, onde não há como detectar a positividade no teste, pois essa janela, é o tempo entre o contágio e o início de produção de anticorpos pelo organismo.

HIV prevenção

remédios hiv

Hoje em dia a prevenção à contaminação pelo vírus do HIV é bastante conhecida. Infelizmente, principalmente nos países mais pobres, as práticas de prevenção ainda não estão tão disseminadas, o que leva a um constante quadro de contágio da doença, acima de tudo no continente africano.

Para não se contaminar com o vírus do HIV, é recomendado:

  • usar camisinha em todo e qualquer contato sexual, seja ele vaginal, anal ou oral — o uso correto reduz o risco de contaminação em mais de 95%;
  • não compartilhar seringas usadas;
  • evitar o contato com sangue ou outras secreções de qualquer pessoa — partindo do pressuposto que todos podem estar contaminados, evitar esse contato é a postura mais correta;
  • identificar e tratar toda e qualquer DST, pois elas aumentam o risco de contaminação do vírus HIV.

PEP HIV

A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é uma estratégia de prevenção HIV que, inicialmente, era disponibilizada para os profissionais da área de saúde que, acidentalmente, se expunham ao vírus. Porém, desde 2010, a PEP está disponível na sua versão PEP sexual.

Estratégia complementar às práticas de sexo seguro, é indicada para situações de risco, como falha ou rompimento do preservativo. Deve ser utilizada assim que a pessoa for exposta e, de imediato, realizado o teste para HIV.

Exame de HIV

O diagnóstico do HIV é realizado por meio de testes que detectam a presença do vírus no sangue ou saliva. Podem ser feitos após 30 dias da exposição, uma vez que os exames buscam nos anticorpos os sinais de combate ao vírus.

Dessa forma, é feita a contagem das células CD4, que são especificamente destruídas pelo HIV. Outro tipo de teste também é realizado para medir a carga viral no sangue — quanto maior a carga, menor a condição de saúde do paciente.

Tratamento HIV

O HIV e a AIDS não têm cura. Entretanto, existem diversas medicações disponíveis hoje em dia para o tratamento do vírus, buscando evitar a evolução para a AIDS e possibilitar a sobrevivência à doença.

Geralmente, combinam três drogas. No Brasil, o Ministério da Saúde fornece gratuitamente os medicamentos, buscando uniformizar as formas de tratamento entre os doentes brasileiros. É fundamental que o tratamento jamais seja interrompido sem motivo e que os horários e dosagens sejam seguidos à risca.

Cada medicamento age de acordo com o nível de evolução e do ciclo de multiplicação do HIV, buscando evitar a formação de novos vírus. Ou seja, enquanto ainda é impossível eliminar a presença infecciosa do HIV no organismo do paciente, o tratamento age para evitar a sua disseminação.

Diferença entre HIV e AIDS

Como você já deve ter percebido nos tópicos anteriores, há uma diferença entre os termos HIV e AIDS. HIV é a sigla de identificação do vírus da imunodeficiência humana — é, resumidamente, o vírus causador da AIDS.

Já a AIDS é, em si, a doença resultante do não-tratamento da infecção por HIV. Consequência do agressivo enfraquecimento do sistema imunológico, a AIDS abre as portas para as doenças oportunistas que, se não tratadas, podem levar ao óbito do paciente.

O HIV e a AIDS são grandes mazelas da humanidade, ainda causando a morte de milhares de pessoas todos os anos. Enquanto não for possível descobrir a cura, é crucial trabalhar na prevenção da contaminação e nas terapias de tratamento para a doença, buscando dar qualidade de vida para os pacientes infectados.

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