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CEFET-RJ 2011

“Eu amo a rua. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por todos vós. Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres, a lei e a polícia, mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. É este mesmo o sentimento imperturbável e indissolúvel, o único que, como a própria vida, resiste às idades e 17 às épocas. Tudo se transforma, tudo varia – o amor, o ódio, o egoísmo. Hoje é mais amargo o riso, mais dolorosa a ironia, os séculos passam, deslizam, levando as coisas fúteis e os acontecimentos notáveis. Só persiste e fica, legado das gerações cada vez maior, o amor da rua”.

(RIO, João do. Fundação Biblioteca Nacional do Livro. A alma encantadora das ruas – Departamento Nacional do Livro – Ministério da Cultura. In: Coleção Cadernos de EJA: Tempo Livre e Trabalho. Ministério da Educação, 2007, p. 49).

 

A imagem retratada das ruas cariocas na transição do século XIX para o século XX, presente no texto acima, evidencia um espaço onde os encontros e os desencontros entre indivíduos iguais e diferentes era uma realidade da paisagem urbana. Contudo, nessa primeira década do século XXI, observa-se uma nítida modificação dessa paisagem e dos mecanismos que alteram o significado das ruas, processo expresso pelo (a): 

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