Estudar Geografia para os vestibulares envolve muitos temas. Sem dúvidas, essa é uma das disciplinas mais abrangentes de todas. Aqui, entramos em contato com conceitos físicos da Terra, aprendemos sobre a cultura e a política de muitos países, conhecemos detalhes sobre economia e descobrimos, também, muitas informações sobre a sociedade.

Essa é, então, uma matéria que traz um pouquinho de tudo: biologia, matemática, sociologia e história, além de muitos outros temas fundamentais. Em nossa conversa de agora, falaremos sobre a taxa de natalidade, um conceito que tem tudo a ver com todas as disciplinas mencionadas logo acima!

Não entendeu o que queremos dizer? Então não se preocupe. Continue a leitura e descubra como um assunto da Geografia pode estar relacionado com tantos outros temas que, aparentemente, não têm nada a ver uns com os outros. Vamos lá!

O que é taxa de natalidade?

É uma taxa que nos mostra qual é o número de nascimento de bebês em um período de um ano. A partir desse número, é feita uma relação entre o valor obtido e o número de habitantes de um determinado lugar.

Como calcular?

O cálculo da taxa de natalidade é simples. Basta, como mencionado anteriormente, estabelecer uma relação entre o número de bebês nascidos em um período e a quantidade total de habitantes do país ou cidade.

Imagine, por exemplo, que uma cidade conta com 5.000 habitantes. Nesse município, foram registrados 100 nascimentos em um período de um ano.

A equação obtida é: 100 / 5000.

Nesse caso, a taxa de natalidade é de 2%.

Taxa de natalidade no Brasil

A taxa de natalidade no Brasil é de 14,16 (dados de 2015).

No entanto, vale a pena ressaltar que o Brasil tem um território de proporções continentais. Além disso, a desigualdade social é outra característica marcante de nossa população. Sendo assim, a taxa é bastante variável de região para região brasileira. Fique de olho!

Taxa de natalidade no mundo

A taxa de natalidade no mundo é muito variável. Alguns eventos fizeram com que esses valores subissem ao longo da história. Exemplos disso são os períodos pós-guerra e os momentos de desenvolvimentos de novas tecnologias.

A tendência atual, no entanto, é que isso mude. O empoderamento feminino e o aumento do acesso à saúde têm feito com que cada vez menos bebês nasçam em todo o mundo. No entanto, essa não é uma realidade em todos os países do mundo, graças aos grandes níveis de desigualdade observados em escala global.

Taxa de natalidade: indicador social

Agora, falaremos sobre como esse tema relativo à taxa de natalidade dialoga com a sociologia e a história. Tudo pronto?

A parte sociológica do tema está diretamente ligada ao fato de que a taxa de natalidade é um indicador social. Isso quer dizer que os resultados obtidos por uma nação refletem em que patamar do desenvolvimento aquele país se encontra.

Em outras palavras, podemos afirmar que países mais desenvolvidos — ou seja, aqueles que contam com fatores como economia, industrialização, educação e igualdade social em níveis maiores — costumam apresentar taxas de natalidade menores. Em contrapartida, os países menos desenvolvidos têm taxas mais expressivas.

Isso acontece pelos seguintes fatores:

  • falta de conscientização da população acerca dos métodos contraceptivos;
  • falta de apoio do governo em políticas públicas que visam o planejamento familiar;
  • problemas com o machismo estrutural, que inviabiliza o controle das mulheres sobre os próprios corpos;
  • dificuldade da inserção das mulheres no mercado de trabalho;
  • problemas estruturais com o âmbito da saúde, que não permitem que o planejamento e a contracepção cheguem a todas as famílias.

Transição demográfica

Ainda falando sobre os indicadores sociais, é importante mencionarmos um conceito que é, muitas vezes, deixado de lado pelos estudantes: a transição demográfica.

Ele traduz exatamente o que foi dito no tópico anterior e se refere a um processo natural passado pelas nações. À medida que fatores como a medicina, o saneamento básico, o acesso à educação e a urbanização crescem, a transição avança naquela sociedade.

Por isso, podemos afirmar que o desenvolvimento das nações dá origem a uma equação bem clara: o número de nascimentos diminui, e a taxa de mortalidade também se torna menor. Isso reduz o crescimento populacional daquela sociedade, tornando-a mais estável.

Pirâmide etária

Outro tema que se relaciona a esse assunto é o da pirâmide etária, um conceito que nos traz um gráfico representativo sobre a idade de uma determinada população.

Em países menos desenvolvidos, a maioria das pirâmides observadas apresenta uma base mais larga e um topo afunilado. Para visualizar, imagine uma pirâmide padrão, daquelas que vemos em Geometria.

No caso das nações desenvolvidas, temos o que é conhecido como pirâmide invertida. A população de mais idade é mais numerosa, graças à baixa taxa de mortalidade e à longa expectativa de vida. Ao mesmo tempo, há menos nascimentos, o que faz com que esse gráfico tenha uma base mais estreita.

Como o tema pode ser abordado no Enem?

A seguir, veremos um exemplo de como esse tipo de assunto pode ser cobrado no vestibular.

Lembrando que errar faz parte, ok? Por isso, caso você não saiba alguns conceitos apresentados na questão, não se preocupe. Essa é uma ótima oportunidade para aprender ainda mais e buscar informações que você ainda não conhece. Assim, pouco a pouco, seu conhecimento vai sendo construído!

(Enem 2013)

O processo registrado no gráfico gerou a seguinte consequência demográfica:

a)      decréscimo da população absoluta;

b)     redução do crescimento vegetativo;

c)      diminuição da proporção de adultos;

d)     expansão de políticas de controle da natalidade;

e)     aumento da renovação da população economicamente ativa.

Resposta: B

Viu só como a taxa de natalidade pode cair nas suas provas e como esse conceito é bastante abrangente? Esse é um tema importante até mesmo para as redações! Por isso, não dê bobeira: conheça o Plano de Estudos do Stoodi agora mesmo e continue seus estudos com todo o suporte necessário!

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