O “novo” Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa deixou de ser novo há muito tempo. Entretanto, por mais que esteja em vigor no Brasil há mais de uma década, ele ainda causa muitas dúvidas nas pessoas, e o campeão dessas dúvidas é o célebre hífen!

Palavras que antes eram juntas, de repente, passaram a ser escritas separadamente e vice-versa (com hífen, hein!), dificultando a absorção das alterações. Mas hoje tentaremos simplificar um pouco essas regras e facilitar a escrita de todo mundo. Vamos lá?

Novo acordo ortográfico: uso do hífen

Primeiramente, é importante lembrar que as palavras compostas continuam tendo hífen, desde que, quando separadas, cada uma tenha seu significado próprio. Por exemplo, guarda-roupa: tem hífen, pois tanto a palavra guarda quanto a palavra roupa possuem significado sozinhas. 

Porém, quando falamos de prefixos é preciso atenção! Uma dica para fixar é: letras iguais, separe; letras diferentes, junte.

Assim:

Micro-ondas escreveremos com hífen, ou seja, separaremos as palavras, pois o prefixo termina com a mesma letra que inicia a palavra seguinte. Já no caso de autoescola, não o utilizaremos, ou seja, juntaremos as palavras, porque as letras que encerram o prefixo e iniciam a palavra seguinte são diferentes. 

Ah, e lembre-se: quando a palavra seguinte começar com R ou S, dobraremos essas consoantes, como é o caso de minissaia e autorretrato.

E não para por aí! 

Prefixos que acompanham palavras iniciadas por H sempre serão separados por hífen, como é o caso de super-homem e anti-higiênico.

Além disso, atenção à listinha abaixo! Utilizaremos o hífen também nestes casos:

  • Palavras com advérbios mal e bem: mal-estar, bem-humorado. Então, na hora de descrever sua personalidade naquele date, lembre-se que bem humorado está errado. Coloque o hífen!
  • Palavras com recém, pré, pós, ex e vice: recém-nascido, pré-vestibular, pós-graduação, ex-namorado, vice-presidente.

Atenção! As locuções dia a dia e fim de semana não possuem hífen! Já a saudação bem-vindo, possui!

Ufa! Bastante coisa para lembrar, não é mesmo? Mas vale ressaltar: a prática é a melhor forma de absorver as regras, então fica a dica para resolver exercícios a esse respeito e utilizar as palavras que serviram de exemplo neste artigo em seus textos, para se adaptar cada vez mais à escrita delas!

Bons estudos!

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Este conteúdo foi produzido pela professora Priscila, de Gramática. Saiba mais sobre ela aqui!