A prova de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias no Enem é uma das que mais exige competências dos candidatos. O mesmo é válido para os cadernos de Português, em outros vestibulares.

E não é para menos! O nosso idioma é supercomplexo, a nossa Literatura é muito vasta e, quando unidos, esses pontos trazem uma série de detalhes que não podem passar despercebidos pelos estudantes.

Um desses assuntos é o que trata sobre o sentido conotativo. Você lembra desse conteúdo ou gostaria de aprendê-lo pela primeira vez? Então, continue a leitura e tire as suas dúvidas!

O que é conotação?

Sabe quando falamos algo como “o carro estava voando naquela estrada”? É óbvio que o automóvel não estava de fato pairando nos ares e, sim, com uma velocidade bem alta. Isso é uma conotação.

Conotação é o nome dado à aplicação de um sentido figurado, ou seja, de “faz de conta” em uma frase.

Quais são os exemplos de conotação?

Confira, a seguir, algumas frases que podem ajudá-lo a compreender melhor a conotação:

O amor é fogo que arde sem se ver.

Aquela garota é um doce.

O menino vive com a cabeça na lua!

Devorei o livro em menos de 2 dias.

O que é sentido conotativo?

O sentido conotativo é conhecido popularmente como sentido figurado. Ele tem as seguintes características:

  • uso de metáforas, hipérboles, catacrese e outras figuras de linguagem;
  • uso de palavras com sentidos que extrapolam o que está no dicionário;
  • forte expressão e criatividade no uso das palavras;
  • significado que é, muitas vezes, subjetivo (ou seja, que pode ser interpretado de formas diferentes dependendo de quem lê ou ouve a frase).

Esse é um recurso muito utilizado na Literatura, mas que também faz parte da linguagem coloquial do dia a dia.

E o denotativo? O que é?

Não podemos falar sobre conotação sem mencionarmos a denotação. Ela é o exato oposto do sentido conotativo, ou seja, traz um sentido literal e palavras que seguem o seu significado dos dicionários.

Como os conotativos são cobrados no vestibular?

Agora, veja um exemplo de questão que foi já deu as caras em uma edição de vestibular:

(Fuvest) O filme Cazuza – O tempo não para me deixou numa espécie de felicidade pensativa. Tento explicar por que. Cazuza mordeu a vida com todos os dentes. A doença e a morte parecem ter-se vingado de sua paixão exagerada de viver. É impossível sair da sala de cinema sem se perguntar mais uma vez: o que vale mais, a preservação de nossas forças, que garantiria uma vida mais longa, ou a livre procura da máxima intensidade e variedade de experiências? Digo que a pergunta se apresenta “mais uma vez” porque a questão é hoje trivial e, ao mesmo tempo, persecutória. (…) Obedecemos a uma proliferação de regras que são ditadas pelos progressos da prevenção. Ninguém imagina que comer, fumar, tomar pinga, transar sem camisinha e combinar, sei lá, nitratos com Viagra seja uma boa ideia. De fato não é. À primeira vista, parece lógico que concordemos sem hesitação sobre o seguinte: não há ou não deveria haver prazeres que valham um risco de vida ou, simplesmente, que valham o risco de encurtar a vida. De que adiantaria um prazer que, por assim dizer, cortasse o galho sobre o qual estou sentado? Os jovens têm uma razão básica para desconfiar de uma moral prudente e um pouco avara que sugere que escolhamos sempre os tempos suplementares. É que a morte lhes parece distante, uma coisa com a qual a gente se preocupará mais tarde, muito mais tarde. Mas sua vontade de caminhar na corda bamba e sem rede não é apenas a inconsciência de quem pode esquecer que “o tempo não para”. É também (e talvez sobretudo) um questionamento que nos desafia: para disciplinar a experiência, será que temos outras razões que não sejam só a decisão de durar um pouco mais?

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo)

Considere as seguintes afirmações:

I. Os trechos “mordeu a vida com todos os dentes” e “caminhar na corda bamba e sem rede” podem ser compreendidos tanto no sentido figurado quanto no sentido literal.

II. Na frase “De que adiantaria um prazer que (…) cortasse o galho sobre o qual estou sentado”, o sentido da expressão sublinhada corresponde ao de “se está sentado”.

III. Em “mais uma vez”, no início do terceiro parágrafo, o autor empregou aspas para indicar a precisa retomada de uma expressão do texto.

Está correto o que se afirma em:

a) I, somente

b) I e II, somente

c) II, somente

d) II e III, somente

e) I, II e III

Resposta: D

Viu só? Esteja preparado para textos que demandem uma boa dose de interpretação. A melhor maneira de treinar esse aspecto é fazendo um montão de exercícios!

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