Mona lisa: quem foi e características

Com certeza, você já ouviu falar do quadro Mona Lisa, não é mesmo? Conhecida mundialmente, a obra pintada por Leonardo da Vinci foi criada no século XVI e pode ser encontrada no Museu do Louvre, na França.

Repleta de mistérios, enigmas e técnicas artísticas, Mona Lisa ganhou um grande destaque na história da arte, sendo uma das maiores referências do período do Renascimento, tema muito cobrado no Enem e nos vestibulares.

Por isso, montamos este artigo para você conhecer tudo sobre a obra e garantir uma boa pontuação nas provas. Boa leitura!

Mona Lisa: características

Como comentamos, a pintura do quadro ocorreu no século XVI, por volta de 1503 até 1506. Nesse período, Leonardo da Vinci — que foi quem pintou Mona Lisa — deu origem à técnica do sfumato, caracterizada pelo o esfumado do material na tela e a união entre a paisagem de fundo e o elemento central, utilizada até hoje por grandes artistas modernos e contemporâneos.

Ao analisar a obra, é possível perceber traços expressivos no rosto da personagem misteriosa, apresentando o padrão de beleza da época e os trejeitos das mulheres durante a história: tímida, conservadora e com um sorriso enigmático.

A pintura foi desenvolvida por Leonardo da Vinci com o uso de óleo sobre madeira, em uma tela pequena e retangular. Ainda, o artista trouxe o equilíbrio entre os tons terracota e a harmonização entre o homem e a natureza, observada pela combinação entre a figura principal e o plano de fundo.

Justamente por apresentar uma valia muito grande já naquela época, o quadro da Mona Lisa foi levado da Itália para a França, a pedido do Rei Francisco I, que convidou Leonardo para trabalhar na sua corte. Dessa forma, a obra ficou exposta em Fontainebleau e, em seguida, foi transferida para o Palácio de Versailles.

Acontece que, quando Napoleão Bonaparte chegou ao poder, optou por deixar o quadro guardado para si durante o seu governo, tendo em vista sua fascinação pelos traços de Da Vinci. Foi somente após a Revolução Francesa que a obra passou a ser exibida no Museu do Louvre, onde pode ser visitada até hoje.

Uma das principais características da foto da Mona Lisa é o seu sorriso, debatido e observado por incontáveis artistas e amantes da história. Abaixo, explicamos tudo sobre essa curiosidade.

O sorriso de Mona Lisa

Um dos grandes motivos para o quadro ser tão conhecido é o enigmático sorriso da protagonista retratada. Se observarmos bem, podemos perceber uma leve inclinação nos seus lábios, indicando uma quebra nas pinturas sérias e fechadas da época.

Embora a maioria dos sorrisos sejam expressões de felicidade, uma das dúvidas mais frequentes dos estudiosos é a razão da Mona Lisa sorrir, trazendo um clima de mistério e curiosidade para a obra.

Isso foi tão debatido ao longo da história que uma Universidade de Amsterdã se aprofundou nos estudos e levou uma releitura da Mona Lisa para interpretação em um software de reconhecimento de emoções, comparando-a com uma base de dados que reunia expressões de jovens mulheres, chegando a resultados estatísticos sobre as feições exatas do seu rosto.

Assim, afirmou-se que ela estaria 83% feliz, 9% angustiada, 2% chateada e 6% assustada. Mesmo com as descobertas científicas, ainda há muitas discordâncias sobre o real significado do sorriso de Mona Lisa.

Isso gera ainda mais questionamentos, motivando pesquisadores a investigarem os diferentes significados para cada cultura do mundo, realizando comparações e identificando as principais percepções sobre um quadro tão famoso.

Quem foi Mona Lisa?

Mas, afinal, quem foi Mona Lisa? Assim como o seu sorriso, a sua identidade é outro enigma para a história. Ninguém conseguiu descobrir, de fato, quem é a mulher que inspirou uma das pinturas mais conhecidas do mundo.

Todavia, existem diversas teorias e especulações sobre quem ela foi. A mais aceita afirma que a identidade pertence à Lisa Gherardini, uma mulher italiana que nasceu em Florença e viveu com o seu marido, Francesco del Giocondo, nos anos de 1479 e 1542.

Algumas notas escritas por Agostino Vespucci, que foi assistente do teórico renascentista Nicolau Maquiavel, indicam que a pintura foi solicitada a Leonardo como uma forma de comemoração do início da maternidade de Lisa, que recentemente havia dado à luz.

Leonardo da Vinci e o Renascimento

Conhecido por pinturas renomadas, desenvolvimento de novas técnicas artísticas, esculturas simétricas, escritos encantadores e arquiteturas inovadoras, Leonardo da Vinci marcou o seu nome na história. Por isso, questões a respeito de seu trabalho são bastante presentes em processos seletivos.

Durante a sua vida, Da Vinci ganhou forte reconhecimento no cenário mundial em relação à arte, sendo uma das figuras mais influentes do Renascimento. Isso se deu em função da sua técnica aprimorada de utilizar a anatomia humana, a botânica, a geologia e a luz como recursos para pintar as telas.

Assim, Leonardo coincidiu a sua expressão artística com filosofia de vida: o antropocentrismo. Em outras palavras, ele considerava o homem como o principal elemento das suas obras, construções e invenções.

Isso deu base para o desenvolvimento e a consolidação do movimento renascentista, caracterizado justamente pelo antropocentrismo. Na época, com o encerramento do sistema feudal, muitos artistas clássicos passaram a ser reconhecidos pela sociedade, trazendo à tona artes greco-romanas que colocavam o homem como o centro da cultura, e não a religião.

Dessa maneira, o teocentrismo, que considerava Deus como cerne do universo, foi cedendo lugar ao antropocentrismo, caracterizando o surgimento do Renascimento e a entrada do Período Moderno.

Ainda, esse movimento permitiu o desenvolvimento de novas habilidades no campo estético, criando conceitos e técnicas, como perspectiva, geometria, profundidade, sfumato, luz, figura e fundo, assim como estimulou a utilização de cores vibrantes em pigmentos aglutinantes, como o óleo.

Mona Lisa: curiosidades

Assim como existem diversas teorias relacionadas ao real significado do sorriso enigmático e à dúvida sobre quem foi Mona Lisa, há muitas curiosidades sobre o quadro. Afinal, ele tem mais de 500 anos! Separamos os principais para você conhecer. Confira!

Roubo da obra

Por se tratar de uma pintura tão prestigiada mundialmente, Mona Lisa já sofreu diversas tentativas de roubos e destruição. Uma das mais conhecidas aconteceu em 1911, quando o quadro já estava na França.

Nesse período, cidadãos foram detidos para uma investigação intensa do governo, incluindo outros artistas, como Pablo Picasso e Guillaume Apollinaire. Embora tenham ocorrido diversas buscas, a obra só foi encontrada meses depois, na Itália, exposta em um pequeno museu.

Alguns anos mais tarde, aconteceu um atentado no Museu do Louvre, em que um visitante aplicou ácido na tela, danificando a Mona Lisa original. Isso gerou uma grande comoção no mundo, fazendo com que diversos profissionais restaurassem o dano minuciosamente, evitando maiores prejuízos ao retrato.

Valor atual

Normalmente, as grandes pinturas são de posse governamental e não podem ser vendidas. Justamente por isso, garantir um preço fixo para a obra não é possível. Todavia, diversos admiradores já estimaram um valor atual, que ficaria entre 2,5 e 5,5 bilhões de dólares.

E mais: durante a crise financeira da França, em 2014, o governo considerou vender Mona Lisa para diminuir as despesas públicas e sanar as dívidas externas. Depois da divulgação, o presidente optou por manter o quadro como patrimônio público e cultural, vetando a sua comercialização.

Mona Lisa é, sem dúvidas, uma das obras mais valorizadas no cenário global. Aclamada por todos os públicos, diversos turistas visitam o Louvre só para observar a icônica pintura de Leonardo da Vinci. Por isso, lembre-se de revisar bem o conteúdo sobre história da arte para garantir um excelente resultado no Enem e nos vestibulares!

E então, gostou deste artigo? Aproveite e continue seus estudos aprofundando-se na história da arte contemporânea. Boa leitura!

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