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Todo nós somos filhos, estudantes, moradores de um bairro e pertencemos a um território nacional. Criamos, individualmente ou em grupos, a nossa identidade e a nossa própria cultura. Damos o nome de sociedade a essa relação entre pessoas com características em comum e que se organizam para viver em coletividade.

Neste guia, você aprenderá tudo sobre Sociologia: ciência que se dedica ao estudo do convívio entre os seres humanos. Seja bem-vindo!

O que é Sociologia?

A Sociologia não pretende ser um método para nos ensinar a conviver com os outros. Ela é uma ciência que busca descobrir como e por que convivemos, desvendando questões que envolvem o nosso cotidiano. Por meio da Sociologia, obtemos conhecimento científico sobre a realidade social.

Ao estudar essa disciplina, procura-se entender os elementos essenciais do funcionamento de uma sociedade e encontrar respostas para questões como:

  • “por que existem tantas desigualdades no mundo?”;
  • “por que as pessoas se relacionam umas com as outras de determinada maneira?”;
  • “por que existem a política e as relações de poder?”;
  • “por que existe racismo?”.

A Sociologia ajuda a pensar de modo independente e a ser crítico ao analisar conteúdos da internet e dos jornais, entrevistas com autoridades e o mundo que nos cerca. Essa visão crítica pode incomodar, pois revela aspectos da sociedade que certos indivíduos ou grupos preferem esconder.

História da Sociologia

Embora o surgimento da Sociologia tenha ocorrido no século XIX, somente a partir dos problemas sociais causados pela Revolução Industrial, a Sociologia ganhou espaço e surgiu como uma ciência voltada para pensar as relações sociais.

Hoje, os sociólogos estão presentes não só nas universidades, mas também nos meios de comunicação, discutindo questões específicas ou gerais que envolvem a vida em sociedade. Os mais destacados ministram cursos e conferências em centros universitários de todo o mundo e têm seus livros publicados em vários idiomas.

Quem inventou a Sociologia

Como surgiu a Sociologia? Ela foi criada pelo filósofo e matemático francês Auguste Comte (1798 – 1857) ao tentar unificar todos os estudos relacionados às ciências humanas (História, Antropologia, Economia, Ciência Política etc.) em uma só.

Comte tentava se distanciar das ideias metafísicas e religiosas para explicar as relações humanas. A linha de pensamento surgida nesse momento foi chamada de positivismo, e defendia que somente através da ciência seria possível chegar ao conhecimento verdadeiro.

Qual o objetivo da Sociologia

Imagem 2: O estudo da sociologia permite conhecer as diferentes sociedades. (https://images.freeimages.com/images/large-previews/5fa/indigenous-people-1433431.jpg). Pode ser colocada no H3 “Objetivo da Sociologia”.

O objetivo da Sociologia é investigar aquilo que somos, fazemos e pensamos. Ela nos ajuda a compreender aquilo que gera as vontades humanas, o que nos move a fazer escolhas e, principalmente, aquilo que é imperceptível para nós.

Como já vimos, não se trata de uma ciência que nos dirá o que fazer para vivermos em harmonia, mas sim de nos dar pistas sobre como devemos fazer para termos um futuro com menos conflitos.

Principais sociólogos

Desde a ideia de Auguste Comte de criar uma ciência para compreender os fenômenos da vida humana em sociedade, vários pensadores dedicaram-se a pesquisas e publicações de livros importantes.

Vamos conhecer um pouco sobre os principais sociólogos do mundo.

Auguste Comte

Como já vimos, Augusto Comte foi o fundador da Sociologia e do positivismo. Nasceu na França, em Montpellier, em 1798. Foi professor, filósofo e matemático.

Ele acreditava que o bom funcionamento social deveria obedecer a caminhos pré-determinados para promover bem-estar ao máximo de indivíduos possíveis.

Para isso, Comte estabeleceu uma lei de três estágios sobre o pensamento humano: o primeiro é o estágio teológico, quando o homem recorria à religião e aos deuses para explicar os fenômenos da natureza; o segundo passa pela explicação através da metafísica, conhecida por organizar os conhecimentos em abstrações; por fim, no qual a humanidade alcançaria sua plenitude, está o estágio positivo, em que a razão e a experiência concreta estão no centro.

Karl Marx

Karl Marx nasceu em 1818, na Alemanha, e foi um importante pensador revolucionário. Criou o comunismo moderno e atuou como professor, economista, filósofo, sociólogo e jornalista.

Marx foi um crítico profundo dos problemas sociais surgidos pelo desenvolvimento do capitalismo durante a Revolução Industrial. Para ele, somente a luta de classes seria possível para o progresso da humanidade.

Seu pensamento influenciou diversas áreas, como Geografia, Direito, História, Filosofia e Pedagogia. Foi autor de livros importantes, como O Capital (1867) e Manifesto do Partido Comunista (1848), escrito em parceria com o filósofo Friedrich Engels.

Émile Durkheim

Émile Durkheim nasceu 1858, em Paris, capital francesa. Foi sociólogo, psicólogo social, cientista político e filósofo. Juntamente com Marx e Weber, foi reconhecido como fundador da ciência social moderna.

Além disso, foi criador de conceitos importantes para o desenvolvimento da Sociologia. Para ele, a sociedade não é apenas um grupo de pessoas que vive em um mesmo lugar. Sociedade é o conjunto de crenças, ideias, vontades e sentimentos que são compartilhados entre os indivíduos.

Escreveu obras como Da divisão do trabalho social (1893), As regras do método sociológico (1895), O suicídio (1897) e A educação moral (1925).

Max Weber

Max Weber nasceu na Alemanha, em 1864. Foi jurista, economista e sociólogo. Juntamente com Marx e Durkheim, é considerado um intelectual que deu grandes contribuições para o surgimento da Sociologia enquanto disciplina acadêmica.

Weber trabalhou temas como economia, política e religião. Investigou, em sua obra principal, A ética protestante e o espírito capitalista (1905), a influência do protestantismo no desenvolvimento do capitalismo. Chegou à conclusão de que os fundamentos dessa corrente religiosa, pautados na dedicação ao trabalho e na aceitação da acumulação de riquezas, favoreceram o desenvolvimento do capitalismo.

Escreveu Economia e sociedade (1922), A política como vocação (1919), Sociologia da religião (1920), A ciência como vocação (1919), Metodologia das Ciências Sociais (1949), entre outras obras.

Sociologia: ensino médio

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Em 2008, o MEC criou uma lei para a inclusão da Sociologia como disciplina obrigatória no Ensino Médio de todo o Brasil. Religião, democracia, trabalho, partidos políticos, movimentos sociais, família, sexualidade, educação, cultura e comportamento são alguns dos temas mais comuns no ensino.

Selecionamos os assuntos mais importantes de Sociologia e fizemos um resumo para você aprender mais sobre essa matéria fascinante!

Sociologia no Brasil

No Brasil, a Sociologia começou a se desenvolver a partir das décadas de 1920 e 1930. Estudiosos como Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Júnior buscaram entender como a sociedade brasileira havia sido formada até aquele momento. Eles se debruçaram sobre assuntos como colonização portuguesa, escravidão e cultura indígena, entre outros temas.

Anos mais tarde, na década de 1940, o trabalho de Florestan Fernandes demonstrava as mudanças sociais na cidade de São Paulo. Para isso, ele pesquisou o folclore paulistano e as brincadeiras das crianças no bairro do Bom Retiro e o resultado deu origem ao livro Folclore e mudança social na cidade de São Paulo.

Acompanhe alguns dos principais sociólogos brasileiros.

Paulo Freire

Paulo Freire foi um pedagogo e filósofo brasileiro, nascido em Recife, Pernambuco, em 1921. É considerado o patrono da educação brasileira e deu contribuições importantes para a pedagogia.

Freire criou um pensamento pedagógico de caráter político. O maior objetivo da educação deveria ser desenvolver alunos autônomos capazes de ter a sua própria consciência. Fazia duras críticas às desigualdades sociais e fortaleceu a sociologia da educação.

Foi autor de livros como Pedagogia do oprimido (1968), Pedagogia da autonomia (1996), Política e educação (1985), Pedagogia da esperança (1992), Educação para consciência crítica (1973), entre outros.

Gilberto Freyre

Gilberto Freyre também nasceu em Recife, Pernambuco, no ano de 1900. Foi diplomata brasileiro, escritor, historiador e sociólogo.

Dedicou parte de sua vida a entender a formação social do Brasil e afrontou as doutrinas de branqueamento. Mostrou que a condição racial e o clima não influenciaram a formação social do país. Foi um dos primeiros pensadores a debater sobre a democracia racial.

Entre suas obras estão Casa-grande e senzala (1933), Sobrados e mocambos (1936), Interpretação do Brasil (1945), Vida social no Brasil (1964) e Ordem e progresso (1970).

Sérgio Buarque de Holanda

Sérgio Buarque de Holanda nasceu em São Paulo, em 1902. Foi crítico literário, historiador, jornalista e ativista político.

Em seu livro principal, Raízes do Brasil (1936), Holanda buscou na história do País as raízes dos problemas sociais. Descreveu o homem brasileiro como cordial, ou seja, que age com sentimentos e não com a razão. O pensador foi em busca da essência do brasileiro.

Ele escreveu também: Visão do paraíso (1959), Caminhos e fronteiras (1957), O homem cordial (1945), Monções (1945), O espírito e a letra (1920), entre outros.

Sociologia do trabalho

O trabalho é um tema que gera muitas dúvidas e debates. Afinal, por que ele existe? Quem o inventou? Seu significado é semelhante nas diferentes sociedades?

Poderíamos dizer que o trabalho existe para satisfazer as necessidades humanas, desde as mais simples, como as de alimento, vestimenta e abrigo, até as mais complexas, com as de lazer, crença e fantasia.

Se o trabalho serve para suprir nossas desejos e necessidades, ele pode ser considerado parte da nossa cultura. Ao longo do tempo, essa atividade humana teve significados, importâncias e valores diferentes. É sobre essas condições que a Sociologia vai se debruçar.

Nas primeiras sociedades tribais, o trabalho, em termos gerais, estava relacionado à necessidade de suprir carências básicas da vida humana, como a obtenção de alimentos, os cuidados com as crianças, a construção de abrigos e ferramentas.

A organização dessas atividades caracterizava-se pela divisão das tarefas por sexo e idade. Geralmente as mulheres cuidavam das tarefas domésticas, das crianças, da organização da casa e do plantio de hortas e criação de pequenos animais, enquanto o homem valia-se da sua força física para caçar, buscar madeira para construção de equipamentos e cuidar da segurança da família.

Já durante a Idade Média, o trabalho esteve ligado à servidão do modo de produção feudalista. Uma família de servos recebia terras de um senhor feudal para a produção de alimentos, artigos artesanais e para a criação de animais. Parte da produção de um servo era destinada aos senhores feudais e ao clero em troca não só da cessão da terra, mas também da proteção militar e divina.

Com o fim da Idade Média, surgiu uma emergência do mercantilismo e do capitalismo, trazendo uma transformação a estrutura do trabalho. A sociedade, maciçamente camponesa, passou a habitar as cidades em torno das rotas comerciais e das indústrias recém-criadas a partir do século XVIII. Para a realização das atividades, o trabalhador começou a receber um salário e, desse modo, transformou em mercadoria a sua força de trabalho.

Sociologia da educação

Os sociólogos notaram que a educação ocupa uma posição importante na estrutura social. O valor que o ensino tem para cada sociedade seria importante para compreender a dinâmica social de determinado povo.

Em sua obra Educação e sociologia, Durkheim afirma que a educação escolar teria um papel fundamental na criação do equilíbrio social. Enquanto tarefa do Estado, passaria a ser a principal instância de preparação sistemática das novas gerações para ocuparem um lugar na divisão social do trabalho e para a cooperação social mais ampla, o que possibilitaria o funcionamento coeso da sociedade.

A educação é, portanto, uma ferramenta do Estado para formar as futuras gerações de acordo com as intenções de cada sociedade. Em Esparta, na Grécia Antiga, por exemplo, a educação poderia ser voltada para a formação de bravos soldados, capazes de derrotar exércitos muitas vezes maiores que o seu. Já em Atenas, na mesma civilização, a educação tinha como objetivo formar jovens que desenvolvessem as artes, a filosofia, a poesia e a retórica.

Atualmente, a educação brasileira tem como objetivo principal preparar o cidadão para conviver em harmonia social e para integrar o mundo do trabalho.

Movimentos sociais: sociologia

Movimentos sociais são ações em grupo com intenção de manter ou mudar uma situação. Eles podem ser regionais, nacionais ou internacionais. Há vários exemplos de movimentos sociais em nosso cotidiano: os movimentos por melhorias na cidades, como transporte público, habitação, educação e saúde; as greves trabalhistas, que reivindicam melhores condições de trabalho e salários; os movimentos feministas, que lutam por igualdade entre gêneros; os movimentos na área rural para distribuição de terras, entre outros.

Os movimentos sociais são sempre de confronto político. Na maioria dos casos, eles têm relação com o Estado, seja de oposição, seja de parceria, de acordos, interesses ou necessidade.

Para a Sociologia, essas ações coletivas podem ser conjunturais, ou seja, duram alguns dias e depois desaparecem. Assim, em outro momento, ressurgem com novas formas de expressão. Também podem se manter ao longo do tempo e tendem a criar uma estrutura de sustentação através de instituições, ONGs ou outras organizações burocráticas.

No Brasil, os movimentos sociais foram violentamente reprimidos durante a Ditadura Militar (1964 – 1985). Passeatas, movimentos estudantis e sindicatos de trabalhadores foram proibidos. Assim, a sociedade brasileira buscou várias outras formas de reivindicar e de fazer política suprimidas.

Somente com a abertura democrática é que os movimentos sociais tiveram espaço novamente.

Sociologia no Enem

O Enem (Exame nacional do Ensino Médio) é um processo seletivo com um formato bem característico. Por isso, conseguimos fazer um apanhado dos temas de Sociologia que são mais recorrentes na prova.

Em Sociologia, o Enem costuma abordar os períodos de transição. Ele quer saber o que estava acontecendo em certo momento e o que houve para acontecer uma transformação. Prepare-se para pensar a sociedade brasileira com base nos Direitos Humanos e nos princípios de cidadania.

Estratificação Social

Estratificação social é um termo utilizado pela Sociologia para tratar da relação que envolve indivíduos em grupos de acordo com sua condição socioeconômica. Ou seja, quando uma pessoa ou um grupo leva vantagens econômicas e sociais perante outra pessoa, dá-se o nome de estratificação social.

Pode haver formas diferentes de estratificação social de acordo com o lugar. Na Índia, por exemplo, a divisão social é feita através do sistema de castas, cada uma ligada a uma prática religiosa, com profissões específicas e regras próprias.

A escravidão também é outro modo de estratificação social e acontece desde a Antiguidade. O exemplo mais marcante foi a escravidão na América, para onde mais de 400 milhões de pessoas foram trazidas da África. Nesse sistema, o escravo era considerado uma propriedade de seu dono; sendo assim, não recebia salário nem benefícios pelo trabalho desenvolvido e ainda poderia sofrer castigos físicos.

Na sociedade capitalista, as divisões acontecem em classes, de acordo com o poderio econômico e a influência que o indivíduo ou grupo exerce na sociedade. Para Karl Marx, o que rege as sociedades são as relações em que o capital e o trabalho assalariado são dominantes.

Assim, as classes foram divididas em baixa, média e alta. Os detentores dos meios de produção, como grandes empresários, banqueiros, donos de latifúndios e políticos, estão na classe alta. Profissionais liberais, professores, engenheiros, médicos, dentistas, entre outros, estão na classe média. E, por fim, trabalhadores de baixa renda ou desempregados estão na classe baixa.

Diversidade cultural

Imagem 1: As danças e as festas típicas são expressões culturais. (https://images.freeimages.com/images/large-previews/a4a/tradiciones-1251005.jpg). Pode ser colocada no H3 “Diversidade Cultural”.

Há várias definições para o conceito de cultura. É comum ouvirmos que um indivíduo é culto porque fala vários idiomas ou porque já leu vários livros. Costuma-se dizer, ainda, que uma pessoa não é culta se não domina determinados conhecimentos. Há várias definições para esse conceito.

Para as Ciências Sociais, de forma geral cultura é o conjunto complexo de crenças, costumes, tradições, arte, moral, direito e significados que são social e historicamente construídos. Assim, conhecer as culturas significa interpretar a formação social de um povo.

Podemos dizer que o Brasil é um país multicultural, pois há várias expressões culturais diferentes em seu território. A alimentação, os sotaques, as músicas, as danças e a religiosidade variam de acordo com a região.

Diante de tanta variedade cultural, ainda se nota grande dificuldade na aceitação das diversidades em uma sociedade ou entre sociedades diferentes, pois os seres humanos tendem a tomar seu grupo ou sociedade como medida para avaliar os demais. Em outras palavras, cada grupo se considera superior e enxerga com desprezo os outros. Essa tendência leva o nome de etnocentrismo.

Responsável pela geração de intolerância e preconceito (cultural, religioso, étnico e político), o etnocentrismo, atualmente, se manifesta, por exemplo, no pensamento racista, em que vê o branco superior ao negro.

Como aprender Sociologia

Como vimos até aqui, estudar Sociologia é importante não só para ir bem nas provas, mas também para conhecer as sociedades. Formar um pensamento crítico sobre nosso cotidiano e ser mais tolerante com o outro.

Conhecer as principais obras da Sociologia, como as que citamos neste texto, fazer exercícios sobre os assuntos que mais caem nas provas e assistir às videoaulas são maneiras interessantes de ficar fera nessa matéria.

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