Tecido muscular: características, funções e muito mais!

Saiba tudo sobre tecido muscular nesse artigo completo!

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As partes do nosso corpo são formadas por células distintas, que têm formas e funções específicas. São vários os exemplos: as hemácias estão presentes no sangue, para carregar o oxigênio; os neurônios formam boa parte do sistema nervoso e são especialistas em transmitir mensagens; os leucócitos defendem o organismo.

Neste post, vamos focar em um tipo específico de células e explicar de que maneira elas formam o tecido muscular. Quer saber mais sobre esse tema para arrasar no Enem e nos vestibulares? Então, não perca este resumo!

O que é o tecido muscular?

Trata-se do tecido formado por fibras musculares e que está presente em múltiplos pontos do nosso corpo. Embora todos os músculos tenham a capacidade de se contrair, existem diferenças entre eles, dependendo do grupo que integram.

Neste post, você vai descobrir que as nossas estruturas musculares têm funcionalidades que vão além do movimento e da locomoção. Os músculos são responsáveis até mesmo por algumas atividades vitais do organismo, mesmo nos casos em que não temos qualquer controle sobre eles.

Quais são as células que formam o tecido muscular?

As células do tecido muscular são as fibras musculares (ou miócitos), as quais têm uma capacidade especial: elas se contraem (encurtam) ou se alongam, de acordo com a necessidade do organismo. Além disso, aglomeram-se em feixes.

As diferentes estruturas de uma célula muscular recebem nomes específicos. A membrana celular, nesses casos, é chamada de sarcolema. O citoplasma é o sarcoplasma. Já o retículo endoplasmático liso é denominado de retículo sarcoplasmático.

Quais são as características do tecido muscular?

Nos tópicos a seguir, conheça os principais aspectos desse tecido e, então, entenda por que eles o distinguem de outros grupos celulares:

Contratilidade

É a capacidade que as células desse tecido têm de se contraírem. Na prática, quando um músculo se contrai, ele encurta suas fibras, que aumentam de diâmetro. A capacidade de contração varia entre 50% e 70% do tamanho do músculo em repouso. O movimento contrário é o alongamento ou relaxamento.

Excitabilidade ou responsividade

Esse aspecto faz com que as células musculares reajam rapidamente, quando é necessário realizar um determinado movimento.

Um motoneurônio (neurônio responsável pelo movimento) libera um neurotransmissor chamado acetilcolina. Essa substância age sobre o músculo, comandando as ações que serão realizadas.

Condutibilidade

Isso quer dizer que o tecido muscular não só recebe estímulos. Ele também é capaz de conduzir o impulso gerado pelo Sistema Nervoso.

Extensibilidade ou distentabilidade

Trata-se da capacidade de um músculo se tornar ainda mais extenso que seu tamanho normal em repouso. Porém, para que isso aconteça, é necessário que ele sofra a ação de uma força externa ou de outro grupo muscular.

Elasticidade

Finalmente, a última das características do tecido muscular é sua elasticidade. Trata-se de sua qualidade de voltar ao comprimento de repouso depois do estímulo aplicado. Como vimos, ele pode ter se contraído ou alongado além do tamanho normal. Porém, em todas essas situações, ele consegue retomar o estado original.

Também é essencial falar da composição do tecido muscular. As células que fazem parte dele são ricas em duas proteínas: actina e miosina.

É devido a essas suas substâncias que a contração das células acontece. A actina e a miosina formam filamentos organizados, que conseguem deslizar uns sobre os outros, e isso causa o encurtamento característico da contração muscular.

Qual a função do tecido muscular?

Tecido muscular

O tecido muscular tem diversas utilidades. A maioria das pessoas sempre se lembra do movimento e da locomoção, mas ele faz muito mais que isso. Conheça as variadas aplicações dos músculos:

Movimento

A primeira função do tecido muscular é justamente a mais conhecida: o movimento do corpo. Para isso, muitos músculos que produzem nossa locomoção trabalham em pares. Enquanto um deles se contrai, o outro se alonga, e depois acontece o contrário.

Um exemplo claro é o movimento do braço. Para que alguém levante o antebraço (parte entre o cotovelo e punho), o músculo da frente do braço (bíceps) se contrai, puxando para cima a parte que a pessoa deseja levantar. Quando isso acontece, o músculo de trás do braço (tríceps) se alonga.

Só que os músculos só conseguem puxar. Eles não são capazes de empurrar as partes de volta aos seus lugares.

Por isso, se a pessoa quer abaixar o antebraço, o tríceps entra em ação. Será a vez deste se contrair, colocando o movimento do braço em uma posição “reta”. Enquanto ele faz isso, o bíceps relaxa ou se alonga.

Estabilização e postura

Para que o nosso corpo mantenha qualquer posição, os músculos precisam trabalhar. Eles vão promover o equilíbrio entre os músculos que devem se contrair ou relaxar para que tenhamos o resultado desejado.

Regulação do volume dos órgãos

Essa função é uma das que as pessoas menos conhecem e é realizada por músculos que, muitas vezes, não controlamos. Os esfíncteres, por exemplo, coordenam a entrada e a saída de órgãos como o estômago ou a bexiga. Eles fazem um trabalho de obstrução dos canais. É por isso que, em condições ideais, o alimento não retorna do estômago para o esôfago (refluxo), por exemplo.

Produção de calor

Se você já tremeu de frio, estava experimentando essa função. Quando nossa temperatura corporal está muito baixa, os músculos se contraem involuntariamente para produzir calor.

Movimentação de substâncias

Essa é outra função pouco conhecida, mas essencial. O sangue é bombeado pelo corpo devido às contrações do músculo cardíaco. A digestão ocorre com a ajuda de movimentos do estômago, produzidas por tecido muscular. Logo, os alimentos seguem para o intestino e por toda a sua extensão porque são empurrados por músculos, até que os resíduos sejam eliminados.

Quais são os tipos de tecido muscular?

Como vimos, existem vários órgãos que possuem músculos. Por isso, o tecido muscular compõe 40% da nossa massa corporal. Em muitos animais, esse é o tecido mais abundante.

Mas o tecido muscular presente nos diferentes órgãos não é sempre igual. Dependendo da posição no corpo, os músculos apresentam características específicas, que os fazem ser classificados por tipos. Entenda as classificações:

Tecido muscular estriado esquelético

Está ligado ao esqueleto, possui contração rápida, voluntária (podemos controlar) e forma um tecido muscular estriado. Isso significa que, quando vistas no microscópio, as fibras se organizam de uma forma semelhante ao desenho de estrias.

As fibras musculares estriadas esqueléticas têm formato de cilindros (canudos) longos, que podem ter até mesmo o comprimento do músculo de que fazem parte. Cada uma contém várias miofibrilas, que são filamentos de proteínas (actina e miosina, entre outras).

Essas células são multinucleadas, sendo que os núcleos ficam localizados junto à membrana celular, na área conhecida como periferia da fibra.

Tecido muscular estriado cardíaco

Você já teve que mandar seu coração bater? Com certeza, não! Felizmente, esse tecido muscular tem contrações involuntárias (incontroláveis), que são também fortes e rítmicas.

O tecido muscular cardíaco é formado por células alongadas e ramificadas. Elas podem ter um núcleo ou dois núcleos centrais. Embora essas unidades celulares também se organizem como estrias, elas são mais curtas e menos evidentes e não se agrupam em miofibrilas.

Tecido muscular liso

Esse tipo de tecido também sofre contrações involuntárias. Porém, elas costumam ser lentas. O trabalho do músculo liso é o de formar a musculatura de órgãos internos: estômago, bexiga, vasos sanguíneos e intestinos.

Já conhecia esses fatos sobre o tecido muscular? Entendeu tudo que explicamos sobre esse tema? Então, que tal testar seus conhecimentos com uma lista de exercícios? Você também pode aprimorar o conteúdo com as nossas videoaulas! E para mandar bem nas provas, veja no blog da Stoodi por que estimular os músculos é importante para os estudos!

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