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CESGRANRIO 1995

Pátria Minha

A minha pátria é como se não fosse, é íntima

Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo

É minha pátria. Por isso, no exílio

Assistindo dormir meu filho

Choro de saudades de minha pátria.

 

Se me perguntarem o que é a minha pátria, direi:

Não sei. De fato, não sei (...)

Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água

Que elaboram e liquefazem a minha mágoa

Em longas lágrimas amargas.

 

Vontade de beijar os olhos de minha pátria

De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...

Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias

 

De minha pátria, de minha pátria sem sapatos

E sem meias, pátria minha

Tão pobrinha!

 

Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho

Pátria, eu semente que nasci do vento

Eu que não vou e não venho, eu que permaneço

Em contato com a dor do tempo (...)

 

Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa

Que brinca em teus cabelos e te alisa

Pátria minha, e perfuma o teu chão...

Que vontade me vem de adormecer-me

Entre teus doces montes, pátria minha

Atento à fome em tuas entranhas

E ao batuque em teu coração.

 

Teu nome é pátria amada, é patriazinha

Não rima com mãe gentil

Vives em mim como uma filha, que és

Uma ilha de ternura: a Ilha

Brasil, talvez.

Vinicius de Moraes - Trechos

 

 

1 - Vontade de beijar os olhos de minha pátria

De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos".

 

2 - "Pátria, eu semente que nasci do vento

Eu que não vou e não venho, eu que permaneço".

 

A partir dos exemplos 1 e 2, indique as respectivas figuras de linguagem:

Escolha uma das alternativas.