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ACAFE 2014

Correlacione as colunas a seguir, considerando o comentário com a citação respectiva.

 

COMENTÁRIO

 

( 1 )A protagonista de “A Hora da Estrela” reproduz cotidianamente o papel imposto pelo masculino e concretiza, na sua existência rala, o projeto identitário silenciosamente gestado no útero da cultura.

 

( 2 )Simone Beauvoir, em 1949, através da afirmação: “ninguém nasce mulher: torna-se mulher”, traz uma importante reflexão sobre a categorização de ser mulher ou homem em nossa sociedade. Sua intenção, com essa frase era questionar sobre a suposta relação hierárquica entre o sexo biológico e a construção categorial da mulher, ou seja, os comportamentos e atribuições nomeadas como “coisas de mulher” são formuladas pela sociedade. Entre esses comportamentos e atribuições, inclui-se o perfil da mulher casada que deve obedecer a certos padrões de comportamentos.

 

( 3 ) Ela era uma mulher prendada que possuía os dotes da família conservadora, mas também tinha seu lado emancipatório, questionava e tentava colocar suas ideias; o modelo patriarcal era ainda muito forte e ela não conseguiu mudar.

 

( 4 )Imergindo em um mundo de acontecimentos corriqueiros, o narrador revela o olhar da protagonista sobre a realidade circundante. E é assim, através da observação das pequenas coisas e pelo resgate de memória, que a personagem vai percebendo o mundo e ampliando sua consciência sobre o mesmo. É a menina que se encanta com um universo de descobertas, de tonalidades e movimentos, de acontecimentos e sensações, que se constitui em sujeito-mulher no imaginário do leitor.

 

CITAÇÃO

 

( ) “Talvez ele houvesse exigido em demasia, sem levar em conta a maneira de ser de sua mulher, querendo transformá-la de um dia para outro numa senhora de alta roda, da nata ilheense, arrancando-lhe quase à força hábitos arraigados. Sem paciência para educá-la aos poucos. Ela queria ir ao circo, ele a arrastava à conferência enfadonha, soporífera. Não a deixava rir por um tudo e por um nada como era seu costume. Repreendia-a a todo momento, por ninharias, no desejo de torná-la igual às senhoras dos médicos e advogados, dos coronéis e comerciantes. Não fale alto, é feio, cochichava-lhe no cinema. Sente-se direito, não estenda as pernas, feche os joelhos. Com esses sapatos, não. Bote os novos, para que tem? Ponha um vestido decente. Vamos hoje visitar minha tia. Veja como se comporta.”

 

( )“[...] segue num encantamento. Sua sombra se espicha na escada. Como a vida é boa! E como seria mil vezes melhor, se não houvesse esta necessidade (necessidade não: obrigação) de ir para o colégio, de ficar horas e horas curvada sobre a classe, rabiscando números, escrevendo frases e palavras, aprendendo onde fica o Cabo da Boa Esperança, quem foi Tomé de Sousa, em quantas partes se divide o corpo humano, como é que se acha a área de um triângulo...”

 

( )“Só depois é que pensava com satisfação: sou datilógrafa, e virgem, e gosto de coca-cola. Só então vestia-se de si mesma, passava o resto do dia representando com obediência o papel de ser.”

 

( )“[...] Paixões de largos anos, chegando ao casamento, acabam muitas vezes pela separação ou pelo ódio, quando menos pela indiferença. O amor não é mais que um instrumento de escolha; amar é eleger a criatura que há de ser companheira na vida, não é afiançar a perpétua felicidade de duas pessoas, porque essa pode esvair-se ou corromper-se. Que resta à maior parte dos casamentos, logo após os anos de paixão? Uma afeição pacífica, a estima, a intimidade. Não peço mais ao casamento, nem lhe posso dar mais do que isso.

 

A sequência correta, de cima para baixo, é:

Escolha uma das alternativas.