Tenha acesso completo ao Stoodi

Assine o Stoodi e prepare-se para o ENEM com nossos conteúdos exclusivos!

Exercícios de Parnasianismo

Voltar para exercícios de Literatura

Quer colocar o estudo em prática? O Stoodi tem exercícios de Parnasianismo dos maiores vestibulares do Brasil.

Estude Literatura com esses e mais de 30000 que caíram no ENEM, Fuvest, Unicamp, UFRJ, UNESP e muitos outros vestibulares!

Gerar PDF da Página
  1. 1. UFTM 2011
    Considere as informações. É na convergência de ideais antirromânticos, como a objetividade no trato dos temas e o culto da forma, que se situa a poética [desse movimento literário]. (...) Seus traços de relevo: o gosto da descrição nítida (a mimese pela mimese), concepções tradicionalistas sobre metro, ritmo e rima e, no fundo, o ideal da impessoalidade que partilhavam com os [escritores] do tempo. (Alfredo Bosi. História concisa da Literatura Brasileira.) O texto alude aos poetas
  2. 2. FGV 2005
    Assinale a alternativa correta a respeito do Parnasianismo:
  3. 3. UNIFESP 2006
    Leia os versos de Olavo Bilac e responda Não se mostre na fábrica o suplício Do mestre. E, natural, o efeito agrade, Sem lembrar os andaimes do edifício: Porque a Beleza, gêmea da Verdade, Arte pura, inimiga do artifício, E a força e a graça na simplicidade. Nos versos, apresenta-se uma concepção de arte baseada __________ , própria dos poetas _________ . Na frase, os espaços devem ser preenchidos por
  4. 4. UNB 2012
    Vaso grego Esta, de áureos relevos, trabalhada De divas mãos, brilhante copa, um dia, Já de aos deuses servir como cansada, Vinda do Olimpo, a um novo deus servia. Era o poeta de Teos que a suspendia Então e, ora repleta ora esvazada, A taça amiga aos dedos seus tinia Toda de roxas pétalas colmada. Depois... Mas o lavor da taça admira, Toca-a, e, do ouvido aproximando-a, às bordas Finas hás de lhe ouvir, canora e doce, lgnota voz, quai se da antiga lira Fosse a encantada música das cordas, Qual se essa a voz de Anacreonte fosse. Alberto de Oliveira. Poesias completas. In: Crítica. Marco Aurélio de Mello Reis. Rio de Janeiro: EDUERJ, 197. p.144. A partir da leitura do soneto Vaso grego, assinale a opção correta a respeito do tratamento estético conferido aos mitos antigos pela poética parnasiana.
  5. 5. UNIFESP 2006
    Leia os versos de Olavo Bilac e responda Não se mostre na fábrica o suplício Do mestre. E, natural, o efeito agrade, Sem lembrar os andaimes do edifício: Porque a Beleza, gêmea da Verdade, Arte pura, inimiga do artifício, E a força e a graça na simplicidade. Os versos denunciam
  6. 6. Espcex (Aman) 2014
    Quanto à poesia parnasiana, é correto afirmar que se caracteriza por
  7. 7. UFG 2008
    Leia o soneto a seguir. XXXI Longe de ti, se escuto, porventura, Teu nome, que uma boca indiferente Entre outros nomes de mulher munnura, Sobe-me o pranto aos olhos, de repente... Tal aquele, que, misero, a tortura Sofre de amargo exílio, e tristemente A linguagem natal, maviosa e pura, Ouve falada por estranha gente... Porque teu nome é para mim o nome De uma pátria distante e idola trada, Cuja saudade ardente me consome: E ouvi-lo é ver a eterna primavera E a eterna luz da terra abençoada, Onde, entre flores, teu amor me espera. (BILAC. Olavo. 'Melhores poemas'. Seleção de Marisa Lajolo. São Paulo: Global, 2003. p. 54. (Coleção Melhores poemas). Olavo Bilac, mais conhecido como poeta parnasiano, expressa traços românticos em sua obra. No soneto apresentado observa-se o seguinte traço romântico:
  8. 8. UFRGS 2006
    Com relação ao Parnasianismo, são feitas as seguintes afirmações. I - Pode ser considerado um movimento anti-romântico pelo fato de retomar muitos aspectos do racionalismo clássico. II - Apresenta características que contrastam com o esteticismo e o culto da forma. III - Definiu-se, no Brasil, com o livro "Poesias", de Olavo Bilac, publicado em 1888. Quais estão corretas?
  9. 9. FGV 2007
    Leia o poema a seguir e responda às questões a ele pertinentes. Vê-se no espelho; e vê, pela janela, A dolorosa angústia vespertina: Pálido morre o sol... Mas, ai! Termina Outra tarde mais triste, dentro dela; Outra queda mais funda lhe revela O aço feroz, e o horror de outra ruína; Rouba-Ihe a idade, pérfrda e assassina, Mais do que a vida, o orgulho de ser bela! Fios de prata... Rugas. O desgosto Enche-a de sombras, como a sufocá-la. Numa noite que aí vem... E no seu rosto Uma lágrima trémula resvala, Trémula, a cintilar, - como, ao so¡ posto, Uma primeira estrela em céu de opala. Olavo Bilac. Poesias. São Paulo: Martin Claret, 2004 A respeito do poema, pode-se dizer que:
  10. 10. ESPM 2006
    O texto que segue é do periodo parnasiano no Brasil. Após Iê-Io, marque a opção com afirmação COERENTE: Nas fendas e desvãos, em lar humilde ou nobre, Fora da luz, se esconde a tímida barata. Se sai do esconderijo e humano olhar descobre, Prestes foge, e o pavor mais a acelera e achata. Raro espalma num voo as asas cor de cobre. A farejar com a tromba, em tudo põe a pata. Ladra voraz, não poupa o negro pão do pobre, Tisna as cartas de amor, mancha o cristal e a prata. Múmia escamosa, o odor que exala causa nojo. Cauta, vive a espreitar do fundo do seu fojo A lesma que rasteja e o pássaro que voa. Mas raia uma hora azul também em sua vida: De branco, um dia acorda! E é bela, assim vestida, Como a noiva que o amor ao pé do altar coroa... (Gustavo Teixeira) VOCABULÁRIO: tisnar: enegrecer com carvão; queimar; macular. cauta: cautelosa; prevenida. fojo: caverna ou cova onde se acoitam feras.
  11. 11. UEL 1995
    Assinale a alternativa cujos termos preenchem corretamente as lacunas do texto inicial.   Esses poetas dedicavam-se, muitas vezes, a escrever sobre um "vaso grego", uma "taça de coral", uma "brilhante copa".  Ao mesmo tempo em que admiravam os "áureos relevos", o "fino lavor" e o som "canoro e doce" desses objetos, viam-se a si mesmos como artesãos do verso, verdadeiros "ourives" da língua.  Essa tendência preciosista teve em ............. e ............. dois dos principais representantes, dentro do estilo ........... .
  12. 12. UEMS 2006
    Observe com atenção os poemas abaixo:   Profissão de fé Invejo o ourives quando escrevo: Imito o amor. Com que ele, em ouro o alto-relevo Faz de uma flor. Imito-o e, pois, nem de Carrara A pedra firo: O alvo cristal, a pedra rara, O ônix prefiro. BILAC, Olavo Abaixo os puristas Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis Estou farto do lirismo namorador Político Raquítico Sifilítico De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo. BANDEIRA, Manuel. Com base na leitura dos dois poemas e nos seus conhecimentos sobre literatura brasileira, é correto classificá-los como:
  13. 13. UEL 1998
    Olavo Bilac e Alberto de Oliveira representam um estilo de época de acordo com o qual
  14. 14. UFV 2011
    Leia o poema abaixo, de Olavo Bilac:   Língua Portuguesa   Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela...   Amo-te assim, desconhecida e obscura, Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens o trom e o silvo da procela E o arrolo da saudade e da ternura!   Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te, ó rude e doloroso idioma,   Em que da voz materna ouvi: “meu filho!” E em que Camões chorou, no exílio amargo, O gênio sem ventura e o amor sem brilho! (BILAC, Olavo. Poesia. Rio de Janeiro: Agir, 1980. p. 86.)   A expressão metafórica usada para se referir à língua portuguesa é:
  15. 15. PUC-PR 2001
    A história da poesia brasileira no século XX pode ser dividida em cinco momentos:   I- A coexistência do Parnasianismo e do Simbolismo. II- O Modernismo, iniciado oficialmente com a Semana de Arte Moderna. III- A Geração de 45. IV- O Concretismo. V- A poesia contemporânea.   Numere as características abaixo de acordo com essa divisão e assinale a alternativa que contém a sequência encontrada:   (    ) Incorporação do espaço gráfico. (    ) Ruptura com o formalismo da estética anterior. (    ) O culto da forma, seja na técnica de composição, seja na expressividade sonora. (    ) Misticismo e retomada da tradição formal. (    ) Metapoética e experimentalismo.
  16. 16. UFAM 2010
    Coloque V para afirmativas verdadeiras e F para as falsas. Assinale a sequência correta. Pode-se descrever o Parnasianismo como um movimento ( ) cujo conteúdo é mais importante que a forma de seus textos. ( ) que trabalha com temas greco-latinos e prefere formas fixas, como o soneto. ( ) que legou obras de cunho social, preocupado com a situação do país em seu tempo. ( ) cujo descritivismo dos poemas se iguala ao Romantismo, ambos preocupados com o ambiente político de seus respectivos momentos históricos. ( ) em que a mulher é apresentada como a musa inspiradora, situada em meio à natureza brasileira.
  17. 17. UPE 2011
    Língua Portuguesa   Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela...   Amo-te assim, desconhecida e obscura, Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens o trom e o silvo da procela E o arrolo da saudade e da ternura!   Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te, ó rude e doloroso idioma,   Em que da voz materna ouvi: "meu filho!" E em que Camões chorou, no exílio amargo, O gênio sem ventura e o amor sem brilho! BILAC, Olavo. Antologia Poética. São Paulo, 1990. 12.   Considerando o texto, assinale a alternativa CORRETA.
  18. 18. UNIFESP 2006
    Não se mostre na fábrica o suplício Do mestre. E, natural, o efeito agrade, Sem lembrar os andaimes do edifício: Porque a Beleza, gêmea da Verdade, Arte pura, inimiga do artifício, É a força e a graça na simplicidade. Olavo Bilac   Os versos de Olavo Bilac pertencem ao período conhecido como Parnasianismo e denunciam
  19. 19. UNEMAT 2008
    O Romantismo foi uma escola literária em que uma das propostas era valorizar a cultura nacional. Considerando este comentário, assinale a alternativa CORRETA.
  20. 20. UNIFESP 2013
    Essa poesia não logrou estabelecer-se em Portugal. De origem francesa, suas primeiras manifestações datam de 1866, quando um editor parisiense publica uma coletânea de poemas; em 1871 e 1876, saem outras duas coletâneas. Os poetas desse movimento literário pregam o princípio da Arte pela Arte, isto é, defendem uma arte que não sirva a nada e a ninguém, uma arte inútil, uma arte voltada para si própria. A Arte procuraria a Beleza e a Verdade que existiriam nos seres concretos, e não no sentimento do artista. Por isso, o belo se confundiria com a forma que o reveste, e não com algo que existiria dentro dele. Daí vem que esses poetas sejam formalistas e preguem o cuidado da forma artística como exigência preliminar. Para consegui-lo, defendem uma atitude de impassibilidade diante das coisas: não se emocionar jamais; antes, impessoalizar-se tanto quanto possível pela descrição dos objetos, via de regra inertes ou obedientes aos movimentos próprios da Natureza (o fluxo e refluxo das ondas do mar, o voo dos pássaros, etc.). Esteticistas, anseiam uma arte universalista. Em Portugal, tentou-se introduzir esse movimento; certamente, impregnou alguns poetas, exerceu influência, mas não passou de prurido, que pouco alterou o ritmo literário do tempo. Na verdade, o modo fortuito como alguns se deixaram contaminar da nova moda poética revelava apenas veleidade francófila, em decorrência de razões de gosto pessoal ou de grupos restritos: faltou-lhes intuito comum. MOISÉS, Massaud. A literatura portuguesa, 1999 (adaptado). As informações apresentadas no texto referem-se à literatura
  21. 21. UPF 2012
    Olavo Bilac e Cruz e Sousa estão situados, respectivamente, nos seguintes períodos literários:
  22. 22. UFAL 2000
    As afirmações seguintes referem-se ao Parnasianismo no Brasil:   I. Para bem definir como entendia o trabalho de um poeta, Olavo Bilac comparou-o ao de um joalheiro, ou seja: escrever poesia assemelha-se à perfeita lapidação de uma matéria preciosa.   II. Pelas convicções que lhe são próprias, esse movimento se distancia da espontaneidade e do sentimentalismo que muitos românticos valorizavam.   III. Por se identificarem com os ideais da antiguidade clássica, é comum que os poetas mais representativos desse estilo aludam aos mitos daquela época.   Está correto o que se afirma em
  23. 23. UPE 2012
    Língua portuguesa Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela... Amo-te assim, desconhecida e obscura, Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens o trom e o silvo da procela E o arrolo da saudade e da ternura! Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te, ó rude e doloroso idioma, Em que da voz materna ouvi: "meu filho!" E em que Camões chorou, no exílio amargo, O gênio sem ventura e o amor sem brilho! (Olavo Bilac, http://www.releituras.com) Considerando o Texto “Língua Portuguesa”, bem como os conteúdos a ele relacionados, assinale a alternativa CORRETA.
  24. 24. FGV-SP 2009
    Comparando o Simbolismo com outros estilos de época, um crítico afirmou: I – Ambos os movimentos exprimem o desgosto pelas soluções racionalistas. II – É comum a ambas as correntes a tentação do esteticismo e do formalismo.   Por meio das palavras “ambos” (I) e “ambas” (II), o crítico faz uma aproximação entre o Simbolismo e, respectivamente, o:  
  25. 25. UPE 2013
    Texto 6   Cárcere das almas Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,   Soluçando nas trevas, entre as grades   Do calabouço olhando imensidades,   Mares, estrelas, tardes, natureza   Tudo se veste de uma igual grandeza   Quando a alma entre grilhões as liberdades   Sonha e, sonhando, as imortalidades   Rasga no etéreo o Espaço da Pureza.   Ó almas presas, mudas e fechadas   Nas prisões colossais e abandonadas,   Da Dor no calabouço, atroz, funéreo!   Nesses silêncios solitários, graves,   que chaveiro do Céu possui as chaves   para abrir‐vos as portas do Mistério?! (Cruz e Souza)   Texto 7   A um poeta Longe do estéril turbilhão das ruas, Beneditino, escreve! No aconchego Do claustro, na paciência e no sossego, Trabalha, e teima, e sofre, e lima, e sua! Mas que na forma se disfarce o emprego Do esforço; e a trama viva se construa De tal modo, que a imagem fique nua, Rica mas sóbria, como um templo grego. Não se mostre na fábrica o suplício Do mestre. E, natural, o efeito agrade, Sem lembrar os andaimes do edifício.   Porque a Beleza, gêmea da Verdade, Arte pura inimiga do artifício, É a força e a graça na simplicidade. (Olavo Bilac)   Após a leitura, assinale V para as afirmativas Verdadeiras e F para as Falsas.   (  )   São dois sonetos pertencentes ao mesmo movimento literário. Suas temáticas    expressam  sentimentos idênticos; no primeiro, o constrangimento do eu poético por ter sido preso injustamente e, no segundo, a equiparação do poeta a um monge beneditino.   (  )    São poemas líricos que possuem forma fixa,    preocupação tanto do Parnasianismo como do Simbolismo, pois ambos os movimentos se caracterizam pela busca da forma perfeita, isto é, da Arte pela Arte. (  )  O primeiro poema revela um certo misticismo, próprio  da poesia simbolista, enquanto o segundo trata do próprio fazer poético, constituindo‐se, portanto, como um  meta‐ poema, tema característico da poesia parnasiana. (  )  Em A um poeta, Olavo Bilac discursa, em linguagem sóbria e erudita,  sobre o trabalho do poeta, enquanto em  Cárcere  das almas, Cruz e Souza metaforicamente concebe o corpo como uma prisão, daí a morte significar libertação.   (  )  Os dois poemas recorrem, em suas temáticas, a aspectos ligados à vida religiosa: o primeiro, ao tomar o corpo na acepção de cárcere e o segundo quando metaforicamente relaciona  a necessidade de isolamento exigida pelo labor poético à vida dos monges no claustro.   Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.
  26. 26. UPE 2014
    TEXTO 1   Ao coração que sofre   Ao coração que sofre, separado Do teu, no exílio em que a chorar me vejo, Não basta o afeto simples e sagrado Com que das desventuras me protejo.   Não me basta saber que sou amado, Nem só desejo o teu amor: desejo Ter nos braços teu corpo delicado, Ter na boca a doçura de teu beijo.   E as justas ambições que me consomem Não me envergonham: pois maior baixeza Não há que a terra pelo céu trocar;   E mais eleva o coração de um homem Ser de homem sempre e, na maior pureza, Ficar na terra e humanamente amar. Olavo Bilac. Disponível em: http://pensador.uol.com.br. Acesso em: 06 out. 2014   TEXTO 2   Soneto   Pálida à luz da lâmpada sombria, Sobre o leito de flores reclinada, Como a lua por noite embalsamada, Entre as nuvens do amor ela dormia!   Era a virgem do mar, na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d'alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia!   Era a mais bela! Seio palpitando... Negros olhos as pálpebras abrindo... Formas nuas no leito resvalando...   Não te rias de mim, meu anjo lindo! Por ti − as noites eu velei chorando, Por ti − nos sonhos morrerei sorrindo! Álvares de Azevedo. Disponível em: http://pensador.uol.com.br. Acesso em: 06 out. 2014.   Os Textos 1 e 2 têm por temática o amor, visto, entretanto, sob pontos de vista diferentes, em razão principalmente de seus autores pertencerem a movimentos literários e contextos históricos distintos. Com base na leitura dos textos e no seu conhecimento sobre a produção literária dos autores, assinale as relações adequadas.   I. Texto 1 – Visão carnal do amor: Parnasianismo. II. Texto 2 – Visão irreal e casta da mulher: Ultrarromantismo. III. Texto 1 – Visão racional do amor: Ultrarromantismo. IV. Texto 1 – Visão antropocentrista da vida: Parnasianismo. V. Texto 2 – Realização amorosa improvável: Ultrarromantismo.   As relações CORRETAMENTE estabelecidas são, apenas
  27. 27. UPE 2016
    Enquadram-se os três sonetos em distintos Movimentos Literários. Leia-os e analise-os.   Poema 1 Já da morte o palor me cobre o rosto, Nos lábios meus o alento desfalece, Surda agonia o coração fenece, E devora meu ser mortal desgosto! Do leito embalde no macio encosto Tento o sono reter!… já esmorece O corpo exausto que o repouso esquece… Eis o estado em que a mágoa me tem posto! O adeus, o teu adeus, minha saudade, Fazem que insano do viver me prive E tenha os olhos meus na escuridade. Dá-me a esperança com que o ser mantive! Volve ao amante os olhos por piedade, Olhos por quem viveu quem já não vive!  (Álvares de Azevedo, Lira dos 20 anos)    Poema 2 A Morte Oh! a jornada negra! A alma se despedaça... Tremem as mãos... O olhar, molhado e ansioso, espia, E vê fugir, fugir a ribanceira fria Por onde a procissão dos dias mortos passa. No céu gelado expira o derradeiro dia, Na última região que o teu olhar devassa! E só, trevoso e largo, o mar estardalhaça No indizível horror de uma noite vazia... Pobre! por que, a sofrer, a leste e a oeste, ao norte E ao sul, desperdiçaste a força de tua alma? Tinhas tão perto o Bem, tendo tão perto a Morte! Paz à tua ambição! paz à tua loucura! A conquista melhor é a conquista da Calma: - Conquistaste o país do Sono e da Ventura! (Olavo Bilac)   Poema 3 A Morte Oh! que doce tristeza e que ternura No olhar ansioso, aflito dos que morrem… De que âncoras profundas se socorrem Os que penetram nessa noite escura! Da vida aos frios véus da sepultura Vagos momentos trêmulos decorrem… E dos olhos as lágrimas escorrem Como faróis da humana Desventura. Descem então aos golfos congelados Os que na terra vagam suspirando, Com os velhos corações tantalizados. Tudo negro e sinistro vai rolando Báratro a baixo, aos ecos soluçados Do vendaval da Morte ondeando, uivando…  (Cruz e Sousa)    A leitura dos poemas comprova que o tema da morte tanto quanto o tema do amor estão presentes em textos de todos os movimentos literários e em produção de diferentes poetas. Nos três poemas, o tema da morte é ponto fundamental. Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA.
  28. 28. UFPA 2013
    Em fevereiro de 1897, o poeta Olavo Bilac substitui o já renomado romancista Machado de Assis na função de cronista do periódico fluminense Gazeta de Notícias. A crônica, que no século XIX cumpre a função de registrar as questões mais prementes do dia, fossem políticas, culturais ou literárias, é o gênero ao qual se dedicará o poeta conhecido como um dos mestres do verso parnasiano.   A respeito da crônica “A prostituição infantil”, é correto afirmar que Olavo Bilac
  29. 29. ENEM CANCELADO 2009
    Ouvir estrelas   “Ora, (direis) ouvir estrelas! Certo perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto, que, para ouvi-las, muita vez desperto e abro as janelas, pálido de espanto... E conversamos toda noite, enquanto a Via-Láctea, como um pálio aberto, cintila. E, ao vir o Sol, saudoso e em pranto, inda as procuro pelo céu deserto. Direis agora: “Tresloucado amigo! Que conversas com elas?” Que sentido tem o que dizem, quando estão contigo?” E eu vos direi: “Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido Capaz de ouvir e de entender estrelas”. BILAC, Olavo. Ouvir estrelas. In: Tarde, 1919.     Ouvir estrelas   Ora, direis, ouvir estrelas! Vejo que estás beirando a maluquice extrema. No entanto o certo é que não perco o ensejo De ouvi-las nos programas de cinema. Não perco fita; e dir-vos-ei sem pejo que mais eu gozo se escabroso é o tema. Uma boca de estrela dando beijo é, meu amigo, assunto p’ra um poema. Direis agora: Mas, enfim, meu caro, As estrelas que dizem? Que sentido têm suas frases de sabor tão raro? Amigo, aprende inglês para entendê-las, Pois só sabendo inglês se tem ouvido Capaz de ouvir e de entender estrelas. TIGRE, Bastos. Ouvir estrelas. In: Becker, I. Humor e humorismo: Antologia. São Paulo: Brasiliense, 1961. A partir da comparação entre os poemas, verifica-se que,
  30. 30. ENEM CANCELADO 2009
    TEXTO I O Morcego Meia-noite. Ao meu quarto me recolho. Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede: Na bruta ardência orgânica da sede, Morde-me a goela ígneo e escaldante molho. “Vou mandar levantar outra parede...” Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho, Circularmente sobre a minha rede! Pego de um pau. Esforços faço. Chego A tocá-lo. Minh’alma se concentra. Que ventre produziu tão feio parto?! A Consciência Humana é este morcego! Por mais que a gente faça, à noite, ele entra Imperceptivelmente em nosso quarto! ANJOS, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1994.   TEXTO II O lugar-comum em que se converteu a imagem de um poeta doentio, com o gosto do macabro e do horroroso, dificulta que se veja, na obra de Augusto dos Anjos, o olhar clínico, o comportamento analítico, até mesmo certa frieza, certa impessoalidade científica. CUNHA, F. Romantismo e modernidade na poesia. Rio de Janeiro: Cátedra, 1988 (adaptado). Em consonância com os comentários do texto II acerca da poética de Augusto dos Anjos, o poema O morcego apresenta-se, enquanto percepção do mundo, como forma estética capaz de
Gerar PDF da Página
Conta de email não verificada

Não foi possível realizar o seu cadastro com a sua conta do Facebook pois o seu email não está confirmado no Facebook.

Clique aqui para ver como confirmar sua conta de email no Facebook ou complete seu cadastro por aqui.

Entendi
Clicando em "Criar perfil", você aceita os termos de uso do Stoodi.
Tem perfil no Stoodi? Fazer Login