Veja como fazer para não esquecer mais de datas e nomes

 

Muitos alunos sentem uma certa dificuldade em estudar história. São muitos nomes, datas, guerras, eventos políticos, conjunturas econômicas e aspectos culturais. Isso acontece com você? É preciso pensar uma forma de deixar os seus estudos mais fáceis. Talvez, usar a linha do tempo pode ser uma saída.

“Em História, umas das maiores dificuldades dos vestibulandos é estabelecer a ordem cronológica dos fatos mais relevantes”, conta o professor Dimas. Segundo ele, os alunos conhecem os principais eventos históricos, porém de forma isolada.

Isso acontece muito com os temas de História Medieval, por exemplo. Assuntos como Império Bizantino, Império Islâmico, Império Carolíngio e invasões normandas se perdem ao meio de vários outros assuntos. Aí, sabe o que acontece? Você acaba se confundindo e não sabe, ao certo, responder em que época elas aconteceram e qual a relação entre elas.

Para resolver esse problema, você pode montar uma linha do tempo. Infelizmente ela não vai cessar todas as suas dúvidas, mas pode ser uma grande aliada.

Veja as vantagens e desvantagens de estudar com uma linha do tempo

A linha do tempo é uma técnica que separa os dados históricos em grandes períodos de forma cronológica. Na prática, você fará uma divisão desde a Pré-história até os dias atuais, destacando os principais acontecimentos e o ano em que eles aconteceram.

– Mas o que tem de ruim nisso?

Muitas vezes, nós esquecemos de enxergar a continuidade dos eventos, dando a falsa impressão que as transformações ocorreram de uma hora para outra.

“Não se pode ignorar que muitas sociedades na Europa vão apresentar, em plena Idade Moderna, algumas características típicas da Idade Média”, explica o professor. Ele comenta que esse é o caso da França que, em meados da Revolução de 1789, ainda contava com camponeses submetidos à escravidão.

Outro ponto importante é que a grande maioria das linhas abordam apenas temas políticos e militares, deixando outros aspectos importantes de lado, como a economia e a cultura.

– Nossa, então é melhor não estudar pela linha do tempo, né?

Não, você pode sim estudar pela linha do tempo – apesar dessas características, ela pode te ajudar e muito. Como o próprio Dimas disse, existem vários tipos de linhas do tempo e o importante é você mesmo produzir a sua para colocar todos os dados mais relevantes ao seu estudo.

Quer uma dica? Monte uma linha do tempo levando em consideração os aspectos: políticos, econômicos, militares (guerras) e culturais. Procure fazer asteriscos em cada transição. Assim, você conseguirá identificar o momento em que cada evento aconteceu e se lembrará de todo o seu contexto.

Faça isso na hora da revisão. Estude a matéria e fixe o conteúdo dessa forma. Isso evita que você dependa somente da linha do tempo para aprender todos esses dados. Depois disso, o prof. Dimas recomenda que você a deixe num lugar de fácil acesso para consultar sem moderação.

“A linha do tempo é dinâmica e deve estar sempre em aperfeiçoamento. Não hesite em inserir ou suprir informações”, aconselha ele.

Foto: reprodução/divulgação
Muita atenção, galera: outra dica do prof. Dimas que pode fazer toda a diferença é ter sempre um mapa em mãos para apoiar as informações da linha do tempo. Isso vai garantir que você saiba onde tudo aconteceu.

É importante ressaltar que nossos módulos em História estão organizados de forma cronológica, divididos em duas linhas do tempo: História do Brasil e História Geral.

Para quem segue o plano de estudos, mais uma notícia boa: nesse caso, os conteúdos de História, Geografia, Filosofia, Sociologia e Literatura são totalmente cronológicos. Dá para entender muita coisa com essa grande linha do tempo.

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