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ENEM - 3 APLICACAO 2014

A literatura de cordel é ainda considerada, por muitos, uma literatura menor. A alma do homem não é mensurável e — desde que o cordel possa exprimir a  história, a ideologia e os sentimentos de qualquer homem —  vai ser sempre o gênero literário preferido de quem procura apreender o espírito nordestino. Os costumes, a língua, os sonhos, os medos e as alegrias do povo estão no cordel. Na nossa época, apesar dos jornais e da TV —  que poderiam ter feito diminuir o interesse neste tipo de literatura — e da falta de apoio econômico, o cordel continua vivo no interior e em cenáculos acadêmicos. 

A literatura de cordel, as xilogravuras e o repente não foram apenas um divertimento do povo. Cordéis e  cantorias foram o professor que ensinava as primeiras letras e o médico que falava para inculcar comportamentos  sanitários. O cordel e o repente fazem, muitas vezes, de um candidato o ganhador da banca de deputado. E assim, lendo e ouvindo, foi-se formando a memória coletiva desse povo alegre e trabalhador, que embora calmo, enfrenta o mar e o sertão com a mesma valentia.

BRICKMANN, L. B. E  de repente foi o cordel. Disponível em:  http://pt.scribd.com. Acesso em: 29 fev. 2012 (fragmento).

O gênero textual cordel, também conhecido como folheto,  tem origem em relatos orais e constitui uma forma literária popular no Brasil. A leitura do texto sobre a literatura de cordel permite 

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