Correção de Redação Enem

Racismo na sociedade brasileira Stoodi

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema“Racismo na sociedade brasileira”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

 

Texto I
Negão

Chico César

Negam que aqui tem preto, negão
Negam que aqui tem preconceito de cor
Negam a negritude, essa negação
Nega a atitude de um negro, amor

Mas pra todo canto aonde, com você, eu vou
Com o canto do olho lançam setas de indagação
Ainda não sabem, mas sabemos que opressão
É a falta de pressa do opressor pedir perdão
A quem não perdeu tempo e há muito tempo perdoou
Mas nunca esqueceu, não

(Disponível em: https://www.letras.mus.br/chico-cesar/negao/ - Acesso em: 17 ago. 2017).

 

Texto II

O racismo no Brasil é "estrutural e institucionalizado" e "permeia todas as áreas da vida". A conclusão é da Organização das Nações Unidas (ONU), que publicou seu informe sobre a situação da discriminação racial no país. Os peritos da entidade concluíram o relatório afirmando que o “mito da democracia racial” ainda está presente na sociedade brasileira e que boa parte dela ainda “nega a existência de racismo”.
"O Brasil não pode mais ser chamado de uma democracia racial e alguns órgãos do Estado são caracterizados por um racismo institucional, nos quais as hierarquias raciais são culturalmente aceitas como normais", destacou a ONU.
Os técnicos da entidade estiveram no país entre os dias 4 e 14 de dezembro de 2013 e constataram que os negros são os que mais são assassinados, os que têm menor nível de instrução, os menores salários, o menor acesso à saúde, os que morrem mais cedo e o que menos participam no Produto Interno Bruto (PIB).
A ONU sugere que se "desconstrua a ideologia do branqueamento que continua a afetar as mentalidades de uma porção significativa da sociedade". Mas falta dinheiro, segundo o órgão, para que o sistema educativo reforce aulas de história da população afro-brasileira, um dos mecanismos mais eficientes para combater o "mito da democracia racial".
Outra preocupação é relativa à violência policial, frequentemente empregada contra jovens negros: o direito à vida sem violência não está sendo garantido pelo Estado para os afro-brasileiros, afirmou a entidade.
“O uso da força e da violência para o controle do crime passou a ser aceito pela sociedade como um todo porque é perpetuada contra um setor da sociedade cujas vidas não são consideradas tão valiosas”, pontua o relatório.

(Disponível em: http://www.brasildefato.com.br/node/29822 - Acesso em: 17 ago. 2017).

 

Texto III
Percentual de homicídios no Brasil


(Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/brasil/homicidios-no-brasil-714-das-vitimas-sao-negras,6e8009c39f0f5410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html - Acesso em: 17 ago. 2017).

 

Texto IV

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou um médico a três anos e três meses de prisão por ofender uma técnica em enfermagem com as palavras “neguinha, burrinha, sujinha e pretinha da senzala”. O incidente aconteceu quando ele acompanhava a mulher em uma cesariana, depois de a profissional pedir ajuda para passar a paciente da maca para uma cama. Levado à delegacia, o homem abaixou as calças até os joelhos e ficou só de cueca na frente dos policiais. Cabe recurso à decisão.
Pela sentença, o médico também deverá indenizar a técnica em R$ 8 mil. O crime ocorreu em uma clínica de Taguatinga. Na sentença, o juiz disse que o homem deveria estar preparado para conviver com situações adversas.
“Outros agravantes considerados foram o fato de o crime ter sido praticado no ambiente em que a vítima trabalhava e, além de o acusado xingar a vítima, cuspiu e bateu em seu rosto. Provas demonstraram que a técnica em enfermagem sofreu abalo psicológico, tendo feito, inclusive, uso de medicamento”.
O caso aconteceu em 22 de maio de 2010. Inconformado com o pedido para ajudar a técnica, o homem disse que estava pagando e que a profissional deveria chamar outra pessoa para ajudá-la. Ao sair do quarto para buscar ajuda, a vítima foi seguida pelo médico, que passou a xingá-la e a agrediu.
De acordo com o Código Penal, a pena por injúria varia entre 1 e 3 anos de prisão. Se a investigação apontar que houve racismo, a suspeita pode responder pelos crimes previstos na Lei 7.716, de 1989. Há várias penas possíveis, entre elas prisão e multa. O crime de racismo não prescreve e também não dá direito a fiança.
Por meio do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação, o Ministério Público moveu 43 denúncias de injúria racial no primeiro semestre de 2015. O primeiro caso aconteceu em fevereiro, entre dois servidores do Hospital Regional da Asa Norte.
(Disponível em: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/11/medico-do-df-que-chamou-tecnica-de-pretinha-da-senzala-e-condenado.html - Acesso em: 17 ago. 2017).

 

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