Alunos do Stoodi contam suas experiências
 

 
Você já sabe o que vai ser “quando crescer”? Essa é uma pergunta profunda.
 
Se para alguns estudantes essa decisão é fácil. Para outros, encontrar a profissão ideal pode ser uma dificuldade. Eis que os pais entram na jogada para resolver o impasse. 
 
Mas qual deve ser a influência dos pais na sua escolha profissional? A verdade é que existe uma linha muito tênue entre ajudar e definir a carreira de um filho – é justamente aí que mora o perigo. 
 
Muitos pais costumam projetar seus sonhos e suas vontades em seus filhos. Segundo uma pesquisa realizada pelo banco HSBC, e divulgada em 2015 no jornal O Estado de S. Paulo, “Nove em cada dez pais brasileiros gostariam que os filhos seguissem carreiras tradicionais, como Medicina, Engenharia e Direito”. 
 
Em contrapartida, um estudo realizado pelo Serviço de Orientação Profissional da Universidade de São Paulo, divulgado no Jornal Hoje em 2009, procurou entender o que pode levar um estudante a abandonar um curso superior. 
 
O resultado da pesquisa foi que 44% dos alunos entrevistados afirmaram ter desistido da graduação porque foram influenciado por outras pessoas (pais e amigos), e escolheram o curso “errado”.  
 


 
A escolha profissional, portanto, deve ser feita por você e não por outra pessoa – pois será você que estudará pelo menos 4 anos sobre determinado assunto e passará grande parte da sua vida exercendo aquela função – no mínimo 8 horas por dia, de segunda a sexta.  
 
Isso não significa que seus pais não possam participar desse processo. Serão eles, seus amigos e profissionais da psicologia que podem te ajudar a encontrar suas aptidões, visualizar suas competências e principalmente suas facilidades. 
 
Seus pais podem pesquisar junto com você, mostrar diversas possibilidades de atuação no mercado de trabalho, encontrar algum profissional da área de interesse para conversar com você e entender as vantagens e desvantagens de cada carreira.
 
O importante é sempre se lembrar que isso tudo precisa ser feito sem imposições, pressão ou cobranças – e que a sua escolha não precisa ser pautada sobre as carreira tradicionais que costumam oferecer mais estabilidade econômica. 

A consultora de RH, Aparecida Silva, havia comentado em outro post sobre carreira aqui no blog que escolher uma profissão por status é muito atraente. Porém, esse tipo de escolha não garante uma carreira bem-sucedida. 
 
Ela explica que, para fazer parte do mercado de trabalho, os recrutadores procuram jovens profissionais que tenham afinidade com aquela carreira e que, de preferência, aquela atividade faça “ seus olhos brilharem”.  
 


Vinicius Fernandes, aluno do Stoodi, conta como foi a participação dos seus pais em sua escolha profissional

 
Vinícius Fernandes, aluno do Stoodi, quer passar em Artes Cênicas na Unesp. Ele conta que desde o primeiro ano do Ensino Médio já sabia que essa seria sua carreira. Quando ele contou para seus pais que prestaria o vestibular para essa graduação, eles ficaram surpresos, mas depois acabaram gostando da ideia. 
 
Em nenhum momento ele teve medo da reprovação dos pais, o que surgiu foi uma curiosidade de como eles iriam reagir. “Eu tento não depender das pessoas para ser feliz ou para tomar minhas decisões, mas querendo ou não, a família é um laço importante. Quero que meus pais me apoiem para que eu não tenha que caminhar sozinho”, explica ele.
 
Quando nós perguntamos se seus pais sugeriram que ele fizesse outra carreira, a resposta foi “Infelizmente sim, eles queriam que eu fizesse algo que me garantisse o futuro financeiro, como Direito”. Vinícius conta que não poderia escolher outra coisa, pois atuar é o que ele mais ama fazer.
 
“O que eu não quero, de forma alguma, é chegar lá na frente e saber que tudo o que eu fiz foi a vontade dos outros e não a minha própria”, finaliza o estudante. 
 


Gustavo Rodrigues está pensando sobre qual carreira seguir
 
Já a história de Gustavo Rodrigues, também nosso aluno, é um pouco diferente. Ele ainda não sabe ao certo o que vai fazer – talvez será Medicina, talvez será Veterinária. O que ele tem certeza é que prestará o ENEM e tentará alguma vaga relacionada à área da saúde. 
 
“Minha mãe me deu total apoio e me fez umas perguntas que me ajudaram a refletir se era isso que eu queria mesmo. Meu pai apoiou também, só que o desejo dele era que eu seguisse a área militar por conta de outras pessoas da família estarem seguindo essa área”, afirma o estudante.
 
O vestibulando descreve que sentiu um certo receio ao tratar desse assunto com seus pais, pois considera muito importante o apoio da família,“isso pode desmotivar muito. É determinante para o aluno”.
 
Apesar do medo, Gustavo conta que o diálogo foi bem tranquilo – o aluno falou para o pai que não era isso que queria seguir e ele logo entendeu. “Meu pai só queria a minha felicidade e continuou me apoiando”, explica o estudante. 
 


 
– Muito legal saber disso. Mas ainda estou preocupado porque não consigo escolher a minha profissão. O que eu faço? 
 
Ficar em dúvida na hora de escolher uma profissão é completamente normal. O psicólogo Edvaldo Colen, mestre em Psicologia pela UFSJ, explica que há três principais motivos para isso. 
 
Primeiro, existe uma quantidade enorme de opções – e ao escolhermos uma carreira, estamos renunciando várias outras. O segundo motivo é aquela sensação de que essa escolha será eterna – o que não é verdade. Por fim, a terceiro motivação é que precisamos fazer essa escolha em plena adolescência, quando estamos vivendo uma série de transformações e questionamentos. 
 
 “Se para um adulto tomar uma decisão pode ser difícil, imagine para alguém que acredita estar decidindo todo o seu futuro sem ter as informações necessárias”, afirma o psicólogo.
 

Para te ajudar a vencer essa dúvida e escolher a sua profissão, separamos 3 dicas. Confira:
 
1. Pontue o que você gosta de fazer e quais matérias você gosta de estudar 
 
A primeira coisa a se fazer é entender o que você gosta e o que você não gosta de fazer no seu dia a dia. Pegue uma folha e faça uma lista. Por exemplo, “gosto de cuidar de pessoas, mas não gosto de ver sangue”. 
 
Depois de mapear tudo o que você gosta de fazer – e o que você não acha legal -, está na hora de montar outra lista: quais as matérias que você gosta de estudar. Coloque numa lista tudo aquilo que te fascina.
 
A partir dessas informações, você já vai conseguir fazer algumas associações e encontrar possíveis carreiras. Não tenha medo de cortar profissões de sua lista ou colocar algumas carreiras em posição de destaque. 
 
 
2. Tente entender suas características pessoais
 
Agora que você já sabe o que você gosta, está na hora de olhar para seu interior e entender como você é. Conheça suas características pessoais, procure suas principais habilidades e deixe bem claro quais são as suas ambições para o futuro. 
 
Por exemplo, não é aconselhável escolher algo relacionado a vendas ou algum tipo de função na área comercial se você é uma pessoa extremamente tímida. 
 
Existem diversas funções num mesmo setor, por isso você precisa pensar bem e encontrar o que te deixaria mais confortável. 
 
 
3. Pesquise tudo sobre possíveis profissões 
 
A última dica é conhecer tudo sobre as possíveis carreiras. Conheça as áreas de atuação, tipo de rotina e imagine-se exercendo as atividades. 
 
Você seria feliz assim? É o que você quer para o seu futuro? O exercício é simular diversas opções e pensar sem pressa. 
 

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