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Exercícios de Gêneros Literários

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  1. 781. UFJF 2013
    Ao conde de Ericeyra D. Luiz de Menezes pedindo louvores ao poeta não lhe achando elle prestimo algum.   Um soneto começo em vosso gabo; Contemos esta regra por primeira, Já lá vão duas, e esta é a terceira, Já este quartetinho está no cabo.   Na quinta torce agora a porca o rabo: A sexta vá também desta maneira, na sétima entro já com grã canseira, E saio dos quartetos muito brabo.   Agora nos tercetos que direi? Direi, que vós, Senhor, a mim me honrais, Gabando-vos a vós, e eu fico um Rei.   Nesta vida um soneto já ditei, Se desta agora escapo, nunca mais; Louvado seja Deus, que o acabei MATOS, Gregório de. Obra poética / Edição James Amado. Rio de Janeiro: Record, 1999. p. 129-130.   Neste soneto de Gregório de Matos Guerra, encontram-se algumas características da sátira. A alternativa que melhor exemplifica uma dessas características, presentes no soneto, é:  
  2. 782. UPF 2012
    No livro Simões Lopes Neto: regionalismo & literatura, Flávio Loureiro Chaves, ao referir-se ao autor de Contos gauchescos, esclarece: "[...] para o escritor existe um passado heroico e nele o que se encontra ainda é o herói gaúcho, gerado por uma tradição (em parte histórica, em parte literária) [...]". Com base nessa constatação, pode-se afirmar que a personagem de Contos gauchescos que não se constitui num representante do "heroi gaúcho" no livro mencionado é:
  3. 783. FATEC 2011
    O parnasianismo, entre nós, foi especialmente uma reação de cultura. É mesmo isso que o torna simpático... As academias de arte, algumas delas, até ridículas superfetações1 em nosso meio, como a de Belas Artes da Missão Lebreton, mesmo criadas muito anteriormente, só nesse período começam a produzir verdadeiros frutos nativos, na pintura, na música. Se dava  então um progresso cultural verdadeiramente fatal, escolas que tradicionalizavam seu tipo, maior difusão de leitura, maior difusão da imprensa. Essa difusão de cultura atingiu também a poesia. Excetuado um Gonçalves Dias, a nossa poesia romântica é fundamentalmente um lirismo inculto. Todo o nosso romantismo se caracteriza bem brasileira mente por essa poesia analfabeta, canto de passarinho, ou melhor, canto de cantador; em sensível oposição à poética culteranista anterior. Mesmo da escola mineira, que, se não se poderá dizer culteranista, era bastante cultivada, principalmente com Cláudio Manuel e Dirceu. É possível reconhecer que os nossos românticos liam muito os poetas e poetastros estrangeiros do tempo. Isso lhes deu apenas uma chuvarada de citações para epígrafe de seus poemas; por dentro, estes poemas perseveraram edenicamente analfabetos.   A necessidade nova de cultura, se em grande parte produziu apenas, em nossos parnasianos, maior leitura e consequente enriquecimento de temática em sua poesia, teve uma consequência que me parece fundamental. Levou poetas e prosadores em geral a um.... culteranismo novo, o bem falar conforme às regras das gramáticas lusas. Com isso foi abandonada aquela franca tendência pra escrever apenas pondo em estilo gráfico a linguagem falada, com que os românticos estavam caminhando vertiginosamente para a fixação estilística de uma língua nacional. Os parnasianos, e foi talvez o seu maior crime, deformaram a língua nascente, “em prol do estilo”. [...]   Essa foi a grande transformação. Uma necessidade de maior extensão de cultivo intelectual para o poeta, atingiu também a poesia. Da língua boa passou-se para a língua certa. superfetações1: A palavra significa, literalmente, fecundação de um segundo óvulo, no curso de uma gestação. Mário de Andrade a emprega em sentido figurado.   A construção, empregada por Mário de Andrade, que mais se desvia da norma culta do português escrito, para expressar tendência da língua coloquial falada, é:
  4. 784. UFAM 2010
    EPITÁFIO Perdão, meu Deus, se a túnica da vida, Insano, profanei-a nos amores! Se da c’roa dos sonhos perfumados Eu próprio desfolhei as róseas flores! No vaso impuro corrompeu-se o néctar, A argila da existência desbotou-me... O sol de tua glória abriu-me as pálpebras, Da nódoa das paixões purificou-me! E quantos sonhos na ilusão da vida! Quanta esperança no futuro ainda! Tudo calou-se pela noite eterna... E eu vago errante e só na treva infinda... Alma em fogo, sedenta de infinito, Num mundo de visões o voo abrindo, Como o vento do mar no céu noturno Entre as nuvens de Deus, passei dormindo! A vida é noite! o sol tem véu de sangue... Tateia a sombra a geração descrida!... Acorda-te, mortal! é no sepulcro Que a larva humana se desperta à vida! Quando as harpas do peito a morte estala, Um treno* de pavor soluça e voa... E a nota divinal que rompe as fibras Nas dulias* angélicas ecoa! (Álvares de Azevedo) * Treno - canto lacrimoso, lamento fúnebre. * Dulia - veneração aos santos e anjos.   Considere as assertivas abaixo: I. A morte, apesar de estar em cena contemporaneamente, foi preocupação apenas do Romantismo. II. A morte, pela leitura do poema, coloca o homem diante do julgamento de Deus. III. Epitáfio, treno, dulias, são palavras deliberadamente escolhidas para dificultar a leitura do texto, revelando o estado de alma confuso do poeta romântico.  
  5. 785. UPE 2012
    Sobre as obras Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas, analise as afirmativas a seguir.   I. Nos dois romances, o processo narrativo das memórias ficcionais revela uma forma de desconstrução linear, uma das linhas de produção seguida pelo autor, já que as dúvidas lançadas sobre a apresentação do passado e o cunho autobiográfico mostram ambiguidades e impressões próprias de quem não tem compromisso com a realidade das histórias. II. A ausência da linearidade narrativa e o caráter atemporal das obras machadianas em questão revelam as idiossincrasias de um autor realista, que iniciou sua produção literária ainda na época romântica, embora não tenha sido um grande representante dessa fase, pois suas obras já anunciavam um distanciamento do sentimentalismo romântico. III. Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, o narrador, mesmo morto e enterrado, escreve sua autobiografia, seguindo uma linha de raciocínio direta e objetiva, como também o fez Bento Santiago, narrador de Dom Casmurro, ao relatar as histórias de sua infância, vivenciada na Rua de Matacavalos, e a sua paixão pelos ‘olhos de ressaca da cigana oblíqua’, Capitu, seu grande amor. IV. A visão irônica da vida, a exemplo do que se lê na dedicatória das Memórias Póstumas, em: “ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver”, e os traços psicológicos, como a hipocrisia, o interesse por ascensão social e a ingratidão, são marcas recorrentes do realismo machadiano, que também se reconhecem em seus romances românticos. V. Brás Cubas e Bento Santiago, o primeiro, narrador das Memórias Póstumas, e o segundo, narrador de Dom Casmurro, demonstram um domínio na narrativa, que envolve o leitor a ponto de fazê-lo tomar partido quanto à traição de Capitu, relatada por Bento, e ao jogo de interesse e de sedução de Marcela, narrado por Brás Cubas.   Está CORRETO apenas o que se afirma em
  6. 786. UFMA 2009
    Nikolai Vasilyevich Gogol, autor russo, escreveu uma grande comédia romântica europeia, divertida e, ao mesmo tempo, irônica. Esse texto, considerado o mais famoso de suas obras, é:
  7. 787. UNIFESP 2005
    Em 2004, Ronald Golias e Hebe Camargo protagonizaram na TV uma versão humorística da obra Romeu e Julieta, de William Shakespeare. Na história do poeta e dramaturgo inglês, Romeu e Julieta são dois jovens apaixonados, cujo amor é impedido de concretizar-se pelo fato de pertencerem a famílias inimigas. Impossibilitados de viver o amor, morrem ambos. Na literatura romântica, as personagens que vivem história semelhante à das personagens de Shakespeare são
  8. 788. UNESPAR 2010
    Comenta Luiz Carlos Merten, em seu livro Cinema: entre a realidade e o artifício, que a Itália, derrotada na II Guerra Mundial, olhou para dentro de si e renovou sua arte e seu cinema em busca de um renascimento, com o neo-realismo. A Alemanha, por sua vez, derrotada na I Guerra Mundial, produziu o pessimista expressionismo, em que pontificaram filmes como “O Gabinete do Dr. Caligari” e o “Vampiro de Dusseldorf”. Com o advento do nazismo, muitos técnicos, fotógrafos e cenógrafos formados no expressionismo alemão, emigraram para os Estados Unidos e, lá, ajudaram a criar uma tendência, que alguns denominam gênero, e outros, um estilo.   Que tendência, gênero ou estilo é esse?
  9. 789. UFU 2014
    28 O abandono do lugar me abraçou de com força. E atingiu meu olhar para toda a vida. Tudo que conheci depois veio carregado de abandono. Não havia no lugar nenhum caminho de fugir. A gente se inventava de caminhos com as novas palavras. A gente era como pedaço de formiga no chão. Por isso o nosso gosto era só de desver o mundo. BARROS, Manoel de. Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010. p. 463.     Verifica-se na obra de Manoel de Barros:
  10. 790. PUC-CAMPINAS 2015
    O ser senhor de engenho é título a que muitos aspiram, porque traz consigo o ser servido, obedecido e respeitado por muitos. E se for, qual deve ser, homem de cabedal e governo, bem se pode estimar no Brasil o ser senhor de engenho, quanto proporcionalmente se estimam os títulos entre os fidalgos do Reino (...)   Os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho, porque sem eles no Brasil não é possível fazer, conservar nem aumentar fazenda, nem ter engenho corrente. ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas.     O texto de Antonil data de 1681,
  11. 791. UNESPAR 2010
    Outras ideias motivaram artistas das primeiras décadas do século XX a experimentar novos caminhos criativos. A modernização e a mecanização da produção industrial pós Segunda Guerra Mundial, além de propostas inovadoras de literatos e poetas, foram fatores que impulsionaram um dos mais inquietantes movimentos artísticos. Identifique o movimento, alguns aspectos característicos da sensibilidade e, entre os participantes, artistas de destaque.   Movimento   1) Expressionismo. 2) Capitalismo. 3) Futurismo. 4) Op-Art. 5) Surrealismo.   Aspectos característicos:   I) Valorização da velocidade das máquinas, crescente complexidade dos centros urbanos, sentimento de exaltação do futuro. II) Imaginação e expressão pessoal, sentimentos resultantes da experiência humana causada pelas Grandes Guerras. III) Influência de pesquisas artísticas sobre a percepção ótica, manifestação de alegria, intensa movimentação das cenas cotidianas e otimismo. IV) Emoção religiosa, conotações heróicas e dramáticas. V) Emoções contraditórias, entre exaltação e descrença do cotidiano.   Artistas:   i) Antoine Watteau, Jean-Baptiste Chardin e Paolo Veronese. ii) Chaim Soutine, George Rouault e Oskar Kokoschka. iii) Paul Gaughin, Henri Matisse e Paul Cézanne. iv) Carlo Carrà, Umberto Boccioni e Giacomo Balla. v) Salvador Dali, Marc Chagal e Joan Miró.   A alternativa que apresenta a sequência correta é:
  12. 792. UNB 2013
    Sobre a produção dos principais ícones da estética barroca brasileira, analise os itens abaixo:   I. O Sermão da sexagésima, que é metalinguístico e um dos mais conhecidos de Vieira, apresenta, como tema, a própria arte de pregar. Como se pode notar no trecho: “[...] como os Apóstolos iam pregar a todas as nações do Mundo, muitas delas bárbaras e incultas, haviam de achar os homens degenerados em todas as espécies de criaturas: haviam de achar homens brutos, haviam de achar homens troncos, haviam de achar homens pedras [...]“. II. No trecho do Sermão do bom ladrão  ‐ “Alguns ministros de Sua Majestade não vêm cá buscar o nosso bem, mas cá vem buscar os nossos bens”, ‐ observa‐se que, na passagem “Vem cá versus cá vem o nosso bem versus os nossos bens”, a oposição singular versus plural é bastante significativa, pois assegura a distinção entre o concreto e o abstrato, o que também é reforçado pela polissemia do verbo “buscar”, equivalente a “promover”, no primeiro caso e a “apossar‐se”, no segundo.   III. O Sermão do bom ladrão, publicado em 1655, exemplo do estilo conceptista de Vieira, traz, em tom jocoso, referências universais e atemporais do ato de furtar, produzido por autoridades, como se vê em: “O ladrão que furta para comer, não vai nem leva ao inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões de maior calibre e de mais alta esfera [...]”. IV. Marcada pelo dualismo da tendência barroca, quase sempre em estilo cultista, a poesia lírica amorosa de Gregório de Matos ora apresenta a mulher como um ser ideal, espiritualizado e de postura platônica, ora a apresenta de maneira erótica, como um elemento de desejos mundanos, como fica sugerido no trecho: “Mas vejo, que por bela, e por galharda / Posto que os Anjos nunca dão pesares, / Sois Anjo que me tenta, e não me guarda”. V. Em sua poesia satírica, Gregório de Matos, por respeito aos religiosos, deixou de retratá‐ los e censurou apenas as mais diversas figuras civis e militares do Brasil de então. Assim também o fez com as contradições do sistema colonial vigente no país. A exemplo do que se afirma nos versos “Triste Bahia! Ó quão dessemelhante /  Estás e estou do nosso antigo estado! / Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado, / Rica te vi eu já, tu a mi abundante”.   Estão CORRETOS, apenas,  
  13. 793. UFMA 2009
    A iluminação possui um papel significativo na criação e apresentação de um processo – produto teatral. Sobre a iluminação na elaboração cênica, pode-se afirmar que:
  14. 794. UEG 2004
    Com base na leitura das obras indicadas para o vestibular 2004/1, analise as proposições a seguir.     I. A obra Manuelzão e Miguilim apresenta uma temática que se volta para a religiosidade, para o conflito interior entre o bem e o mal e para as inquietações a respeito da vida e da morte. Relativamente à linguagem, percebe-se que ela passa por um processo de revitalização que leva o leitor a ir além das estruturas cristalizadas da língua. É o caso, por exemplo, do uso de neologismos, dos jogos sonoros e da recorrência de metáforas. II. A temática da dualidade entre a vida e a morte está presente, também, nos contos de Lygia Fagundes Telles, na tragédia carioca O beijo no asfalto, de Nelson Rodrigues e nos poemas de Álvares de Azevedo. Nos três casos, a morte ultrapassa o plano metafísico, transcendental e é retratada em seu aspecto físico, material. III. Os desfechos dos contos de Lygia Fagundes Telles, em Pomba enamorada ou Uma história de amor e outros contos escolhidos são marcados pela ambiguidade. É o que se pode comprovar  em “Tigrela”, “O jardim selvagem” e “A caçada”. IV. Em Um jeito torto de vir ao mundo, Adelice da Silveira Barros apresenta uma narrativa que, como nos contos de Lygia Fagundes Telles e de Machado de Assis, embora gire em torno dos conflitos interiores e familiares da personagem-protagonista, assume um tom universal, ao retratar dramas que fazem parte da vida de qualquer pessoa da classe média urbana, especialmente das grandes cidades.        Assinale a alternativa CORRETA:    
  15. 795. UEL 2010
    Poema obsceno   1. Façam a festa 2. cantem e dancem 3. que eu faço o poema duro 4. o poema-murro 5. sujo 6. como a miséria brasileira 7. Não se detenham: 8. façam a festa 9. Bethânia Martinho 10. Clementina 11. Estação Primeira de Mangueira Salgueiro 12. gente de Vila Isabel e Madureira 13. todos 14. façam 15. a nossa festa 16. enquanto eu soco este pilão 17. este surdo 18. poema 19. que não toca no rádio 20. que o povo não cantará 21. (mas que nasce dele) 22. Não se prestará a análises estruturalistas 23. Não entrará nas antologias oficiais 24. Obsceno 25. como o salário de um trabalhador aposentado 26. o poema 27. terá o destino dos que habitam o lado escuro do país 28. – e espreitam.     Considerando os recursos de composição do poema, assinale a alternativa correta
  16. 796. MACKENZIE 1997
    Põe-me onde se use toda a feridade, Entre leões e tigres, e verei Se neles achar posso a piedade Que entre peitos humanos não achei. Ali, co'o amor intrínseco e vontade Naquele por quem morro, criarei Estas relíquias suas, que aqui viste, Que refrigério sejam da mãe triste.   O trecho evidencia características:
  17. 797. IME 2016
    PSICOLOGIA DE UM VENCIDO Eu, filho do carbono e do amoníaco, Monstro de escuridão e rutilância, Sofro, desde a epigênese da infância, A influência má dos signos do zodíaco. Profundissimamente hipocondríaco, Este ambiente me causa repugnância... Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia Que se escapa da boca de um cardíaco. Já o verme — este operário das ruínas — Que o sangue podre das carnificinas Come, e à vida em geral declara guerra, Anda a espreitar meus olhos para roê-los, E há de deixar-me apenas os cabelos, Na frialdade inorgânica da terra! ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.   Quanto ao poema de Augusto dos Anjos, é coerente afirmar que
  18. 798. UFRGS 2014
    Leia o trecho do Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda, do Padre Antônio Vieira, e o soneto de Gregório de Matos Guerra a seguir.     Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda   Pede razão Jó a Deus, e tem muita razão de a pedir – responde por ele o mesmo santo que o arguiu – porque se é condição de Deus usar de misericórdia, e é grande e não vulgar a glória que adquire em perdoar pecados, que razão tem, ou pode dar bastante, de os não perdoar? O mesmo Jó tinha já declarado a força deste seu argumento nas palavras antecedentes, com energia para Deus muito forte: Peccavi, quid faciam tibi? Como se dissera: Se eu fiz, Senhor, como homem em pecar, que razão tendes vós para não fazer como Deus em me perdoar? Ainda disse e quis dizer mais: Peccavi, quid faciam tibi? Pequei, que mais vos posso fazer? E que fizestes vós, Jó, a Deus em pecar? Não lhe fiz pouco, porque lhe dei ocasião a me perdoar, e, perdoando-me, ganhar muita glória. Eu dever-lhe-ei a ele, como a causa, a graça que me fizer, e ele dever-me-á a mim, como a ocasião, a glória que alcançar.     A Jesus Cristo Nosso Senhor   Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado, Da vossa piedade me despido; Porque, quanto mais tenho delinquido, Vos tenho a perdoar mais empenhado.   Se basta a vos irar tanto um pecado, A abrandar-vos sobeja um só gemido: Que a mesma culpa, que vos há ofendido, Vos tem para o perdão lisonjeado.   Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu, como afirmais na sacra história,   Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada: Cobrai-a, e não queirais, pastor divino, Perder na vossa ovelha a vossa glória.     Considere as seguintes afirmações sobre os dois textos.   I - Tanto Padre Vieira quanto Gregório de Matos dirigem-se a Deus mediante a segunda pessoa do plural (vós, vos): Gregório argumenta que o Senhor está empenhado em perdoá-lo, enquanto Vieira dirige-se a Deus (E que fizestes vós...) para impedir que Jó seja perdoado.   II - Padre Vieira vale-se das palavras e do exemplo de Jó, figura do Velho Testamento, para argumentar que o homem abusa da misericórdia divina ao pecar, e que Deus, de acordo com a ocasião e os argumentos fornecidos por Jó, inclina-se para o castigo no lugar do perdão.   III- Tanto Padre Vieira como Gregório de Matos argumentam sobre a misericórdia e a glória divinas: assim como Jó, citado por Vieira, declara que Deus lhe deverá a glória por tê-lo perdoado; Gregório compara-se à ovelha desgarrada que, se não for recuperada, pode pôr a perder a glória de Deus.     Quais estão corretas?
  19. 799. UFES 2009
    Considerando a definição de utopia apresentada abaixo e a leitura das obras  Auto da  Barca do Inferno e “Campo Geral”, é INCORRETO dizer:     Utopia s. f. 1 qualquer descrição imaginativa de uma sociedade ideal fundamentada em leis justas e em instituições políticoeconômicas comprometidas com o bem-estar da população; 2 idéia generosa; quimera; fantasia.   (HOUAISS, Antonio.Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2001, p. 2817)   
  20. 800. FCMMG 2008
    Assinale a passagem de uma narrativa machadiana que NÃO corresponda ao conto de onde foi extraída:
  21. 801. PUC-SP 2006
    A farsa revela surpreendente domínio da arte teatral. Segundo seus estudiosos, Gil Vicente utiliza-se de processos dramáticos que se tornarão típicos em suas criações cômicas. São características de seu teatro,
  22. 802. PUC-GO 2016
    VI   Para entenderes bem o que é a morte e a vida, basta contar-te como morreu minha avó.   — Como foi?   — Senta-te.   Rubião obedeceu, dando ao rosto o maior interesse possível, enquanto Quincas Borba continuava a andar.   — Foi no Rio de Janeiro, começou ele, defronte da Capela Imperial, que era então Real, em dia de grande festa; minha avó saiu, atravessou o adro, para ir ter à cadeirinha, que a esperava no Largo do Paço. Gente como formiga. O povo queria ver entrar as grandes senhoras nas suas ricas traquitanas. No momento em que minha avó saía do adro para ir à cadeirinha, um pouco distante, aconteceu espantar- -se uma das bestas de uma sege; a besta disparou, a outra imitou-a, confusão, tumulto, minha avó caiu, e tanto as mulas como a sege passaram-lhe por cima. Foi levada em braços para uma botica da Rua Direita, veio um sangrador, mas era tarde; tinha a cabeça rachada, uma perna e o ombro partidos, era toda sangue; expirou minutos depois.   — Foi realmente uma desgraça, disse Rubião.   — Não.   — Não?   — Ouve o resto. Aqui está como se tinha passado o caso. O dono da sege estava no adro, e tinha fome, muita fome, porque era tarde, e almoçara cedo e pouco. Dali pôde fazer sinal ao cocheiro; este fustigou as mulas para ir buscar o patrão. A sege no meio do caminho achou um obstáculo e derribou-o; esse obstáculo era minha avó. O primeiro ato dessa série de atos foi um movimento de conservação: Humanitas tinha fome. Se em vez de minha avó, fosse um rato ou um cão, é certo que minha avó não morreria, mas o fato era o mesmo; Humanitas precisa comer. Se em vez de um rato ou de um cão, fosse um poeta, Byron ou Gonçalves Dias diferia o caso no sentido de dar matéria a muitos necrológios; mas o fundo subsistia. O universo ainda não parou por lhe faltarem alguns poemas mortos em flor na cabeça de um varão ilustre ou obscuro; mas Humanitas (e isto importa, antes de tudo) Humanitas precisa comer.   Rubião escutava, com a alma nos olhos, sinceramente desejoso de entender; mas não dava pela necessidade a que o amigo atribuía a morte da avó. Seguramente o dono da sege, por muito tarde que chegasse à casa, não morria de fome, ao passo que a boa senhora morreu de verdade, e para sempre. Explicou-lhe, como pôde, essas dúvidas, e acabou perguntando-lhe:   — E que Humanitas é esse?   — Humanitas é o princípio. Mas não, não digo nada, tu não és capaz de entender isto, meu caro Rubião; falemos de outra coisa.   — Diga sempre. Quincas Borba, que não deixara de andar, parou alguns instantes.   — Queres ser meu discípulo?   — Quero.   — Bem, irás entendendo aos poucos a minha filosofia; no dia em que a houveres penetrado inteiramente, ah! nesse dia terás o maior prazer da vida, porque não há vinho que embriague como a verdade. Crê-me, o Humanitismo é o remate das coisas; e eu, que o formulei, sou o maior homem do mundo. Olha, vês como o meu bom Quincas Borba está olhando para mim? Não é ele, é Humanitas...   — Mas que Humanitas é esse?   — Humanitas é o principio. Há nas coisas todas certa substância recôndita e idêntica, um princípio único, universal, eterno, comum, indivisível e indestrutível, — ou, para usar a linguagem do grande Camões:   Uma verdade que nas coisas anda,   Que mora no visíbil e invisíbil.   Pois essa sustância ou verdade, esse princípio indestrutível é que é Humanitas. Assim lhe chamo, porque resume o universo, e o universo é o homem. Vais entendendo?   — Pouco; mas, ainda assim, como é que a morte de sua avó...   — Não há morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o carácter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar- -se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.   — Mas a opinião do exterminado?   — Não há exterminado. Desaparece o fenômeno; a substância é a mesma. Nunca viste ferver água? Hás de lembrar-te que as bolhas fazem-se e desfazem-se de contínuo, e tudo fica na mesma água. Os indivíduos são essas bolhas transitórias.   — Bem; a opinião da bolha...   — Bolha não tem opinião. Aparentemente, há nada mais contristador que uma dessas terríveis pestes que devastam um ponto do globo? E, todavia, esse suposto mal é um benefício, não só porque elimina os organismos fracos, incapazes de resistência, como porque dá lugar à observação, à descoberta da droga curativa. A higiene é filha de podridões seculares; devemo-la a milhões de corrompidos e infectos. Nada se perde, tudo é ganho. Repito, as bolhas ficam na água. Vês este livro? É Dom Quixote. Se eu destruir o meu exemplar, não elimino a obra, que continua eterna nos exemplares subsistentes e nas edições posteriores. Eterna e bela, belamente eterna, como este mundo divino e supradivino. (ASSIS, Machado de. Quincas Borba. 18. ed. São Paulo: Ática, 2011. p. 26-28.)     Com relação à narrativa Quincas Borba, de Machado de Assis, de que faz parte o texto, muitos críticos já afirmaram e continuam afirmando tratar-se de um dos romances mais significativos das décadas finais do século XIX. Seu prestígio se estendeu por todo o século XX e o texto persiste como obra de grande importância até nossos dias.   Dessa forma, podemos afirmar que o êxito alcançado por esse romance se deve principalmente ao fato de (analise os itens que se seguem):     I-o romance apresentar uma linguagem madura, livre dos adereços verborrágicos do Romantismo, ao qual se contrapõe, e discutir com refinada ironia as questões fundamentais inerentes ao ser humano em sua existência terrena.   II-o romance apresentar uma linguagem dotada de resquícios das idealizações românticas, e discutir, de forma direta, questões relativas ao ser humano em suas relações com os animais.   III-A obra machadiana em debate alcançou tanta popularidade, principalmente devido a sua linguagem acessível, mas profunda, que chama a atenção do leitor, por abordar um tema de elevado cunho filosófico ao atribuir características humanas a um animal, o cachorro Quincas Borba.   IV-A obra machadiana em debate alcançou tamanho êxito, principalmente devido a sua linguagem, em que cada detalhe deve ser levado em conta, porque guarda sentidos múltiplos que conduzem o leitor a reflexões profundas sobre si mesmo e sobre o mundo.     Marque, abaixo, a alternativa correta:
  23. 803. UFV 2011
    Sobre a produção escrita sem o predomínio da imaginação poética e ficcional no Brasil do século XVI, é CORRETO afirmar que:
  24. 804. UNEMAT 2011
    Leia o diálogo entre Pereira e Cirino, no momento em que este deve adentrar-se ao quarto de Inocência para examiná-la. “Antes de sair da sala, deteve Pereira o hóspede com ar de quem precisava tocar em assunto de gravidade e ao mesmo tempo de difícil explicação. Afinal começou meio hesitante: - Sr. Cirino, eu cá sou homem muito bom de gênio, muito amigo de todos, muito acomodado e que tenho o coração perto da boca como vosmecê deve ter visto... - Por certo – concordou o outro. - Pois bem, mas... tenho um grande defeito: sou muito desconfiado. Vai o doutor entrar no interior da minha casa e... deve portar-se como... - Oh, Sr. Pereira! – atalhou Cirino com animação, mas sem grande estranheza, pois conhecia o zelo com que os homens do sertão guardam da vista dos profanos os seus aposentos domésticos – posso gabar-me de ter sido recebido no seio de muita família honesta e sei proceder como devo”. (TAUNAY, 1994, p. 39). Com relação à postura do narrador diante dos costumes que caracterizam o sertanejo brasileiro na obra citada, assinale a alternativa correta.
  25. 805. UNEMAT 2009
    Na véspera da entronização de Collor na presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado, Lula pediu a Ideli que desistisse de disputar o posto com o expresidente. (Veja de 11/03/09)   A oração grifada em “Lula pediu a Ideli que desistisse de disputar o posto com o expresidente”, no discurso direto, equivale a:
  26. 806. UFAM 2009
    Leia os versos abaixo: As balseiras na luz resplandeciam — oh! que formoso dia de verão! Dragão dos mares, — na asa lhe rugiam Vagas, no bojo indômito vulcão! Sombrio, no convés, o Guesa errante De um para outro lado passeava Mudo, inquieto, rápido, inconstante, E em desalinho o manto que trajava. O nome do personagem e as imagens arrojadas para a época indicam que o seu autor é:  
  27. 807. UCS 2014
    Sobre o Romantismo brasileiro, é correto afirmar que
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