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  1. 61

    UNESPAR 2010

    O Barroco foi um estilo artístico que atingiu pleno desenvolvimento no Brasil, durante o século XVIII e durante as primeiras décadas do século XIX. Embora, na Europa, o movimento já estivesse ultrapassado pelo estilo clássico, foi localmente fortalecido pelos ciclos de ouro e cana-de-açúcar associado à religião católica principalmente em estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, na arquitetura de igrejas, em prédios públicos e civis. Analise as proposições e marque a alternativa correta.

  2. 62

    UFES 2009

    Texto XIV                                                                             Canto Primeiro   As armas e os barões assinalados Que, da ocidental praia lusitana, Por mares nunca de antes navegados, Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo reino, que tanto sublimaram; [...]   (CAMÕES, L. V de. Os Lusíadas . São Paulo: Cultrix, 1993, p. 22.)    Texto XV Todos falam na Política, muitos compõem livros dela; e no cabo nenhum a viu, nem sabe de que cor é. [...] é de saber que, no ano em que Herodes matou os Inocentes, deu um catarro tão grande no diabo, que o fez vomitar peçonha; e desta se gerou um monstro [...] ao qual chamaram os críticos Razão de Estado: e esta Senhora saiu tão presumida, que tratou de casar [...] com um mancebo robusto, e de más manhas, que havia por nome Amor Próprio [...] de ambos nasceu uma filha, a que chamaram Dona Política [...] Criou-se nas Cortes de grandes Príncipes, embrulhou-os a todos: teve por aios o Maquiavel, Pelágio, Calvino, Lutero, e outros Doutores dessa qualidade, com cuja doutrina se fez tão viciosa, que dela nasceram todas as seitas e heresias, que hoje abrasam o mundo. E eis aqui, quem é a Senhora Dona Política. (Arte de Furtar . 2. ed. Introdução de Carlos Burlamáqui Kopke. São Paulo: Melhoramentos, 1951. Cap LX, pp. 262-264. Autor anônimo).   Texto XVI   DIABO – Oh, que caravela esta! Põe bandeiras, que é festa. Verga alta! Âncora a pique! – Ó precioso D. Henrique, cá vindes vós? Que coisa é esta? Vem o Fidalgo e, chegando ao barco infernal, diz:   FIDALGO – Esta barca onde vai ora, assim tão abastecida? DIABO – Vai para a ilha perdida e há de partir nesta hora. FIDALGO – Para lá vai a senhora? DIABO – Senhor, a vosso serviço (VICENTE, Gil. “Auto da barca do inferno”. In: Farsa de Inês Pereira / Auto da barca d o in f e r n o / A u t o d a alm a . São Paulo: Martin Claret, 2001.)  Os trechos acima são fragmentos de importantes textos da Literatura Portuguesa. Com base neles e também nas obras citadas, julgue as proposições abaixo, utilizando (V) para as que forem verdadeiras e (F) para as que forem falsas.     I – Em  Os Lusíadas, obra do Classicismo português, o poeta Luís de Camões, tematizando a viagem de Vasco da Gama, enredada com a mitologia greco-latina, canta os feitos e glórias portugueses. II – A epopéia Os Lusíadas , como texto oriundo do século das luzes, representa o pensamento acerca da liberdade do europeu de conquistar os povos incultos e não cristãos. III – No fragmento do texto Arte de furtar , de 1652, portanto do período barroco, o autor define a política como uma atividade ligada ao Estado, por meio da personificação de idéias retiradas do mundo político. IV – Na passagem do Auto da barca do inferno , texto representativo do Humanismo português, os personagens Diabo e Fidalgo são exemplos de alegorias, recurso utilizado por Gil Vicente em seu Auto.   A seqüência CORRETA de respostas, de cima para baixo, é  

  3. 63

    ENEM PPL 2009

    Lisongeia outra vez impaciente a retenção de sua mesma desgraça... Gregório de Matos   Discreta e formosíssima Maria, Enquanto estamos vendo claramente Na vossa ardente vista o sol ardente, E na rosada face a Aurora fria: Enquanto pois produz, enquanto cria Essa esfera gentil, mina excelente No cabelo o metal mais reluzente, E na boca a mais fina pedraria: Gozai, gozai da flor da formosura, Antes que o frio da madura idade Tronco deixe despido, o que é verdura. Que passado o Zenith da mocidade, Sem a noite encontrar da sepultura, É cada dia ocaso de beldade. CUNHA, H. P. Convivência maneirista e barroca na obra de Gregório de Matos. In: Origens da Literatura Brasileira. Rio de Janeiro:Tempo Brasileiro, 1979.p. 90. O Barroco é um movimento complexo, considerado como a arte dos contrastes. O poema de Gregório de Matos, que revela características do Barroco brasileiro, é uma espécie de livre-tradução de um poema de Luís de Góngora, importante poeta espanhol do século XVII. Fruto de sua época, o poema de Gregório de Matos destaca

  4. 64

    UFV 2010

    Leia a passagem abaixo, extraída do “Sermão da Primeira Dominga da Quaresma ou das Tentações”, do Padre Antônio Vieira: Sabeis, cristãos, sabeis nobreza e povo do Maranhão, qual é o jejum que quer Deus de vós; nesta Quaresma que solteis as ataduras da injustiça, e que deixeis ir livres os que tendes cativos e oprimidos. Estes são os pecados do Maranhão: estes são os que Deus me manda que vos anuncie: Annuntia populo meo scelera eorum. (VIEIRA, Antônio. Sermões escolhidos. São Paulo: Martin Claret, 2006, p. 33.)   É CORRETO afirmar que, nessa passagem, o Padre Vieira está:

  5. 65

    IFSP 2014

    Leia um trecho do poema Ilha da Maré, do escritor brasileiro Manuel Botelho de Oliveira. E, tratando das próprias, os coqueiros,  galhardos e frondosos  criam cocos gostosos;  e andou tão liberal a natureza  que lhes deu por grandeza,  não só para bebida, mas sustento,  o néctar doce, o cândido alimento.  De várias cores são os cajus belos,  uns são vermelhos, outros amarelos,  e como vários são nas várias cores,  também se mostram vários nos sabores;  e criam a castanha,  que é melhor que a de França, Itália, Espanha.  COHN, Sergio. Poesia.br. Rio de Janeiro: Azougue, 2012.   Podemos relacionar os versos desse poema ao Quinhentismo Nacional, pois

  6. 66

    UNICANTO 2015

    A respeito da pintura barroca, verifica-se que:

  7. 67

    PUC-CAMPINAS 2015

    (...) a insistência em descrever a natureza, arrolar os seus bens e historiar a vida ainda breve da Colônia indica um primeiro passo da consciência do colono, enquanto homem que já não vive na Metrópole e, por isso, deve enfrentar coordenadas naturais diferentes, que o obrigam a aceitar e, nos casos melhores, repensar diferentes estilos de vida. Se por um lado sua atitude em face do índio, por exemplo, prende-se aos comuns padrões culturais de português e católico-medieval, seu contato com os nativos leva-o a uma observação curiosa, da qual pode nascer uma nova avaliação. (Adaptado de: BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1982. 3. ed., 3a tiragem, p. 20)     As iniciativas de descrever a natureza, arrolar os seus bens e historiar a vida ainda breve da Colônia estão documentadas no gênero que se conhece como

  8. 68

    UNICANTO 2015

    Considerando as características gerais da arte barroca, verifica-se que:

  9. 69

    UFAM 2009

    Leia o texto abaixo, intitulado “Aos afetos e lágrimas derramadas na ausência da dama a quem queria bem”, de Gregório de Matos; em seguida, responda ao que sobre ele se indaga: Ardor em firme Coração nascido, Pranto por belos olhos derramado, Incêndio em mares de água disfarçado; Rio de neve em fogo convertido: Tu, que em um peito abrasas escondido, Tu, que em um rosto corres desatado, Quando fogo, em cristais aprisionado, Quando cristal, em chamas derretido: Se és fogo, como passas brandamente, Se és neve, como queimas com porfia? Mas ai, que andou Amor em ti prudente! Pois para temperar a tirania, Como quis que aqui fosse a neve ardente, Permitiu parecesse a chama fria. Todas as afirmativas abaixo, feitas a respeito do poema, estão corretas, EXCETO:  

  10. 70

    UNIFESP 2016

    Leia o excerto do “Sermão de Santo Antônio aos peixes”, de Antônio Vieira (1608-1697), para responder.   A primeira cousa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda maior. Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos. [...] Santo Agostinho, que pregava aos homens, para encarecer a fealdade deste escândalo mostrou-lho nos peixes; e eu, que prego aos peixes, para que vejais quão feio e abominável é, quero que o vejais nos homens. Olhai, peixes, lá do mar para a terra. Não, não: não é isso o que vos digo. Vós virais os olhos para os matos e para o sertão? Para cá, para cá; para a cidade é que haveis de olhar. Cuidais que só os tapuias se comem uns aos outros, muito maior açougue é o de cá, muito mais se comem os brancos. Vedes vós todo aquele bulir, vedes todo aquele andar, vedes aquele concorrer às praças e cruzar as ruas: vedes aquele subir e descer as calçadas, vedes aquele entrar e sair sem quietação nem sossego? Pois tudo aquilo é andarem buscando os homens como hão de comer, e como se hão de comer. [...] Diz Deus que comem os homens não só o seu povo, senão declaradamente a sua plebe: Plebem meam, porque a plebe e os plebeus, que são os mais pequenos, os que menos podem, e os que menos avultam na república, estes são os comidos. E não só diz que os comem de qualquer modo, senão que os engolem e os devoram: Qui devorant. Porque os grandes que têm o mando das cidades e das províncias, não se contenta a sua fome de comer os pequenos um por um, poucos a poucos, senão que devoram e engolem os povos inteiros: Qui devorant plebem meam. E de que modo se devoram e comem? Ut cibum panis: não como os outros comeres, senão como pão. A diferença que há entre o pão e os outros comeres é que, para a carne, há dias de carne, e para o peixe, dias de peixe, e para as frutas, diferentes meses no ano; porém o pão é comer de todos os dias, que sempre e continuadamente se come: e isto é o que padecem os pequenos. São o pão cotidiano dos grandes: e assim como pão se come com tudo, assim com tudo, e em tudo são comidos os miseráveis pequenos, não tendo, nem fazendo ofício em que os não carreguem, em que os não multem, em que os não defraudem, em que os não comam, traguem e devorem: Qui devorant plebem meam, ut cibum panis. Parece-vos bem isto, peixes? VIEIRA, Antônio. Essencial, 2011.   Em “Cuidais que só os tapuias se comem uns aos outros, muito maior açougue é o de cá, muito mais se comem os brancos.” (1o parágrafo), os termos em destaque foram empregados, respectivamente, em sentido 

  11. 71

    ENEM PPL 2015

    Síntese entre erudito e popular   Na região mineira, a separação entre cultura popular (as artes mecânicas) e erudita (as artes liberais) é marcada pela elite colonial, que tem como exemplo os valores europeus, e o grupo popular, formado pela fusão de várias culturas: portugueses aventureiros ou degredados, negros e índios. Aleijadinho, unindo as sofisticações da arte erudita ao entendimento do artífice popular, consegue fazer essa síntese característica deste momento punico na história da arte brasileira: o barroco colonial. MAJORA, C. BrHistória, n. 3, mar. 2007 (adaptado).     No século XVII, a arte brasileira, mais especificamente a de Minas Gerais, apresentava a valorização da técnica e um estilo próprio, incluindo a escolha dos materiais. Artistas como Aleijadinho e Mestre Ataíde têm suas obras caracterizadas por peculiariedades que são identificadas por meio

  12. 72

    UEL 2012

    QUEIXA-SE O POETA EM QUE O MUNDO VAY ERRADO, E QUERENDO EMENDÂLO O TEM POR EMPREZA DIFFICULTOSA.   Carregado de mim ando no mundo, E o grande peso embarga-me as passadas, Que como ando por vias desusadas, Faço o peso crescer, e vou-me ao fundo.   O remédio será seguir o imundo Caminho, onde dos mais vejo as pisadas, Que as bestas andam juntas mais ornadas, Do que anda só o engenho mais profundo.   Não é fácil viver entre os insanos, Erra, quem presumir, que sabe tudo, Se o atalho não soube dos seus danos.   O prudente varão há-de ser mudo, Que é melhor neste mundo, mar de enganos, Ser louco cos demais que ser sisudo. MATOS, Gregório de. Poesias selecionadas. 3. ed. São Paulo: FTD, 1998. p.70. A partir da leitura do poema, verifica-se que:  

  13. 73

    UEL 2011

    Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás, e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado, Rica te vejo eu já, tu a mi abundante. A ti trocou-te a máquina mercante, Que em tua larga barra tem entrado, A mim foi-me trocando, e tem trocado Tanto negócio, e tanto negociante.   Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis, que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote.   Oh se quisera Deus, que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote! MATOS, Gregório de. Poesias selecionadas. 3. ed. São Paulo: FTD, 1998. p. 141. Sobre figuras de linguagem no poema, considere as afirmativas a seguir.   I. A descrição do eu-lírico e da Bahia configura uma antítese entre o estado antigo e o atual de ambos. II. A antítese é verificada na oposição entre as expressões “máquina mercante” e “drogas inúteis”, embora ambas se refiram à Bahia. III. Os versos "Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado, / Rica te vejo eu já, tu a mi abundante." são exemplos do papel relevante da gradação no conjunto do poema, pois enumeram estados de espírito do eu-lírico. IV. Os versos “Um dia amanheceras tão sisuda / Que fora de algodão o teu capote!” configuram exemplos de personificação e metáfora, respectivamente.   Assinale a alternativa correta.

  14. 74

    UEL 2012

    QUEIXA-SE O POETA EM QUE O MUNDO VAY ERRADO, E QUERENDO EMENDÂLO O TEM POR EMPREZA DIFICULTOSA.   Carregado de mim ando no mundo,  E o grande peso embarga-me as passadas,  Que como ando por vias desusadas,  Faço o peso crescer, e vou-me ao fundo.  O remédio será seguir o imundo  Caminho, onde dos mais vejo as pisadas,  Que as bestas andam juntas mais ornadas,  Do que anda só o engenho mais profundo.      Não é fácil viver entre os insanos,  Erra, quem presumir, que sabe tudo,  Se o atalho não soube dos seus danos.      O prudente varão há de ser mudo,  Que é melhor neste mundo o mar de enganos  Ser louco cos demais, que ser sisudo.   (MATOS, Gregório de. Poesias selecionadas. 3. ed. São Paulo: FTD, 1998. p.70.)   Com base nessa leitura, constata-se que a poesia

  15. 75

    FATEC 2012

    Em 2009, a Escola Estadual D. Pedro I, na aldeia Betânia, onde vivem cinco mil ticunas (estima-se que haja 32 mil ticunas vivendo no Alto Solimões, entre a Amazônia brasileira, a colombiana e a peruana), ficou na rabeira do Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio. O colégio, frequentado por 600 jovens representantes da etnia, ostentou o último lugar. “Há dois ou três anos, todos os professores eram de  fora da aldeia, A Organização Geral dos Professores Ticuna Bilíngues foi formando professores indígenas, e o quadro mudou. Nossa escola é muito boa. Tem um ponto de internet. Há dois anos, temos eletricidade. Nosso problema é a língua. Das regiões de Tefé a Tabatinga, predomina a etnia ticuna. Eu acho que justifica lutar por uma universidade ticuna”, diz Saturnino, um dos poucos fluentes em português na aldeia Betânia.   São índios. Mas não adoram o Sol, a Lua, as estrelas, os animais, as árvores. Praticam, sim, com afinco, a religião batista, imposta por um missionário americano, o pastor Eduardo – provavelmente, Edward – que passou por ali, pelo Alto Solimões, a região mais isolada da Amazônia, no amanhecer dos anos 60. São brasileiros, amazonenses, porém não assistem à novela das oito nem ouvem sertanejo universitário. Eles se ligam na TV colombiana e escutam música importada do país vizinho, que ecoa estrondosa dos casebres de madeira. O único sinal de que devem passear de vez em quando pela Globo é o penteado do Neymar enfeitando as cabeleiras escorridas e negras. Não falam português fluentemente. As crianças nem sequer entendem. A língua dos bate-papos animados é o ticuna. No entanto, são obrigados a aprender matemática, química, física, história, geografia etc. na língua-pátria. Uma situação insólita: na língua que não dominam, o português, os jovens precisam ler e escrever – e prestar exames. E, na língua que dominam, o ticuna, também encontram limitações na leitura e na escrita, por tratar-se de uma língua de tradição oral. Assim caminha a juventude ticuna: soterrada numa salada de identidades.   A informação – “São índios. Mas não adoram o Sol, a Lua, as estrelas, os animais, as árvores.” – é uma  negativa ao estereótipo indígena presente nas obras do Indianismo, primeira fase do período literário cuja  preocupação era a valorização das raízes históricas brasileiras e, por consequência, da soberania nacional.   Assinale a alternativa que nomeia esse período.  

  16. 76

    UNESPAR 2010

    A arte barroca desenvolveu-se no século XVII, originando-se na Itália e expandindo-se rapidamente para outros países na Europa. Segundo Santos (2002), chegou ao continente americano sob influência dos espanhóis e portugueses. Quais foram os artistas precursores deste movimento? Quais eram seus temas? Selecione a alternativa correta.

  17. 77

    FATEC 2002

    AS COUSAS DO MUNDO Neste mundo é mais rico o que mais rapa: Quem mais limpo se faz, tem mais carepa; Com sua língua, ao nobre o vil decepa: O velhaco maior sempre tem capa.   Mostra o patife da nobreza o mapa: Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa; Quem menos falar pode, mais increpa; Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.   A flor baixa se inculca por tulipa; Bengala hoje na mão, ontem garlopa. Mais isento se mostra o que mais chupa.   Para a tropa do trapo vazo a tripa E mais não digo, porque a Musa topa Em apa, epa, ipa, opa, upa. (Gregório de Matos Guerra, Seleção de Obras Poéticas)   Em "Para a tropa do trapo vazo a tripa", pode-se constatar que o poeta teve grande cuidado com a seleção e disposição das palavras que compõem a sonoridade do verso, para salientar certos fonemas que se repetem (principalmente os "pês" e os "tês"), utilizando, ao mesmo tempo, palavras que se diferenciam por mudanças fonéticas mínimas (tropa/trapo/tripa).   Os recursos estilísticos empregados aí foram

  18. 78

    UFRGS 2014

    Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda   Pede razão Jó a Deus, e tem muita razão de a pedir – responde por ele o mesmo santo que o arguiu – porque se é condição de Deus usar de misericórdia, e é grande e não vulgar a glória que adquire em perdoar pecados, que razão tem, ou pode dar bastante, de os não perdoar? O mesmo Jó tinha já declarado a força deste seu argumento nas palavras antecedentes, com energia para Deus muito forte: Peccavi, quid faciam tibi? Como se dissera: Se eu fiz, Senhor, como homem em pecar, que razão tendes vós para não fazer como Deus em me perdoar? Ainda disse e quis dizer mais: Peccavi, quid faciam tibi? Pequei, que mais vos posso fazer? E que fizestes vós, Jó, a Deus em pecar? Não lhe fiz pouco, porque lhe dei ocasião a me perdoar, e, perdoando-me, ganhar muita glória. Eu dever-lhe-ei a ele, como a causa, a graça que me fizer, e ele dever-me-á a mim, como a ocasião, a glória que alcançar.     A Jesus Cristo Nosso Senhor   Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado, Da vossa piedade me despido; Porque, quanto mais tenho delinquido, Vos tenho a perdoar mais empenhado.   Se basta a vos irar tanto um pecado, A abrandar-vos sobeja um só gemido: Que a mesma culpa, que vos há ofendido, Vos tem para o perdão lisonjeado.   Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu, como afirmais na sacra história,   Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada: Cobrai-a, e não queirais, pastor divino, Perder na vossa ovelha a vossa glória.     Assinale a alternativa correta a respeito dos textos.

  19. 79

    MACKENZIE 2012

    Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado, Da vossa alta piedade me despido, Porque, quanto mais tenho delinquido, Vos tenho a perdoar mais empenhado. (Gregório de Matos, “A Jesus Cristo Nosso Senhor”)   Observação: hei pecado = tenho pecado delinquido = agido de modo errado   Na estrofe, o poeta:

  20. 80

    UNIFESP 2009

    Neste mundo é mais rico, o que mais rapa: Quem mais limpo se faz, tem mais carepa: Com sua língua ao nobre o vil decepa: O Velhaco maior sempre tem capa. (Gregório de Matos) Levando em consideração que, em sua produção literária, Gregório de Matos dedicou-se também à sátira irreverente, pode-se afirmar que os versos se marcam

  21. 81

    UPE 2016

    Gregório de Matos, poeta baiano, que viveu no século XVI, produziu uma poesia em que satiriza a sociedade de seu tempo. Execrado no passado por seus conterrâneos, hoje é reconhecido como grande poeta, sendo, inclusive, sua poesia satírica fonte de pesquisa histórica.   Leia os poemas e analise as proposições a seguir:   Poema I Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás, e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado, Rica te vejo eu já, tu a mi abundante. A ti tocou-te a máquina mercante, Que em tua larga barra tem entrado, A mim foi-me trocando, e tem trocado Tanto negócio, e tanto negociante. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis, que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. Oh se quisera Deus, que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote (Gregório de Matos)   Poema II Horas contando, numerando instantes, Os sentidos à dor, e à glória atentos, Cuidados cobro, acuso pensamentos, Ligeiros à esperança, ao mal constantes. Quem partes concordou tão dissonantes? Quem sustentou tão vários sentimentos? Pois para a glória excedem de tormentos, Para martírio ao bem são semelhantes. O prazer com a pena se embaraça; Porém quando um com outro mais porfia, O gosto corre, a dor apenas passa. Vai ao tempo alterando a fantesia, Mas sempre com vantagem na desgraça, Horas de inferno, instantes de alegria. (Gregório de Matos)   I. Além de poeta satírico, o Boca do Inferno também cultivou a poesia lírica, composta por temas diversificados, pois nos legou uma lírica amorosa, erótica e religiosa e até de reflexão sobre o sofrimento, a exemplo do poema II. II. Considerado tanto poeta cultista quanto conceptista, o autor baiano revela criatividade e capacidade de improvisar, segundo comprovam os versos do poema I, em que realiza a crítica à situação econômica da Bahia, dirigida, na época, por Antônio Luís da Câmara Coutinho. III. Em Triste Bahia, poema I, musicado por Caetano Veloso, Gregório de Matos identifica-se com a cidade, ao relacionar a situação de decadência em que se encontram tanto ele quanto a cidade onde vive. O poema abandona o tom de zombaria, atenuando a sátira contundente para tornar-se um quase lamento. IV. Os dois poemas são sonetos, forma fixa herdada do Classicismo, muito pouco utilizada pelo poeta baiano, que desprezou a métrica rígida e criou poesia em versos brancos e livres. V. Como poeta barroco, fez uso consciente dos recursos estéticos reveladores do conflito do homem da época, como se faz presente na antítese que encerra o II poema: “Horas de inferno, instantes de alegria”.   Estão CORRETAS apenas

  22. 82

    UEL 2003

    No início do século XX muitos artistas percebiam a necessidade de uma modernização estética no país. Sobre o assunto, leia o texto a seguir. “Tal necessidade (...) seria manifestada por duas correntes distintas, mas com pontos em comum. A primeira delas era liderada por segmentos que viam na estética naturalista e na temática local uma forma de se desvencilhar dos valores acadêmicos propugnados – e raramente alcançados – pela Academia Imperial. A segunda, dentro dessa mesma necessidade, agruparia os artistas e intelectuais ligados ao Modernismo que, não acreditando mais na possibilidade de construção de uma arte nacional baseada apenas na estética naturalista, propunham na prática que a essa base já existente fossem incluídos certos postulados retirados das vanguardas históricas européias e do retorno à ordem.” CHIARELLI, Tadeu. Arte Internacional Brasileira. São Paulo: Lemos, 1999. p.18.   Assinale a alternativa que menciona somente movimentos artísticos das vanguardas históricas européias que influenciaram as obras dos modernistas brasileiros.

  23. 83

    UNIFESP 2009

    Neste mundo é mais rico, o que mais rapa: Quem mais limpo se faz, tem mais carepa: Com sua língua ao nobre o vil decepa: O Velhaco maior sempre tem capa. (Gregório de Matos) Assinale a alternativa correta.

  24. 84

    UPE 2012

    Sobre a literatura barroca no Brasil, analise as seguintes afirmativas. I. O Barroco é uma escola literária cuja base de formação histórica e social se relaciona a reflexões que remetem o leitor a uma literatura caracterizada por ideias que são opositivas ao tempo que são também profundamente críticas. II. Gregório de Matos, um dos expoentes do barroco brasileiro, construiu sua obra literária fundamentado em três princípios, a saber: o amor é uma ilusão; a crença religiosa é irrelevante para o ser humano; os políticos não têm ideologia. III. A estética barroca, embora seja aqui relacionada à produção literária, não é necessariamente uma arte posta exclusivamente a serviço da literatura. De verdade, nenhuma estética está restrita a uma estética do texto literário. IV. Nos textos narrados em seus Sermões, Padre Vieira lança mão de alguns recursos que se podem dizer barrocos. Entre eles, identificamos o paradoxo, ou seja, a possibilidade de construir sempre ideias convergentes e biunívocas. V. A poesia de Gregório de Matos não se confunde com a prosa de Padre Vieira no âmbito da linguagem apresentada na maneira como ambos se dispõem a trazer para o leitor as problemáticas da época dos quais tais autores fazem parte. Está CORRETO o que se afirma em

  25. 85

    UPE 2012

    A JESUS CRISTO NOSSO SENHOR Gregório de Matos Pequei, Senhor; mas não por que hei pecado, Da vossa alta clemência me despido; Porque, quanto mais tenho delinquido, Vos tenho a perdoar mais empenhado. Se basta a vos irar tanto pecado, A abrandar-vos sobeja um só gemido: Que a mesma culpa, que vos há ofendido, Vos tem para o perdão lisonjeado Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu, como afirmais na Sacra História: Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada; Cobrai-a ; e não queirais, Pastor divino, Perder na vossa ovelha a vossa glória.   Sobre o texto de Gregório de Matos, analise as seguintes afirmativas. I. Com um vocabulário rico e irreverente, o poema, pertencente à lírica religiosa, apresenta regularidade formal, em versos decassílabos - versos com dez sílabas poéticas -, com rimas regulares, ou seja, rimas opostas ou interpoladas nos dois quartetos (ABBA/ABBA) e rimas mistas nos dois tercetos (CDE/CDE). II. No texto, percebe-se que o eu lírico sente medo da punição divina e busca desesperadamente o perdão de Deus, além de parecer arrependido na hora da morte. Pode-se inferir que, com esse comportamento, há uma alusão aos (des)mandos do clero, tema recorrente no Classicismo da lírica de Camões. III. No poema, há referência à época em que o homem vivenciava a dualidade entre o pecado e o perdão. Isso denota, desse modo, a angústia que ele sentia como pecador arrependido e seguidor da doutrina cristã medieval, cujo princípio básico residia no Antropocentrismo. Este é uma visão de mundo discutida no filme “O nome da Rosa”, que também discutiu o poder absoluto da Igreja sobre o direito à liberdade. IV. No soneto, o eu lírico invoca Deus pedindo-lhe o perdão e, embora não admita que pecou, ele deixa transparecer que, quanto mais se cometem delitos, maiores são as chances de se ser perdoado, ou seja, a impressão é que o pecador entende que deve garantir a Deus o exercício de seu maior atributo divino – o perdão. V. Nas duas primeiras estrofes, é perceptível a presença do Cultismo - jogo de palavras. Já nas duas últimas, é possível analisar que o poeta aborda a Parábola da ovelha perdida com quem se identifica e, a exemplo dessa ovelha, acredita ser merecedor da salvação, o que confirma a presença do Conceptismo - jogo de ideias. Está CORRETO, apenas, o que se afirma em

  26. 86

    UFAM 2009

    Leia as afirmativas abaixo, feitas a respeito do poema épico Prosopopeia, de Bento Teixeira: I. O poema transgride a rígida estrutura camoniana, já que, por exemplo, não começa com a proposição, mas no meio da narrativa. II. Um dos propósitos do poema é fazer a louvação de Jorge de Albuquerque Coelho, donatário da capitania de Pernambuco. III. Publicado em 1601, é por muitos historiadores considerado o início do estilo barroco no Brasil. IV. A parte em que fala das frutas da terra, intitulada “Ilha de Maré”, é considerada como o primeiro documento nativista de nossa literatura. Estão corretas:  

  27. 87

    UEL 2012

    QUEIXA-SE O POETA EM QUE O MUNDO VAY ERRADO, E QUERENDO EMENDÂLO O TEM POR EMPREZA DIFFICULTOSA.   Carregado de mim ando no mundo, E o grande peso embarga-me as passadas, Que como ando por vias desusadas, Faço o peso crescer, e vou-me ao fundo.   O remédio será seguir o imundo Caminho, onde dos mais vejo as pisadas, Que as bestas andam juntas mais ornadas, Do que anda só o engenho mais profundo.     Não é fácil viver entre os insanos, Erra, quem presumir, que sabe tudo, Se o atalho não soube dos seus danos.   O prudente varão há-de ser mudo, Que é melhor neste mundo, mar de enganos, Ser louco cos demais que ser sisudo. MATOS, Gregório de. Poesias selecionadas. 3. ed. São Paulo: FTD, 1998. p.70.     A respeito do poema, considere as afirmativas a seguir. I. O eu-lírico se identifica com os intelectuais parnasianos, cujo engenho lhe inspira admiração, em oposição aos insanos de quem se distancia, associados a “bestas”, numa referência indireta à liberdade artística do movimento romântico. II. O caminho a que se refere o eu-lírico ao longo do poema é uma metáfora da vida do próprio poeta, que se vale de dados concretos e fatos autobiográficos a fim de conferir maior verossimilhança à comparação entre vida e caminho. III. O soneto de Gregório de Matos demonstra nítida inspiração petrarquiana, de modo que o equilíbrio formal do poema é alcançado pelo uso de versos decassílabos e de rimas interpoladas nos quartetos e intercaladas nos tercetos. IV. Característica da lírica de Camões, o desconcerto do mundo aparece no soneto de Gregório de Matos na voz do eu-lírico que reconhece a insuficiência do intelecto diante da complexidade do universo.   Assinale a alternativa correta.

  28. 88

    UNAMA 2006

    “Dizem que em algum lugar, parece que no Brasil, existe um homem feliz”. A frase do poeta russo Vladimir Maiakovski ecoa uma milenar tradição de profecias e presságios que têm como objeto um paraíso chamado Brasil, seja ele o país descoberto há cinco séculos, seja um lugar imaginário. Resumo da ópera: Jorge Mautner (Geléia Geral/Warner) achou que a coisa dava samba, encomendou a canção. A encomenda dá a emergência que leva à catarse. É ato de fé. Gilberto Gil concordou e assim nasceu, no fim do ano passado, o samba de exaltação “Outros viram”, primeira canção composta pelo baiano desde que virou ministro da Cultura. A canção vai integrar o próximo disco que, em fase de mixagem, terá, além da voz de Gil, participações do Afro Reggae, de Caetano Veloso e de Preta Gil. Conheça alguns trechos da canção “Outros viram”: (Fragmento do uma reportagem de Arnaldo Bloch para O Globo, publicada em 12/05/2006)   (...) “O que Walt Whitman viu Maiakovski viu Outros viram também Que a Humanidade vem Renascer no Brasil   (...) Todos disseram amém A essa luz que surgiu. Roosevelt que celebrou nossa miscigenação Até a considerou como sendo a solução Pro seu próprio país   (...) Rabindranath Tagore também profetizou Ousou dizer que aqui surgiria o ser do amor Ser superior, da paixão, da emoção, da canção Terra do samba, sim, e do eterno perdão Maiakovski ouviu A sereia do mar Lhe falar de um gentil De um povo mais feliz Que habita esse lugar Esta terra do sol Esta serra do mar esta terra Brasil Sob este céu de anil Sob a luz do luar.”   A respeito do texto lido, a alternativa correta é

  29. 89

    UNICANTO 2015

    A Arte Barroca desenvolveu-se no século XVII, num período muito importante da história da civilização ocidental, pois nele ocorreram mudanças econômicas, religiosas e sociais que deram nova feição à Europa da Idade Moderna. Essas mudanças tiveram conseqüências bastante significativas, pois favoreceram o surgimento dos Estados Nacionais e dos governos absolutos, pois propunham que cada nação se libertasse da submissão ao papa.    A respeito da arte barroca, é possível inferir que:

  30. 90

    MACKENZIE 2011

    É a vaidade, Fábio, nesta vida, Rosa, que da manhã lisonjeada, Púrpuras mil, com ambição dourada, Airosa rompe, arrasta presumida. (Gregório de Matos)   Observação: 1. lisonjeada: envaidecida 2. airosa: elegante 3. presumida: convencida   Na estrofe, o poeta

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