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Exercícios de Gêneros Literários

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  1. 31. UEM 2015
    Os gêneros literários são empregados com finalidade estética. Leia os textos a seguir.   Busque Amor novas artes, novo engenho, Para matar-me, e novas esquivanças; Que não pode tirar-me as esperanças, Que mal me tirará o que eu não tenho.  (Camões, L. V. de. Sonetos. Lisboa: Livraria Clássica Editora. 1961. Fragmento.)    Porém já cinco sóis eram passados Que dali nos partíramos, cortando Os mares nunca doutrem navegados, Prosperamente os ventos assoprando, Quando uma noite, estando descuidados Na cortadora proa vigiando, Uma nuvem, que os ares escurece, Sobre nossas cabeças aparece.  (Camões, L. V. Os Lusíadas. Abril Cultural, 1979. São Paulo. Fragmento.)     Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a classificação dos textos.     1 – Gênero lírico 2 – Gênero épico 3 – Gênero dramático (          ) Exteriorização dos valores e sentimentos coletivos (          ) Representação de fatos com presença física de atores (          ) Manifestação de sentimentos pessoais predominando, assim, a função emotiva  
  2. 32. CESGRANRIO 2011
     Associe os gêneros literários às suas respectivas características.    1 – Gênero lírico 2 – Gênero épico 3 – Gênero dramático (       ) Exteriorização dos valores e sentimentos coletivos (       ) Representação de fatos com presença física de atores (       ) Manifestação de sentimentos pessoais predominando, assim, a função emotiva A sequência correta, de cima para baixo, é
  3. 33. ENEM 2018
    Dia 20/10 É preciso não beber mais. Não é preciso sentir vontade de beber e não beber: é preciso não sentir vontade de beber. É preciso não dar de comer aos urubus. É preciso fechar para balanço e reabrir. É preciso não dar de comer aos urubus. Nem esperanças aos urubus. É preciso sacudir a poeira. É preciso poder beber sem se oferecer em holocausto. É preciso. É preciso não morrer por enquanto. É preciso sobreviver para verificar. Não pensar mais na solidão de Rogério, e deixá-lo. É preciso não dar de comer aos urubus. É preciso enquanto é tempo não morrer na via pública. TORQUATO NETO. In: MENDONÇA, J. (Org.) Poesia (im)popular brasileira. São Bernardo do Campo: Lamparina Luminosa, 2012.   O processo de construção do texto formata uma mensagem por ele dimensionada, uma vez que
  4. 34. ENEM 2016
    Receita  Tome-se um poeta não cansado, Uma nuvem de sonho e uma flor, Três gotas de tristeza, um tom dourado, Uma veia sangrando de pavor. Quando a massa já ferve e se retorce Deita-se a luz dum corpo de mulher, Duma pitada de morte se reforce, Que um amor de poeta assim requer.  SARAMAGO, J. Os poemas possíveis. Alfragide: Caminho, 1997.     Os gêneros textuais caracterizam-se por serem relativamente estáveis e podem reconfigurar-se em função do propósito comunicativo. Esse texto constitui uma mescla de gêneros, pois
  5. 35. ENEM 2009
    Teatro do Oprimido é um método teatral que sistematiza exercícios, jogos e técnicas teatrais elaboradas pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal, recentemente falecido, que visa à desmecanização física e intelectual de seus praticantes. Partindo do princípio de que a linguagem teatral não deve ser diferenciada da que é usada cotidianamente pelo cidadão comum (oprimido), ele propõe condições práticas para que o oprimido se aproprie dos meios do fazer teatral e, assim, amplie suas possibilidades de expressão. Nesse sentido, todos podem desenvolver essa linguagem e, consequentemente, fazer teatro. Trata-se de um teatro em que o espectador é convidado a substituir o protagonista e mudar a condução ou mesmo o fim da história, conforme o olhar interpretativo e contextualizado do receptor.  Companhia Teatro do Oprimido. Disponível em: www.ctorio.org.br. Acesso em: 1 jul. 2009 (adaptado).   Considerando-se as características do Teatro do Oprimido apresentadas, conclui-se que  
  6. 36. IBMECRJ 2009
    Joaquim Maria Machado de Assis é cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta. Em 2008, comemora-se o centenário de sua morte, ocorrida em setembro de 1908. Machado de Assis é considerado o mais canônico escritor da Literatura Brasileira e deixou uma rica produção literária composta de textos dos mais variados gêneros, em que se destacam o conto e o romance.   Segue o texto desse autor, em poesia.     A Carolina   Querida, ao pé do leito derradeiro Em que descansas dessa longa vida, Aqui venho e virei, pobre querida, Trazer-te o coração do companheiro.   Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro Que, a despeito de toda a humana lida, Fez a nossa existência apetecida E num recanto pôs um mundo inteiro.   Trago-te flores, - restos arrancados Da terra que nos viu passar unidos, São pensamentos idos e vividos.   Que eu, se tenho nos olhos mal feridos Pensamentos de vida formulados, São pensamentos idos e vividos. (Machado de Assis)       Ao avaliarmos o texto quanto a seu gênero literário, podemos afirmar que ele pertence: 
  7. 37. UEL 2016
    Leia a crônica abaixo e responda à(s) questão(ões) a seguir.   O Desaparecido  Tarde fria, e então eu me sinto um daqueles velhos poetas de antigamente que sentiam frio na alma quando a tarde estava fria, e então eu sinto uma saudade muito grande, uma saudade de noivo, e penso em ti devagar, bem devagar, com um bem-querer tão certo e limpo, tão fundo e bom que parece que estou te embalando dentro de mim. Ah, que vontade de escrever bobagens bem meigas, bobagens para todo mundo me achar ridículo e talvez alguém pensar que na verdade estou aproveitando uma crônica muito antiga num dia sem assunto, uma crônica de rapaz; e, entretanto, eu hoje não me sinto rapaz, apenas um menino, com o amor teimoso de um menino, o amor burro e comprido de um menino lírico. Olho-me ao espelho e percebo que estou envelhecendo rápida e definitivamente; com esses cabelos brancos parece que não vou morrer, apenas minha imagem vai-se apagando, vou ficando menos nítido, estou parecendo um desses clichês sempre feitos com fotografias antigas que os jornais publicam de um desaparecido que a família procura em vão. Sim, eu sou um desaparecido cuja esmaecida, inútil foto se publica num canto de uma página interior de jornal, eu sou o irreconhecível, irrecuperável desaparecido que não aparecerá mais nunca, mas só tu sabes que em alguma distante esquina de uma não lembrada cidade estará de pé um homem perplexo, pensando em ti, pensando teimosamente, docemente em ti, meu amor.  (BRAGA, R. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: Record, 2013. p. 465.)   Leia, a seguir, o trecho presente no início do segundo parágrafo da crônica.  Ah, que vontade de escrever bobagens bem meigas, bobagens para todo mundo me achar ridículo [...]  A respeito desse trecho, considere as afirmativas a seguir.   I. O trecho representa a ruptura entre a crônica e o mundo através do aprofundamento na vida interior. II. O trecho contesta a viabilidade de uma crônica com marcas líricas consideradas como tolices. III. O trecho ressalta a crônica como veículo da expressão do sentimento de desajuste entre o indivíduo e o mundo ao seu redor. IV. A iniciativa metalinguística aponta a liberdade e a variedade de vertentes da crônica que pode se valer de recursos narrativos e líricos.   Assinale a alternativa correta.  
  8. 38. ENEM PPL 2019
    Em suas produções, nem o olho nem o ouvido são capazes de encontrar um ponto fixo no qual se concentrarem. O espectador das peças de Foreman é bombardeado por uma multiplicidade de eventos visuais e auditivos. No nível visual, há contínuas mudanças da forma geométrica do palco, mesmo dentro de um ato. A iluminação também muda continuamente; suas transformações podem ocorrer com lentidão ou rapidez e podem afetar o palco e a plateia: os espectadores podem de súbito se ver banhados de luz quando os canhões são voltados para eles sem aviso. Quanto ao som, tudo é gravado: buzinas de carros, sirenes, apitos, trechos de jazz, bem como o próprio diálogo. O roteiro é fragmentado, composto de frases curtas, aforísticas, desconectadas.   DURAND, R. In: CONNOR, S. Cultura pós-moderna: introdução às teorias do contemporâneo. São Paulo: Loyola, 1992 (adaptado).     A descrição, que referencia o Teatro Ontológico-Histérico do dramaturgo estadunidense Richard Foreman, representa uma forma de fazer teatro marcada pela  
  9. 39. UEG 2003
    Sobre o pano de fundo político-ideológico que orienta o romance Pessach: a travessia, de Carlos Heitor Cony, é CORRETO afirmar:
  10. 40. UEAP 2010
    Sobre o texto O Faz-Pé, de Rui Guilherme, é correto afirmar:
  11. 41. UNICENTRO 2010
    Sobre o Guardador de Rebanhos, é INCORRETO afirmar que
  12. 42. UNICENTRO 2010
    Em relação à obra A Hora da Estrela de Clarice Lispector, é INCORRETO afirmar que
  13. 43. UEAP 2009
    Sobre o romance O Tronco do Ipê, de José de Alencar, considere as afirmações abaixo: I. O cenário principal acontece na fazenda de Nossa Senhora do Boqueirão, com a presença constante da casa-grande e da senzala. II. O tema central é a ascensão e decadência do Barão Joaquim de Freitas, dono da fazenda Nossa Senhora do Boqueirão. III. É narrado em terceira pessoa, através do personagem pai Benedito, que tudo vê, tudo sabe, tudo presencia. Assinale a alternativa correta.
  14. 44. UNEMAT 2015
    [...] Grave, grave, o caso. Premia-nos a multidão, e estava-se na área de baixa pressão do ciclone. – “Disse que era são, mas que, vendo a humanidade já enlouquecida, e em véspera de mais tresloucar-se, inventara a decisão de se internar, voluntário: assim, quando a coisa se varresse de infernal a pior, estaria já garantido ali, com lugar, tratamento e defesa, que, à maioria, cá fora, viriam a fazer falta...” – e o Adalgiso, a seguir, nem se culpava de venial descuido, quando no ir querer preencher-lhe a ficha. – “Você se espanta?” – esquivei-me. De fato, o homem exagerara somente uma teoria antiga: a do professor Dartanhã, que, mesmo a nós, seus alunos, declarava-nos em quarentapor-cento casos típicos, larvados; e, ainda, dos restantes, outra boa parte, apenas de mais puxado diagnóstico. [...] Reaparecendo o humano e o estranho. O homem. Vejo que ele se vê, tive de notá-lo. E algo de terrível de repente se passava. Ele queria falar, mas a voz esmorecida; e embrulhou-se-lhe a fala. Estava em equilíbrio de razão: isto é, lúcido, nu, pendurado. Pior que lúcido, relucidado; com a cabeça comportada. Acordava! Seu acesso, pois, tivera termo, e, da ideia delirante, via-se dessonambulizado. Desintuído, desinfluído – se não se quando – soprado. Em doente consciência, apenas, detumescera-se, recuando ao real e autônomo, a seu mau pedaço de espaço e tempo, ao sem-fim do comedido. Aquele pobre homem descoroçoava. E tinha medo e tinha horror – de tão novamente humano. [...] Desprojetava-se, coitado, e tentava agarrar-se, inapto, à Razão Absoluta? Adivinhava isso o desvairar da multidão espaventosa – enlouquecida. Contra ele, que, de algum modo, de alguma maravilhosa continuação, de repente nos frustrava. Portanto, em baixo, alto bramiam. Feros, ferozes. Ele estava são. Versânicos, queriam linchá-lo.[...] (ROSA, João Guimarães. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001) O conto Darandina, de João Guimarães Rosa, narra o episódio de um homem que, após escapar de um instituto onde havia se internado e tentar alguns pequenos furtos, sobe em uma palmeira no meio de uma praça para escapar à perseguição das pessoas, tirando a própria roupa e provocando aglomeração e desordem. A partir dos trechos acima, que se situam próximos ao início e ao fim do conto, respectivamente, percebe-se que:
  15. 45. UNEMAT 2015
    TEXTO I A menina de lá Não que parecesse olhar ou enxergar de propósito. Parava quieta, não queria bruxas de pano, brinquedo nenhum, sempre sentadinha onde se achasse, pouco se mexia. – “Ninguém entende muita coisa que ela fala...” – dizia o Pai, com certo espanto. Menos pela estranhez das palavras, pois só raro ela perguntava, por exemplo: - “Ele xurugou?” – e, vai ver, quem e o quê, jamais se saberia. Mas, pelo esquisito do juízo ou enfeitado do sentido. Com riso imprevisto: - “Tatu não vê a lua...” – ela falasse. Ou referia estórias, absurdas, vagas, tudo muito curto: da abelha que se voou para uma nuvem; de uma porção de meninas e meninos sentados a uma mesa de doces, comprida, comprida, por tempo que nem se acabava; ou da precisão de se fazer lista das coisas todas que no dia por dia a gente vem perdendo. Só a pura vida. [...] Dizia que o ar estava com cheiro de lembrança. – “A gente não vê quando o vento se acaba...” Estava no quintal, vestidinha de amarelo. O que falava, às vezes era comum, a gente é que ouvia exagerado: - “Alturas de urubuir...” Não, dissera só: - “altura de urubu não ir”. O Dedinho chegava quase no céu. Lembrouse de: - “Jabuticaba de vem-me-ver...” Suspirava, depois: - “Eu quero ir pra lá”. – Aonde? – “Não sei”. Aí observou: - “O passarinho desapareceu de cantar...” (ROSA, João Guimarães. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001)   TEXTO II [...] A gente não gostava de explicar as imagens porque explicar afasta as falas da imaginação. A gente gostava dos sentidos desarticulados como a conversa dos passarinhos no chão a comer pedaços de mosca. Certas visões não significavam nada, mas eram passeios verbais. A gente sempre queria dar brazão às borboletas. A gente gostava bem das vadiações com as palavras do que das prisões gramaticais. Quando o menino disse que queria passar para as palavras suas peraltagens até os caracóis apoiaram. A gente se encostava na tarde como se a tarde fosse um poste. A gente gostava das palavras quando elas perturbavam os sentidos normais da fala. Esses meninos faziam parte do arrebol como os passarinhos. (BARROS, Manoel de. Menino do mato. Leya: São Paulo, 2010) Observando-se os textos, percebe-se o uso diferenciado da linguagem verbal, que se deve ao fato de que:    
  16. 46. UNEMAT 2010
    Em uma narrativa de Mário de Andrade, que compõe a coletânea Contos novos, um ex-fazendeiro do interior de Mato Grosso chama a atenção pela deformidade de parte do braço devorada por piranhas. Assinale a alternativa em que o conto corresponde ao caso citado:
  17. 47. UNEMAT 2010
    O poema abaixo foi extraído da obra Livro das ignorãças, de Manoel de Barros (p.89). Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas leituras não era a beleza das frases, mas a doença delas. Comuniquei ao padre Ezequiel, um meu Preceptor, esse gosto esquisito. Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.  – Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável, o Padre me disse. Ele fez um limpamento em meus receios. O Padre falou ainda: – Manoel, isso não é doença, pode muito que você carregue para o resto da vida um certo gosto por nadas... E se riu. Você não é de bugre? – ele continuou. Que sim, eu respondi. Veja que bugre só pega por desvios, não anda em estradas Pois é nos desvios que encontra melhores surpresas e os ariticuns maduros. Há que apenas saber errar bem o seu idioma. Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de agramática. Observe que, brincando com a forma, o poeta faz uma reflexão sobre o ato de poetar.   Assinale a alternativa que está em desacordo com o jogo proposto no poema. 
  18. 48. UNEMAT 2010
    Leia os fragmentos da obra Contos, de Mário de Andrade. 1. “E só mais tarde, já lá pelos nove ou dez anos, é que lhe dei nosso único beijo, foi maravilhoso. Se a criançada estava toda junta naquela casa sem jardim da Tia Velha, era fatal brincarmos de família, porque assim Tia Velha evitava correrias e estragos. Brinquedos aliás que nos interessava muito, apesar da idade já avançada para ele, mas é que na casa de Tia Velha tinha muitos quartos, de forma que casávamos rápido, só de boca, sem nenhum daqueles cerimoniais de mentira que dantes nos interessavam tanto, e cada par fugia logo, indo viver no seu quarto [...]. O que os outros faziam, não sei. Eu, isto é, eu com Maria, não fazíamos nada. Eu adorava principalmente era ficar assim sozinho com ela, sabendo várias safadezas já mas sem tentar nenhuma” (Vestida de preto, p. 19). 2. “Foi decerto por isto que me nasceu, esta sim, espontaneamente, a ideia de fazer uma das minhas chamadas ‘loucuras’. Essa fora aliás, e desde muito cedo, a minha esplêndida conquista contra o ambiente familiar. Desde cedinho, desde os tempos de ginásio, em que arranjava regularmente uma reprovação todos os anos; desde o beijo às escondidas, numa prima, aos dez anos, descoberto por Tia Velha, uma detestável de tia; e principalmente desde as lições que dei ou recebi, não sei, duma criada de parentes: eu consegui no reformatório do lar e na vasta parentagem, a fama conciliatória de ‘louco’” (O peru de natal, p. 71). Assinale a alternativa correta.
  19. 49. UNEMAT 2010
    Assinale a alternativa em que as palavras completam corretamente as lacunas.  Era um burrinho__________, miúdo e resignado, vindo de Passa-Tempo, Conceição do Serro, ou não sei onde no sertão. (p. 3) É aqui, perto do vau da _________: tem uma fazenda, denegrida e desmantelada; uma cerca de pedra-seca, do tempo de escravos. (p. 118) Cassiano escolhera mal o lugar onde se derrear: no ________ era tudo gente miúda, amarelenta ou amaleitada, esmolambada, escabreada, que não conhecia o trem-de-ferro, mui pacata e sem ação. (p. 158) Uma barbaridade! Até os meninos faziam feitiço, no ___________. O mestre dava muito coque, e batia de régua, também. (p. 225) E começou o caso, na encruzilhada da _______, logo após a cava do Mata-quatro, onde com a palhada do milho e o algodoal de pompons frouxos, se truncam as derradeiras roças da Fazenda dos Caetanos e o mato de terra ruim começa dos dois lados. (p. 283)
  20. 50. UNEMAT 2010
    Leia os versos de O livro das Ignorãças, de Manoel de Barros. “Não tem altura o silêncio das pedras” (p.19). “Qualquer defeito vegetal de um pássaro pode modificar os seus gorjeios” (p.21). “Em casa de caramujo até o sol encarde” (p.25). Assinale a alternativa correta que está de acordo com os componentes poéticos dos versos acima.
  21. 51. UPF 2016
    Basílio da Gama, em O Uraguai, de 1769, narra os sucessos da expedição militar empreendida por portugueses e espanhóis contra os Sete Povos das Missões. Sobre esse poema, de pretensões épicas, apenas é incorreto afirmar que:
  22. 52. UPF 2014
    Leia as seguintes afirmações sobre Carlos Drummond de Andrade. I. Em seus poemas, há lugar para o lirismo e o sentimentalismo, mas não para o humor e a ironia. II. Na obra Alguma poesia, há poemas em que as descrições são espelhos da vida cotidiana que, por vezes, assumem a condição de símbolo. III. Desde sua estreia, com Alguma poesia, o escritor se afirmou como poeta moderno por valorizar o prosaico e o irônico. Está correto apenas o que se afirma em:
  23. 53. UPF 2014
    Só se espiaram realmente quando as malas foram dispostas no trem, depois de trocados os beijos: a cabeça da mãe apareceu na janela. Catarina viu então que sua mãe estava envelhecida e tinha os olhos brilhantes. O trem não partia e ambas esperavam sem ter o que dizer. A mãe tirou o espelho da bolsa e examinou-se no seu chapéu novo, comprado no mesmo chapeleiro da filha. Olhava-se compondo um ar excessivamente severo onde não faltava alguma admiração por si mesma. A filha observava divertida. Ninguém mais pode te amar senão eu, pensou a mulher rindo pelos olhos; e o peso da responsabilidade deu-lhe à boca um gosto de sangue. Como se “mãe e filha” fosse vida e repugnância. Não, não se podia dizer que amava sua mãe. Sua mãe lhe doía, era isso. A velha guardara o espelho na bolsa, e fitava-a sorrindo. O rosto usado e ainda bem esperto parecia esforçar-se por dar aos outros alguma impressão da qual o chapéu faria parte. A campainha da Estação tocou de súbito, houve um movimento geral de ansiedade, várias pessoas correram pensando que o trem já partia: mamãe! disse a mulher. Catarina! disse a velha. Ambas se olhavam espantadas, a mala na cabeça de um carregador interrompeu-lhes a visão e um rapaz correndo segurou de passagem o braço de Catarina, deslocandolhe a gola do vestido. Quando puderam ver-se de novo, Catarina estava sob a iminência de lhe perguntar se não esquecera de nada... – ...Não esqueci de nada? perguntou a mãe. CLARICE LISPECTOR – Laços de família   No texto acima, a autora:
  24. 54. UPF 2014
    Leia as seguintes afirmações sobre a obra Incidente em Antares de Érico Veríssimo e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas: (___) Em uma pequena comunidade do interior do Rio Grande do Sul, verifica-se a presença de preconceitos e arbitrariedades decorrentes de uma ordem social injusta e conservadora. (___) Visando condenar as posições conservadoras ou as atitudes hipócritas, a voz escolhida é a dos rebeldes e dos liberais. (___) A opção do autor pela denúncia das contradições da sociedade está mais presente no relato do narrador onisciente do que na expressão das personagens. (___) Na obra, a personagem Coronel Tibério Vacariano demonstra desprezo pela atividade letrada.   A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
  25. 55. UFV 2002
    Atente para o que diz Júlio C. Guimarães sobre o poeta Murilo Mendes: Na forte presença de elementos ligados à visualidade na obra poética de Murilo Mendes, é possível estabelecer algumas distinções que se verificam fundamentais para o exame desta questão tal como aqui é proposto. De um lado, estão elementos puramente visuais, que naturalmente ocorrem de várias formas. De outro lado, está a visualidade configurada como linguagem, isto é, como artes visuais, ou artes plásticas, cuja presença se dá como referência, em diferentes graus, seja a determinada obra de arte, seja a determinado artista. GUIMARÃES, Júlio Castañon. Territórios / conjunções: poesia e prosa críticas de Murilo Mendes. Rio de Janeiro: Imago, 1993. p. 63. Em todas as alternativas que se seguem são citados fragmentos da obra de Murilo Mendes que expressam essa tendência à visualidade a que se refere o crítico, expressiva da poesia crítica do poeta, EXCETO em:
  26. 56. UFV 2002
    Leia com atenção o seguinte fragmento do "Poema Dialético", de Murilo Mendes, para responder a esta questão: Todas as formas ainda se encontram em esboço, Tudo vive em transformação: Mas o universo marcha Para a arquitetura perfeita. Retiremos das árvores profanas A vasta lira antiga: Sua secreta música Pertence ao ouvido e ao coração de todos. Cada novo poeta que nasce Acrescenta-lhe uma corda. MENDES, Murilo. O menino experimental: antologia. Org. Affonso Romano de Sant'Anna. São Paulo: Summus, 1979. p. 103.   Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma possível leitura do poema:
  27. 57. UNISINOS 2016
    Essa negra Fulô  Jorge de Lima Ora, se deu que chegou (isso já faz muito tempo)  no banguê dum meu avô  uma negra bonitinha,  chamada negra Fulô.  Essa negra Fulô!  Essa negra Fulô!  Ó Fulô! Ó Fulô!  (Era a fala da Sinhá)  – Vai forrar a minha cama  pentear os meus cabelos,  vem ajudar a tirar  a minha roupa, Fulô!  Essa negra Fulô!  Essa negrinha Fulô!  ficou logo pra mucama  pra vigiar a Sinhá,  pra engomar pro Sinhô!  Essa negra Fulô!  Essa negra Fulô!  Ó Fulô! Ó Fulô!  (Era a fala da Sinhá)  vem me ajudar, ó Fulô,  vem abanar o meu corpo  que eu estou suada, Fulô!  vem coçar minha coceira,  vem me catar cafuné,  vem balançar minha rede,  vem me contar uma história,  que eu estou com sono, Fulô!  Essa negra Fulô!  “Era um dia uma princesa que vivia num castelo  que possuía um vestido  com os peixinhos do mar.  Entrou na perna dum pato  saiu na perna dum pinto  o Rei-Sinhô me mandou  que vos contasse mais cinco”.  Essa negra Fulô!  Essa negra Fulô!  Ó Fulô! Ó Fulô!  Vai botar para dormir  esses meninos, Fulô!  “minha mãe me penteou  minha madrasta me enterrou  pelos figos da figueira  que o Sabiá beliscou”.  Essa negra Fulô!  Essa negra Fulô!  Ó Fulô! Ó Fulô!  (Era a fala da Sinhá  Chamando a negra Fulô!)  Cadê meu frasco de cheiro  Que teu Sinhô me mandou?  – Ah! Foi você que roubou!  Ah! Foi você que roubou!  Essa negra Fulô!  Essa negra Fulô!  O Sinhô foi ver a negra  levar couro do feitor.  A negra tirou a roupa,  O Sinhô disse: Fulô! (A vista se escureceu  que nem a negra Fulô).  Essa negra Fulô!  Essa negra Fulô! Ó Fulô! Ó Fulô!  Cadê meu lenço de rendas,  Cadê meu cinto, meu broche,  Cadê o meu terço de ouro  que teu Sinhô me mandou?  Ah! foi você que roubou!  Ah! foi você que roubou!  Essa negra Fulô!  Essa negra Fulô!  O Sinhô foi açoitar  sozinho a negra Fulô.  A negra tirou a saia  e tirou o cabeção,  de dentro dêle pulou  nuinha a negra Fulô.  Essa negra Fulô!  Essa negra Fulô!  Ó Fulô! Ó Fulô!  Cadê, cadê teu Sinhô  que Nosso Senhor me mandou?  Ah! Foi você que roubou,  foi você, negra Fulô?  Essa negra Fulô! Disponível em http://www.jornaldepoesia.jor.br. Acesso em 30 set. 2015.   Das alternativas abaixo, escolha aquela que apresenta duas características do modernismo brasileiro, observadas no texto de Jorge de Lima.
  28. 58. UFRGS 2007
    Considere os fragmentos a seguir, respectivamente, da canção "Amor Maior", da banda Jota Quest, e do "Soneto do Maior Amor", de Vinícius de Moraes. AMOR MAIOR Eu quero ficar só Mas comigo só Eu não consigo [...] É preciso amar direito Um amor de qualquer jeito Ser amor a qualquer hora Ser amor de corpo inteiro Amor de dentro pra fora Amor que eu desconheço Quero um amor maior... Um amor maior que eu [...]   SONETO DO MAIOR AMOR Maior amor nem mais estranho existe Que o meu, que não sossega a coisa amada E quando a sente alegre, fica triste E se a vê descontente, dá risada.   Sobre os fragmentos anteriores, são feitas as seguintes afirmações. I - Os dois poetas exaltam um sentimento amoroso intenso, mas não correspondido pela amada. II - Tanto a canção do grupo Jota Quest quanto os versos do soneto de Vinícius apresentam uma rigidez formal típica da poesia contemporânea. III - Os versos de Vinícius manifestam sentimentos contraditórios em relação à amada, enquanto os de Flausino evidenciam um desejo de um amor completo, totalizante. Quais estão corretas?  
  29. 59. PUC-RS 2010
    Leia o texto que segue, de Cecília Meireles. “Grande é a diferença entre o turista e o viajante. O primeiro é uma criatura feliz, que parte por este mundo com a sua máquina fotográfica a tiracolo, o guia no bolso, um sucinto vocabulário entre os dentes [...] O viajante é criatura menos feliz, de movimentos mais vagarosos, todo enredado em afetos, querendo morar em cada coisa, descer à origem de tudo, amar loucamente cada aspecto do caminho, desde as pedras mais toscas às mais sublimadas almas do passado, do presente e até do futuro — um futuro que ele nem conhecerá.” Sobre o turista e o viajante, é correto afirmar que
  30. 60. UFSCAR 2008
    Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa, e sentia-me completamente feliz. Houve um tempo em que minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém minha alma ficava completamente feliz. [...] Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim. (Cecília Meireles, A arte de ser feliz. Em "Escolha seu sonho", p. 24.) A alternativa que sintetiza mais adequadamente o conteúdo do texto de Cecília Meireles é:
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