Correção de Redação

A perspectiva social da violência urbana no Brasil Stoodi

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A perspectiva social da violência urbana no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I
Riobaldo, personagem criado por Guimarães Rosa em Grande sertão: veredas, dizia que viver é muito perigoso. Diante dos ataques da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), em São Paulo, e o fogo cruzado entre traficantes e policiais no Rio de Janeiro muita gente assinaria embaixo. A violência nas grandes cidades brasileiras atingiu níveis tão intoleráveis que fez com que o medo fosse incorporado à rotina do cidadão. “Hoje pensamos a nossa vida com esse componente. Se vamos comprar um apartamento, verificamos se o prédio é seguro”, observa a psicóloga Ângela Almeida, da Universidade de Brasília. O efeito imediato dessa escalada é o agravamento de doenças psiquiátricas já existentes, o surgimento de fenômenos próximos à paranóia e o crescimento de casos de stress pós-traumático, o transtorno que atinge os sobreviventes de um evento trágico.

(Disponível em: https://istoe.com.br/5937_DOENCAS+DO+MEDO/ - Acesso em 19 abr. 2018).


TEXTO II
Há inúmeros exemplos: de como uma vida pode custar apenas R$ 20, de como uma discussão de casal pode terminar em tragédia, de como uma execução pode parecer algo banal.
O trabalho é o ponto de partida de uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP e com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O projeto tem um nome: Monitor da Violência.

(Disponível em: https://g1.globo.com/monitor-da-violencia/noticia/uma-semana-de-mortes-o-retrato-da-violencia-no-brasil.ghtml) - Acesso em 17 abr. 2018).

 

 

 

 

 

 



 


TEXTO III
As respostas do poder público para o fenômeno da violência no Brasil seguem aquém da envergadura do problema. Ainda que no Sudeste as taxas de homicídios tenham estabilizado nos últimos anos, as demais regiões apresentam elevação dos índices, com destaque para o Norte e o Nordeste do país, com um crescimento de 113,8% e 83,7%, respectivamente, das taxas de homicídios, desde 2001 até 2013.  O decréscimo dos homicídios no Sudeste, além disso, não se verifica se observamos os números para a população jovem e negra, o que revela que as dinâmicas de desigualdade racial possui impacto considerável nestes índices.
O Índice de Homicídios na Adolescência (IHA) mostra, neste sentido, que as chances de um adolescente negro ser assassinado é três vezes maior que de um branco. A violência no Brasil tem assumido contornos que ampliam o debate para além da questão das dinâmicas criminosas e dos padrões de policiamento nas favelas dos grandes centros urbanos. As áreas de fronteira e as cidades do interior possuem vetores da violência que são permeados por questões como a prostituição infantil, o tráfico de pessoas, as rotas internacionais de tráfico de drogas, os acidentes de trânsito e o suicídio. Por estas questões que a violência tem que ser tratada no plural, como um fenômeno complexo e atravessado por muitas variáveis intervenientes.

(Disponível em: http://sddh.org.br/wp-content/uploads/2014/05/Inseguran%C3%A7a-publica.ppm_.2013-1.pdf - Acesso em: 19 abr. 2018 - Adaptado).

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