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Exercícios de José de Alencar - Iracema

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  1. 1. UESPI 2012
    Romance escrito em 1865, Iracema, de José de Alencar, aborda fatos e feitos da colonização portuguesa no Brasil. Sobre esta obra, é correto afirmar que:
  2. 2. UFU 2001
    Sobre "Iracema", de José de Alencar, podemos dizer que 1) as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade, porque tudo é narrado de forma explícita. 2) em "Iracema" temos o nascimento lendário do Ceará, a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. 3) Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro, fruto do índio e do branco. 4) a linguagem do romance "Iracema" é altamente poética, embora o texto esteja em prosa. Alencar consegue belos efeitos linguísticos ao abusar de imagens sobre imagens, comparações sobre comparações. Assinale:
  3. 3. PUC-SP 2007
    Considere os dois fragmentos extraídos de "IRACEMA", de José de Alencar. I. Onde vai a afouta jangada, que deixa rápida a costa cearense, aberta ao fresco terral a grande vela? Onde vai como branca alcíone buscando o rochedo pátrio nas solidões do oceano? Três entes respiram sobre o frágil lenho que vai singrando veloce, mar em fora. Um jovem guerreiro cuja tez branca não cora o sangue americano; uma criança e um rafeiro que viram a luz no berço das florestas, e brincam irmãos, filhos ambos da mesma terra selvagem. II. O cajueiro floresceu quatro vezes depois que Martim partiu das praias do Ceará, levando no frágil barco o filho e o cão fiel. A jandaia não quis deixar a terra onde repousava sua amiga e senhora. O primeiro cearense, ainda no berço, emigrava da terra da pátria. Havia aí a predestinação de uma raça? Ambos apresentam índices do que poderia ter acontecido no enredo do romance, já que constituem o começo e o fim da narrativa de Alencar. Desse modo, é possível presumir que o enredo apresenta
  4. 4. UPF 2015
    Sobre o romance Iracema, de José de Alencar, é incorreto afirmar que:
  5. 5. UFSM 2015
    O nacionalismo literário do Romantismo brasileiro tem na prosa indianista sua maior expressão. Leia atentamente o excerto seguinte e marque verdadeira (V) ou falsa (F) em cada afirmativa sobre ele. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. Fonte: ALENCAR, 1999, p. 20. (     ) O nacionalismo se traduz, nesse trecho, pela escolha do léxico, que incorpora palavras em tupi, por exemplo. (     ) Os atributos da protagonista metaforizam o paraíso, traçando um paralelo entre Iracema e a terra que recebe o colonizador. (     ) A figura indígena e idealizada, como são idealizados também o espaço e as origens do povo brasileiro ao longo do romance. (     ) A caracterização de Iracema assinala sua total integração a natureza. A sequência correta é
  6. 6. UEL 1998
    No romance IRACEMA, José de Alencar
  7. 7. FPP 2016
    Leia as seguintes sentenças sobre a obra Iracema, de José de Alencar. I. Constitui obra de exaltação da flora e fauna brasileira, mas apresenta o índio como representante de uma raça inferior e inculta. II. A obra representa o mito alencariano composto pelo herói, o índio, resistente à colonização e à presença do ‘outro’, e o branco, colonizador agressivo que deseja destruir o nativo. III. A personagem Martim, representação do colonizador europeu, apesar de seu amor por Iracema, resiste à cultura indígena e rejeita a língua e os costumes nativos. IV. A personagem Iracema, representação do índio exaltado pela literatura do período romântico, pode ser considerada um símbolo da terra mãe, o Brasil. V. O romance apresenta, por meio de estilo lírico, uma idealização do índio brasileiro. Considerando-se as características da obra e os princípios estéticos e ideológicos do período romântico brasileiro, pode-se afirmar que:
  8. 8. UFRGS 2006
    No capítulo XV do romance "Iracema", de José de Alencar, Iracema e Martim tornam-se, efetivamente, marido e mulher. Em relação a esse episódio, é correto afirmar que
  9. 9. ITA 2011
    Acerca da protagonista do romance Iracema, de José Alencar, pode-se dizer que I. é uma heroína romântica, tanto por sua proximidade com a natureza, quanto por agir em nome do amor, a ponto de romper com a sua própria tribo e se entregar a Martim. II. é uma personagem integrada à natureza, mas que se corrompe moralmente depois que se apaixona por um homem branco civilizado e se entrega a ele. III. possui grande beleza física, descrita com elementos da natureza, o que faz da personagem uma representação do Brasil pré-colonizado. Está(ão) correta(s)
  10. 10. ALBERT EINSTEIN 2017
    “Os olhos de Iracema, estendidos pela floresta, viram o chão juncado de cadáveres de seus irmãos; e longe o bando dos guerreiros tabajaras que fugia em nuvem negra de pó. Aquele sangue que enrubescia a terra, era o mesmo sangue brioso que lhe ardia nas faces de vergonha. O pranto orvalhou seu lindo semblante. Martim afastou-se para não envergonhar a tristeza de Iracema.” O trecho acima integra a obra Iracema, publicada em 1865 por José de Alencar. Considerando este romance em sua inteireza, do trecho em questão, NÃO É CORRETO afirmar que
  11. 11. UNEMAT 2010
    Com relação ao romance Iracema, de José de Alencar, relacione a segunda coluna de acordo com a primeira.   Coluna I (1) Iracema (2) Araquém (3) Andira (4) Martim (5) Juçara   Coluna II ( ) Estrangeiro, guerreiro branco ( ) Espécie de morcego ( ) Índia da nação Tabajaras ( ) Pai de Iracema ( ) Espécie de palmeira Assinale a alternativa correta.
  12. 12. FATEC 2012
    Iracema, obra de José de Alencar, configura-se como um mito que dialoga intertextualmente com histórias mais  recentes do cinema, tais como Pocahontas e Avatar.  Assinale a alternativa em que esse mito está corretamente descrito.
  13. 13. UNEMAT 2008
    Assinale a alternativa CORRETA com relação ao romance Iracema, de José de Alencar. A personagem Martim:
  14. 14. UNEMAT 2010
    No primeiro capítulo de Iracema, de José de Alencar, a descrição da protagonista se faz através da comparação com elementos da natureza. Numere a coluna 2 de acordo com a coluna 1, identificando as referências à natureza que correspondem às características da personagem.   COLUNA 1 1- Cor dos cabelos 2-Doçura do sorriso 3-Perfume do hálito 4-Agilidade 5-Voz   COLUNA 2  ( ) favo de jati ( ) baunilha ( ) asas da graúna ( ) sabiá da mata ( ) ema selvagem   Assinale a alternativa correta.
  15. 15. UFRGS 2014
    Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do enunciado abaixo, na ordem em que aparecem.   O projeto literário de ........ consistia em “radiografar” o Brasil em sua totalidade. Assim, narrou o passado indígena, em ........, a sociedade burguesa fluminense do século XIX, em ........, e o mundo rural em ........ .
  16. 16. UNEMAT 2009
    Considerando que José de Alencar, em sua obra Iracema, traz como protagonista uma índia, assinale a alternativa incorreta.
  17. 17. UNEMAT 2009
    Leia os trechos das obras Iracema e Inocência.   “Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que as asas da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.    O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.   Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas” (Iracema, 1981, p. 14).   “Corta extensa e quase despovoada zona da parte sul-oriental da vastíssima província de Mato Grosso a estrada que da vila de Santana do Paranaíba vai ter ao sítio abandonado de Camapuã. Desde aquela povoação, assente próximo ao vértice do ângulo em que confinam os territórios de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso até ao Rio Sucuriú, afluente do majestoso Paraná [...]; depois, porém, rareiam as casas, mais e mais, e caminha-se largas horas, dias inteiros sem se ver morada nem gente até ao retiro de João Pereira, guarda avançada daquelas solidões, homem chão e hospitaleiro, que acolhe com carinho o viajante desses alongados páramos, oferece-lhe momentâneo agasalho e o provê da matalotagem precisa para alcançar os campos de Miranda e Pequiri, ou da Vacaria e Nioac, no Baixo Paraguai” (Inocência, 1992, p.23-4).   Identifique o que há em comum entre as duas obras e assinale a alternativa correta.
  18. 18. UNEMAT 2010
    José de Alencar e Machado de Assis, bastante próximos no tempo, realçaram a beleza de suas personagens femininas. Leia os fragmentos abaixo e assinale a alternativa correta quanto à diferença de tom dos autores ao caracterizar suas figuras. 1. “Iracema recosta-se langue ao punho da rede; seus olhos negros e fúlgidos, ternos olhos de sabiá, buscam o estrangeiro e lhe entram n’alma. O cristão sorri; a virgem palpita; como o saí, fascinado pela serpente, vai declinando o lascivo talhe, que se debruça enfim sobre o peito do guerreiro” (p. 44-5). 2. “Não podia tirar os olhos daquela criatura de quatorze anos, alta, forte e cheia, apertada em um vestido de chita, meio desbotado [...]. Não soltamos as mãos, nem elas se deixaram cair de cansadas ou de esquecidas. Os olhos fitavam-se e desfitavam-se, e depois de vagarem ao perto, tornavam-se a meter-se uns pelos outros...”(p. 15-6).
  19. 19. FGV-SP 2007
    Leia o texto a seguir, de Iracema, de José de Alencar, e responda às questões a ele pertinentes.               Quanto mais seu passo o aproxima da cabana, mais lento se torna e pesado. Tem medo de chegar; e sente que sua alma vai sofrer, quando os olhos tristes e magoados da esposa entrarem nela.             Há muito que a palavra desertou seu lábio seco; o amigo respeita este silêncio, que ele bem entende. É o silêncio do rio quando passa nos lugares profundos e sombrios.             Tanto que os dois guerreiros tocaram as margens do rio, ouviram o latir do cão a chamá-los e o grito da ará, que se lamentava. Estavam mui próximos à cabana, apenas oculta por uma língua de mato. O cristão parou calcando a mão no peito para sofrear o coração, que saltava como o poraquê.             - O latido de Japi é de alegria, disse o chefe.             - Porque chegou; mas a voz da jandaia é de tristeza. Achará o guerreiro ausente a paz no seio da esposa solitária, ou terá a saudade matado em suas entranhas o fruto do amor?             O cristão moveu o passo vacilante. De repente, entre os ramos das árvores, seus olhos viram sentada, à porta da cabana, Iracema com o filho no regaço, e o cão a brincar. Seu coração o arrojou de um ímpeto, e a alma lhe estalou nos lábios:             - Iracema!... ALENCAR, José de. Iracema. São Paulo: FTD, 1991, p. 86.   Assinale a alternativa correta em relação ao romance.
  20. 20. UNEMAT 2011
    "[...] Verdes mares, que brilhais como líquida esmeralda aos raios do sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros; Serenais, verdes mares, e alisais docemente a vaga impetuosa, para que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas. [...]". Considerando o excerto de Iracema (1865), de José de Alencar, é correto afirmar.
  21. 21. UPE 2014
    Iracema   Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.   Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira.   O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.   Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.   Um dia, ao pino do sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos. Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto.   Iracema saiu do banho; o aljôfar d'água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das penas do gará as flechas de seu arco, e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto agreste.   A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome; outras remexe o uru de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá, as agulhas da juçara com que tece a renda, e as tintas de que matiza o algodão. (...) José de Alencar   Sobre alguns aspectos relevantes da prosa de Alencar e da personagem do texto acima, considere as afirmativas a seguir.   I. Iracema é colocada em um cenário que, como ela mesma, é mostrado com exuberância e vivacidade, como no trecho: “Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara.”. II. Iracema é descrita a partir de um foco que põe em destaque, principalmente, sua sensualidade e erotismo, como em “Iracema saiu do banho; o aljôfar d'água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva.”. III. Alencar mostra Iracema sob um ponto de vista que realça a sua absoluta integração à natureza, como em “Enquanto repousa concerta com o sabiá da mata o canto agreste” e “A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela.”. IV. A prosa de Alencar, de primorosa escolha vocabular e apoiada em ampla pesquisa linguística, é também permeada de belas imagens, ritmo e sonoridade que resultam em efeitos estéticos que a aproximam do texto poético.   Estão CORRETAS, apenas:
  22. 22. UNEMAT 2006
    A narrativa de Iracema recria e interpreta uma realidade brasileira, expondo traços e aspectos sociais bastantes particulares. Nela, o escritor busca a superação de nossa “falta” pelo modelo que se apresentava, já que em um país subdesenvolvido como o Brasil, a elaboração de uma hipótese nacional coerente sofre de maneira acentuada as influências externas. Nesse particular, assinale a alternativa CORRETA.
  23. 23. FGV-SP 2010
    Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. (...) Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. (...) Iracema saiu do banho: o aljôfar d’água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das penas do guará as flechas de seu arco, e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto agreste. (...) Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se. Diante dela e todo a contemplá-la está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo. Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido. Há vários pontos de contato entre as obras Iracema e Macunaíma. Por exemplo, o excerto “No fundo do mato virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite” exemplifica um dos vários estilos de narrar usados na obra modernista, o qual pode ser comparado ao de Iracema, por apresentar um tom 
  24. 24. UNEMAT 2008
    Analise a questão e preencha a coluna B de acordo com a coluna A. COLUNA A 1. Quincas Borba 2. Livro sobre nada 3. Contos novos 4. Iracema 5. Inocência   COLUNA B ( ) Narrativas que acolhem as principais tendências que marcaram a literatura brasileira das décadas de 30 e 40 do século XX. ( ) Obra da década de 1990, cujo trabalho estético está voltado para a desconstrução da lógica formal do poema. ( ) Narrativa de sondagem da alma humana, marcadamente realista, analisa caracteres da sociedade do século XIX. ( ) Narrativa de vivo interesse pela realidade do interior brasileiro, ressaltando-se a pesquisa de uma poética da oralidade. ( ) Romance que dá forma ao herói nacional integrado à natureza romântica. Assinale a alternativa CORRETA.
  25. 25. UNICENTRO 2010
    TEXTO I Iracema Voou Chico Buarque de Holanda   Iracema voou Para a América Leva roupa de lã E anda lépida Vê um filme de quando em vez Não domina o idioma inglês Lava chão numa casa de chá Tem saído ao luar Com um mímico Ambiciona estudar Canto lírico Não dá mole pra polícia Se puder, vai ficando por lá Tem saudade do Ceará Mas não muita Uns dias, afoita Me liga a cobrar   TEXTO II Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. Um dia, ao pino do sol, ela repousava em um claro da floresta. Rumor suspeito quebra a harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturbase. Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo José de Alencar. Iracema. São Paulo: Moderna, 1984. p. 11-12.   Assinale a alternativa que evidencia o tratamento dado à personagem central – Iracema  na música de Chico Buarque e no fragmento de José de Alencar, respectivamente.
  26. 26. UPE 2014
    Iracema   Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.   Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira.   O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.   Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.   Um dia, ao pino do sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos. Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto.   Iracema saiu do banho; o aljôfar d'água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das penas do gará as flechas de seu arco, e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto agreste.   A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome; outras remexe o uru de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá, as agulhas da juçara com que tece a renda, e as tintas de que matiza o algodão. (...) José de Alencar   O texto acima, um fragmento de um dos romances mais célebres da literatura brasileira, está inserido no Romantismo, na sua vertente indianista. Sobre o contexto histórico em que essa escola literária se desenvolveu no Brasil, analise as afirmativas a seguir.   I. Nas primeiras décadas após o descobrimento do Brasil, o país inspirava romancistas e poetas, em razão de sua natureza selvagem e do exotismo dos seus nativos, fatores que facilitaram uma produção literária em que o indígena era o protagonista. II. Os ideais libertários da Inconfidência Mineira favoreceram uma produção literária, tanto em prosa como em verso, que incorporou essa temática ao ideário romântico brasileiro e em que o índio surgiu como símbolo de liberdade e integração à natureza. III. A chegada da corte portuguesa ao Brasil favoreceu a divulgação dos novos ideais europeus e, ao mesmo tempo, fez surgir uma burguesia que se tornou personagem e público leitor de uma literatura que também adotaria o índio como força identitária da jovem nação. IV. Enquanto o país vivia o processo de independência política, o Romantismo se desenvolveu numa atmosfera em que o nacionalismo, a exaltação à natureza e a valorização das lutas sociais influenciaram romancistas e poetas que elevaram o índio a herói e símbolo do nosso passado histórico.   Está(ão) CORRETA(S), apenas:
  27. 27. FGV-SP 2011
    Em Defesa dos Adjetivos Muitas vezes nos mandam cortar nossos adjetivos. O bom estilo, conforme dizem, sobrevive perfeitamente sem eles; bastariam o resistente arco dos substantivos e a flecha dinâmica e onipresente dos verbos. Substantivos e verbos bastam apenas a soldados e líderes de países totalitários. Pois o adjetivo é o imprescindível avalista da individualidade de pessoas e coisas. Vejo uma pilha de melões na bancada de uma quitanda. Para um adversário dos adjetivos, não há dificuldade: “Melões estão empilhados na bancada da quitan da.” Todavia um dos melões é pálido; outro é verde, imaturo, cheio de arrogância juvenil; outro ainda tem faces encovadas e está perdido num silêncio profundo e fúnebre, como se não suportasse a saudade dos campos da Provença. Não há dois melões iguais. Uns são ovais, outros são bojudos. Duros ou macios. Têm cheiro do campo, do pôr do sol, ou estão secos, resignados, exauridos pela viagem, pela chuva, pelo contato das mãos de estranhos, pelos céus cinzentos de um subúrbio parisiense.   Vida longa ao adjetivo! Pequeno ou grande, esquecido ou corrente. Precisamos de você, esbelto e maleável adjetivo que repousa delicadamente sobre coisas e pessoas e cuida para que elas não percam o gosto revigorante da individualidade. Cidades e ruas sombrias se banham de um sol pálido e cruel. Nuvens cor de asa de pombo, nuvens negras, nuvens enormes e cheias de fúria, o que seria de vocês sem a retaguarda dos voláteis adjetivos?   A escassez de adjetivos, criticada pelo autor, tem valor estilístico no livro
  28. 28. UNEMAT 2011
    Entre as personagens mais famosas da Literatura Brasileira estão Iracema (1992), de José de Alencar, e Capitu do livro Dom Casmurro (1994), de Machado de Assis. Estas personagens situadas em contextos diferentes apresentam traços em comum. Considerando o fator criticidade, identifique esses traços.
  29. 29. FGV-SP 2010
    Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. (...) Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. (...) Iracema saiu do banho: o aljôfar d’água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das penas do guará as flechas de seu arco, e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto agreste. (...) Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se. Diante dela e todo a contemplá-la está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo. Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido. Na primeira edição desse romance, em vez de “ema” aparecia a palavra “corça” no trecho “Mais rápida que a ema selvagem". Considerando o caráter poético da linguagem usada nessa obra, a justificativa mais adequada para essa alteração é: 
  30. 30. FUVEST 2011
    Considere a seguinte afirmação:    Ambas as obras criticam a sociedade, mas apenas a segunda milita pela subversão da hierarquia social nela representada.   Observada a sequência, essa afirmação aplica-se a
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