Correção de Redação Enem

A invisibilidade da questão indígena no Brasil Stoodi

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A invisibilidade da questão indígena no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

 

Texto I

Em outros tempos, como muitos devem se lembrar, o órgão governamental indigenista, na época chamado SPI (Serviço de Proteção aos Índios), deixava presentes como espelhos, panelas e ferramentas para atrair os indígenas. Hoje a Funai busca garantir que eles tenham seu território assegurado para transitarem livremente. Mas as ameaças são muitas e cada vez mais seus territórios são menores.
Os indígenas que vivem em áreas urbanas somam 324 mil, ou seja, 36% do total da população indígena, um número que vem crescendo ano após ano (IBGE, 2010). Há dois motivos recorrentes para que esses índios vivam em áreas urbanas. Um deles é a migração dos territórios tradicionais em busca de melhores condições de vida na cidade. O outro é que os limites das cidades cada vez mais alcançam as fronteiras de seus territórios.
As pessoas continuam acreditando que a população indígena está sendo reduzida, mesmo que os números digam o contrário e que eles estejam mais presentes nos centros urbanos. A desinformação tem uma consequência: fingimos que os índios estão deixando de existir e gradualmente não pensamos mais na situação deles. Assim fica mais fácil justificar nenhum respeito a seus direitos e à sua própria vida. 

(Disponível em: http://www.geledes.org.br/10-mentiras-mais-contadas-sobre-os-indigenas/ - Acesso em: 1 set. 2017).

 

Texto II

A PEC 215 é uma proposta elaborada na Câmara que propõe alterar a Constituição para transferir ao Congresso a decisão final sobre a demarcação de terras indígenas, territórios quilombolas e unidades de conservação no Brasil. Atualmente, somente o Poder Executivo, munido de seus órgãos técnicos, pode decidir sobre essas demarcações.
Além disso, o substitutivo de Osmar Serraglio (PMDB-PR), aprovado nesta terça-feira 27, também proíbe as ampliações de terras indígenas já demarcadas.
A proposta tem o apoio da bancada ruralista, que derrubou pedidos de retirada da matéria da pauta e cinco requerimentos de adiamento de votação apresentados pelos parlamentares contrários à proposta. A PEC 215 tramita há 15 anos na Câmara sem alcançar um acordo entre os parlamentares sobre seu conteúdo. Em 2014, outra Comissão Especial para tratar do texto foi arquivada. Este ano, porém, deputados da bancada ruralista, aliados ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conseguiram reativar e aprovar a análise da matéria na Comissão Especial.
As diversas etnias e grupos indígenas brasileiros são, majoritariamente, contra a proposta. Segundo a interpretação das lideranças e de entidades defensoras dos direitos indígenas, a PEC 215, na prática, paralisaria e inviabilizaria a demarcação ou a ampliação de áreas de povos tradicionais. Com isso, afirmam as entidades, as propriedades ficariam acessíveis à exploração hidrelétrica, de mineração e do agronegócio. Além disso, especialistas esperam um aumento dos conflitos com a aprovação da PEC 215.

(Adaptado de: https://www.cartacapital.com.br/politica/pec-215-e-aprovada-em-comissao-da-camara-quais-os-proximos-passos-6520.html - Acesso em: 1 set. 2017).

 

Texto III

O relatório "Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil", divulgado nesta quinta-feira (15/09/2016) pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), informa que 137 índios morreram vítimas de assassinato no ano passado no Brasil. Os dados de homicídio de indígenas do relatório são da Secretaria Especial da Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde.
Segundo o relatório, em 2014, houve 138 assassinatos de indígenas, um a mais que no ano passado, e, em 2013, 53. Desde 2003, ano em que o relatório começou a ser divulgado no atual modelo de sistematização, foram registrados 891 homicídios de indígenas.
De acordo com o levantamento, não é possível dizer quantos dos 137 indígenas assassinados em 2015 foram vítimas de conflitos por terras, principal razão para homicídios de indígenas.
[...]
Ainda de acordo com o relatório, em 2015, foram registrados 87 suicídios de indígenas no Brasil. Segundo o coordenador do Cimi Sul, Roberto Liebgott, um dos fatores de suicídio de indígenas é o confinamento das tribos em reservas.

(Disponível em: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2016/09/relatorio-contabiliza-137-assassinatos-de-indios-no-brasil-em-2015.html - Acesso em: 1 set. 2017).

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