O mundo conta hoje com mais de 7 bilhões de habitantes em uma escala que só aumenta desde a década de 60. O Brasil tem mais de 210 milhões de moradores, tendo São Paulo como líder entre as cidades mais populosas. Tudo em razão do crescimento populacional. Trata-se de uma tendência que faz parte da realidade de grande parte das nações em desenvolvimento.

Quer saber como é calculada a taxa de crescimento populacional e de que forma esse tema pode vir em questões de Geografia dos vestibulares ou Enem? É o que vamos mostrar neste post. Acompanhe!

O que é o crescimento populacional?

Crescimento populacional é o aumento no número de habitantes no mundo, em determinado país ou município.

Trata-se de um fenômeno ocasionado pelo crescimento vegetativo, ou seja, o saldo entre as taxas de natalidade e de mortalidade. A conta é bem simples: quando a taxa de natalidade for maior do que a de mortalidade, há saldo positivo no crescimento populacional.

Por isso, nações onde nascem menos crianças em comparação aos óbitos, como no caso dos países da Europa, onde a população idosa é bem grande, existe um equilíbrio ou queda no crescimento populacional. Assim, a existência de avós se sobressai à de netos.

No século XXI, a taxa de crescimento populacional no mundo está abaixo de 1,2% ao ano em uma escala de declínio. Isso porque a expectativa de vida aumentou e as pessoas estão morrendo mais velhas, principalmente por conta dos avanços na Medicina, saneamento básico, meio ambiente, entre outros.

Mesmo assim, ainda há uma elevação no crescimento populacional. Estimativas das Nações Unidas (ONU) revelam que a população mundial deve chegar a 9,7 bilhões até 2050.

Boom populacional ao longo dos anos

A intensificação do crescimento populacional no mundo começou no final do século XII e começo do XVIII. Antes dessa época, a expectativa de vida era muito baixa em razão de epidemias e ausência de tratamentos adequados.

Em 1930, o planeta já contava com 2 bilhões de pessoas, subindo para 3 bilhões em apenas 30 anos, com uma média de crescimento de 2% ao ano. Na década de 80, a população mundial já atingia 5 bilhões de pessoas.

Para entender esse verdadeiro boom, é preciso voltar ao tempo. Tudo começou com a produção agrícola e avanço das cidades, fatos que fizeram a espécie humana aproveitar os recursos naturais. No ano 1 da era cristã, havia 170 milhões de pessoas no mundo. Mil anos depois, já tinham 330 milhões.

Após as grandes navegações e a descoberta do Brasil, por volta de 1500, já viviam 450 milhões de habitantes na Terra. Com a Revolução Industrial e Energética, o número atinge 1 bilhão em 1800, chegando a 2 bilhões em 1927 em uma escala que não parou mais de crescer.

  • 1960: 3 bilhões;
  • 1974: 4 bilhões;
  • 1987: 5 bilhões;
  • 1999: 6 bilhões;
  • 2011: 7 bilhões.

Trata-se de um crescimento populacional que acrescentou um bilhão de habitantes a cada 12 ou 13 anos.

Quais fatores influenciam o crescimento populacional?

Inúmeros fatores influenciam o crescimento populacional, mas os principais são natalidade, migração, qualidade de vida, geração de empregos e desenvolvimento social.

Para você entender cada um deles, vamos fazer um breve resumo de cada aspecto citado:

  • natalidade: é o número de pessoas que nasce em um país, cidade ou região;
  • migração: trata-se da entrada de pessoas em um país ou região em busca de melhores condições de vida;
  • qualidade de vida: boas condições de vida que abrangem saúde, educação e demais serviços públicos;
  • geração de empregos: abertura de vagas de trabalho por conta de investimentos em determinada região, influenciando no crescimento populacional;
  • desenvolvimento social: ações que auxiliam na qualidade de vida da população, como distribuição de renda e maior poder de compra.

Crescimento populacional no Brasil

O Brasil teve um intenso crescimento populacional ao longo do século XX. Para você ter uma ideia, havia no país 17 milhões de pessoas em 1900, número que saltou para 170 milhões em apenas 100 anos.

Até a década de 30, o que influenciou esse quadro foi a imigração, que só cessou por conta da “lei de cotas” de 1934. Após a imposição de limites à chegada de estrangeiros, foi o crescimento vegetativo que entrou em cena, ou seja, a diferença entre os nascidos e os mortos.

Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), houve uma aceleração em razão da queda no número de mortes. Isso porque a população contava com serviços básicos, como rede de esgoto, água encanada, campanhas de vacinação, distribuição de medicamentos etc.

A urbanização foi preponderante para incentivar as famílias a terem menos filhos. Enquanto em 1960 a média era seis filhos por família, essa taxa de fecundidade despencou para dois em 2006, o que ajudou a desacelerar o ritmo, principalmente por conta do aumento no custo de vida e maior presença das mulheres no mercado de trabalho. Métodos contraceptivos também foram fundamentais para ajudar a reduzir as taxas de fecundidade, como pílulas, preservativo etc.

Crescimento populacional mundial

A expansão da presença humana no mundo inicia-se na África por meio do Homo sapiens, iniciando o processo de migração para outros continentes. Até a revolução agrícola, o número de pessoas era relativamente baixo, com menos de um milhão de habitantes.

Com o avanço das cidades, grandes navegações, Revolução Industrial e Energética, o crescimento populacional tomou proporções inimagináveis, principalmente no continente asiático. Inclusive, teorias sobre o tema se destacaram, como a malthusiana.

O que demorou 1500 anos para dobrar de tamanho necessitou de apenas 100 anos para quadruplicar de 2 bilhões, registrado em 927, para 8 bilhões de habitantes previstos até 2025, de acordo com projeções da ONU.

Apesar da transição demográfica, há países que enfrentam quedas consideráveis nas taxas de natalidade, como os europeus, tendo mais de 30% da população de idosos. Países asiáticos também fizeram controle de natalidade e hoje equilibram o número de nascimentos.

Assim, a capacidade de viver em harmonia já foi superada em vários países no planeta e as dificuldades de produção de alimentos se mostram presentes em inúmeras realidades urbanas.

mapa mundi crescimento populacional

Crescimento populacional: exercícios resolvidos

De olho em sua preparação, selecionamos dois exercícios sobre crescimento populacional que já caíram em vestibulares. Veja.

1. (VUNESP) Embora o Brasil esteja colocado entre os países mais populosos do mundo, quando se relaciona sua população total com a área do país, obtém-se um número relativamente baixo. A essa relação de população x área, damos o nome de:

a) Taxa de crescimento.

b) Índice de desenvolvimento.

c) Densidade demográfica.

d) Taxa de natalidade.

e) Taxa de fertilidade.

Ao analisar as respostas, a correta só pode ser a C, ou seja, sempre que vier população e área, lembre-se da densidade demográfica.

2. (UFRR) O envelhecimento da população está mudando radicalmente as características da população da Europa, onde o número de pessoas com mais de 60 anos deverá chegar, nas próximas décadas, a 30% da população total. Graças aos avanços da Medicina e da ciência, a população está cada vez mais velha. Isso ocorre em função do:

a) Declínio da taxa de natalidade e aumento da longevidade.

b) Aumento da natalidade e diminuição da longevidade.

c) Crescimento vegetativo e aumento da taxa de natalidade.

d) Aumento da longevidade e do crescimento vegetativo.

e) Declínio da taxa de mortalidade e diminuição da longevidade.

Está claríssimo que a correta é a A. Isso porque quanto menos gente nasce, como na Europa, há a presença de mais idosos, principalmente pela melhoria nas condições de vida.

Como você percebeu, o crescimento populacional pode ser abordado de diversas formas, ou seja, vale a pena ficar atento aos mínimos detalhes.

E aí, gostou do nosso post? Que tal investir em sua preparação? Então conheça agora mesmo o nosso plano de estudos!

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