Prof. Igor explica tudo o que você precisa saber sobre esse tema para mandar bem na prova

A química ambiental é muito ampla e tem grandes chances de cair no Enem. “Esse é um tema bacana quando cai nos vestibulares porque pode aparecer em perguntar interdisciplinares”, conta o prof. Igor.

Para ter certeza que você vai mandar bem na prova, ele separou os principais tópicos e fez um resumão com o conteúdo.

Poluição Ambiental

A primeira coisa que você precisa revisar é a poluição ambiental – um conceito muito estudado pela Química, Biologia e Geografia.

No enfoque químico, a poluição ambiental nada mais é que a concentração superior de substâncias ou agentes físicos acima daquelas encontradas no ambiente natural.

Os poluentes que causam esse tipo de situação derivam, em sua maioria, das atividades humanas. Ou seja, muitos são formados a partir dos nossos lixos, das fumaças e dos resíduos de um modo geral.

Atenção que agora vem a dica: o ponto que costuma ser mais cobrado em vestibulares é a poluição atmosférica – e quando se fala em atmosfera, devemos focar em duas regiões específicas: a troposfera e a estratosfera.

– Nossa, mas por que nessas regiões em especial?

Por motivos simples.

O prof. Igor explicou que a troposfera é  muito abordada, pois é a região em que nós vivemos (chamada também de nível respiratório). Já a estratosfera é importante porque possui a Camada de Ozônio, a grande responsável por filtrar a radiação ultravioleta que chega até a Terra.

Principais poluentes atmosféricos

Os principais poluentes atmosféricos são óxidos. Destacam-se os seguintes:

Óxidos de carbono:
Óxidos de enxofre:
Óxidos de nitrogênio:

Principais poluentes atmosféricos

De acordo com as edições anteriores, existem 5 problemas clássicos que podem cair no Enem. São eles:

  • Inversão Térmica
  • Efeito Estufa
  • Smog Fotoquímico
  • Ozônio Troposférico
  • Chuvas Ácidas

Inversão térmica

“A inversão térmica é um fenômeno climático, onde você tem a interrupção do movimento da convecção”, explica o professor.

Nós sabemos que o ar quente é menos denso e tende a subir, enquanto o ar frio é mais denso e tende a descer – essa movimentação é chamada de convecção

O problema é que no inverno, quando as temperaturas são mais baixas, você nota que essa movimentação para de acontecer. O ar frio, como é mais denso, fica estagnado muito próximo de nós (na troposfera) e isso acaba mantendo os poluentes por aqui.

Por isso que no inverno você tem o aumento de problemas respiratórios, por exemplo.

Efeito estufa

“O Efeito Estufa é o mais manjado de todos. Você tem um efeito natural que é intensificado pela atividade humana”, destaca Igor.

O grande problema é que com esse processo nós temos o aumento do lançamento de CO2 a na atmosfera, o que causa o aumento da temperatura média da Terra. O resultado disso é o derretimento de calotas polares, elevação dos níveis da maré, entre outros.

Smog Fotoquímico e Ozônio Troposférico

“Os dois fenômenos têm uma relação com o NO”, conta o professor.

O NO é lançado na atmosfera por conta da combustão interna de um motor, por exemplo. Isso acontece porque, com a temperatura elevada, a molécula de nitrogênio consegue quebrar a tripla ligação.

Ela acaba se reorganizando e cria o NO. Ele é lançado na atmosfera e forma o NO2 após se combinar com o oxigênio. O Smog Fotoquímico, portanto, é aquela camada marrom vista no horizonte.

Smog fotoquímico
Smog Fotoquímico. Imagem: Reprodução/Divulgação

Esse NO2 é capaz de gerar ozônio. – Ozônio é bom, não é? Mais ou menos…

Ele só é bom se estiver na estratosfera, pois lá ele filtra a radiação. Aqui no nosso nível de respiração, ele é um agente oxidante forte e pode gerar vários problemas respiratórios.

Além disso, o Ozônio Troposférico atinge as plantas, deixando suas folhas amareladas, diminuindo a sua quantidade de clorofila e diminuindo a sua taxa de fotossíntese. Como resultado disso, as plantas não crescem muito e os frutos não ficam tão doces.

Chuvas Ácidas

“A chuva é naturalmente ácida devido à formação de ácido carbônico, pela reação da água com o CO2. Porém, devido ao lançamento de outros gases como SO3 e NO2, o pH da água diminui ainda mais”, explica o prof.

Ele finaliza lembrando que ao falar de chuva ácida em relação à poluição, estamos nos referindo a ácidos mais fortes que o ácido carbônico, por exemplo.

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