Que assunto mais temido, hein! Conjunções! Só de ouvir essa palavra muitos se arrepiam, sabe por que?

O que a maioria das pessoas tenta fazer é decorar cada uma delas, ao invés de entender o sentido que elas têm e sua importância nas frases.

Vamos aprender conjunções para valer?

O que são conjunções?

Conjunções são conectivos que fazem o papel de unir termos em uma oração, orações em uma frase e frases em um texto. São elas que estabelecem uma relação lógica de sentido e coesão.

Como todos os conectivos, não têm função sintática, porém, o valor semântico das conjunções pode ser estudado e separado em 15 tipos, divididos entre conjunções coordenativas e conjunções subordinativas.

Tipos de conjunções: coordenativas e subordinativas

Entende-se por oração, toda frase que tenha um verbo. Quando as orações ligadas por uma conjunção são independentes, temos as conjunções coordenativas.

São coordenadas também, por serem formadas por orações que tem a mesma função e por apresentarem uma estrutura fixa.

Quando existe uma oração principal e uma subordinada, a subordinada depende da principal para fazer sentido, dessa forma, as conjunções subordinativas têm uma estrutura móvel e, mesmo que a ordem das orações seja alterada, o sentido não se altera.

Exemplos de conjunções coordenativas:

Vamos ver como isso funciona na prática?

Fui à padaria, mas não comprei doces.

A conjunção coordenativa adversativa (mas) liga duas orações que são independentes, construindo um sentido de que, apesar de eu ter ido à padaria, não comprei doces. Seja porque esqueci, porque estou de dieta, porque não quis, enfim, diversas hipóteses podem surgir da interpretação dessa frase.

Exemplos de conjunções subordinativas:

Fui à padaria porque não comprei doces.

Nesse caso, temos uma conjunção subordinativa causal (porque) que justifica a ação de ir até a padaria. Sobre a estrutura móvel que falamos, se quisermos, podemos inverter a ordem da frase, sem alterar seu sentido:

Porque não comprei doces, fui à padaria.

O que motivou a ida à padaria é a causa de um esquecimento, de uma falta de tempo, que resultou na ação. O sentido é dado pela conjunção.

São mais de cem palavras que designam conjunções, então não é necessário decorar todas, mas saber as principais e, fundamentalmente, entender o sentido que cada uma traz para as frases é muito importante.

Conjunções coordenativas

São 5 as conjunções coordenativas: Aditivas, Adversativas, Alternativas, Conclusivas e Explicativas. Os nomes de cada uma expressam os valores que elas carregam, as aditivas, por exemplo, têm o valor de adição, as adversativas expressam oposição, adversidade, e assim por diante.

As principais em cada uma dessas categorias são:

Conjunções Aditivas

Possuem a ideia de adição em uma frase:

  • e;
  • mais ainda;
  • mas também;
  • nem.

Exemplo: Maria e Júlia foram a praia.

Conjunções Adversativas

Transmite a ideia de oposição em relação a ideia anterior:

  • contudo;
  • entretanto;
  • mas;
  • não obstante;
  • no entanto;
  • porém;
  • todavia.

Exemplo: Laura não estou para a prova, porém tirou nota alta.

Conjunções Alternativas

Expressam a ideia de alternância, de opção:

  • já…, já…;
  • ou, ou…;
  • ou…, ora…, ora…;
  • quer…, quer…

Exemplo: Ou você almoça, ou toma banho primeiro.

Conjunções Conclusivas

Expressa a conclusão de uma ideia:

  • assim;
  • então;
  • logo;
  • pois (depois do verbo);
  • por conseguinte;
  • por isso;
  • portanto.

Exemplo: Acompanhei meu pai na consulta, por isso não fui ao trabalho.

Conjunções Explicativas

Explicam algum ocorrido:

  •  pois (antes do verbo);
  • porquanto;
  • porque;
  • que.

Exemplo: João não foi à escola porque tomou advertência.

Conjunções subordinativas

São 10 os tipos de conjunções subordinativas, assim como as coordenativas, os nomes expressam o seu valor em cada frase:

  • Conjunções Causais: porque, pois, porquanto, como (=porque), pois que, por isso que, já que, uma vez que, visto que, etc.;
  • Conjunções Comparativas: que, do que (depois de mais, menos, maior, menor, melhor e pior), qual (depois de tal), quanto (depois de tanto), como, assim como, bem como, come se, que nem;
  • Conjunções Concessivas: embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto que, bem que, se bem que, por mais que, por menos que, pesar de que, etc.
  • Conjunções Condicionais: se, caso, contanto que, salvo se, sem que (=se não), dado que, desde que, a menos que, a não ser que, etc.;
  • Conjunções Conformativas: conforme, como, segundo, consoante, etc.;
  • Conjunções Consecutivas: que (combinada com uma das palavras tal, tanto, tão ou tamanho, presentes na oração anterior), de forma que, de maneira que, de modo que, de sorte que, etc.;
  • Conjunções Finais: para que, a fim de que, porque (=para que);
  • Conjunções Integrantes: se, que; assim que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, apenas, mal, etc.;
  • Conjunções Proporcionais: à medida que, ao passo que, à proporção que, enquanto, quanto mais…mais, quanto mais…menos, etc.
  • Conjunções Temporais: quando, antes que, depois que, até que, logo que, sempre que;

Exercícios de conjunções

estudante

Pode ficar tranquilo, como já dissemos, não é preciso decorar todas essas conjunções, mas saber os seus valores é fundamental.

Sem saber as conjunções, é difícil interpretar um texto e até mesmo escrever um. Então, se você lê bastante e está atento ao sentido nos textos, com certeza não terá dificuldades.

Vamos fazer alguns exercícios, quem sabe assim fica mais fácil!

1. (CESGRANRIO – 2011 – FINEP – Técnico – Suporte Técnico) Considere a sentença abaixo.

Mariza saiu de casa atrasada e perdeu o ônibus. As duas orações do período estão unidas pela palavra “e”, que, além de indicar adição, introduz a ideia de

a) oposição

b) condição

c) consequência

d) comparação

e) união

Resposta Comentada: Num primeiro momento, ao batermos os olhos e encontramos a conjunção e, já pensamos em uma conjunção coordenativa aditiva. Nesse caso, ela assume outro sentido e por isso é importante saber interpretar a questão. O e traz uma relação de consequência, portanto, a resposta correta é a letra C.

2. (NCE-UFRJ – 2010 – UFRJ – Contador) “Dicas para acelerar sem perder o ritmo”. Nessa frase, os dois conectivos sublinhados indicam, respectivamente:

a) direção e negação;

b) comparação e ausência;

c) finalidade e concessão;

d) modo e condição;

e) movimento e modo.

Resposta comentada: Perceberam que nessa questão não se pergunta quais são os tipos de conjunções e sim os seus valores? Por isso é tão importante saber pelo menos as principais delas em cada categoria. A resposta correta é a letra C.

3. (FGV – 2010 – DETRAN-RN – Assessor Técnico – Contabilidade) “… e eu sou acaso um deles, conquanto a prova de ter a memória fraca”; a oração grifada traz uma ideia de:

a) Causa.

b) Consequência.

c) Condição.

d) Conformidade.

e) Concessão.

Resposta Comentada: Nossa, que frase difícil! Para quem conhece as conjunções subordinativas e estudou as principais,sabe que conquanto está na categoria das conjunções subordinativas concessivas, portanto, a resposta é a letra E.

Os exercícios não foram para assustar, calma! Isso é só para mostrar que, mesmo diante de questões que parecem ser difíceis, saber interpretar e conhecer o valor de cada conjunção lhe ajudará muito nos vestibulares. Com o uso, você acaba decorando algumas palavrinhas!

Essas questões são de concursos públicos, porque treinar com outros olhares também ajuda muito para que se saia da previsibilidade das provas e se considere o que pode cair de forma imprevista.

Aprender expressar-se adequadamente em um texto é fundamental! Para saber mais sobre Gramática ou outros assuntos importante para o vestibular acesse o Plano de Estudos do Stoodi e fique fera em todas as matérias para mandar bem!

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