A escravidão no Brasil foi uma instituição implantada pelos colonizadores portugueses, por volta de 1530. Apesar de ter sido abolida há mais de 130 anos, é notório até os dias de hoje os efeitos dessa época tão cruel da História brasileira.

Esse é um tema muito abordado no Enem e em outros vestibulares. Você quer ficar por dentro do assunto? Então continue a leitura, pois, neste post, trouxemos um resumo do que foi esse período até o fim da escravidão no Brasil. Vamos lá?

O que foi a escravidão no Brasil?

Antes de mais nada, é interessante a gente conceituar exatamente o que é a escravidão. Também chamada de escravismo, escravatura ou escravagismo, ela é uma prática social em que uma pessoa toma “direitos” sobre outra, como se fosse uma propriedade.

Obviamente, a escravidão é imposta pela força, já que desumaniza totalmente quem está sob esse regime, ou seja, o escravo. A escravatura é algo muito antigo. Veja algumas características da escravidão no Brasil.

Tipos de escravidão no Brasil

Os escravos não eram usados somente nos serviços braçais de agricultura e mineração. Eles também tinham outras funções na sociedade da colônia portuguesa, como os serviços domésticos e os urbanos. Nas cidades, os “escravos de ganho” vendiam produtos ou ajudavam no comércio.

Condições da escravidão

As condições impostas aos escravos eram as piores possíveis. Um escravo adulto não tinha mais que 10 anos de vida útil. Isso quando conseguiam chegar ao país, já que muitos morriam no trajeto nos navios negreiros.

Depois de vendidos, trabalhavam sob o sol e recebiam alimentação de qualidade ruim. Nas senzalas, que eram os locais em que eles ficavam, as condições de higiene eram precárias, com muita umidade e escuridão. Para evitar a rebeldia, quem se opunha era torturado severamente. Aliás, até mesmo um erro qualquer era motivo de punição.

As mulheres eram exploradas sexualmente, tanto com objetivo de reprodução quanto para servir aos patrões. Elas também faziam serviços domésticos nas casas-grandes, como eram chamadas as moradias dos donos das fazendas.

Além disso, nem as próprias culturas e religiões eram permitidas. Os escravos foram obrigados a se converter ao catolicismo e eram proibidos de fazer as festas e rituais de origem. Por isso, muitos deles camuflavam sua fé para não sofrerem perseguições.

Resistência à escravidão no Brasil

Por conta das condições horrorosas a que eram submetidos, muitos escravos se revoltavam e fugiam. Alguns conseguiam e formavam suas comunidades, chamadas de quilombos. Já outros não eram bem-sucedidos na fuga, já que os capitães do mato os perseguiam.

Quem era pego sofria castigos desumanos a fim de servir como “exemplo” para que os demais não tentassem a fuga. Muitos deles acabavam se suicidando. Outra forma de se ver livre da escravidão era comprar a carta de alforria, que era algo muito raro, já que eles não tinham renda para isso.

Início da escravidão no Brasil

colonizadores escravidão

Ao contrário do que muita gente pensa, a escravidão no Brasil não começou com o tráfico de negros. Veio bem antes disso, com a escravatura indígena. Com intuito de suprir a demanda dos trabalhos braçais, já que os portugueses não queriam esse tipo de serviço, os colonizadores começaram a escravizar os nativos.

Escravidão indígena

Esses escravos eram obtidos por meio das brigas intertribais. Entre os índios, a tribo que perdia a batalha servia como escrava para a outra. Assim, os europeus adquiriam os “perdedores”. Por algum tempo, os indígenas foram escravizados e colocados ao trabalho no Brasil, porém, foram substituídos pelos negros.

Há uma crença de que o motivo dessa troca era porque os índios “não gostavam de trabalhar”, algo que é difundido até hoje, infelizmente. A verdade é que o tráfico de negros era muito mais lucrativo para os portugueses do que a escravidão indígena.

Escravidão dos negros

Os europeus viram no tráfico negreiro uma ótima oportunidade de negócio. Além das negociações de escravos, a produção de embarcações, de armas, de vestimentas e de outros produtos foi aumentada, gerando muito lucro em cima do comércio de pessoas.

Os primeiros navios africanos começaram a chegar ao Brasil entre 1539 e 1542, na capitania hereditária de Pernambuco. Foi uma solução encontrada para o serviço pesado das lavouras. Com a alta produção de cana-de-açúcar e de café e a necessidade de mão-de-obra, a partir de 1550 o tráfico negreiro se consolidou no país.

Aliás, você sabe quanto tempo durou a escravidão no Brasil? Mais de 300 anos!

Abolição da escravidão no Brasil

A abolição da escravidão no Brasil, na verdade, começa na Inglaterra e tem a ver com o capitalismo de consumo e o liberalismo. A produção industrial precisava de mão-de-obra barata, e os escravos estavam se tornando “caros” para a importação.

Por isso, a Inglaterra aboliu a escravatura em suas colônias colocando trabalhadores com salários pagos. Porém, na produção agrícola, ela não conseguia concorrer com os preços baixos oferecidos pelos portugueses. Foi então que a Marinha Real Britânica começou a combater o tráfico negreiro em todo o mundo.

Sendo assim, o tráfico de negros no Brasil foi proibido em 1850, com a “Lei Eusébio de Queirós”. Em 1871, houve a “Lei do Ventre Livre”, em que garantia a liberdade para os filhos dos escravos. Já em 1885, a “Lei dos Sexagenários” libertou os escravos maiores de 60 anos. Por fim, em 1888, no dia 13 de maio, a Princesa Isabel assinou a “Lei Áurea”, que aboliu a escravatura no país.

Escravidão no Brasil: resumo

A escravidão no Brasil teve início a partir do momento em que os portugueses precisavam de mão-de-obra barata para dar conta do trabalho braçal das lavouras e das cidades. Ela começou com o escravagismo indígena, mas, como o tráfico de negreiro dava mais lucro aos europeus, logo foi substituído pela escravatura dos negros trazidos da África.

A situação de vida dos escravos era péssima e desumana. Além de trabalho intenso ao sol, as condições de higiene e alimentação eram terríveis. As mulheres negras eram exploradas sexualmente, muitas mantidas como reprodutoras. A cultura e a religião foram suprimidas covardemente.

Muitos escravos tentaram a fuga. Os que conseguiram formaram os quilombos, onde puderam viver com suas tradições e fé. Já os que foram capturados pelos capitães do mato sofreram punições seríssimas para dar o “exemplo” a fim de que os outros não tentassem mais fugir.

Com a produção industrial em alta, a Inglaterra interveio para acabar com o tráfico negreiro. A partir daí, diversas leis abolicionistas surgiram no Brasil com objetivo de diminuir a escravidão até chegar a “Lei Áurea”, em 1888, que foi o fim da escravidão no Brasil.

A escravidão no Brasil foi um período de extrema crueldade, que, mesmo sendo abolida, ainda reflete na situação social do país. A pobreza e a discriminação de negros ainda são consequências dessa parte da História, que tentou desumanizar o povo africano.

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