Você já ouviu falar em transporte passivo? Esse fenômeno natural ocorre diariamente no nosso corpo e permite a passagem de pequenas moléculas pela membrana plasmática das células, realizando a absorção e eliminação da água. Assim, a membrana funciona corretamente e evita a entrada de material nocivo.

Para que isso aconteça, é necessário existir uma diferença de pressão para que as moléculas sejam liberadas pela membrana. Por ser um fenômeno comum, é esperado que muitos vestibulares realizem questões sobre o tema, daí a importância de estudar essa matéria!

Por isso, preparamos este conteúdo com as principais informações sobre o transporte passivo, explicando o que ele é, os diferentes tipos e sua distinção do transporte ativo. Continue lendo para saber mais!

O que é transporte passivo?

Como explicamos, o transporte passivo nada mais é do que a passagem de substâncias de um local onde há maior concentração para a região menos concentrada, tudo isso sem gastar energia celular. Por isso ela é chamada de passiva: para ser realizada, não demanda o uso de energia!

A explicação para o funcionamento livre de gastos é simples: ocorre a partir do gradiente de concentração. Existe uma diferença de pressãoentre as duas regiões divididas pela membrana plasmática. Enquanto uma tem uma concentração maior de substância, a outra apresenta um menor acúmulo.

Isso quer dizer, então, que é justamente essa diferença de pressão que empurra as substâncias, como água e gás carbônico, para o lado que tem pouca, e mantém o equilíbrio celular. Isso faz com que a célula tenha uma vida útil muito maior e com mais saúde, poupando energia do organismo.

Exemplo de transporte passivo

Para compreender mais profundamente o que é o transporte passivo, podemos pensar em um exemplo do fenômeno: a respiração. Nela, inspiramos o oxigênio (O2) e exalamos o gás carbônico (CO2). Com a entrada de uma nova substância, as células pulmonares precisam encontrar o equilíbrio.

Já que a célula também realiza a respiração celular, ela apresenta menor concentração de O2 no interior e, em contrapartida, maior concentração de CO2 no exterior. Assim, a partir da difusão simples, o O2 se difunde para dentro da célula enquanto o CO2 é levado para fora, mantendo a harmonia.

Nos próximos tópicos, explicamos os três tipos do fenômeno para você compreender os melhores exemplos de transporte passivo. Confira!

Difusão simples

Lembra que comentamos brevemente sobre a difusão simples? Pois é, ela é responsável por grande parte do transporte passivo e ocorre facilmente no organismo, já que é sustentada pelo gradiente de concentração. Assim, as substâncias precisam ser pequenas o suficiente para atravessar a membrana rapidamente.

Como os gases são moléculas simples e pequenas, a difusão simples é a grande coordenadora da troca gasosa dentro das células, como explicamos no exemplo acima. No entanto, quando a substância é muito grande ou é impermeável à membrana, é necessário investir no segundo processo de transporte passivo.

Difusão facilitada

Por outro lado, a difusão facilitada ocorre quando a substância não pode ser dissolvida em lipídios para se tornar menor e utilizar a difusão simples. Aqui, a ação das proteínas ganha um papel fundamental,construindo um sistema de chave e fechadura para permitir a entrada e a saída de elementos na célula.

As proteínas são chamadas de permeases, que acoplam a substância e servem como um canal de transmissão até a membrana plasmática, garantindo uma passagem segura para o outro lado. Isso não só agiliza o equilíbrio celular como também aumenta a vida da célula.

Osmose

Não há como negar: a osmose é um dos processos de transporte passivo mais conhecidos e comentados pelos estudantes. Até hoje, os vestibulandos brincam que “aprenderão por osmose”, captando o conteúdo da disciplina apenas colocando a cabeça sobre os livros.

Embora seja somente uma brincadeira, o exemplo faz muito sentido e auxilia na compreensão do processo de osmose. Aqui, visualizamos a passagem de água por meio da membrana plasmática, indo de um meio menos concentrado (hipotônico) para um com maior acúmulo de H2O (hipertônico).

Por exemplo, se você colocar uma célula qualquer em água pura, com certeza ela ficará mais cheia. Isso acontece porque a concentração de água é maior fora da célula, então ela trabalha para manter o equilíbrio e dá passagem à água do meio externo.

Agora, se a água estiver misturada com açúcar, a célula ficará menor. Isso ocorre porque a solução com açúcar tem uma concentração maior de soluto, tornando-se hipertônica. Assim, a célula tem maior acúmulo de água do que a própria solução, sendo necessário liberar o H2O para manter o equilíbrio.

É por isso que os alunos brincam com esse tipo de transporte passivo: é como se as células do cérebro fossem capazes de absorver o conteúdo dos livros que ainda não estão presentes na sua mente, a fim de manter o ambiente harmonizado e em perfeita estabilidade.

Diferença entre transporte passivo e ativo

transporte passivo

Não poderíamos finalizar este conteúdo sem falar sobre qual é a diferença entre transporte passivo e ativo, certo? Afinal, os dois acontecem no corpo humano e podem aparecer facilmente nas provas. A grande distinção entre os dois diz respeito ao uso da energia para a realização do equilíbrio celular.

Enquanto o transporte passivo não utiliza energia para realizar sua atividade, o ativo precisa de ATP, ou seja, da molécula de adenosina trifosfato que fornece energia química para as células. Isso ocorre porque o fenômeno vai contra o gradiente de concentração, que, para o passivo, é um dos recursos fundamentais de execução.

Nesse sentido, o transporte ativo não só precisa de ATP para funcionar, como também demanda a presença de proteínas carregadoras chamadas de bombas. Assim, elas levam as substâncias dos locais de menor concentração para os de maior acúmulo, como a bomba de sódio e potássio.

Saber o que é transporte passivo é um passo importante para mandar bem no vestibular, já que é um conteúdo que alinha Física, Química e Biologia e sempre aparece de forma contextualizada para os estudantes. Lembre-se de revisar bem o conteúdo para ter excelentes resultados, combinado?

E aí, gostou de aprender mais sobre o transporte passivo? Aproveite e conheça o nosso plano de estudos para montar um planejamento eficaz e garantir uma boa preparação para o vestibular!

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