Tenha acesso completo ao Stoodi

Assine o Stoodi e prepare-se para o ENEM com nossos conteúdos exclusivos!

Exercícios de Gêneros Literários

Voltar para exercícios de Literatura

Quer colocar o estudo em prática? O Stoodi tem exercícios de Gêneros Literários dos maiores vestibulares do Brasil.

Estude Literatura com esses e mais de 30000 que caíram no ENEM, Fuvest, Unicamp, UFRJ, UNESP e muitos outros vestibulares!

Gerar PDF da Página
  1. 781. UFMA 2009
    “Manoel Ligão – O que tá difícil?   D. Clodesinda – Chorar diante de um caixão desses... Se ainda fosse roxo. Caixão de defunto tem de ser roxo!   Manoel Ligão – Deixe de asneiras, Clodesinda! Isso é prá homenagear meu time. Querias o que? Que eu pintasse com as cores do outro clube? Nunca! Viva o Sampaio Correia!”   O diálogo acima está presente em qual das obras do dramaturgo Aldo Leite?
  2. 782. UEAP 2010
    Considere as seguintes afirmações sobre o livro Retrato do artista quando coisa, de Manoel de Barros e, posteriormente assinale a alternativa correta. I- Seus poemas manifestam um caráter social bastante acentuado ao falar dos desvalidos, dos peões do Pantanal, comparando-os, metaforicamente, a pedras e insetos. II- Sua linguagem apresenta regionalismos e neologismos, evocando, de forma subjetiva, a natureza e o homem como parte dela. III- Sua poesia aproxima-se do surrealismo ao retirar as coisas de sua utilidade habitual e ao dar às palavras uso diferente do correntemente atribuído a elas, como no verso "uma brisa me garça". IV- Enfoca pequenos seres e objetos inúteis aos olhos do homem urbano – baratas albinas, aranhas dependuradas em gotas de orvalho, dálias secas – resgatando-lhes o valor e alçando-os à condição de matéria poética.
  3. 783. UEPA 2014
    A poesia social de Castro Alves, por meio da denúncia da situação dos escravos, muitas vezes comunica a ânsia de liberdade. Marque a alternativa em que os versos demonstrem este tom denunciante de sua linguagem literária.
  4. 784. UFAM 2015
    Assinale a alternativa cujo enunciado NÃO pode ser aplicado ao livro Contos de uma aula no vermelho, de João Pinto:
  5. 785. UERJ 2015
    Catar Feijão 1 Catar feijão se limita com escrever: joga-se os grãos na água do alguidar e as palavras na folha de papel; e depois, joga-se fora o que boiar. Certo, toda palavra boiará no papel, água congelada, por chumbo seu verbo: pois para catar esse feijão, soprar nele, e jogar fora o leve e oco, palha e eco. 2 Ora, nesse catar feijão entra um risco: o de que entre os grãos pesados entre um grão qualquer, pedra ou indigesto, um grão imastigável, de quebrar dente. Certo não, quando ao catar palavras: a pedra dá à frase seu grão mais vivo: obstrui a leitura fluviante, flutual, açula a atenção, isca-a como o risco. João Cabral de Melo Neto, A educação pela pedra.   Considere as seguintes afirmações relativas ao poema de Cabral de Melo: I O ideal de economia verbal, preconizado no poema, assemelha-se ao ideal estilístico do Graciliano Ramos de Vidas secas, também este sequioso de restringir-se ao essencial. II O recurso ao “grão imastigável, de quebrar dente” e à “pedra [que] dá à frase seu grão mais vivo”, com o sentido que lhe dá Cabral de Melo, encontra-se presente no próprio poema que a reivindica. III A ideia de se produzir uma obstrução da leitura como algo positivo participa do objetivo de se romper com os autoritarismos da percepção – desígnio frequente na literatura moderna, inclusive em autores estilisticamente muito diferentes de Cabral, como é o caso de Guimarães Rosa. Está correto o que se afirma em
  6. 786. FATEC 2011
    O parnasianismo, entre nós, foi especialmente uma reação de cultura. É mesmo isso que o torna simpático... As academias de arte, algumas delas, até ridículas superfetações1 em nosso meio, como a de Belas Artes da Missão Lebreton, mesmo criadas muito anteriormente, só nesse período começam a produzir verdadeiros frutos nativos, na pintura, na música. Se dava  então um progresso cultural verdadeiramente fatal, escolas que tradicionalizavam seu tipo, maior difusão de leitura, maior difusão da imprensa. Essa difusão de cultura atingiu também a poesia. Excetuado um Gonçalves Dias, a nossa poesia romântica é fundamentalmente um lirismo inculto. Todo o nosso romantismo se caracteriza bem brasileira mente por essa poesia analfabeta, canto de passarinho, ou melhor, canto de cantador; em sensível oposição à poética culteranista anterior. Mesmo da escola mineira, que, se não se poderá dizer culteranista, era bastante cultivada, principalmente com Cláudio Manuel e Dirceu. É possível reconhecer que os nossos românticos liam muito os poetas e poetastros estrangeiros do tempo. Isso lhes deu apenas uma chuvarada de citações para epígrafe de seus poemas; por dentro, estes poemas perseveraram edenicamente analfabetos.   A necessidade nova de cultura, se em grande parte produziu apenas, em nossos parnasianos, maior leitura e consequente enriquecimento de temática em sua poesia, teve uma consequência que me parece fundamental. Levou poetas e prosadores em geral a um.... culteranismo novo, o bem falar conforme às regras das gramáticas lusas. Com isso foi abandonada aquela franca tendência pra escrever apenas pondo em estilo gráfico a linguagem falada, com que os românticos estavam caminhando vertiginosamente para a fixação estilística de uma língua nacional. Os parnasianos, e foi talvez o seu maior crime, deformaram a língua nascente, “em prol do estilo”. [...]   Essa foi a grande transformação. Uma necessidade de maior extensão de cultivo intelectual para o poeta, atingiu também a poesia. Da língua boa passou-se para a língua certa. superfetações1: A palavra significa, literalmente, fecundação de um segundo óvulo, no curso de uma gestação. Mário de Andrade a emprega em sentido figurado.   A construção, empregada por Mário de Andrade, que mais se desvia da norma culta do português escrito, para expressar tendência da língua coloquial falada, é:
  7. 787. UFU 2016
    Depreende-se, da leitura de O santo e a porca, que Ariano Suassuna, ao dialogar com a tradição, retomando a comédia Aululária, de Plauto, e O avarento, de Moliére, recriando-as a partir de aspectos regionais e universais, associa
  8. 788. UFAM 2010
    EPITÁFIO Perdão, meu Deus, se a túnica da vida, Insano, profanei-a nos amores! Se da c’roa dos sonhos perfumados Eu próprio desfolhei as róseas flores! No vaso impuro corrompeu-se o néctar, A argila da existência desbotou-me... O sol de tua glória abriu-me as pálpebras, Da nódoa das paixões purificou-me! E quantos sonhos na ilusão da vida! Quanta esperança no futuro ainda! Tudo calou-se pela noite eterna... E eu vago errante e só na treva infinda... Alma em fogo, sedenta de infinito, Num mundo de visões o voo abrindo, Como o vento do mar no céu noturno Entre as nuvens de Deus, passei dormindo! A vida é noite! o sol tem véu de sangue... Tateia a sombra a geração descrida!... Acorda-te, mortal! é no sepulcro Que a larva humana se desperta à vida! Quando as harpas do peito a morte estala, Um treno* de pavor soluça e voa... E a nota divinal que rompe as fibras Nas dulias* angélicas ecoa! (Álvares de Azevedo) * Treno - canto lacrimoso, lamento fúnebre. * Dulia - veneração aos santos e anjos.   Considere as assertivas abaixo: I. A morte, apesar de estar em cena contemporaneamente, foi preocupação apenas do Romantismo. II. A morte, pela leitura do poema, coloca o homem diante do julgamento de Deus. III. Epitáfio, treno, dulias, são palavras deliberadamente escolhidas para dificultar a leitura do texto, revelando o estado de alma confuso do poeta romântico.  
  9. 789. UNIFESP 2005
    Em 2004, Ronald Golias e Hebe Camargo protagonizaram na TV uma versão humorística da obra Romeu e Julieta, de William Shakespeare. Na história do poeta e dramaturgo inglês, Romeu e Julieta são dois jovens apaixonados, cujo amor é impedido de concretizar-se pelo fato de pertencerem a famílias inimigas. Impossibilitados de viver o amor, morrem ambos. Na literatura romântica, as personagens que vivem história semelhante à das personagens de Shakespeare são
  10. 790. UNESPAR 2010
    Comenta Luiz Carlos Merten, em seu livro Cinema: entre a realidade e o artifício, que a Itália, derrotada na II Guerra Mundial, olhou para dentro de si e renovou sua arte e seu cinema em busca de um renascimento, com o neo-realismo. A Alemanha, por sua vez, derrotada na I Guerra Mundial, produziu o pessimista expressionismo, em que pontificaram filmes como “O Gabinete do Dr. Caligari” e o “Vampiro de Dusseldorf”. Com o advento do nazismo, muitos técnicos, fotógrafos e cenógrafos formados no expressionismo alemão, emigraram para os Estados Unidos e, lá, ajudaram a criar uma tendência, que alguns denominam gênero, e outros, um estilo.   Que tendência, gênero ou estilo é esse?
  11. 791. UFRGS 2014
    Leia o trecho do Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda, do Padre Antônio Vieira, e o soneto de Gregório de Matos Guerra a seguir.     Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda   Pede razão Jó a Deus, e tem muita razão de a pedir – responde por ele o mesmo santo que o arguiu – porque se é condição de Deus usar de misericórdia, e é grande e não vulgar a glória que adquire em perdoar pecados, que razão tem, ou pode dar bastante, de os não perdoar? O mesmo Jó tinha já declarado a força deste seu argumento nas palavras antecedentes, com energia para Deus muito forte: Peccavi, quid faciam tibi? Como se dissera: Se eu fiz, Senhor, como homem em pecar, que razão tendes vós para não fazer como Deus em me perdoar? Ainda disse e quis dizer mais: Peccavi, quid faciam tibi? Pequei, que mais vos posso fazer? E que fizestes vós, Jó, a Deus em pecar? Não lhe fiz pouco, porque lhe dei ocasião a me perdoar, e, perdoando-me, ganhar muita glória. Eu dever-lhe-ei a ele, como a causa, a graça que me fizer, e ele dever-me-á a mim, como a ocasião, a glória que alcançar.     A Jesus Cristo Nosso Senhor   Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado, Da vossa piedade me despido; Porque, quanto mais tenho delinquido, Vos tenho a perdoar mais empenhado.   Se basta a vos irar tanto um pecado, A abrandar-vos sobeja um só gemido: Que a mesma culpa, que vos há ofendido, Vos tem para o perdão lisonjeado.   Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu, como afirmais na sacra história,   Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada: Cobrai-a, e não queirais, pastor divino, Perder na vossa ovelha a vossa glória.     Considere as seguintes afirmações sobre os dois textos.   I - Tanto Padre Vieira quanto Gregório de Matos dirigem-se a Deus mediante a segunda pessoa do plural (vós, vos): Gregório argumenta que o Senhor está empenhado em perdoá-lo, enquanto Vieira dirige-se a Deus (E que fizestes vós...) para impedir que Jó seja perdoado.   II - Padre Vieira vale-se das palavras e do exemplo de Jó, figura do Velho Testamento, para argumentar que o homem abusa da misericórdia divina ao pecar, e que Deus, de acordo com a ocasião e os argumentos fornecidos por Jó, inclina-se para o castigo no lugar do perdão.   III- Tanto Padre Vieira como Gregório de Matos argumentam sobre a misericórdia e a glória divinas: assim como Jó, citado por Vieira, declara que Deus lhe deverá a glória por tê-lo perdoado; Gregório compara-se à ovelha desgarrada que, se não for recuperada, pode pôr a perder a glória de Deus.     Quais estão corretas?
  12. 792. UNICENTRO 2016
    Desenganos da vida humana, metaforicamente É a vaidade, Fábio, nesta vida, Rosa, que da manhã lisonjeada, Púrpuras mil, com ambição dourada, Airosa rompe, arrasta presumida. É planta, que de abril favorecida Por mares de soberba desatada, Florida galeota empavesada, Sulca ufana, navega destemida. É nau enfim, que em breve ligeireza, Com presunção de Fênix generosa, Galhardias apresta, alentos preza: Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa De que importa, se aguarda sem defesa Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa? MATOS, Gregório. Disponível em: http://poesiascolecionadas.blogspot.com.br/. Acesso em: 21 set. 2016.   A característica marcante em todo poema e o recurso estético pertinente ao Barroco, na última estrofe, encontram-se, respectivamente, em
  13. 793. MACKENZIE 2011
    Meu ser evaporei na lida insana Do tropel de paixões, que me arrastava: Ah! Cego eu cria, ah! Mísero eu sonhava Em mim quase imortal a essência humana Manuel Maria Barbosa du Bocage   Observação – lida: esforço, trabalho   Considerado o contexto de produção, os aspectos estilísticos presentes na estrofe:
  14. 794. UFMA 2009
    Nikolai Vasilyevich Gogol, autor russo, escreveu uma grande comédia romântica europeia, divertida e, ao mesmo tempo, irônica. Esse texto, considerado o mais famoso de suas obras, é:
  15. 795. UEL 2010
    Poema obsceno   1. Façam a festa 2. cantem e dancem 3. que eu faço o poema duro 4. o poema-murro 5. sujo 6. como a miséria brasileira 7. Não se detenham: 8. façam a festa 9. Bethânia Martinho 10. Clementina 11. Estação Primeira de Mangueira Salgueiro 12. gente de Vila Isabel e Madureira 13. todos 14. façam 15. a nossa festa 16. enquanto eu soco este pilão 17. este surdo 18. poema 19. que não toca no rádio 20. que o povo não cantará 21. (mas que nasce dele) 22. Não se prestará a análises estruturalistas 23. Não entrará nas antologias oficiais 24. Obsceno 25. como o salário de um trabalhador aposentado 26. o poema 27. terá o destino dos que habitam o lado escuro do país 28. – e espreitam.     Considerando os recursos de composição do poema, assinale a alternativa correta
  16. 796. UPE 2012
    Sobre as obras Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas, analise as afirmativas a seguir.   I. Nos dois romances, o processo narrativo das memórias ficcionais revela uma forma de desconstrução linear, uma das linhas de produção seguida pelo autor, já que as dúvidas lançadas sobre a apresentação do passado e o cunho autobiográfico mostram ambiguidades e impressões próprias de quem não tem compromisso com a realidade das histórias. II. A ausência da linearidade narrativa e o caráter atemporal das obras machadianas em questão revelam as idiossincrasias de um autor realista, que iniciou sua produção literária ainda na época romântica, embora não tenha sido um grande representante dessa fase, pois suas obras já anunciavam um distanciamento do sentimentalismo romântico. III. Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, o narrador, mesmo morto e enterrado, escreve sua autobiografia, seguindo uma linha de raciocínio direta e objetiva, como também o fez Bento Santiago, narrador de Dom Casmurro, ao relatar as histórias de sua infância, vivenciada na Rua de Matacavalos, e a sua paixão pelos ‘olhos de ressaca da cigana oblíqua’, Capitu, seu grande amor. IV. A visão irônica da vida, a exemplo do que se lê na dedicatória das Memórias Póstumas, em: “ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver”, e os traços psicológicos, como a hipocrisia, o interesse por ascensão social e a ingratidão, são marcas recorrentes do realismo machadiano, que também se reconhecem em seus romances românticos. V. Brás Cubas e Bento Santiago, o primeiro, narrador das Memórias Póstumas, e o segundo, narrador de Dom Casmurro, demonstram um domínio na narrativa, que envolve o leitor a ponto de fazê-lo tomar partido quanto à traição de Capitu, relatada por Bento, e ao jogo de interesse e de sedução de Marcela, narrado por Brás Cubas.   Está CORRETO apenas o que se afirma em
  17. 797. UNESPAR 2010
    Outras ideias motivaram artistas das primeiras décadas do século XX a experimentar novos caminhos criativos. A modernização e a mecanização da produção industrial pós Segunda Guerra Mundial, além de propostas inovadoras de literatos e poetas, foram fatores que impulsionaram um dos mais inquietantes movimentos artísticos. Identifique o movimento, alguns aspectos característicos da sensibilidade e, entre os participantes, artistas de destaque.   Movimento   1) Expressionismo. 2) Capitalismo. 3) Futurismo. 4) Op-Art. 5) Surrealismo.   Aspectos característicos:   I) Valorização da velocidade das máquinas, crescente complexidade dos centros urbanos, sentimento de exaltação do futuro. II) Imaginação e expressão pessoal, sentimentos resultantes da experiência humana causada pelas Grandes Guerras. III) Influência de pesquisas artísticas sobre a percepção ótica, manifestação de alegria, intensa movimentação das cenas cotidianas e otimismo. IV) Emoção religiosa, conotações heróicas e dramáticas. V) Emoções contraditórias, entre exaltação e descrença do cotidiano.   Artistas:   i) Antoine Watteau, Jean-Baptiste Chardin e Paolo Veronese. ii) Chaim Soutine, George Rouault e Oskar Kokoschka. iii) Paul Gaughin, Henri Matisse e Paul Cézanne. iv) Carlo Carrà, Umberto Boccioni e Giacomo Balla. v) Salvador Dali, Marc Chagal e Joan Miró.   A alternativa que apresenta a sequência correta é:
  18. 798. UFU 2014
    28 O abandono do lugar me abraçou de com força. E atingiu meu olhar para toda a vida. Tudo que conheci depois veio carregado de abandono. Não havia no lugar nenhum caminho de fugir. A gente se inventava de caminhos com as novas palavras. A gente era como pedaço de formiga no chão. Por isso o nosso gosto era só de desver o mundo. BARROS, Manoel de. Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010. p. 463.     Verifica-se na obra de Manoel de Barros:
  19. 799. PUC-RS 2016
    Segundo informações do Amadeus CarsForum, evento realizado em Miami em 2015, a indústria do turismo cresceu  no Brasil, o dobro da média mundial. Nunca, em todos os tempos, os brasileiros viajaram tanto, atingindo a média de três viagens ao ano por habitante. Cecília Meireles, a poetisa que, significativamente, intitulou seu primeiro livro de Viagem, dizia que “há as viagens que se sonham e as viagens que se fazem – o que é muito diferente”.   Em algumas questões desta prova de literatura em língua portuguesa, você deverá resolver questões que tratam do viajante, dos lugares percorridos ou imaginados e da experiência da viagem.   Leia o trecho abaixo e o comentário crítico sobre a obra do qual ele foi extraído, preenchendo as lacunas com o nome do autor e o título das obras.   “Então, a Península Ibérica moveu-se um pouco mais, um metro, dois metros, a experimentar as forças. As cordas a que serviam de testemunhos, lançadas de bordo a bordo, tal qual os bombeiros fazem nas paredes que apresentam rachas e ameaçam desabar, rebentaram como simples cordéis, algumas mais sólidas arrancaram pela raiz as árvores e os postes a que estavam atadas. Houve depois uma pausa, sentiu-se passar nos ares um grande sopro, como a primeira respiração profunda de quem acorda, e a massa de pedra e terra, coberta de cidades, aldeias, rios, bosques e fábricas, matos bravios, campos cultivados, com a sua gente e os seus animais, começou a mover-se, barca que se afasta do porto e aponta ao mar outra vez desconhecido.”   “Mas a ideologia e as preocupações humanitárias de __________ revelam-se, sobretudo, e numa primeira fase, ou ciclo de produção romanesca, a partir das revisitações que faz do passado histórico português. Revisitações de amplitude e de jaez diverso, como facilmente se constata a partir da leitura de romances como __________ e __________.” (Adaptado de texto de autoria de Ana Paula Arnaut)   A alternativa que completa corretamente as lacunas da análise de Ana Paula Arnaut é:
  20. 800. UNB 2013
    Sobre a produção dos principais ícones da estética barroca brasileira, analise os itens abaixo:   I. O Sermão da sexagésima, que é metalinguístico e um dos mais conhecidos de Vieira, apresenta, como tema, a própria arte de pregar. Como se pode notar no trecho: “[...] como os Apóstolos iam pregar a todas as nações do Mundo, muitas delas bárbaras e incultas, haviam de achar os homens degenerados em todas as espécies de criaturas: haviam de achar homens brutos, haviam de achar homens troncos, haviam de achar homens pedras [...]“. II. No trecho do Sermão do bom ladrão  ‐ “Alguns ministros de Sua Majestade não vêm cá buscar o nosso bem, mas cá vem buscar os nossos bens”, ‐ observa‐se que, na passagem “Vem cá versus cá vem o nosso bem versus os nossos bens”, a oposição singular versus plural é bastante significativa, pois assegura a distinção entre o concreto e o abstrato, o que também é reforçado pela polissemia do verbo “buscar”, equivalente a “promover”, no primeiro caso e a “apossar‐se”, no segundo.   III. O Sermão do bom ladrão, publicado em 1655, exemplo do estilo conceptista de Vieira, traz, em tom jocoso, referências universais e atemporais do ato de furtar, produzido por autoridades, como se vê em: “O ladrão que furta para comer, não vai nem leva ao inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões de maior calibre e de mais alta esfera [...]”. IV. Marcada pelo dualismo da tendência barroca, quase sempre em estilo cultista, a poesia lírica amorosa de Gregório de Matos ora apresenta a mulher como um ser ideal, espiritualizado e de postura platônica, ora a apresenta de maneira erótica, como um elemento de desejos mundanos, como fica sugerido no trecho: “Mas vejo, que por bela, e por galharda / Posto que os Anjos nunca dão pesares, / Sois Anjo que me tenta, e não me guarda”. V. Em sua poesia satírica, Gregório de Matos, por respeito aos religiosos, deixou de retratá‐ los e censurou apenas as mais diversas figuras civis e militares do Brasil de então. Assim também o fez com as contradições do sistema colonial vigente no país. A exemplo do que se afirma nos versos “Triste Bahia! Ó quão dessemelhante /  Estás e estou do nosso antigo estado! / Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado, / Rica te vi eu já, tu a mi abundante”.   Estão CORRETOS, apenas,  
  21. 801. UFMA 2009
    A iluminação possui um papel significativo na criação e apresentação de um processo – produto teatral. Sobre a iluminação na elaboração cênica, pode-se afirmar que:
  22. 802. UEG 2004
    Com base na leitura das obras indicadas para o vestibular 2004/1, analise as proposições a seguir.     I. A obra Manuelzão e Miguilim apresenta uma temática que se volta para a religiosidade, para o conflito interior entre o bem e o mal e para as inquietações a respeito da vida e da morte. Relativamente à linguagem, percebe-se que ela passa por um processo de revitalização que leva o leitor a ir além das estruturas cristalizadas da língua. É o caso, por exemplo, do uso de neologismos, dos jogos sonoros e da recorrência de metáforas. II. A temática da dualidade entre a vida e a morte está presente, também, nos contos de Lygia Fagundes Telles, na tragédia carioca O beijo no asfalto, de Nelson Rodrigues e nos poemas de Álvares de Azevedo. Nos três casos, a morte ultrapassa o plano metafísico, transcendental e é retratada em seu aspecto físico, material. III. Os desfechos dos contos de Lygia Fagundes Telles, em Pomba enamorada ou Uma história de amor e outros contos escolhidos são marcados pela ambiguidade. É o que se pode comprovar  em “Tigrela”, “O jardim selvagem” e “A caçada”. IV. Em Um jeito torto de vir ao mundo, Adelice da Silveira Barros apresenta uma narrativa que, como nos contos de Lygia Fagundes Telles e de Machado de Assis, embora gire em torno dos conflitos interiores e familiares da personagem-protagonista, assume um tom universal, ao retratar dramas que fazem parte da vida de qualquer pessoa da classe média urbana, especialmente das grandes cidades.        Assinale a alternativa CORRETA:    
  23. 803. UFJF 2013
    Ao conde de Ericeyra D. Luiz de Menezes pedindo louvores ao poeta não lhe achando elle prestimo algum.   Um soneto começo em vosso gabo; Contemos esta regra por primeira, Já lá vão duas, e esta é a terceira, Já este quartetinho está no cabo.   Na quinta torce agora a porca o rabo: A sexta vá também desta maneira, na sétima entro já com grã canseira, E saio dos quartetos muito brabo.   Agora nos tercetos que direi? Direi, que vós, Senhor, a mim me honrais, Gabando-vos a vós, e eu fico um Rei.   Nesta vida um soneto já ditei, Se desta agora escapo, nunca mais; Louvado seja Deus, que o acabei MATOS, Gregório de. Obra poética / Edição James Amado. Rio de Janeiro: Record, 1999. p. 129-130.   Neste soneto de Gregório de Matos Guerra, encontram-se algumas características da sátira. A alternativa que melhor exemplifica uma dessas características, presentes no soneto, é:  
  24. 804. UFES 2009
    Considerando a definição de utopia apresentada abaixo e a leitura das obras  Auto da  Barca do Inferno e “Campo Geral”, é INCORRETO dizer:     Utopia s. f. 1 qualquer descrição imaginativa de uma sociedade ideal fundamentada em leis justas e em instituições políticoeconômicas comprometidas com o bem-estar da população; 2 idéia generosa; quimera; fantasia.   (HOUAISS, Antonio.Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2001, p. 2817)   
  25. 805. MACKENZIE 1997
    Põe-me onde se use toda a feridade, Entre leões e tigres, e verei Se neles achar posso a piedade Que entre peitos humanos não achei. Ali, co'o amor intrínseco e vontade Naquele por quem morro, criarei Estas relíquias suas, que aqui viste, Que refrigério sejam da mãe triste.   O trecho evidencia características:
  26. 806. IME 2016
    PSICOLOGIA DE UM VENCIDO Eu, filho do carbono e do amoníaco, Monstro de escuridão e rutilância, Sofro, desde a epigênese da infância, A influência má dos signos do zodíaco. Profundissimamente hipocondríaco, Este ambiente me causa repugnância... Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia Que se escapa da boca de um cardíaco. Já o verme — este operário das ruínas — Que o sangue podre das carnificinas Come, e à vida em geral declara guerra, Anda a espreitar meus olhos para roê-los, E há de deixar-me apenas os cabelos, Na frialdade inorgânica da terra! ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.   Quanto ao poema de Augusto dos Anjos, é coerente afirmar que
  27. 807. FCMMG 2008
    Assinale a passagem de uma narrativa machadiana que NÃO corresponda ao conto de onde foi extraída:
  28. 808. PUC-SP 2006
    A farsa revela surpreendente domínio da arte teatral. Segundo seus estudiosos, Gil Vicente utiliza-se de processos dramáticos que se tornarão típicos em suas criações cômicas. São características de seu teatro,
  29. 809. UNEMAT 2009
    Na véspera da entronização de Collor na presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado, Lula pediu a Ideli que desistisse de disputar o posto com o expresidente. (Veja de 11/03/09)   A oração grifada em “Lula pediu a Ideli que desistisse de disputar o posto com o expresidente”, no discurso direto, equivale a:
  30. 810. UFV 2011
    Sobre a produção escrita sem o predomínio da imaginação poética e ficcional no Brasil do século XVI, é CORRETO afirmar que:
Gerar PDF da Página
Conta de email não verificada

Não foi possível realizar o seu cadastro com a sua conta do Facebook pois o seu email não está confirmado no Facebook.

Clique aqui para ver como confirmar sua conta de email no Facebook ou complete seu cadastro por aqui.

Entendi
Clicando em "Criar perfil", você aceita os termos de uso do Stoodi.
Tem perfil no Stoodi? Fazer Login