Muita gente que experimenta a comida japonesa acaba virando fã de carteirinha. Aqui no Brasil, os restaurantes de gastronomia japonesa fazem cada vez mais sucesso e já estão consolidados no cardápio brasileiro.

O problema é que nem todo mundo sabe as diferenças entre os famosos sushi e sashimi. Você é um apreciador da comida japonesa? Quer saber mais sobre essas peças e as características de cada uma? Então continue lendo este post para descobrir!

O que é sashimi?

O sashimi é uma das iguarias mais tradicionais da gastronomia do Japão. Tem como principais ingredientes a carne de peixe e os frutos do mar, frescos e fatiados em pequenos pedaços. O prato é servido com molho shoyu, wasabi e gengibre ralado ou ponzu.

Pode acompanhar alguns pratos, como o shiso, perilla e a raiz de daikon, semelhante a um rabanete asiático. Nas refeições mais sofisticadas da culinária japonesa, o sashimi é servido primeiro, separadamente. A ideia é que o paladar associado à peça não sofra nenhum tipo de interferência de outros sabores. Esse gesto é repleto de simbologia na cultura japonesa, uma vez que revela delicadeza e cuidado.

Também é possível que o sashimi seja o prato principal de uma refeição, complementado com arroz e missoshiro, que nada mais é que uma sopa de missô. Importante ressaltar que deve se servir cada um dos ingredientes separadamente. O sashimi mais comum utiliza carne de atum, salmão e peixe branco.

Em todas as opções, compõe uma refeição leve, de fácil digestão.

Significado de sashimi

O termo sashimi pode ser interpretado como “corpo furado”, que tem como origem o hábito culinário de se fixar tanto o rabo quanto a barbatana de animais marinhos aos pedaços cortados de carne, ajudando na identificação do prato. Também pode estar associado à forma como os japoneses normalmente realizam sua pesca.

Geralmente pesca-se o peixe a ser utilizado nessa receita de maneira individual. Assim que há a captura, o pescador perfura o cérebro do peixe com uma ferramenta de metal, matando o animal instantaneamente. Logo em seguida, o peixe é acondicionado em meio a pedras de gelo.

Esse processo de captura tem como objetivo fazer com que o peixe excrete menos ácido lático, ajudando na preservação por um tempo muito mais prolongado. Quanto mais sofrida e lenta for a morte de um animal, mas ácido lático será jogado na corrente sanguínea, atrapalhando a preservação de sua carne.

Sashimi no Brasil

Como é comum da cultura do nosso país, muito da culinária japonesa foi “abrasileirada”. Para começar, o termo “sashimi” acaba se referindo a qualquer tipo de refeição crua. Dessa forma, podem existir sashimis vegetarianos, sashimis de carne vermelha crua ou mesmo com pasta de wasabi e misturada no shoyu. Os mais tradicionais abominam tais práticas, uma vez que até mesmo o sabor picante do wasabi acaba se perdendo.

A utilização do wasabi, inclusive, tem uma grande importância para a culinária japonesa. Além de dar um gosto picante para a refeição, a erva é fundamental para que o sashimi possa ter as bactérias e qualquer possível parasita eliminadas antes de a carne ser consumida.

Como a comida japonesa tem um aspecto estético e visual muito forte, os japoneses procuram, inclusive, evitar a utilização de atum, que possui uma carne muito delicada e que costuma escurecer muito rápido no processo de congelamento. Por isso, misturas e releituras do tradicional prato são, geralmente, descartadas pelos japoneses, que zelam pelas suas práticas milenares.

Como fazer sashimi?

A receita de um bom sashimi é relativamente simples, mas requer alguns cuidados. A começar pela compra do peixe! Para efeitos práticos, essa receita é a de sashimi de salmão, mas serve para quaisquer outros tipos de peixe.

Compre um filé de salmão bem fresco! O tamanho varia apenas para a quantidade de pessoas, então isso dependerá de caso a caso. Se você está perto da peixaria, pode pedir para retirarem a pele para você. Caso contrário, é melhor fazer isso em casa, já que o salmão é muito delicado e pode desmanchar no caminho.

O próximo passo é limpar o filé em água corrente. Existe uma certa polêmica sobre isso, mas é melhor prevenir e lavar a carne, principalmente para retirar escamas soltas. Com a carne limpa, retire as espinhas com uma pinça apropriada. É só passar os dedos no filé que você sentirá as espinhas.

Agora é a hora de cortar o salmão para fazer o sashimi. É fácil e muito prático: siga a linha pontilhada que fica bem no meio do filé! A parte mais alta e “carnuda” do salmão é a melhor, com menos fibras. É daí que vem o sashimi. O restante pode ser utilizado para outras peças que também levem o peixe.

Com a melhor parte do salmão em mãos, é só retirar a outra extremidade, que pode ser utilizada para fazer um tartar. É um filete fino, mas que faz diferença principalmente no tamanho final do sashimi. A peça que sobrou tem um formato já pronto para ser fatiada e se fazer o sashimi. Depois disso é só cortar e pronto, está feito o seu sashimi!

Sushi e sashimi: diferença

O maior problema com a comida japonesa, pelo menos aqui no Brasil, é que a maioria das pessoas não sabe diferenciar as peças pelo nome. No final das contas, muita gente não sabe qual a diferença entre sushi e sashimi! Mas é muito mais simples do que se imagina.

O sushi é aquela peça “enroladinha”, com tiras de arroz compactadas cobrindo um pedaço de peixe cru ou vários outros ingredientes. No final, esse combinado é enrolado por um pedaço de nori, a alga marinha tradicionalmente utilizada na culinária japonesa.

Já o sashimi é mais simples ainda. Consiste apenas em fatias de peixe, que pode ser cru, cozido, marinado ou de outras formas. Pode-se utilizar salmão, atum ou peixe branco, como falamos antes. Além de ser saboroso, o peixe é um dos alimentos que fazem bem à memória. Ótimo para quem está em fase de estudos, não é?

A gastronomia japonesa nunca esteve tão em alta aqui no Brasil como nos últimos anos. E nada melhor do que aproveitar para conhecer a fundo uma das cozinhas mais tradicionais e saborosas de todo o mundo. Está esperando o que para ir comprar logo seu peixe e preparar um delicioso sashimi?

E aí, bateu a fome? Curtiu o post? Então não deixe de conferir nossas dicas para o Enem sobre o que comer antes, durante e depois da prova!

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