Que as células são responsáveis por manter um ser vivo, todo mundo sabe. Uma célula é a unidade estrutural e funcional mais básica de todos os seres. Na natureza é possível encontrar desde seres constituídos por apenas uma célula (unicelulares), como bactérias, até aqueles que possuem trilhões de células (pluricelulares), como nós, humanos.

Hoje em dia, o funcionamento de uma célula não é mais mistério para a ciência. Sua movimentação, sua reprodução e até a maneira como troca substâncias e nutrientes já são processos bastante conhecidos para os cientistas. A osmose, inclusive, faz parte dessa movimentação de substâncias entre as células.

Quer saber mais como ela funciona? Então continue lendo este post!

O que é osmose?

A osmose é o movimento feito pela água entre diferentes concentrações de substâncias passíveis de dissolução. Esse processo envolve aspectos físicos, químicos e biológicos, sendo essencial para a sobrevivência de uma célula e, consequentemente, de qualquer ser vivo na Terra.

O processo de osmose é, então, um processo de transporte entre meios com saturações diferentes. No caso das células, corresponde à passagem da água (ou qualquer outro solvente) de dentro para fora das mesmas e vice-versa. Essa movimentação ocorre através de uma membrana semipermeável, presente em toda célula.

Como ocorre a osmose?

A movimentação por osmose não gasta energia das células, sendo considerada um tipo de transporte passivo. Nesse processo, a água naturalmente tende a atravessar a membrana celular, buscando o equilíbrio da concentração da solução. Essa tendência tem como origem a realização de pressão osmótica.

Ela sempre ocorre quando há diferenças de concentração entre os meios externo e interno da célula. Assim, o solvente se movimenta do meio menos concentrado para o mais concentrado de maneira natural.

O processo continua até o momento em que a pressão hidrostática traga equilíbrio para a tendência de movimentação. Esse efeito é encontrado em inúmeras situações, estando presente, principalmente, na nutrição de células de animais e plantas.

Solução isotônica, hipertônica e hipotônica

osmose

A movimentação do solvente dependerá muito das concentrações entre as soluções, sejam elas hipertônicas, hipotônicas ou isotônicas. No caso da osmose, esse processo acontece da solução hipotônica para a hipertônica.

Solução hipotônica

A solução hipotônica é aquela que apresenta menor concentração de soluto se comparada com outro meio, sendo que os mesmos estão separados por uma membrana semipermeável.

Além da concentração do soluto, a solução hipotônica possui menor pressão osmótica. Se uma célula for inserida em um meio hipotônico, provavelmente inchará até se romper, uma vez que a movimentação de solvente para seu interior é constante, em busca de equilíbrio.

Solução isotônica

A solução ou meio isotônico é aquele em que há equilíbrio entre a célula e o meio. Ou seja, a velocidade de entrada e saída do solvente da célula é a mesma, de modo que os meios ficam igualmente concentrados de soluto.

Solução hipertônica

Em uma solução hipertônica, a concentração do soluto é maior do que se comparada à de outra solução, em um ambiente de separação por membra semipermeável. Caso uma célula seja inserida nesse contexto, perderá água até secar, já que a movimentação se dará de dentro para fora da célula.

Pressão osmótica

A pressão osmótica é uma propriedade coligativa que diz respeito à pressão que precisa ser exercida no sistema, de modo que se impeça que a osmose ocorra de maneira espontânea.

Para impedir que o processo se inicie naturalmente, é necessário que ocorra uma pressão externa sobre a solução hipertônica, bloqueando a passagem do solvente para esse meio.

Quanto mais concentrada a solução, mais intensa deve ser a pressão osmótica, que se dá em uma proporção direta com a concentração de soluto presente no meio.

O que é osmose reversa?

Existe um processo denominado osmose reversa, que corresponde à reação contrária da osmose. Ele acontece quando há presença de uma pressão maior do que a pressão osmótica natural.

Nesse caso, a movimentação ocorre de modo que a água flui do meio hipertônico para o meio hipotônico, isolando o soluto dentro da célula, uma vez que a membrana permite apenas a passagem de água.

Durante esse processo, praticamente todo e qualquer soluto com baixo peso molecular (como os sais ou até mesmo moléculas orgânicas mais simples) é retido dentro da célula. Também é possível isolar bactérias, vírus e vários outros tipos sólidos, purificando a água.

O principal uso da osmose reversa é a dessalinização da água marinha. Em alguns lugares do mundo, ela é fundamental para resolver os problemas de falta de água potável. Nele, motores são os responsáveis por exercer a pressão acima da pressão osmótica natural, fazendo com que as membranas retenham o sal, separando-o da água.

O que é difusão?

A difusão é a passagem de algumas moléculas pequenas de gases e solutos pela membrana plasmática. Aqui, essas substâncias passarão da solução hipertônica para a solução hipotônica. Elas se movimentam em direção favorável ao gradiente de concentração, de modo que se espalhem nos espaços disponíveis.

A chamada difusão facilitada é a passagem pela membrana de algumas substâncias, incapazes de serem dissolvidas em lipídios, contando com o auxílio de proteínas responsáveis por permear a bicamada lipídica.

De maneira análoga à osmose, a difusão também pode ser considerada um tipo de transporte que acontece passivamente, já que sua movimentação se dá favorável ao gradiente de concentração (do menor para o maior).

A osmose é um dos processos mais importantes para o equilíbrio do nosso organismo, bem como para a nutrição das nossas próprias células. O entendimento do funcionamento desse processo é fundamental para quem quer se dar bem no Enem, principalmente na prova de Biologia, que aplica os conhecimentos sobre osmose nas suas questões.

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