Proposta de intervenção: os chifres das três cabeças do monstro

Por Marina Sestito

Stoodianos,

Na semana passada, vimos que a proposta de intervenção é um bicho de apenas três cabeças: agentes, ações e meios. O que eu não disse, para não assustá-los, é que cada uma dessas cabeças tem três chifrinhos: o detalhamento, a aplicabilidade e a concretude.

“Tá doida, professora? Que papo estranho é esse?”

Para construir uma boa proposta de intervenção, é preciso sugerir medidas que efetivamente possibilitem o enfrentamento do problema discutido; é preciso propor algo que realmente possa resolver o problema colocado ao candidato pela banca do Enem. Para isso, é necessário mencionarmos o que precisa ser feito, apontarmos os responsáveis por colocar essas ações em prática e, sobretudo, especificarmos a forma de implementação das medidas sugeridas.

Nenhuma novidade até aqui, não é? Tudo isso já havia sido tratado na semana passada.
A novidade, que vem coroar essas três cabeças (agentes, ações e meios) do nosso bichinho Proposta de Intervenção, é que essas medidas precisam passar por mais três critérios:
– Os agentes precisam ser apontados de forma detalhada, aplicável e concreta

Basta dizer que o “governo” vai fazer algo? Pode dizer que um órgão governamental que não tem nada a ver com a história vai ser responsável por algo? Não, gente. Cita o Ministério ou a Secretaria que vai ser responsável por adotar a medida que você propôs. Especifique. Pense se o órgão governamental que você está mencionando é mesmo o responsável por fazer o que você está sugerindo.

– As ações sugeridas precisam ser detalhadas, aplicáveis e concretas

Não basta dizer que é preciso conscientizar e punir para resolver o problema discutido. Sugira algo concreto. Dê estruturas para que a solução do problema seja viabilizada. Explique tudo que precisa ser feito e priorize medidas rápidas, simples e baratas para resolver a questão. Não proponha apenas mudanças no pensamento do cidadão, mas apresente também alguns caminhos concretos para que o problema seja enfrentado.

– Os meios de implantação dessas medidas precisam ser detalhados, aplicáveis e concretos

Quais serão os passos para a implantação das mudanças necessárias? Seria viável efetivar o que você propõe? De onde viriam os investimentos necessários? Seria possível a união entre mais de um setor da sociedade no enfrenamento desse problema? Pense a respeito. Seja razoável. Sugira apenas aquilo que poderia, efetivamente, ser posto em prática.

Pronto. Uma coroa de três chifrinhos para cada uma das três cabeças do nosso lindo monstro.

E nem venham me falar que minhas analogias são horríveis, porque na hora da redação do Enem eu tenho certeza absoluta que vocês vão lembrar de monstros, cabeças, chifres, coroas e vão fazer a proposta de intervenção mais bonita e mais completa que o corretor já leu na vida!
🙂

Muitos beijos, escrevam bastante e até semana que vem!

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Marina Sestito é a Coordenadora de Redação do Stoodi. Formou-se em Filosofia pela FFLCH, na USP – atualmente cursa Licenciatura na FEUSP. Trabalhou em cursinhos pré-vestibulares e hoje comanda a equipe de correção do Stoodi.