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Exercícios de Gêneros Literários

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  1. 1. UERJ 2015
    SEPARAÇÃO Voltou-se e mirou-a como se fosse pela última vez, como quem repete um gesto imemorialmente irremediavel. 1No íntimo, preferia não té-Io feito; mas ao chegar à porta 2sentiu que 14nada poderia evitar a reincidência daquela cena tantas vezes contada na história do amor, que é a história do mundo. 10Ela o olhava com um olhar intenso, onde existia uma incompreensão e um anelo , 15como a pedir-lhe, ao mesmo tempo, que não fosse e que não deixasse de ir, por isso que era tudo impossível entre eles. (...) Seus olhares 4fulguraram por um instante um contra o outro, depois se 5acariciaram temamente e, finalmente, se disseram que não havia nada a fazer. 6Disse-lhe adeus com doçura, virou-se e cerrou, de golpe, a porta sobre si mesmo numa tentativa de secionar aqueles dois mundos que eram ele e ela. Mas 16o brusco movimento de fechar prendera-Ihe entre as folhas de madeira o espesso tecido da vida, e ele ficou retido, sem se poder mover do lugar, 11sentindo o pranto formar-se muito longe em seu íntimo e subir em busca de espaço, como um rio que nasce. 17Fechou os olhos, tentando adiantar-se a agonia do momento, mas o fato de sabê-Ia ali ao lado, e dele separada por imperativos categóricos de suas vidas, 12não lhe dava forças para desprender-se dela. 8Sabia que era aquela a sua amada, por quem esperara desde sempre e que por muitos anos buscara em cada mulher, na mais terrível e dolorosa busca. Sabia, também, que o primeiro passo que desse colocaria em movimento sua máquina de viver e ele teria, mesmo como um autômato, de sair, andar, fazer coisas, 9distanciar-se dela cada vez mais, cada vez mais. 18E no entanto ali estava, a poucos passos, sua forma feminina que não era nenhuma outra forma feminina, mas a dela, a mulher amada, aquela que ele 7abençoara com os seus beijos e agasalhara nos instantes do amor de seus corpos. Tentou 3imaginá-Ia em sua dolorosa mudez, já envolta em seu espaço próprio, perdida em suas cogitações próprias - um ser desligado dele pelo limite existente entre todas as coisas criadas. 13De súbito, sentindo que ia explodir em lágrimas, correu para a rua e pôs-se a andar sem saber para onde... MORAIS, Vinícius de. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1986. A hipérbole é uma figura empregada na crônica de Vinicius de Morais para caracterizar o estado de ânimo do personagem. Essa figura esta exemplificada em:
  2. 2. IFCE 2014
    A linguagem pode ser empregada no sentido literal, real, chamado de denotativo ou no sentido figurativo, não estritamente real, chamado de conotativo. Dentre as figuras de linguagem conotativas, tem-se a hipérbole, que consiste no exagero, na exacerbação de um pensamento a ponto de tornar a imagem criada impossível, improvável de ser factual, portanto, uma figuração conotativa. Dentre as sentenças abaixo, não corresponde a uma hipérbole:
  3. 3. UCS 2012
    O texto literário caracteriza-se por uma multiplicidade de sentidos, originada do trabalho artístico realizado com a linguagem. Entre os recursos que a literatura utiliza, na produção dos textos, estão as figuras de linguagem. Leia os fragmentos de poemas, apresentados na COLUNA A, e relacione-os às figuras de linguagem neles predominantes, elencadas na COLUNA B. Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo.
  4. 4. FGV 2015
    Uma tia-avó Fico abismada de ver de quanta coisa não me lembro. Aliás, não me lembro de nada. Por exemplo, 1as férias em que eu ia para uma cidade do interior de Minas, acho que nem cidade era, era uma rua, e passava por Belo Horizonte, 2onde tinha uma tia-avó. Não poderia repetir o rosto dela, sei que muito magra, vestido até o chão, 3fantasma em cinzentos, levemente muda, deslizando por 4corredores de portas muito altas. O clima da casa era de passado 5embrulhado em papel de seda amarfanhado, e posto no canto para que não se atrevesse a voltar à tona. Nem um riso, 6um barulho de copos tinindo. Quem estava ali sabia que quanto menos se mexesse menor o perigo de sofrer. Afinal o mundo era um 7vale de lágrimas. 8A casa dava para a rua, não tinha jardim, a não ser que você se aventurasse a subir uma escada de cimento, lateral, que te levava aos 9jardins suspensos da Babilônia. Nem precisava ser sensível para sentir a secura, 10a geometria esturricada dos canteiros 11sob o céu de anil de Minas. Nada, nem uma flor, só coisas que espetavam e 12buxinhos com formatos rígidos e duras palmas e os 13urubus rodando alto, em cima, esperando… O quê? 14Segredos enterrados, medo, sentia eu 15destrambelhando escada abaixo. 16Na sala, uma cristaleira antiga com um 17cacho enorme de uvas enroladas em papel brilhante azul. Para mim, pareciam 18uvas de chocolate, recheadas de bebida, mas não tinha coragem de pedir, estavam lá ano após ano, intocadas. A avó, baixinho, permitia, “Quer, pode pegar”, com voz neutra, mas eu declinava, 19doida de desejo. Das comidas comuns da casa, não me lembro de uma couvinha que fosse, não me lembro de empregadas, cozinheiras, sala de jantar, nada. Enfim, Belo Horizonte para mim era uma terra triste, de 20mulheres desesperadas e mudas enterradas no tempo, 21chocolates sedutores e proibidos. Só valia como passagem para a 22roça brilhante de sol que me esperava. Nina Horta, Folha de S. Paulo, 17/07/2013. Adaptado. Embora tenha sido publicado em jornal, o texto contém recursos mais comuns na linguagem literária do que na jornalística. Exemplificam tais recursos a hipérbole e a metáfora, que ocorrem, respectivamente, nos seguintes trechos:
  5. 5. UECE 2014
    O texto a seguir foi extraído de uma crônica de Affonso Romano de Sant'Anna, cronista e poeta mineiro. Professor universitário e jornalista, escreveu para os maiores jornais do País. "Com uma produção diversificada e consistente, pensa o Brasil e a cultura do seu tempo, e se destaca como teórico, como poeta, como cronista, como professor, como administrador cultural e como jornalista". Porta de colégio Passando pela porta de um colégio, me veio a sensação nítida de que aquilo era a porta da própria vida. Banal, direis. Mas a sensação era tocante. Por isso, parei, como se precisasse ver melhor o que via e previa. Primeiro há uma diferença de clima entre aquele bando de adolescentes espalhados pela calçada, sentados sobre carros, em torno de carrocinhas de doces e refrigerantes, e aqueles que transitam pela rua. Não é só o uniforme. Não é só a idade. E toda uma atmosfera, como se estivessem ainda dentro de uma redoma ou aquário, numa bolha, resguardados do mundo. Talvez não estejam. Vários já sofreram a pancada da separação dos pais. Aprenderam que a vida é também um exercicio de separação. Um ou outro já transou droga, e com isso deve ter se sentido (equivocadamente) muito adulto. Mas há uma sensação de pureza angelical misturada com palpitação sexual, que se exibe nos gestos sedutores dos adolescentes. Onde estarão esses meninos e meninas dentro de dez ou vinte anos? Aquele ali, moreno, de cabelos longos corridos, que parece gostar de esporte, vai se interessar pela informática ou economia; aquela de cabelos louros e crespos vai ser dona de boutique; aquela morena de cabelos lisos quer ser médica; a gorduchinha vai acabar casando com um gerente de multinacional; aquela esguia, meio bailarina, achará um diplomata. Algumas estudarão Letras, se casarão, largarão tudo e passarão parte do dia levando filhos a praia e a praça e pegando-os de novo a tardinha no colégio. [...] Estou olhando aquele bando de adolescentes com evidente ternura. Pudesse passava a mão nos seus cabelos e contava-lhes as últimas histórias da carochinha antes que o lobo feroz as assaltasse na esquina. Pudesse lhes diria daqui: aproveitem enquanto estão no aquário e na redoma, enquanto estão na porta da vida e do colégio. O destino também passa por ai'. E a gente pode às vezes modifica-Io. SANT'ANNA, Affonso Romano de. Affonso Romano de Sant'Anna: seleção e prefácio de Letícia Malard. Coleção Melhores Crônicas. p. 64-66. A crônica é um gênero, digamos, aberto. Dentro dessa rubrica cabem vários conceitos. As quatro opções abaixo apresentam características de crónica, mas só uma expressa as características apresentadas pelo texto de Sant'Anna. Assinale essa opção.
  6. 6. IBMEC-RJ 2009
    Joaquim Maria Machado de Assis é cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta. Em 2008, comemora­se o centenário de sua morte, ocorrida em setembro de 1908. Machado de Assis é considerado o mais canônico escritor da Literatura Brasileira e deixou uma rica produção literária composta de textos dos mais variados gêneros, em que se destacam o conto e o romance. Segue o texto desse autor, em poesia. A Carolina Querida, ao pé do leito derradeiro Em que descansas dessa longa vida, Aqui venho e virei, pobre querida, Trazer­te o coração do companheiro. Pulsa­lhe aquele afeto verdadeiro Que, a despeito de toda a humana lida, Fez a nossa existência apetecida E num recanto pôs um mundo inteiro. Trago­te flores, ­ restos arrancados Da terra que nos viu passar unidos, São pensamentos idos e vividos. Que eu, se tenho nos olhos mal feridos Pensamentos de vida formulados, São pensamentos idos e vividos. (Machado de Assis) Ao avaliarmos o texto quanto a seu gênero literário, podemos afirmar que ele pertence:
  7. 7. ENEM 2017
    Segundo quadro Uma sala da prefeitura. O ambiente é modesto. Durante a mutação, ouve-se um dobrado e vivas a Odorico, “viva o prefeito” etc. Estão em cena Dorotéa, Juju, Dirceu, Dulcinéa, o vigário e Odorico. Este último, à janela, discursa. ODORICO – Povo sucupirano! Agoramente já investido no cargo de Prefeito, aqui estou para receber a confirmação, a ratificação, a autenticação e por que não dizer a sagração do povo que me elegeu. Aplausos vêm de fora. ODORICO – Eu prometi que o meu primeiro ato como prefeito seria ordenar a construção do cemitério. Aplausos, aos quais se incorporam as personagens em cena. ODORICO – (Continuando o discurso:) Botando de lado os entretantos e partindo pros finalmente, é uma alegria poder anunciar que prafrentemente vocês lá poderão morrer descansados, tranquilos e desconstrangidos, na certeza de que vão ser sepultados aqui mesmo, nesta terra morna e cheirosa de Sucupira. E quem votou em mim, basta dizer isso ao padre na hora da extrema-unção, que tem enterro e cova de graça, conforme o prometido. GOMES, D. O bem amado. Rio de Janeiro: Ediouro, 2012.   O gênero peça teatral tem o entretenimento como uma de suas funções. Outra função relevante do gênero, explícita nesse trecho de O bem amado, é a
  8. 8. UERN 2015
    Os gêneros literários são empregados com finalidade estética. Leia os textos a seguir. Busque Amor novas artes, novo engenho, Para matar­me, e novas esquivanças; Que não pode tirar­me as esperanças, Que mal me tirará o que eu não tenho. (Camões, L. V. de. Sonetos. Lisboa: Livraria Clássica Editora. 1961. Fragmento.) Porém já cinco sóis eram passados Que dali nos partíramos, cortando Os mares nunca doutrem navegados, Prosperamente os ventos assoprando, Quando uma noite, estando descuidados Na cortadora proa vigiando, Uma nuvem, que os ares escurece, Sobre nossas cabeças aparece. (Camões, L. V. Os Lusíadas. Abril Cultural, 1979. São Paulo. Fragmento.) Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a classificação dos textos.
  9. 9. G1 - CFTMG 2008
    Numere os fragmentos de texto de acordo com os seguintes gêneros literários: 1. lírico 2. satírico 3. épico (    ) "Quem por ti de amor desmaia, Nesta praia geme e chora: Vem, Pastora, por piedade A saudade consolar. Não recreiam sempre os montes Co'as delícias de Amaltéia; Vem, ó GIaura, a ruiva areia, Rio e fontes animar" (Silva Alvarenga) (   ) "A cada canto um grande conselheiro, Que nos quer governar cabana, e vinha, Não sabem governar sua cozinha, E podem governar o mundo inteiro. Em cada porta um frequentado olheiro, Que a vida do vizinho, e da vizinha Pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha, Para levar a Praça, e ao Terreiro" (Gregório de Matos) (   ) "Nesta triste masmorra, de um semivivo corpo sepultura, inda, Marília, adoro a tua formosura. Amor na minha ideia te retrata; busca, extremoso, que eu assim resista à dor imensa, que me cerca e mata." (Tomás Antônio Gonzaga) (    ) "Este lugar delicioso e triste, Cansada de viver, tinha escolhido, Para morrer, a mísera Lindoia. Lá reclinada, como que dormia, Na branda relva, e nas mimosas flores; Tinha a face na mão, e a mão no tronco De um fúnebre cipreste, que espalhava Melancólica sombra. Mais de perto Descobrem que se enrola em seu corpo Verde serpente..." (Basílio da Gama) A sequência CORREIA encontrada é:
  10. 10. ENEM CANCELADO 2009
    Texto 1 No meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra Tinha uma pedra no meio do caminho Tinha uma pedra No meio do caminho tinha uma pedra [...] ANDRADE, C. D. Antologia poética. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2000. (fragmento) Texto 2 A comparação entre os recursos expressivos que constituem os dois textos revela que
  11. 11. G1 - CFTMG 2013
    Leia. "Abelardo I (Sentado em conversa com o Cliente. Aperta um botão, ouve-se um forte barulho de campainha.) - Vamos ver... Abelardo II (Veste botas e um completo domador de feras. Usa pastinha e enormes bigodes retorcidos. Monóculo. Um revólver à cinta.) - Pronto Seu Abelardo. Abelardo I - Traga o dossier desse homem. Abelardo II - Pois não! O seu nome? Cliente (Embaraçado, o chapéu na mão, uma gravata de corda no pescoço magro.) - Manoel Pitanga de Moraes" ANDRADE, Oswald. O rei da vela. São Paulo: Globo, 1994. p. 39. O fragmento organiza-se segundo o modelo do gênero literário que se define por
  12. 12. UFU 1999
    Assinale a afirmativa INCORRETA:
  13. 13. UERJ 2016
    A PRESSA DE ACABAR Evidentemente nós sofremos agora em todo o mundo de uma dolorosa moléstia: a pressa de acabar. Os nossos avós nunca tinham pressa. Ao contrário. Adiar, aumentar, era para eles a suprema delícia. Como os relógios, nesses tempos remotos, não eram maravilhas de precisão, os 1homens mediam os dias com todo o cuidado da atenção. Sim! Em tudo, 2essa estranha pressa de acabar se ostenta como a marca do século. Não há mais livros definitivos, quadros destinados a não morrer, ideias imortais. Trabalha-se muito mais, pensa-se muito mais, ama-se mesmo muito mais, apenas sem fazer a digestão e sem ter tempo de a fazer. Antigamente as horas eram entidades que os homens conheciam imperfeitamente. Calcular a passagem das horas era tão complicado como calcular a passagem dos dias. 3Inventavam-se relógios de todos os moldes e formas. 4Hoje, nós somos escravos das horas, dessas senhoras inexoráveis* que não cedem nunca e cortam o dia da gente numa triste migalharia de minutos e segundos. Cada hora é para nós distinta, pessoal, característica, porque cada hora representa para nós o acúmulo de várias coisas que nós temos pressa de acabar. O relógio era um objeto de luxo. Hoje até os mendigos usam um marcador de horas, porque têm pressa, pressa de acabar. O homem mesmo será classificado, afirmo eu já com pressa, como o Homus cinematographicus. 5Nós somos uma delirante sucessão de fitas cinematográficas. Em meia hora de sessão tem-se um espetáculo multiforme e assustador cujo título geral é: Precisamos acabar depressa. 6O homem de agora é como a multidão: ativo e imediato. Não pensa, faz; não pergunta, obra; não reflete, julga. 7O homem cinematográfico resolveu a suprema insanidade: encher o tempo, atopetar o tempo, abarrotar o tempo, paralisar o tempo para chegar antes dele. Todos os dias (dias em que ele não vê a beleza do sol ou do céu e a doçura das árvores porque não tem tempo, diariamente, nesse número de horas retalhadas em minutos e segundos que uma população de relógios marca, registra e desfia), o pobre diabo 8sua, labuta, desespera com os olhos fitos nesse hipotético poste de chegada que é a miragem da ilusão. Uns acabam pensando que encheram o tempo, que o mataram de vez. Outros desesperados vão para o hospício ou para os cemitérios. A corrida continua. E o Tempo também, o Tempo insensível e incomensurável, o Tempo infinito para o qual todo o esforço é inútil, o Tempo que não acaba nunca! É satanicamente doloroso. Mas que fazer? RIO, João do. Adaptado de Cinematógrafo: crônicas cariocas. Rio de Janeiro: ABL, 2009. * inexoráveis − que não cedem, implacáveis Hoje, nós somos escravos das horas, dessas senhoras inexoráveis que não cedem nunca (ref. 4) Neste fragmento, o autor emprega uma figura de linguagem para expressar o embate entre o homem e o tempo. Essa figura de linguagem é conhecida como:
  14. 14. UFSM 2014
    A Carta de Pero Vaz de Caminha é o primeiro relato sobre a terra que viria a ser chamada de Brasil. Ali, percebe-se não apenas a curiosidade do europeu pelo nativo, mas também seu pasmo diante da exuberância da natureza da nova terra, que, hoje em dia, já se encontra degradada em muitos dos locais avistados por Caminha. Tendo isso em vista, leia o fragmento a seguir. Esta terra, Senhor, parece-me que, da ponta que mais contra o sul vimos, até outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste ponto temos vista, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Tem, ao longo do mar, em algumas partes, grandes barreiras, algumas vermelhas, outras brancas; e a terra por cima é toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta é tudo praia redonda, muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque a estender d'olhos não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela até agora não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem o vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim frios e temperados como os de Entre-Douro e Minho, porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. As águas são muitas e infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, tudo dará nela, por causa das águas que tem. CASTRO, Sílvio (org.). A Carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre: L&PM, 2003, p. l 15-6. Esse fragmento apresenta-se como um texto:
  15. 15. CESGRANRIO 2011
    Associe os gêneros literários às suas respectivas características. 1 – Gênero lírico 2 – Gênero épico 3 – Gênero dramático (   ) Exteriorização dos valores e sentimentos coletivos (   ) Representação de fatos com presença física de atores (   ) Manifestação de sentimentos pessoais predominando, assim, a função emotiva A sequência correta, de cima para baixo, é
  16. 16. CESGRANRIO 2011
    Associe os gêneros literários às suas respectivas características. 1 - Gênero lírico 2 - Gênero éplco 3 - Gênero dramático (   ) Exteriorização dos valores e sentimentos coletivos (   ) Representação de fatos com presença física de atores (   ) Manifestação de sentimentos pessoais predominando, assim, a função emotiva A sequência correta, de cima para baixo, é:
  17. 17. G1 - CFTMG 2006
    Com relação aos gêneros literários, é INCORRETO afirmar que, no gênero:
  18. 18. Espcex (Aman) 2014
    Assinale a única alternativa que contém a figura de linguagem presente no trecho sublinhado: As armas e os barões assinalados, Que da ocidental praia lusitana Por mares nunca dantes navegados, Passaram ainda além da Taprobana,
  19. 19. ENEM 2015
    Exmº Sr. Governador: Trago a V. Exa. um resumo dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Palmeira dos Índios em 1928. […] ADMINISTRAÇÃO Relativamente à quantia orçada, os telegramas custaram pouco. De ordinário vai para eles dinheiro considerável. Não há vereda aberta pelos matutos que prefeitura do interior não ponha no arame. proclamando que a coisa foi feita por ela; comunicam-se as datas históricas ao Governo do Estado, que não precisa disso; todos os acontecimentos políticos são badalados. Porque se derrubou a Bastilha – um telegrama; porque se deitou pedra na rua – um telegrama; porque o deputado F. esticou a canela – um telegrama. Palmeira dos Índios, 10 de janeiro de 1929. GRACILlANO RAMOS RAMOS, G. Viventes das Alagoas . São Paulo: Martins Fontes, 1962.   O relatório traz a assinatura de Graciliano Ramos, na época, prefeito de Palmeira dos Índios, e é destinado ao governo do estado de Alagoas. De natureza oficial, o texto chama a atenção por contrariar a norma prevista para esse gênero, pois o autor
  20. 20. FUVEST 2014
    Leia o seguinte texto, que faz parte de um anúncio de um produto alimentício: EM RESPEITO A SUA NATUREZA, SÓ TRABALHAMOS COM O MELHOR DA NATUREZA Selecionamos só o que a natureza tem de melhor para levar até a sua casa. Porque faz parte da natureza dos nossos consumidores querer produtos saborosos, nutritivos e, acima de tudo, confiáveis. www.destakjornal.com.br, 13/05/ 201 3. Adaptado. Procurando dar maior expressividade ao texto, seu autor
  21. 21. Espcex (Aman) 2013
    Leia o trecho abaixo, de "Morte e vida severina", de João Cabral de Melo Neto. "- Severino retirante, deixa agora que lhe diga: eu não sei bem a resposta da pergunta que fazia, se não vale mais saltar fora da ponte e da vida; (...) E não há melhor resposta que o espetáculo da vida: vê-la desflar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma, teimosamente, se fabrica," Quanto ao gênero literário, é correto afirmar que o fragmento lido é
  22. 22. G1 - CFTMG 2011
    O fragmento abaixo pertence ao gênero dramático. "MICROFONE - Buzina de automóvel. Rumor de derrapagem violenta. Som de vidraças partidas. Silêncio. Assistência. Silêncio. VOZ DE ALAÍDE (microfone) - CIessi... CIessi... (Luz em resistência no plano da alucinação. 3 mesas, 3 mulheres escandalosamente pintadas, com vestidos berrantes e compridos. Decotes. Duas delas dançam ao som de uma vitrola invisível, dando uma vaga sugestão lésbica. Alaíde, uma jovem senhora, vestida com sobriedade e bom gosto, aparece no centro da cena. Vestido cinzento e uma bolsa vermelha.) ALAÍDE (nervosa) - Quero falar com Madame CIessi! Ela esta? (Fala à 1a mulher que, numa das três mesas, faz "paciência". A mulher não responde.) ALAÍDE (com angústia) - Madame CIessi esta - pode-me dizer? ALAÍDE (com ar ingênuo) - Não responde! (com doçura) Não quer responder? (Silêncio da outra.)" RODRIGUES, Nelson. Teatro completo I. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981 . p. 109. Nesse gênero literário, o narrador é
  23. 23. UERJ 2002
    "Comenta­-se, um pouco rápido demais, que a predileção que os leitores sentimos por um ou outro personagem vem da facilidade com que nos identificamos com eles. Esta formulação exige algumas pontuações: não é que nos identifiquemos com o personagem, mas sim que este nos identifica, nos aclara e define frente a nós mesmos; algo em nós se identifica com essa individualidade imaginária, algo contraditório com outras 'identificações semelhantes', algo que de outro modo apenas em sonhos haveria logrado estatuto de natureza. A paixão pela literatura é também uma maneira de reconhecer que cada um somos muitos, e que dessa raiz, oposta ao senso comum em que vivemos, brota o prazer literário." (Traduzido de SAVATER, Fernando. "Criaturas del aire". Barcelona: Ediciones Destino,1989.) Este texto trata de um conceito importante na teoria da literatura: o conceito de catarse. De acordo com o autor, pode­se definir catarse como o processo que afeta o leitor no sentido de:
  24. 24. UEL 1995
    O romance é um gênero literário que veio a se desenvolver no século ....., retratando sobretudo .....; era muito comum publicar­se em partes, nos jornais, na forma de ..... . Preenchem corretamente as lacunas do texto acima, pela ordem:
  25. 25. ALBERT EINSTEIN 2016
    Segundo Álvaro Lins, o mais brasileiro dos livros de Graciliano Ramos é Vidas Secas. Escrito em 1938, é considerado pela crítica como uma novela. Essa classificação do gênero literário se justifica porque a obra
  26. 26. CESGRANRIO 2011
     Associe os gêneros literários às suas respectivas características.    1 – Gênero lírico 2 – Gênero épico 3 – Gênero dramático (       ) Exteriorização dos valores e sentimentos coletivos (       ) Representação de fatos com presença física de atores (       ) Manifestação de sentimentos pessoais predominando, assim, a função emotiva A sequência correta, de cima para baixo, é
  27. 27. UEM 2015
    Os gêneros literários são empregados com finalidade estética. Leia os textos a seguir.   Busque Amor novas artes, novo engenho, Para matar-me, e novas esquivanças; Que não pode tirar-me as esperanças, Que mal me tirará o que eu não tenho.  (Camões, L. V. de. Sonetos. Lisboa: Livraria Clássica Editora. 1961. Fragmento.)    Porém já cinco sóis eram passados Que dali nos partíramos, cortando Os mares nunca doutrem navegados, Prosperamente os ventos assoprando, Quando uma noite, estando descuidados Na cortadora proa vigiando, Uma nuvem, que os ares escurece, Sobre nossas cabeças aparece.  (Camões, L. V. Os Lusíadas. Abril Cultural, 1979. São Paulo. Fragmento.)     Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a classificação dos textos.     1 – Gênero lírico 2 – Gênero épico 3 – Gênero dramático (          ) Exteriorização dos valores e sentimentos coletivos (          ) Representação de fatos com presença física de atores (          ) Manifestação de sentimentos pessoais predominando, assim, a função emotiva  
  28. 28. ENEM 2018
    Dia 20/10 É preciso não beber mais. Não é preciso sentir vontade de beber e não beber: é preciso não sentir vontade de beber. É preciso não dar de comer aos urubus. É preciso fechar para balanço e reabrir. É preciso não dar de comer aos urubus. Nem esperanças aos urubus. É preciso sacudir a poeira. É preciso poder beber sem se oferecer em holocausto. É preciso. É preciso não morrer por enquanto. É preciso sobreviver para verificar. Não pensar mais na solidão de Rogério, e deixá-lo. É preciso não dar de comer aos urubus. É preciso enquanto é tempo não morrer na via pública. TORQUATO NETO. In: MENDONÇA, J. (Org.) Poesia (im)popular brasileira. São Bernardo do Campo: Lamparina Luminosa, 2012.   O processo de construção do texto formata uma mensagem por ele dimensionada, uma vez que
  29. 29. ENEM 2016
    Receita  Tome-se um poeta não cansado, Uma nuvem de sonho e uma flor, Três gotas de tristeza, um tom dourado, Uma veia sangrando de pavor. Quando a massa já ferve e se retorce Deita-se a luz dum corpo de mulher, Duma pitada de morte se reforce, Que um amor de poeta assim requer.  SARAMAGO, J. Os poemas possíveis. Alfragide: Caminho, 1997.     Os gêneros textuais caracterizam-se por serem relativamente estáveis e podem reconfigurar-se em função do propósito comunicativo. Esse texto constitui uma mescla de gêneros, pois
  30. 30. UNICENTRO 2004
    As pazes fizeram-se como a guerra, depressa. Buscasse eu neste livro a minha glória, e diria que as negociações partiram de mim; mas não, foi ela que as iniciou. Alguns instantes depois, como eu estivesse cabisbaixo, ela abaixou também a cabeça, mas voltando os olhos para cima a fim de ver os meus. Fiz-me de rogado; depois quis levantar-me para ir embora, mas nem me levantei, nem sei se iria. Capitu fitou-me uns olhos tão ternos, e a posição os fazia tão súplices, que me deixei ficar, passei-lhe o braço pela cintura, ela pegou-me na ponta dos dedos, e... Outra vez D. Fortunata apareceu à porta da casa; não sei para quê, se nem me deixou tempo de puxar o braço; desapareceu logo. Podia ser um simples descargo de consciência, uma cerimônia, como as rezas de obrigação, sem devoção, que se dizem de tropel; a não ser que fosse para certificar aos próprios olhos a realidade que o coração lhe dizia... Fosse o que fosse, o meu braço continuou a apertar a cintura da filha, e foi assim que nos pacificamos. O bonito é que cada um de nós queria agora as culpas para si, e pedíamos reciprocamente perdão. Capitu alegava a insônia, a dor de cabeça, o abatimento do espírito, e finalmente “os seus calundus”. Eu, que era muito chorão por esse tempo, sentia os olhos molhados... Era amor puro, era efeito dos padecimentos da amiguinha, era a ternura da reconciliação. ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. 27. ed. São Paulo: Ática, 1994. p. 75. (Série Bom Livro)   (01) O manejo dos tempos verbais, nesse texto, é complexo, pois o narrador utiliza-se do passado e do presente, numa tentativa de anular a distância temporal. (02) O foco narrativo em primeira pessoa imprime à narrativa um tom neutro. (04) No primeiro parágrafo, o narrador expõe um ponto de vista e, em seguida, narra fatos que o justificam. (08) No segundo parágrafo, o espaço narrativo é deslocado e as ações dos personagens tornam-se mais lentas. (16) No terceiro parágrafo, o narrador busca envolver o leitor, confessando o seu sentimento fundo e sofrido.   Constituem afirmações comprováveis no texto aquelas cuja soma resulta em
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