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Exercícios de Gêneros Literários

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  1. 61. UFSM 2007
    Leia com atenção. MONTANHAS DE OURO PRETO A Lourival Gomes Machado Desdobram-se as montanhas de Ouro Preto Na perfurada luz, em plano austero. Montes contempladores, circunscritos Entre cinza e castanho, o olhar domado Recolhe vosso espectro permanente. Por igual pascentais a luz difusa Que se reajusta ao corpo das igrejas, E volve o pensamento à descoberta De uma luta antiquíssima com o caos, De uma reinvenção dos elementos Pela força de um culto ora perdido, Relíquias de dureza e de doutrina, Rude apetite dessa cousa eterna Retida na estrutura de Ouro Preto. Murilo Mendes É correto afirmar: I. No poema, o último verso de uma estrofe invade o intervalo que o separa da estrofe seguinte, tanto sintática quanto semanticamente. II. O verbo "Desdobram-se" (v. 1) estabelece um modo de ver o espaço, o que implica a experiência de olhar. III. A luta antiga com o caos remete à cinza como única relíquia que a luz difusa desdobra nas montanhas de Ouro Preto. Está(ão) correta(s)
  2. 62. UEL 2003
    Nas primeiras décadas do século XX, as disputas políticas davam-se entre positivistas, liberais e anarquistas; no plano artístico, os embates ocorriam entre neoclássicos, acadêmicos e modernistas. No contexto desse período, que acontecimento, nas artes, marcou o início do Movimento Modernista Brasileiro?
  3. 63. UESPI 2012
    Muitas são as formas fixas que foram cultivadas por Camões. Muitas dessas formas também foram praticadas por outros poetas do Quinhentismo português, a exemplo de Sá de Miranda e Antônio Ferreira. Assim, dentre as formas literárias que compõem a poética de Camões, quais não podemos assinalar como cultivadas pelo poeta?
  4. 64. UCS 2014
    Sabendo que o gênero lírico se caracteriza pela expressão subjetiva, representando a interioridade do sujeito poético, enquanto o gênero épico é objetivo, expressando predominantemente, sob forma narrativa, um episódio heroico, pode-se dizer que são épicas as seguintes obras do Arcadismo no Brasil:
  5. 65. UFRGS 2012
    O personagem narrador de O Filho Eterno, de Cristovão Tezza,
  6. 66. UFMG 2000
    Todas as alternativas apresentam características de Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector, EXCETO
  7. 67. CEFET-MG 2010
    “[...] E a mesma dança na sala No Canecão na TV  E quem não dança não fala  Assiste a tudo e se cala Não vê no meio da sala As relíquias do Brasil:   Doce mulata malvada Um elepê de Sinatra Maracujá mês de abril Santo barroco baiano Superpoder de paisano Formiplac e céu de anil Três destaques da Portela Carne-seca na janela Alguém que chora por mim Um carnaval de verdade Hospitaleira amizade Brutalidade jardim   Ê bumba iê, iê, boi Ano que vem mês que foi Ê bumba iê, iê, i É a mesma dança, meu boi [...]” NETO, Torquato. Geleia Geral (1968). In Destino: poesia, p. 109.   No fragmento do poema acima, observam-se as seguintes características do Tropicalismo, EXCETO:
  8. 68. PUC-RS 2012
    1. Não tive acesso ao conteúdo do livro “Por uma 2. vida melhor”, apenas a pequenos trechos. Portanto, 3. falo com base em informações e opiniões de terceiros. 4. Nessa perspectiva, vejo como positivo o debate que 5. a abordagem pouco ortodoxa dos autores desen- 6. cadeou, pondo fogo a um tema em geral tido como 7. irrelevante: a língua materna em uso. Entretanto, 8. um trecho da obra me preocupou, e destaco: “Posso 9. falar ‘os livro’?” “Claro que pode, mas dependendo 10. da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito 11. linguístico”. 12. Para começar, pedir licença para falar de um de- 13. terminado jeito é um tiro no pé da tese defendida em 14. “Por uma vida melhor”. Porque pedir licença, neste 15. contexto, é reconhecer o poder do outro sobre nós – 16. o que parece ser exatamente o contrário do que os 17. autores pregam. Além disso, a resposta “Claro que 18. pode” é inócua: o aluno tanto sabe que pode que usa 19. essa concordância rotineiramente. 20. O problema maior, bem mais sutil e muito mais 21. complicado, porém, está na segunda parte da fala. 22. Agir livre de preconceito, o oposto de fazer alguém 23. “vítima de preconceito”, implica não só aceitar as 24. pessoas como são, mas também acreditar que todos 25. sejam capazes de evoluir por méritos próprios. Ao 26. afirmar que a modalidade “permitida” pode vitimizar 27. quem a utiliza – pela ação do “outro ameaçador” –, os  28. autores estão  deslocando  o  foco  da  importância  29. de   construir   conhecimento   de   modo   autônomo  30. e  reflexivo  e  enfatizando  o  julgamento  alheio, 31. novamente reforçando o preconceito. Ora, aula de lín- 32. gua materna é aula de cidadania, e ninguém se torna 33. cidadão por receio do “outro ameaçador”. O aluno deve 34. ter oportunidade de conhecer e desenvolver múltiplas 35. linguagens porque assim ele poderá expressar ideias 36. e sentimentos com mais autonomia. E, talvez, com 37. menos preconceito. 38. Tudo isso pode parecer muito sutil, mas a lingua- 39. gem é feita de sutilezas, para o bem ou para o mal Se a passagem “um trecho da obra me preocupou, e destaco” (linha 08) fosse transposta para a fala indireta, a forma correta resultante poderia ser: “A autora afirmou que um trecho da obra
  9. 69. UFSM
    A famosa “Carta de achamento do Brasil”, mais conhecida como “A carta de Pero Vaz de Caminha”, foi o primeiro manuscrito que teve como objeto a terra recém-descoberta. Nela encontramos o primeiro registro de nosso país, feito pelo escrivão do rei de Portugal, Pero Vaz de Caminha.    Podemos inferir, então, a seguinte intenção dos portugueses:
  10. 70. FGV-RJ 2013
    BOCAGE NO FUTEBOL Quando eu tinha meus cinco, meus seis anos, morava, ao lado de minha casa, um garoto que era tido e havido como o anticristo da rua. Sua idade regulava com a minha. E justiça se lhe faça: — não havia palavrão que ele não praticasse. Eu, na minha candura pânica, vivia cercado de conselhos, por todos os lados: — “Não brinca com Fulano, que ele diz nome feio!”. E o Fulano assumia, aos meus olhos, as proporções feéricas de um Drácula, de um Nero de fita de cinema.   Mas o tempo passou. E acabei descobrindo que, afinal de contas, o anjo de boca suja estava com a razão. Sim, amigos: — cada nome feio que a vida extrai de nós é um estímulo vital irresistível. Por exemplo: — os nautas camonianos. Sem uma sólida, potente e jucunda pornografia, um Vasco da Gama, um Colombo, um Pedro Álvares Cabral não teriam sido almirantes nem de barca da Cantareira. O que os virilizava era o bom, o cálido, o inefável palavrão.   Mas, se nas relações humanas em geral, o nome feio produz esse impacto criador e libertário, que dizer do futebol? Eis a verdade: — retire-se a pornografia do futebol e nenhum jogo será possível. Como jogar ou como torcer se não podemos xingar ninguém? O craque ou o torcedor é um Bocage. Não o Bocage fidedigno, que nunca existiu. Para mim, o verdadeiro Bocage é o falso, isto é, o Bocage de anedota. Pois bem: — está para nascer um jogador ou um torcedor que não seja bocagiano. O craque brasileiro não sabe ganhar partidas sem o incentivo constante dos rijos e imortais palavrões da língua. Nós, de longe, vemos os 22 homens correndo em campo, matando-se, agonizando, rilhando os dentes. Parecem dopados e realmente o estão: — o chamado nome feio é o seu excitante eficaz, o seu afrodisíaco insuperável. Nélson Rodrigues, À sombra das chuteiras imortais. São Paulo: Cia. das Letras, 1993.   Leia também este texto, para responder à questão. Quando Bauer, o de pés ligeiros, se apoderou da cobiçada esfera, logo o suspeitoso Naranjo lhe partiu ao encalço, mas já Brandãozinho, semelhante à chama, lhe cortou a avançada. A tarde de olhos radiosos se fez mais clara para contemplar aquele combate, enquanto os agudos gritos e imprecações em redor animavam os contendores. A uma investida de Cárdenas, o de fera catadura, o couro inquieto quase se foi depositar no arco de Castilho, que com torva face o repeliu. Eis que Djalma, de aladas plantas, rompe entre os adversários atônitos, e conduz sua presa até o solerte Julinho, que a transfere ao valoroso Didi, e este por sua vez a comunica ao belicoso Pinga. (...)   Assim gostaria eu de ouvir a descrição do jogo entre brasileiros e mexicanos, e a de todos os jogos: à maneira de Homero. Mas o estilo atual é outro, e o sentimento dramático se orna de termos técnicos. Carlos Drummond de Andrade, Quando é dia de futebol. Rio: Record, 2002.   Ambos os textos – o de Nélson Rodrigues e o de Drummond – pertencem à modalidade textual conhecida como
  11. 71. UFAM 2009
    Dois perdidos numa noite suja, Eles não usam black-tie e O Beijo no asfalto são peças de teatro escritas, respectivamente, por:
  12. 72. PUC-RJ 2008
    Recordação Agora, o cheiro áspero das flores Leva-me os olhos por dentro de suas pétalas. Eram assim teus cabelos; Tuas pestanas eram assim, finas e curvas. As pedras limosas, por onde a tarde ia aderindo, tinham a mesma exalação de água secreta, de talos molhados, de pólen, de sepulcro e de ressurreição. E as borboletas sem voz dançavam assim veludosamente. Restitui-te na minha memória, por dentro das flores! Deixa virem teus olhos, como besouros de ônix, tua boca de malmequer orvalhado, e aquelas tuas mãos dos inconsoláveis mistérios, com suas estrelas e cruzes, e muitas coisas tão estranhamente escritas nas suas nervuras nítidas de folha, – e incompreensíveis, incompreensíveis. Fonte: MEIRELES, Cecília. Obra poética. Rio de Janeiro: José Aguilar Editora, 1972, p.154   O poema de Cecília Meireles caracteriza-se pela visão intimista do mundo, a presença de associações sensoriais e a aproximação do humano com a natureza. A memória é a fonte de inspiração do eu poético. A partir dessas afirmações, a identificação adequada do gênero literário predominante do texto, com a justificativa pertinente a essa classificação, está na proposição:
  13. 73. UFRGS 2014
    Considere as seguintes afirmações sobre os poemas de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa.     I - No poema em que “vê” Jesus (Num meio-dia de fim de primavera/ tive um sonho como uma fotografia./ Vi Jesus Cristo descer à terra.), o eu-lírico saúda Jesus na condição de menino travesso, mas obediente, que cuida das cabras do rebanho e convive carinhosamente com a Virgem Maria.   II - No poema cujos primeiros versos são O meu olhar azul como o céu/ É calmo como a água ao sol./ É assim, azul e calmo,/ Porque não interroga nem se espanta..., a expressão direta, muito ritmada mas sem rimas nem métrica fixa, está a serviço da enunciação da natureza imanente e das sensações também diretas que ela desperta no poeta.   III- No poema cujos primeiros versos são O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia/ Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, o poeta estabelece o contraste entre a fama e a história do rio Tejo e a irrelevância do rio provinciano, que é amado, no entanto, por ter às suas margens a aldeia medieval habitada há gerações pela família de Caeiro.     Quais estão corretas?
  14. 74. UNIFESP 2014
    Leia o soneto de Cláudio Manuel da Costa para responder à questão.     Onde estou? Este sítio desconheço: Quem fez tão diferente aquele prado? Tudo outra natureza tem tomado; E em contemplá-lo tímido esmoreço.   Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço De estar a ela um dia reclinado; Ali em vale um monte está mudado: Quanto pode dos anos o progresso!   Árvores aqui vi tão florescentes, Que faziam perpétua a primavera: Nem troncos vejo agora decadentes.   Eu me engano: a região esta não era; Mas que venho a estranhar, se estão presentes Meus males, com que tudo degenera! (Obras, 1996.)     No soneto, o eu lírico expressa-se de forma
  15. 75. UNICENTRO 2014
    Leia o trecho da peça O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, a seguir, e responda à questão. HELOÍSA – Faz versos? PINOTE – Sendo preciso... Quadrinhas... Acrósticos... Sonetos... Reclames. HELOÍSA – Futuristas? PINOTE – Não senhora! Eu já fui futurista. Cheguei a acreditar na independência... Mas foi uma tragédia! Começaram a me tratar de maluco. A me olhar de esguelha. A não me receber mais. As crianças choravam em casa. Tenho três filhos. No jornal também não pagavam, devido à crise. Precisei viver de bicos. Ah! Reneguei tudo. Arranjei aquele instrumento (mostra a faca) e fiquei passadista. (ANDRADE, O. O Rei da Vela. São Paulo: Globo, 2004, p.58.)   Sobre essa peça, assinale a alternativa correta.
  16. 76. UERJ 2009
    Piaimã1 A inteligência do herói estava muito perturbada. Acordou com os berros da bicharia lá em baixo nas ruas, disparando entre as malocas temíveis. E aquele diacho de sagüi-açu2 (...) não era sagüim não, chamava elevador e era uma máquina. De-manhãzinha ensinaram que todos aqueles piados berros cuquiadas sopros roncos esturros não eram nada disso não, eram mas cláxons3 campainhas apitos buzinas e tudo era máquina. As onças pardas não eram onças pardas, se chamavam fordes hupmobiles chevrolés dodges mármons e eram máquinas. Os tamanduás os boitatás4 as inajás5 de curuatás6 de fumo, em vez eram caminhões bondes autobondes anúncios-luminosos relógios faróis rádios motocicletas telefones gorjetas postes chaminés... Eram máquinas e tudo na cidade era só máquina! O herói aprendendo calado. De vez em quando estremecia. Voltava a ficar imóvel escutando assuntando maquinando numa cisma assombrada. Tomou-o um respeito cheio de inveja por essa deusa de deveras forçuda, Tupã7 famanado que os filhos da mandioca chamavam de Máquina, mais cantadeira que a Mãe-d’água8, em bulhas9 de sarapantar10. Então resolveu ir brincar com a Máquina pra ser também imperador dos filhos da mandioca. Mas as três cunhãs11 deram muitas risadas e falaram que isso de deuses era gorda mentira antiga, que não tinha deus não e que com a máquina ninguém não brinca porque ela mata. A máquina não era deus não, nem possuía os distintivos femininos de que o herói gostava tanto. Era feita pelos homens. Se mexia com eletricidade com fogo com água com vento com fumo, os homens aproveitando as forças da natureza. Porém jacaré acreditou? nem o herói! (...) Macunaíma passou então uma semana sem comer nem brincar só maquinando nas brigas sem vitória dos filhos da mandioca com a Máquina. A Máquina era que matava os homens porém os homens é que mandavam na Máquina... Constatou pasmo que os filhos da mandioca eram donos sem mistério e sem força da máquina sem mistério sem querer sem fastio, incapaz de explicar as infelicidades por si. Estava nostálgico assim. Até que uma noite, suspenso no terraço dum arranhacéu com os manos, Macunaíma concluiu: — Os filhos da mandioca não ganham da máquina nem ela ganha deles nesta luta. Há empate. Não concluiu mais nada porque inda não estava acostumado com discursos porém palpitava pra ele muito embrulhadamente muito! que a máquina devia de ser um deus de que os homens não eram verdadeiramente donos só porque não tinham feito dela uma Iara explicável mas apenas uma realidade do mundo. De toda essa embrulhada o pensamento dele sacou bem clarinha uma luz: os homens é que eram máquinas e as máquinas é que eram homens. Macunaíma deu uma grande gargalhada. Percebeu que estava livre outra vez e teve uma satisfa mãe. MÁRIO DE ANDRADE Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Belo Horizonte: Itatiaia, 1986. Vocabulário: 1 Piaimã – personagem do romance 2 sagüi-açu, sagüim – macacos pequenos 3 cláxon – buzina externa nos automóveis antigos 4 boitatá – cobra-de-fogo, na mitologia tupi-guarani 5 inajá – palmeira de tamanho médio 6 curuatá – flor de palmeira 7 Tupã – entidade da mitologia tupi-guarani 8 Mãe-d’água – espécie de sereia das águas amazônicas 9 bulha – confusão de sons 10 sarapantar – espantar 11 cunhã – mulher jovem, em tupi   No primeiro parágrafo, a intensidade da experiência do herói, no contato com a modernização da cidade, ganha ênfase. O recurso narrativo que exprime essa ênfase se constitui pela:
  17. 77. UEMS 2006
    Leia as afirmações a seguir:   I. O modernismo foi um momento de grande agitação intelectual. A constante valorização da tradição clássica, sobretudo nos primeiros autores, caso específico de Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia, fez do movimento um dos mais diversificados dentro da tradição literária nacional, o que marca a importância do modernismo no contexto literário brasileiro. II. A antropofagia oswaldiana, o verde amarelismo, assim como a rebeldia de autores como Mário de Andrade e Manuel Bandeira servem de exemplo para a compreensão da diversidade de temas e estilos inerentes à postura modernista. Poemas como “Os sapos”, “Ode ao burguês” e “Cacto”, nesse sentido, são exemplos de que o movimento modernista no Brasil soube filtrar as influências européias sendo, por isso, um dos prolongamentos mais felizes do parnasianismo nas Letras brasileiras. III. Poemas como “Cacto”, “Noturno da rua da Lapa”, “Poética”, “Cunhantã”, entre outros, compreendem uma nova postura não só temática, mas também estilística imposta pelo modernismo às Letras brasileiras. O tom discursivo muito prosaico, as mudanças de ritmo e as constantes referências à tradição, presentes nos quatro textos, são redimensionadas por uma nova forma de expressão, em muito rebelde e inovadora.   Assinale a alternativa correta:  
  18. 78. UEMS 2008
    Capítulo XVII   Os Vermes   “Ele fere e cura”! Quando, mais tarde, vim a saber que a lança de Aquiles também curou uma ferida que fez, tive tais ou quais veleidades de escrever uma dissertação a este propósito. Cheguei a pegar em livros velhos, livros mortos, livros enterrados, a abri-los, a compará-los, catando o texto e o sentido, para achar a origem comum do oráculo pagão e do pensamento israelita. Catei os próprios vermes dos livros, para que me dissessem o que havia nos textos roídos por eles. – Meu senhor, respondeu-me um longo verme gordo, nós não sabemos absolutamente nada dos textos que roemos, nem escolhemos o que roemos, nem amamos ou detestamos o que roemos; nós roemos. Não lhe arranquei mais nada. Os outros todos, como se houvessem passado palavra, repetiam a mesma cantilena. Talvez este discreto silêncio sobre os textos roídos fosse ainda um modo de roer o roído.     Observe os excertos: I. O texto constitui-se como uma narrativa em primeira pessoa, por meio de recursos lingüísticos que lhe conferem alto teor subjetivo. II. A fala do “longo verme gordo” encontra-se retomada na forma de discurso indireto. III. A frase final do texto apresenta uma reflexão pessoal do narrador, e não um simples relato dos fatos.   Está(-ão) correto(s) o(s) excerto(s):  
  19. 79. UEMS 2008
    “A terra é mui graciosa, Tão fértil eu nunca vi. A gente vai passear, No chão espeta um caniço, No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro.” MENDES, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.     Esses versos, de Murilo Mendes, poeta da segunda fase do Modernismo brasileiro, parodiam qual texto da nossa tradição literária:  
  20. 80. UEMS 2008
    Num determinado trecho do conto Legião estrangeira, de Clarice Lispector, a narradora diz a respeito da personagem Ofélia: “Diante de meus olhos fascinados, ali diante de mim, como um ectoplasma, ela estava se transformando em criança”. Sobre esse trecho, é correto afirmar que:
  21. 81. UEMS 2010
    Considere o texto (fragmento) “Sermão de Santo Antônio aos peixes”, para responder à questão.   A primeira coisa que me desedifica, peixes, de vós, é que comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda maior. Não só vos comeis uns aos outros senão que os grandes comem os pequenos. Se fora ao contrário era menos mal. Se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande. (...) Os homens com suas más e perversas cobiças, vêm a ser como os peixes que se comem uns aos outros. Vieira, Antônio. Sermões: a arte da retórica. São Paulo: Russel, 2006     Considerando o texto “Sermão de Santo Antônio aos peixes” e o estilo utilizado, Vieira   I. desenvolve seus temas por meio de raciocínios tortuosos e encadeamento rigorosamente lógico. II. estabelece analogias e comparações entre situações de sua época e passagens bíblicas. III. faz uso de rebuscada linguagem barroca, o que torna sua temática ultrapassada. IV. revela em seus textos um hábil manejo da linguagem.   É verdadeiro o que se afirma apenas em  
  22. 82. FASEH 2013
    Assinale a alternativa INCORRETA considerando a obra literária Eu e Outras poesias, de Augusto dos Anjos, na história da Literatura Brasileira.
  23. 83. FASEH 2013
    Assinale a alternativa CORRETA, considerando os estilos de época da literatura brasileira em relação à obra literária Formas do Nada, de Paulo Henriques Britto.
  24. 84. UNIR 2011
    Vila Rica O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre; Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição Na torturada entranha abriu da terra nobre: E cada cicatriz brilha como um brasão. O ângelus plange ao longe em doloroso dobre, O último ouro de sol morre na cerração. E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre, O crepúsculo cai como uma extrema-unção. Agora, para além do cerro, o céu parece Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu... A neblina, roçando o chão, cicia, em prece, Como uma procissão espectral que se move... Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu... Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove. (BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)   Cancioneiro da Inconfidência (Excerto Canto XXXI)   Por aqui passava um homem – e como o povo se ria! – que reformava este mundo de cima da montaria.   Tinha um machinho rosilho. Tinha um machinho castanho. Dizia: "Não se conhece país tamanho!‟    'Do Caeté a Vila Rica, tudo ouro e cobre! O que é nosso, vão levando... E o povo aqui sempre pobre!'    Por aqui passava um homem – e como o povo se ria! – que não passava de Alferes de cavalaria!    'Quando eu voltar – afirmava – outro haverá que comande. Tudo isto vai levar volta, e eu serei grande!'    'Faremos a mesma coisa que fez a América Inglesa!'  E bradava: "Há de ser nossa tanta riqueza!"   Por aqui passava um homem – e como o povo se ria! – 'Liberdade ainda que tarde' nos prometia. (MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)   Da leitura dos textos, pode-se depreender que
  25. 85. UNIR 2011
    Vila Rica O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre; Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição Na torturada entranha abriu da terra nobre: E cada cicatriz brilha como um brasão. O ângelus plange ao longe em doloroso dobre, O último ouro de sol morre na cerração. E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre, O crepúsculo cai como uma extrema-unção. Agora, para além do cerro, o céu parece Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu... A neblina, roçando o chão, cicia, em prece, Como uma procissão espectral que se move... Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu... Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove. (BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)   Cancioneiro da Inconfidência (Excerto Canto XXXI)   Por aqui passava um homem – e como o povo se ria! – que reformava este mundo de cima da montaria.   Tinha um machinho rosilho. Tinha um machinho castanho. Dizia: "Não se conhece país tamanho!‟    'Do Caeté a Vila Rica, tudo ouro e cobre! O que é nosso, vão levando... E o povo aqui sempre pobre!'    Por aqui passava um homem – e como o povo se ria! – que não passava de Alferes de cavalaria!    'Quando eu voltar – afirmava – outro haverá que comande. Tudo isto vai levar volta, e eu serei grande!'    'Faremos a mesma coisa que fez a América Inglesa!'  E bradava: "Há de ser nossa tanta riqueza!"   Por aqui passava um homem – e como o povo se ria! – 'Liberdade ainda que tarde' nos prometia. (MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)   Sobre o poema "Cancioneiro da Inconfidência", analise as afirmativas a seguir. I - O poema mescla dois tempos: o dos eventos relatados e o do presente do sujeito lírico, conforme comprovam os tempos verbais em "Por aqui passava um homem / - e como o povo se ria! -". II - O sujeito poético se identifica aos recebedores da promessa da personagem, "Liberdade ainda que tarde / nos prometia." III - "Cancioneiro da Inconfidência" é fruto da veia simbolista de Cecília Meireles, marcada pelo vago e impreciso, pela busca de transcendência. IV - A descrição de Tiradentes é interrompida pelo comentário: "- e como o povo se ria! - que mostra a ambiguidade no processo de torná-lo herói." Estão corretas as afirmativas  
  26. 86. FASEH 2013
    Sobre o gênero narrativo compreendido como gênero literário, assinale a alternativa CORRETA.
  27. 87. UFLA 2014
    LIRA 77   Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro, fui honrado pastor da tua aldeia; vestia finas lãs e tinha sempre a minha choça do preciso cheia. Tiraram-me o casal, e o manso gado, nem tenho, a que me encoste, um só cajado.   Para ter que te dar, é que eu queria de mor rebanho ainda ser o dono; prezava o teu semblante, os teus cabelos ainda muito mais que um grande Trono. Agora que te oferte já não vejo além de um puro amor, de um são desejo.   Se o rio levantado me causava, levando a sementeira, prejuízo, eu alegre ficava, apenas via na tua breve boca um ar de riso. Tudo agora perdi; nem tenho o gosto de ver-te aos menos compassivo o rosto.   Propunha-me dormir no teu regaço as quentes horas da comprida sesta, escrever teus louvores nos olmeiros, toucar-te de papoulas na floresta. Julgou o justo Céu, que não convinha que a tanto grau subisse a glória minha. [...] GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: Ática, 1999.   O fragmento pertence à segunda parte de Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga. Sobre esse fragmento, é CORRETO afirmar que um pastor se dirige à Marília:
  28. 88. UFLA 2014
    LIRA 77   Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro, fui honrado pastor da tua aldeia; vestia finas lãs e tinha sempre a minha choça do preciso cheia. Tiraram-me o casal, e o manso gado, nem tenho, a que me encoste, um só cajado.   Para ter que te dar, é que eu queria de mor rebanho ainda ser o dono; prezava o teu semblante, os teus cabelos ainda muito mais que um grande Trono. Agora que te oferte já não vejo além de um puro amor, de um são desejo.   Se o rio levantado me causava, levando a sementeira, prejuízo, eu alegre ficava, apenas via na tua breve boca um ar de riso. Tudo agora perdi; nem tenho o gosto de ver-te aos menos compassivo o rosto.   Propunha-me dormir no teu regaço as quentes horas da comprida sesta, escrever teus louvores nos olmeiros, toucar-te de papoulas na floresta. Julgou o justo Céu, que não convinha que a tanto grau subisse a glória minha. [...] GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: Ática, 1999.   Sobre a poesia de natureza pastoral, como é o caso de Marília de Dirceu, é correto dizer que ela propõe uma visão alegórica ou “fingida” das coisas. Nesse sentido, no poema, observa-se:
  29. 89. UFJF 2012
    Nel mezzo del camim... Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada E triste, e triste e fatigado eu vinha. Tinhas a alma de sonhos povoada, E alma de sonhos povoada eu tinha... E paramos de súbito na estrada Da vida: longos anos, presa à minha A tua mão, a vista deslumbrada Tive da luz que teu olhar continha. Hoje segues de novo... Na partida Nem o pranto os teus olhos umedece, Nem te comove a dor da despedida. E eu, solitário, volto a face, e tremo, Vendo o teu vulto que desaparece Na extrema curva do caminho extremo. (BILAC, Olavo. Poesias. São Paulo: Martins Fontes, 2001, p. 127.)    No meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra. (ANDRADE, Carlos Drummond. Nova reunião. Rio de Janeiro: José Olympio, 1983, p. 15.)   O título do soneto de Olavo Bilac está em italiano, pois faz a citação, no original, do primeiro verso de um famoso poema de Dante Alighieri, A Divina Comédia, no qual se lê “Nel mezzo del camin de nostra vita / mi retrovai por una selva oscura”, cuja tradução pode ser “No meio do caminho de nossa vida / me encontrava numa selva escura”. Da mesma forma, o poema de Carlos Drummond de Andrade dialoga, através de uma relação de intertextualidade, diretamente com o soneto de Olavo Bilac. Considerando o tipo de referência de cada um dos poetas, é correto afirmar que:
  30. 90. UFJF 2012
    Texto I Uma noite em 67 Era 21 de outubro de 1967. No Teatro Paramount, centro de São Paulo, acontecia a final do III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. Diante de uma plateia fervorosa - disposta a aplaudir ou vaiar com igual intensidade -, alguns dos artistas hoje considerados de importância fundamental para a MPB se revezavam no palco para competir entre si. As canções se tornariam emblemáticas, mas até aquele momento permaneciam inéditas. Entre os 12 finalistas, Chico Buarque e o MPB 4 vinham com “Roda Viva”; Caetano Veloso, com “Alegria, Alegria”’; Gilberto Gil e os Mutantes, com “Domingo no Parque”; Edu Lobo,  com “Ponteio”; Roberto Carlos, com o samba “Maria, Carnaval e Cinzas”; e Sérgio Ricardo, com “Beto Bom de  Bola”. A briga tinha tudo para ser boa. E foi. Entrou para a história dos festivais, da música popular e da cultura do País. “É naquele momento que o Tropicalismo explode, a MPB racha, Caetano e Gil se tornam ídolos instantâneos, e se confrontam as diversas correntes musicais e políticas da época”, resume o produtor musical, escritor e compositor Nelson Motta. O Festival de 1967 teve o seu ápice naquela noite. Uma noite que se notabilizou não só pelas revoluções artísticas, mas também por alguns dramas bem peculiares, em um período de grandes tensões e expectativas. Foi naquele dia, por exemplo, que Sérgio Ricardo selou seu destino artístico ao  quebrar o violão e atirá-lo à plateia depois de ser duramente vaiado pela canção “Beto Bom de Bola”. O documentário Uma Noite em 67, dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil, mostra os elementos que transformaram aquela final de festival no clímax da produção musical dos anos 60 no Brasil. Para tanto, o filme resgata imagens históricas e traz depoimentos inéditos dos principais personagens: Chico, Caetano, Roberto, Gil, Edu e Sérgio Ricardo. Além deles, algumas testemunhas privilegiadas da festa/batalha, como o jornalista Sérgio Cabral (um dos jurados) e o produtor Solano Ribeiro, partilham suas memórias de uma noite inesquecível.   Notas da imprensa "Para quem viveu aqueles anos, trata-se de um passeio pela memória; para quem, daquelas canções, conhece apenas as lendas (...), o filme é um passeio pelo Brasil que fez manifestação contra a guitarra elétrica e, calado pela ditadura, parecia disposto a vaiar quem quer que fosse, de Roberto Carlos a Caetano Veloso" (Ana Paula Sousa – Folha de S. Paulo) "Contra a azia e a má digestão causadas pelas recentes falas de dois generais, existe um antiácido. Trata-se do documentário "Uma Noite em 67", de Renato Terra e Ricardo Calil (...). É uma deliciosa viagem" (Zuenir Ventura – O Globo) . "O filme faz uma excepcional prospecção de imagens da época e acerta ao preservar as apresentações completas dos concorrentes" (Luiz Zanin – O Estado de S. Paulo)inesquecível. "O filme é mais do que ‘musical’. É político, ideológico. Foi, para mim, uma experiência visceral." (Luiz Carlos Merten – O Estado de S. Paulo) "Um programa de TV? Um ringue de luta? Uma festinha doméstica de fim de ano? Ou um microcosmo da cultura em transformação? O festival foi tudo isso e muito mais. O filme o rememora mediante reflexões reveladoras, contradições expostas e informações inéditas de bastidores. Não precisa mais que isso para se ter um bom documentário." (Carlos Alberto Mattos) "'Uma Noite em 67' é um documentário sobre seis canções. Simples assim. O complexo, na história do filme e do Brasil, é que em torno dessas apresentações giraram e ainda giram as questões mais essenciais da nossa cultura popular." (Carlos Nader, documentarista - Trip) "Nos divertimos muito vendo o documentário “Uma Noite em 67”. O formato é simples, alternando imagens da época com depoimentos recentes dos cantores, mas generoso em detalhes." (Daniel Piza, O Estado de S. Paulo) (...)   Contexto histórico Entre 1965 e 1972, o Brasil viveu o auge do que ficou conhecido como a Era dos Festivais. Organizados pelas TVs Record, Excelsior, Globo e Rio em forma de programas de auditório, os festivais eram grandes competições da música brasileira que se mostraram capazes de mobilizar a população tanto quanto uma disputa de clássicos no futebol. Nesses programas, novos compositores e intérpretes ganhavam  espaço para mostrar seu talento. Nomes como Elis Regina, Jair Rodrigues, Edu Lobo, Nara Leão, Chico Buarque, Caetano Veloso, Jorge Ben e Raul Seixas emocionaram multidões em apresentações históricas, sedimentaram suas carreiras e ajudaram a fazer a transição do intimismo da bossa nova e do samba-canção para a encruzilhada de possibilidades da MPB. Tradição e modernidade se desentenderam e fizeram as pazes nos festivais – especialmente no da TV Record, de 1967, no qual as tensões políticas do País ajudaram a esquentar uma já quente briga. O saldo da edição foi um violão quebrado, uma MPB inaugurada e algumas canções imortalizadas. http://www.sampaonline.com.br/colunas/elmo/coluna2001set14.htm http://www.umanoiteem67.com.br/o-filme-2.html     Texto II "Uma Noite em 67" é o tipo do filme que levanta o público e Terra e Calil já se acostumaram a ver espectadores exaltados - e eufóricos com o que para muitos ainda é uma novidade. "Uma Noite em 67" dirige seu foco para a noite de encerramento do Festival da Record de 1967, talvez o mais emblemático dos festivais de música ocorridos no País. Algo decisivo ocorreu naquela noite. O Brasil vivia sob uma ditadura e o palco virou cenário de uma disputa ideológica. A guerra da canção de protesto com a guitarra elétrica, símbolo da dominação imperialista, que Gilberto Gil usou em "Domingo no Parque". Colocar guitarra elétrica na MPB era considerado de direita. Os artistas de raiz, contrários à guitarra, eram de esquerda. Houve um clima de radicalismo - um Fla-Flu musical, como define Calil. "Não quisemos fazer um filme didático, mas trabalhar o emocional, entregando ao público um documentário que as pessoas precisam completar." E elas completam - e como! Quatro músicas dominavam a competição - "Ponteio", "Domingo no Parque", "Roda Viva" e "Alegria, Alegria". "Até hoje elas polarizam as opiniões. Tem gente que reclama por que Alegria, Alegria não ganhou, ou Roda Viva". O público que viveu a época agradece aos diretores por trazê-la de volta. Os jovens, porque o filme os projeta num mundo que não conheceram. http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,uma-noite-em-67-revive-festival-de-musica-da-record,588109,0.htm   No texto I, fala-se da “guerra” contra a guitarra elétrica. No texto II, justifica-se essa manifestação do público, falando-se de “disputa ideológica”. Nesse momento da música no Brasil, a guitarra
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