Correção de Redação

A importância da escolha de um método de alfabetização para a formação de leitores no Brasil Stoodi

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A importância da escolha de um método de alfabetização para a formação de leitores no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista.

TEXTO I
A discussão sobre os melhores métodos de alfabetização não é nova nem exclusividade do Brasil. Há pelo menos 50 anos, esse tem sido o alvo de muitas discussões entre cientistas, educadores e formuladores de políticas públicas de alfabetização em diversos países. [...]
Nesse sentido, países como EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália, França, Finlândia e Portugal promoveram modificações em suas recomendações para a alfabetização, fundamentando-se no conjunto de evidências produzidas que, desde os anos 1970, estudam cientificamente como as pessoas aprendem a ler e a escrever e como podemos ensiná-las de modo mais eficiente. O Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, e o [então] Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, em consonância com as experiências exitosas na área de alfabetização desses países, também optaram por formular uma nova Política Nacional de Alfabetização com base em evidências da Ciência Cognitiva da Leitura.
O “grande debate” pode ser resumido entre defensores de abordagens centradas no código versus defensores de abordagens centradas no contexto e nos significados. A proposta dos primeiros, que defendem o método ou a abordagem fônica, é a de que se deve ensinar explicitamente as relações entre letras e seus sons, ou seja, entre grafemas e fonemas, no começo da alfabetização. Os segundos, por sua vez, recomendam que as crianças devem interagir, desde o começo, com textos ricos que lhes permitam aprender sobre regras do sistema de escrita de modo mais natural e implícito. [...]
(Disponível em: http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=74761 - Acesso em: 3 abr. 2019 - Adaptado).

TEXTO II
As Diretrizes Curriculares Nacionais são aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação e definem o que se espera em cada idade que uma criança aprenda em determinada série. A partir dessas diretrizes, o MEC produz os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), instrumento distribuído para professores de todo o Brasil com o sentido de orientar como trabalhar os conteúdos em sala de aula. Os PCNs em vigor atualmente foram elaborados na gestão do ministro Paulo Renato Souza (1995-2003). Neles, é evidente a influência das teorias construtivistas [...].
Os construtivistas dizem que a alfabetização é um ato social. Para torná-lo mais natural, prazeroso e, portanto, eficaz, deve-se partir de textos "reais", que façam parte do dia-a-dia da criança. Leva-se em conta a história da criança, suas vivências e referências para que ela própria – claro, sob a orientação do educador – construa o conhecimento a partir de seu mundo. A prioridade dada à associação entre fonemas e letras é o principal ponto que divide defensores do método fônico e os que adotam propostas construtivistas.
No método fônico, a ênfase está em ensinar a criança a associar rapidamente letras e fonemas. Ou seja, a criança aprende rapidamente que o código que representa a letra "o" é associado ao som "o". Para isso, o método fônico lança mão de material didático com textos produzidos para esse fim. "Vovô viu a uva", por exemplo, pode ser usado para ensinar à criança que aquele código da letra "v" é associado a um som. Entre os construtivistas, há correntes que variam entre os que rejeitam completamente a concepção fônica e aqueles que aceitam alguns elementos da teoria.
(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u18359.shtml - Acesso em: 21 abr. 2019).

TEXTO III
Como acabaram as guerras de alfabetização nos Estados Unidos?
A partir de um relatório da Academia Nacional Americana de Ciência, foi desenvolvida muita ação política nos estados para garantir que as redes assumissem uma posição de conciliação: a linguagem deve ser rica durante toda a escolarização, mas um período de ensino no 1o ano sobre as relações entre sons e letras não faz mal a ninguém e pode ser essencial para alguns alunos. Assim, as guerras terminaram nos Estados Unidos, mas é desencorajador ver que ainda não há um acordo aqui no Brasil, porque isso é realmente prejudicial às crianças. A discussão que presenciamos é terrível, principalmente para os professores, porque eles ficam sem saber em quem acreditar. Enquanto isso, os alunos recebem uma Educação ruim tanto de quem defende um lado quanto outro, porque precisam de ambos para conseguir se inserir no mundo letrado. Quando os especialistas pararem de gritar uns com os outros, o problema da alfabetização estará resolvido, haverá programas que funcionem e todas as crianças aprenderão a ler. Isso já deveria ter acontecido aqui.
(Entrevista da professora de Harvard, Catherine Snow, concedida à Revista Nova Escola. publicada em 23/03/2017. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/4850/alfabetizacao-polemicas-metodo-fonico-idade-certa - Acesso em: 21 abr. 2019).

TEXTO IV

(Disponível em: http://sanavria.blogspot.com/2011/08/efeitos-da-cartilha.html - Acesso em: 21 abr. 2019).

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