Muitas pessoas conhecem a definição e as peculiaridades de uma cidade quando a descrevemos como sendo a capital de algum estado. Contudo, quando a expressão muda para “regiões metropolitanas“, nem sempre se sabe o que isso significa e quais são as principais características.

Entre os estudantes, essa lógica não é diferente, mesmo que muitas vezes já estejam familiarizados com o termo regiões metropolitanas do Brasil, são poucos que sabem os conceitos por trás dessa definição.

Em vista disso, com o objetivo de auxiliar seus estudos, preparamos um conteúdo sobre o que são regiões metropolitanas e seus principais desdobramentos sócio-geográficos.

O que são as regiões metropolitanas?

É um conjunto de cidades vizinhas que se conectaram, geograficamente falando, por meio de um fenômeno chamado conurbação. Elas são marcadas pelo alto grau de urbanização e apresentam elevada densidade demográfica (muitas pessoas para pouco espaço físico).

Outro aspecto das regiões metropolitanas é que praticamente todas elas contam com a presença de uma cidade que se destaca: normalmente, é a capital do estado.

Características das regiões metropolitanas

Entre as várias características das regiões metropolitanas, podemos destacar algumas. Veja a seguir.

Polos comerciais

Por se tratar de uma região habitada por muitas pessoas, naturalmente os setores de serviços e comércio desenvolverão com mais facilidade, até porque há muitos potenciais clientes e prestadores dos mais diversos serviços.

Isso faz com que a região metropolitana vire um centro comercial referência no estado, oferecendo muitas vezes atividades únicas e incomuns de serem encontradas nas cidades do interior.

Polos políticos

Uma vez que há um elevado índice populacional, existe também um forte eleitorado (pessoas que estão aptas para votar). Esse fato exige fortalecimento das instituições políticas locais e aumento da demanda de representantes do povo, permitindo assim que as regiões metropolitanas virem polos políticos do estado.

Mais ofertas de empregos

Se existe um centro comercial aquecido, com a presença de muitas empresas e indústrias, naturalmente a oferta de empregos será maior. Desse modo, uma característica marcante das regiões metropolitanas é a de possibilitar a abertura de muitas oportunidades de trabalho para os habitantes.

Maiores índices de violência urbana

Infelizmente, essas regiões não entregam apenas vantagens; há também problemas urbanos que desqualificam as cidades integradas. Um deles é o elevado índice de violência urbana, o qual é impulsionado pela falta de políticas públicas que alcancem todas as camadas da população local, deixando assim uma parcela às margens da sociedade.

Maiores índices de poluição

Grandes concentrações de empresas e indústrias, além de representarem ofertas de emprego, resultam em altos índices de poluição.

Nesse contexto, é comum encontrarmos notícias de capitais e regiões metropolitanas que estão sofrendo com péssimos indicadores de qualidade do ar atmosférico, chuva ácida e problemas com a temperatura (principalmente com a presença de fenômenos como inversão térmica).

regiões metropolitanas

Problemas com mobilidade

Esse talvez seja um dos principais desafios dos atuais grandes centros urbanos do Brasil e do mundo.

Problemas com a mobilidade urbana (trânsito, elevada concentração de carros e motos nas ruas, precariedade do transporte público, poucas linhas de metrô, entre outros) atingem em cheio praticamente todas as regiões metropolitanas do Brasil. A situação ainda é agravada devido à inexistência de um mínimo planejamento urbano a médio/longo prazo.

Objetivo das regiões metropolitanas

De forma geral, o principal objetivo de uma região metropolitana é o de se tornar uma referência no estado, seja no quesito econômico, seja no quesito social.

Exemplificando, imagine as pessoas que precisam de acompanhamento médico especializado (tratamento de uma doença rara, por exemplo) e que moram em uma cidade do interior com pouca infraestrutura.

O único recurso dessas pessoas é o de se deslocar para uma cidade que conta com uma estrutura medicinal mais avançada, a qual muitas vezes faz parte de uma região metropolitana.

Regiões metropolitanas do Brasil

Confira agora as maiores regiões metropolitanas do Brasil.

Região Metropolitana do Rio de Janeiro

  • Cidades integrantes: Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Japeri, Magé, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica, Mesquita e Tanguá;
  • população total: aproximadamente 13 milhões de habitantes;
  • característica econômica marcante: mescla entre setores industriais e serviços.

Região Metropolitana de Belo Horizonte

  • cidades integrantes: Belo Horizonte, Betim, Caeté, Contagem, Ibirité, Lagoa Santa, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Raposos, Ribeirão das Neves, Rio Acima, Sabará, Santa Luzia e Vespasiano;
  • população total: aproximadamente 6 milhões de habitantes;
  • característica econômica marcante: predominância do setor de serviços e comércio.

Região Metropolitana de São Paulo

  • cidades integrantes: São Paulo, Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha, Mairiporã, Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel, Suzano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Cotia, Embu, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista, Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba;
  • população total: aproximadamente 21,5 milhões de habitantes;
  • característica econômica marcante: concentração de multinacionais e setor industrial bem desenvolvido.

Regiões metropolitanas no mundo

As características marcantes desse tipo de região basicamente são as mesmas em qualquer lugar do mundo. A diferença é que, em países desenvolvidos (como no Japão e na Alemanha), as desvantagens desses grandes centros são minimizadas devido aos países terem melhor infraestrutura.

São exemplos de regiões metropolitanas no mundo:

  • Tóquio, Japão: 36 milhões de habitantes;
  • Mumbai, Índia: 20 milhões de habitantes;
  • Cidade do México, México: 20 milhões de habitantes;
  • Nova York, Estados Unidos: 19 milhões de habitantes.

Sendo assim, podemos entender agora com mais clareza por que as regiões metropolitanas muitas vezes são classificadas como sendo a referência no estado, seja na política, seja na economia. Vale frisar que, mesmo apresentando vários pontos positivos, essas regiões no Brasil também representam desvantagens, como violência urbana e precariedade de mobilidade.

A explicação acima sobre as regiões metropolitanas foi válida para você? Então conheça o cronograma de estudos do Stoodi e leia também outras matérias e conteúdos que podem cair na prova do Enem!

Você pode gostar também