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Exercícios de Gêneros Literários

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  1. 31. UNICENTRO 2004
    As pazes fizeram-se como a guerra, depressa. Buscasse eu neste livro a minha glória, e diria que as negociações partiram de mim; mas não, foi ela que as iniciou. Alguns instantes depois, como eu estivesse cabisbaixo, ela abaixou também a cabeça, mas voltando os olhos para cima a fim de ver os meus. Fiz-me de rogado; depois quis levantar-me para ir embora, mas nem me levantei, nem sei se iria. Capitu fitou-me uns olhos tão ternos, e a posição os fazia tão súplices, que me deixei ficar, passei-lhe o braço pela cintura, ela pegou-me na ponta dos dedos, e... Outra vez D. Fortunata apareceu à porta da casa; não sei para quê, se nem me deixou tempo de puxar o braço; desapareceu logo. Podia ser um simples descargo de consciência, uma cerimônia, como as rezas de obrigação, sem devoção, que se dizem de tropel; a não ser que fosse para certificar aos próprios olhos a realidade que o coração lhe dizia... Fosse o que fosse, o meu braço continuou a apertar a cintura da filha, e foi assim que nos pacificamos. O bonito é que cada um de nós queria agora as culpas para si, e pedíamos reciprocamente perdão. Capitu alegava a insônia, a dor de cabeça, o abatimento do espírito, e finalmente “os seus calundus”. Eu, que era muito chorão por esse tempo, sentia os olhos molhados... Era amor puro, era efeito dos padecimentos da amiguinha, era a ternura da reconciliação. ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. 27. ed. São Paulo: Ática, 1994. p. 75. (Série Bom Livro)   (01) O manejo dos tempos verbais, nesse texto, é complexo, pois o narrador utiliza-se do passado e do presente, numa tentativa de anular a distância temporal. (02) O foco narrativo em primeira pessoa imprime à narrativa um tom neutro. (04) No primeiro parágrafo, o narrador expõe um ponto de vista e, em seguida, narra fatos que o justificam. (08) No segundo parágrafo, o espaço narrativo é deslocado e as ações dos personagens tornam-se mais lentas. (16) No terceiro parágrafo, o narrador busca envolver o leitor, confessando o seu sentimento fundo e sofrido.   Constituem afirmações comprováveis no texto aquelas cuja soma resulta em
  2. 32. MACKENZIE 1996
    I - "E treme, e cresce, e brilha, e afia o ouvido, e escuta..." II - "Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não." III - "Aproximou-se do chiqueiro das cabras, viu o bode velho fazendo um barulho feio com as ventas arregaçadas, lembrou-se do acontecimento da véspera." IV - "Minha vida é uma pobre rosa ao vento." V - "Não vi mais o acampo deles, as esporas tilintim."   Assinale a alternativa INCORRETA quanto aos recursos estilísticos das respectivas frases.
  3. 33. UEG 2005
    Sobre a obra Dois irmãos, de Milton Hatoum, analise as proposições a seguir:   I. O ponto de vista do narrador é baseado nas suas observações, como também nos relatos de Domingas e Halim. II. Quanto às personagens protagonistas, pode-se afirmar que Yakub tem a personalidade menos complexa, pois apresenta comportamento previsível, ao contrário de Omar. III. O tempo da narrativa coincide com o tempo da narração, visto que a história é narrada diretamente da memória de um narrador, que usa como recurso o tempo psicológico e o discurso indireto livre para conseguir essa coincidência. IV. O episódio do restaurante Biblos, lugar onde nasce o romance de Zana e Halim, é um exemplo de flashback, isto é, rompimento da linearidade que se dá na história dos dois irmãos.   Marque a alternativa CORRETA:
  4. 34. UEG 2004
    Viagem na família   No deserto de Itabira a sombra de meu pai tomou-me pela mão. Tanto tempo perdido. Porém nada dizia. Não era dia nem noite. Suspiro? Vôo de pássaro? Porém nada dizia.   Longamente caminhamos. Aqui havia uma casa. A montanha era maior. Tantos mortos amontoados, o tempo roendo os mortos. E nas casas em ruína, desprezo frio, umidade. Porém nada dizia.   A rua que atravessava a cavalo, de galope. Seu relógio. Sua roupa. Seus papéis de circunstância. Suas histórias de amor. Há um abrir de baús e de lembranças violentas. Porém nada dizia.   (...)   Que cruel, obscuro instinto movia sua mão pálida sutilmente nos empurrando pelo tempo e pelos lugares defendidos?   Olhei-o nos olhos brancos. Gritei-lhe: Fala! Minha voz vibrou no ar um momento, bateu nas pedras. A sombra prosseguia devagar aquela viagem patética através do reino perdido. Porém nada dizia.   Vi mágoa, incompreensão e mais de uma velha revolta a dividir-nos no escuro. A mão que eu não quis beijar, o prato que me negaram, recusa em pedir perdão. Orgulho. Terror noturno. Porém nada dizia.   Fala fala fala fala. Puxava pelo casaco Que se desfazia em barro. Pelas mãos, pelas botinas prendia a sombra severa e a sombra se desprendia sem fuga nem reação. Porém ficava calada. ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. Rio de Janeiro: Record, 2001. p. 94-97.   A respeito do poema “Viagem na família”, no contexto da Antologia poética, de Carlos Drummond de Andrade, considere as proposições abaixo:   I. O poema volta-se para o tema da memória, enfatizando as relações familiares, especialmente representada pela imagem do pai. II. A difícil relação que o eu lírico demonstra ter tido com o pai, ao fazer uma “viagem” na família, é, de certa forma, o reflexo da personalidade gauche do poeta, anunciada por um “anjo torto”, no “Poema das sete faces”. III. O eu lírico faz, como em outros poemas, uma viagem metafísica, cujo trajeto é o seu mundo interior e, assim, questiona o ser e o estar no mundo. IV. A técnica da reiteração é uma característica recorrente da poesia drummondiana e, nesse poema, ela se sobrepõe ao aspecto temático.   Marque a alternativa CORRETA:
  5. 35. UEG 2003
    Sobre o pano de fundo político-ideológico que orienta o romance Pessach: a travessia, de Carlos Heitor Cony, é CORRETO afirmar:
  6. 36. UEAP 2010
    Leia o trecho abaixo e assinale a alternativa correta: "De repente, vi minha pessoa num brejal, a cem braças do recinto da onça, nadando em minha infância nado de cachorrinho. E na segurança de umas tábuas e paus-de-mangue, fui ancorar a barba, espingarda a salvo para o que desse e viesse. [...] E andava eu nessas minudências, quando vi sair, do atrás de um panelão de formiga, aquele tiro sem pai. A pintada, que não esperava chumbo, pulou em modos de voar de imediato e caiu nos estrebuchos da agonia. Avivei a atenção para descobrir Barbirato e quem apareceu, no encaracolado da fumaça, foi o molecote pegador de papa-capim e caboclinho que vez por outra pernoitava no Sobradinho. Veio fagueiro, espingarda no ombro, sem medir consequência. Soltei do banhado meu grito de aviso: ― Afasta! Afasta! E em dois pulos larguei a água em hora de correr o moleque na ponta da botina, tarefa de que só abri mão ao ver o desmiolado em distância segura, sem risco de vida. Como arremate, parado junto de uns pés de guriri, ainda esbravejei: ― Sujeito sem tino! Cuida que onça é gato de borralho. Então, voltando atrás, passei ao ouvido da pintada toda a munição do meu paude-fogo que nem a água do brejo teve força de emperrar. Quebrada a jura por um, quebrada por mil. E, mais alto do que o estrondo do tiro, berrei eu: ― Conheceu, papuda!" (José Cândido de Carvalho. O coronel e o lobisomem. José Olympio Editora: 41ª ed., p. 60-61)
  7. 37. UEAP 2010
    Considere as seguintes afirmações sobre o livro Retrato do artista quando coisa, de Manoel de Barros e, posteriormente assinale a alternativa correta. I- Seus poemas manifestam um caráter social bastante acentuado ao falar dos desvalidos, dos peões do Pantanal, comparando-os, metaforicamente, a pedras e insetos. II- Sua linguagem apresenta regionalismos e neologismos, evocando, de forma subjetiva, a natureza e o homem como parte dela. III- Sua poesia aproxima-se do surrealismo ao retirar as coisas de sua utilidade habitual e ao dar às palavras uso diferente do correntemente atribuído a elas, como no verso "uma brisa me garça". IV- Enfoca pequenos seres e objetos inúteis aos olhos do homem urbano – baratas albinas, aranhas dependuradas em gotas de orvalho, dálias secas – resgatando-lhes o valor e alçando-os à condição de matéria poética.
  8. 38. UEAP 2010
    Sobre o texto O Faz-Pé, de Rui Guilherme, é correto afirmar:
  9. 39. UEMA 2016
    Cadeia Estava tão cansado, tão machucado, que ia quase adormecendo no meio daquela desgraça. Havia ali um bêbedo tresvariando em voz alta [...] Discutiam, queixava-se da lenha molhada. Fabiano cochilava, a cabeça pesada inclinava-se para o peito e levantava-se. [...] Acordou sobressaltado. Pois não estava misturando as pessoas, desatinando? Talvez fosse efeito da cachaça. Não era: tinha bebido um copo. [...] Ouviu o falatório do bêbedo e caiu numa indecisão dolorosa. Ele também dizia palavras sem sentido, conversava à toa. Mas irou-se com a comparação, deu marradas na parede. Era bruto, sim senhor, nunca havia aprendido, não sabia explicar-se. Estava preso por isso? Como era? Então mete-se um homem na cadeia porque ele não sabe falar direito? Que mal fazia a brutalidade dele? Vivia trabalhando como um escravo. [...] RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. (Adaptado) 127 ed. Rio de Janeiro: Record, 2015.   A leitura do segundo parágrafo permite depreender a imagem que Fabiano tem de si mesmo e a sua reação ao domínio a que se submete, por meio do discurso indireto livre. Esse discurso é efetivado pela
  10. 40. UNICENTRO 2010
    Sobre o Guardador de Rebanhos, é INCORRETO afirmar que
  11. 41. UNICENTRO 2010
    Em relação à obra A Hora da Estrela de Clarice Lispector, é INCORRETO afirmar que
  12. 42. UEAP 2009
    Sobre o romance O Tronco do Ipê, de José de Alencar, considere as afirmações abaixo: I. O cenário principal acontece na fazenda de Nossa Senhora do Boqueirão, com a presença constante da casa-grande e da senzala. II. O tema central é a ascensão e decadência do Barão Joaquim de Freitas, dono da fazenda Nossa Senhora do Boqueirão. III. É narrado em terceira pessoa, através do personagem pai Benedito, que tudo vê, tudo sabe, tudo presencia. Assinale a alternativa correta.
  13. 43. UEL 2008
    [...] o modernismo induz intelectuais latino-americanos a redescobrir o povo, o que pode levá-los a descobrir camponeses e operários, ou índios e negros. O vínculo com a cultura universal não impõe necessariamente um caráter dependente ou ’alienado’ à totalidade de nossa cultura. (IANNI, O. apud. PINSKY, J. et al. História da América através de textos. São Paulo: Contexto, 1994. textos e documentos, v. 4, p. 88.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar:
  14. 44. UNEMAT 2008
    Leia o fragmento da obra Contos novos, de Mário de Andrade, e assinale a alternativa CORRETA. “Principiou uma luta baixa entre o peru e o vulto de papai. Imaginei que gabar o peru era fortalecê- lo na luta, e, está claro, eu tomara decididamente o partido do peru. Mas os defuntos têm meios visguentos, muito hipócritas de vencer: nem bem gabei o peru a imagem de papai cresceu vitoriosa, insuportavelmente obstruidora. – Só falta seu pai...” (p.74).  
  15. 45. UNEMAT 2008
    “O que não sei fazer desmancho em frases. Eu fiz o nada aparecer. (Represente que o homem é um poço escuro. Aqui de cima não se vê nada. Mas quando se chega ao fundo do poço já se pode ver o nada.) Perder o nada é um empobrecimento.” (Livro sobre nada, Manoel de Barros) Assinale a alternativa CORRETA com relação ao poema acima. 
  16. 46. PUC-RS 2016
    Leia o poema de Fernando Pessoa. Gato que brincas na rua Como se fosse na cama, Invejo a sorte que é tua Porque nem sorte se chama. Bom servo das leis fatais Que regem pedras e gentes, Que tens instintos gerais E sentes só o que sentes. És feliz porque és assim, Todo o nada que és é teu. Eu vejo-me e estou sem mim, Conheço-me e não sou eu.   Com base no poema e em seu contexto, leia as seguintes afirmativas. I. No poema, o eu lírico compara-se com o gato e deduz que o animal é feliz e livre porque não tem absoluta consciência de si mesmo. II. É possível depreender no poema uma percepção da fragmentação do sujeito, característica da modernidade, explorada por Fernando Pessoa em sua obra como um todo. III. Fernando Pessoa é conhecido por exercitar a heteronímia, especialmente ao criar Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Mário de Sá Carneiro.   A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são
  17. 47. UNEMAT 2015
    [...] Grave, grave, o caso. Premia-nos a multidão, e estava-se na área de baixa pressão do ciclone. – “Disse que era são, mas que, vendo a humanidade já enlouquecida, e em véspera de mais tresloucar-se, inventara a decisão de se internar, voluntário: assim, quando a coisa se varresse de infernal a pior, estaria já garantido ali, com lugar, tratamento e defesa, que, à maioria, cá fora, viriam a fazer falta...” – e o Adalgiso, a seguir, nem se culpava de venial descuido, quando no ir querer preencher-lhe a ficha. – “Você se espanta?” – esquivei-me. De fato, o homem exagerara somente uma teoria antiga: a do professor Dartanhã, que, mesmo a nós, seus alunos, declarava-nos em quarentapor-cento casos típicos, larvados; e, ainda, dos restantes, outra boa parte, apenas de mais puxado diagnóstico. [...] Reaparecendo o humano e o estranho. O homem. Vejo que ele se vê, tive de notá-lo. E algo de terrível de repente se passava. Ele queria falar, mas a voz esmorecida; e embrulhou-se-lhe a fala. Estava em equilíbrio de razão: isto é, lúcido, nu, pendurado. Pior que lúcido, relucidado; com a cabeça comportada. Acordava! Seu acesso, pois, tivera termo, e, da ideia delirante, via-se dessonambulizado. Desintuído, desinfluído – se não se quando – soprado. Em doente consciência, apenas, detumescera-se, recuando ao real e autônomo, a seu mau pedaço de espaço e tempo, ao sem-fim do comedido. Aquele pobre homem descoroçoava. E tinha medo e tinha horror – de tão novamente humano. [...] Desprojetava-se, coitado, e tentava agarrar-se, inapto, à Razão Absoluta? Adivinhava isso o desvairar da multidão espaventosa – enlouquecida. Contra ele, que, de algum modo, de alguma maravilhosa continuação, de repente nos frustrava. Portanto, em baixo, alto bramiam. Feros, ferozes. Ele estava são. Versânicos, queriam linchá-lo.[...] (ROSA, João Guimarães. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001) O conto Darandina, de João Guimarães Rosa, narra o episódio de um homem que, após escapar de um instituto onde havia se internado e tentar alguns pequenos furtos, sobe em uma palmeira no meio de uma praça para escapar à perseguição das pessoas, tirando a própria roupa e provocando aglomeração e desordem. A partir dos trechos acima, que se situam próximos ao início e ao fim do conto, respectivamente, percebe-se que:
  18. 48. UNEMAT 2015
    TEXTO I A menina de lá Não que parecesse olhar ou enxergar de propósito. Parava quieta, não queria bruxas de pano, brinquedo nenhum, sempre sentadinha onde se achasse, pouco se mexia. – “Ninguém entende muita coisa que ela fala...” – dizia o Pai, com certo espanto. Menos pela estranhez das palavras, pois só raro ela perguntava, por exemplo: - “Ele xurugou?” – e, vai ver, quem e o quê, jamais se saberia. Mas, pelo esquisito do juízo ou enfeitado do sentido. Com riso imprevisto: - “Tatu não vê a lua...” – ela falasse. Ou referia estórias, absurdas, vagas, tudo muito curto: da abelha que se voou para uma nuvem; de uma porção de meninas e meninos sentados a uma mesa de doces, comprida, comprida, por tempo que nem se acabava; ou da precisão de se fazer lista das coisas todas que no dia por dia a gente vem perdendo. Só a pura vida. [...] Dizia que o ar estava com cheiro de lembrança. – “A gente não vê quando o vento se acaba...” Estava no quintal, vestidinha de amarelo. O que falava, às vezes era comum, a gente é que ouvia exagerado: - “Alturas de urubuir...” Não, dissera só: - “altura de urubu não ir”. O Dedinho chegava quase no céu. Lembrouse de: - “Jabuticaba de vem-me-ver...” Suspirava, depois: - “Eu quero ir pra lá”. – Aonde? – “Não sei”. Aí observou: - “O passarinho desapareceu de cantar...” (ROSA, João Guimarães. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001)   TEXTO II [...] A gente não gostava de explicar as imagens porque explicar afasta as falas da imaginação. A gente gostava dos sentidos desarticulados como a conversa dos passarinhos no chão a comer pedaços de mosca. Certas visões não significavam nada, mas eram passeios verbais. A gente sempre queria dar brazão às borboletas. A gente gostava bem das vadiações com as palavras do que das prisões gramaticais. Quando o menino disse que queria passar para as palavras suas peraltagens até os caracóis apoiaram. A gente se encostava na tarde como se a tarde fosse um poste. A gente gostava das palavras quando elas perturbavam os sentidos normais da fala. Esses meninos faziam parte do arrebol como os passarinhos. (BARROS, Manoel de. Menino do mato. Leya: São Paulo, 2010) Observando-se os textos, percebe-se o uso diferenciado da linguagem verbal, que se deve ao fato de que:    
  19. 49. UNEMAT 2010
    Em uma narrativa de Mário de Andrade, que compõe a coletânea Contos novos, um ex-fazendeiro do interior de Mato Grosso chama a atenção pela deformidade de parte do braço devorada por piranhas. Assinale a alternativa em que o conto corresponde ao caso citado:
  20. 50. UNEMAT 2010
    O poema abaixo foi extraído da obra Livro das ignorãças, de Manoel de Barros (p.89). Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas leituras não era a beleza das frases, mas a doença delas. Comuniquei ao padre Ezequiel, um meu Preceptor, esse gosto esquisito. Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.  – Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável, o Padre me disse. Ele fez um limpamento em meus receios. O Padre falou ainda: – Manoel, isso não é doença, pode muito que você carregue para o resto da vida um certo gosto por nadas... E se riu. Você não é de bugre? – ele continuou. Que sim, eu respondi. Veja que bugre só pega por desvios, não anda em estradas Pois é nos desvios que encontra melhores surpresas e os ariticuns maduros. Há que apenas saber errar bem o seu idioma. Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de agramática. Observe que, brincando com a forma, o poeta faz uma reflexão sobre o ato de poetar.   Assinale a alternativa que está em desacordo com o jogo proposto no poema. 
  21. 51. UNEMAT 2010
    Leia os fragmentos da obra Contos, de Mário de Andrade. 1. “E só mais tarde, já lá pelos nove ou dez anos, é que lhe dei nosso único beijo, foi maravilhoso. Se a criançada estava toda junta naquela casa sem jardim da Tia Velha, era fatal brincarmos de família, porque assim Tia Velha evitava correrias e estragos. Brinquedos aliás que nos interessava muito, apesar da idade já avançada para ele, mas é que na casa de Tia Velha tinha muitos quartos, de forma que casávamos rápido, só de boca, sem nenhum daqueles cerimoniais de mentira que dantes nos interessavam tanto, e cada par fugia logo, indo viver no seu quarto [...]. O que os outros faziam, não sei. Eu, isto é, eu com Maria, não fazíamos nada. Eu adorava principalmente era ficar assim sozinho com ela, sabendo várias safadezas já mas sem tentar nenhuma” (Vestida de preto, p. 19). 2. “Foi decerto por isto que me nasceu, esta sim, espontaneamente, a ideia de fazer uma das minhas chamadas ‘loucuras’. Essa fora aliás, e desde muito cedo, a minha esplêndida conquista contra o ambiente familiar. Desde cedinho, desde os tempos de ginásio, em que arranjava regularmente uma reprovação todos os anos; desde o beijo às escondidas, numa prima, aos dez anos, descoberto por Tia Velha, uma detestável de tia; e principalmente desde as lições que dei ou recebi, não sei, duma criada de parentes: eu consegui no reformatório do lar e na vasta parentagem, a fama conciliatória de ‘louco’” (O peru de natal, p. 71). Assinale a alternativa correta.
  22. 52. UNEMAT 2010
    Assinale a alternativa em que as palavras completam corretamente as lacunas.  Era um burrinho__________, miúdo e resignado, vindo de Passa-Tempo, Conceição do Serro, ou não sei onde no sertão. (p. 3) É aqui, perto do vau da _________: tem uma fazenda, denegrida e desmantelada; uma cerca de pedra-seca, do tempo de escravos. (p. 118) Cassiano escolhera mal o lugar onde se derrear: no ________ era tudo gente miúda, amarelenta ou amaleitada, esmolambada, escabreada, que não conhecia o trem-de-ferro, mui pacata e sem ação. (p. 158) Uma barbaridade! Até os meninos faziam feitiço, no ___________. O mestre dava muito coque, e batia de régua, também. (p. 225) E começou o caso, na encruzilhada da _______, logo após a cava do Mata-quatro, onde com a palhada do milho e o algodoal de pompons frouxos, se truncam as derradeiras roças da Fazenda dos Caetanos e o mato de terra ruim começa dos dois lados. (p. 283)
  23. 53. UNEMAT 2010
    Leia os versos de O livro das Ignorãças, de Manoel de Barros. “Não tem altura o silêncio das pedras” (p.19). “Qualquer defeito vegetal de um pássaro pode modificar os seus gorjeios” (p.21). “Em casa de caramujo até o sol encarde” (p.25). Assinale a alternativa correta que está de acordo com os componentes poéticos dos versos acima.
  24. 54. UNEMAT 2011
    Leia o poema de Manoel de Barros extraído do Livro das Ignorãças (1993): “Ocupo muito de mim com o meu desconhecer./ Sou um sujeito letrado em dicionários./ Não tenho mais que 100 palavras./ Pelo menos uma vez por dia me vou no Morais ou no Viterbo. / - A fim de consertar minha ignorãça,/ mas só acrescenta./ Despesas para minha erudição tiro nos almanaques:/ - Ser ou não ser, eis a questão./ Ou na porta dos cemitérios:/ - Lembra que és pó e que ao pó tu voltarás./ Ou no verso das folhinhas:/ - Conhece-te a ti mesmo./ Ou na boca do povinho:/ - Coisa que não acaba no mundo é gente besta / e pau seco./ Etc / Etc / Etc / Maior que o infinito é a encomenda.” Assinale a alternativa correta.
  25. 55. UPF 2012
    Eu nada entendo da questão social. Eu faço parte dela, simplesmente... E sei apenas do meu próprio mal, Que não é bem o mal de toda a gente, Nem é deste Planeta... Por sinal Que o mundo se lhe mostra indiferente! E o meu Anjo da Guarda, ele somente, É quem lê os meus versos afinal... E enquanto o mundo em torno se esbarronda, Vivo regendo estranhas contradanças No meu vago País de Trebizonda... Entre os loucos, os Mortos e as Crianças, É lá que eu canto, numa eterna ronda, Nossos comuns desejos e esperanças. A rua dos cataventos   Leia as seguintes afirmações sobre o soneto V, de Mário Quintana, transcrito acima: I. O eu-lírico demonstra seu desinteresse pela questão social em versos que abordam o tema do amor. II. O texto, composto por versos livres, é um exemplo da poesia religiosa produzida pelo autor. III. No poema, evidencia-se a valorização do devaneio e do mundo infantil. Qual(is) está(ão) correta(s)?
  26. 56. UPF 2012
    Sobre Libertinagem, de Manuel Bandeira, é correto afirmar:
  27. 57. UPF 2016
    Avessas ao racionalismo da moderna civilização técnica, as narrativas de João Guimarães Rosa apostam em uma representação mitopoética, próxima à visão do homem rústico e da criança. Nesse sentido, é sintomático que os contos “As margens da alegria” e “Os cimos”, que servem como uma espécie de moldura às Primeiras estórias, sejam narrados do ponto de vista de:
  28. 58. UPF 2016
    Basílio da Gama, em O Uraguai, de 1769, narra os sucessos da expedição militar empreendida por portugueses e espanhóis contra os Sete Povos das Missões. Sobre esse poema, de pretensões épicas, apenas é incorreto afirmar que:
  29. 59. UPF 2016
    ​Nova canção do exílio CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE   Um sabiá na palmeira, longe. Estas aves cantam um outro canto.  O céu cintila sobre flores úmidas. Vozes na mata, e o maior amor.  Só, na noite, seria feliz: um sabiá, na palmeira, longe. Onde é tudo belo e fantástico, só, na noite, seria feliz. (Um sabiá, na palmeira, longe.) Ainda um grito de vida e voltar  para onde é tudo belo e fantástico: a palmeira, o sabiá, o longe.   Considere as afirmações abaixo em relação ao poema “Nova canção do exílio”, de Carlos Drummond de Andrade. I. O poema retoma, de forma intertextual, o conhecido texto da “Canção do exílio”, do poeta romântico Gonçalves Dias. II. A estrutura repetitiva do poema deve-se, exclusivamente, à influência do texto de Gonçalves Dias, uma vez que a repetição não é um procedimento comum no autor de A rosa do povo. III. O exílio a que se refere o título do poema assume ao longo do texto uma dimensão que ultrapassa o aspecto geográfico, assumindo um caráter existencial.    Está correto apenas o que se afirma em:
  30. 60. UPF 2014
    Leia as seguintes afirmações sobre Carlos Drummond de Andrade. I. Em seus poemas, há lugar para o lirismo e o sentimentalismo, mas não para o humor e a ironia. II. Na obra Alguma poesia, há poemas em que as descrições são espelhos da vida cotidiana que, por vezes, assumem a condição de símbolo. III. Desde sua estreia, com Alguma poesia, o escritor se afirmou como poeta moderno por valorizar o prosaico e o irônico. Está correto apenas o que se afirma em:
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