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FAAP 1996

SONETO DE SEPARAÇÃO

 

De repente do riso fez-se o pranto

Silencioso e branco como a bruma

E das bocas unidas fez-se a espuma

E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

 

De repente da calma fez-se o vento

Que dos olhos desfez a última chama

E da paixão fez-se o pressentimento

E do momento imóvel fez-se o drama.

 

De repente, não mais que de repente

Fez-se de triste o que se fez amante

E de sozinho o que se fez contente

 

Fez-se do amigo próximo o distante

Fez-se da vida uma aventura errante

De repente, não mais que de repente.

                   

(Vinícius de Morais)  

 

 

Releia com atenção a última estrofe:

 

"Fez-se de amigo próximo o distante

Fez-se da vida uma aventura errante

De repente, não mais que de repente".

 

Tomemos a palavra AMIGO. Todos conhecem o sentido com que esta forma linguística é usualmente empregada no falar atual. Contudo,  na Idade Média, como se observa nas cantigas medievais, a palavra AMIGO significou:  

Escolha uma das alternativas.