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Exercícios de Romantismo

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  1. 1. UNIFESP 2012
    Leia o poema de Almeida Garrett. Seus olhos Seus olhos - se eu sei pintar O que os meus olhos cegou - Não tinham luz de brilhar, Era chama de queimar; E o fogo que a ateou Vivaz, elemo, divino, Como facho do Destino. Divino, eterno! - e suave Ao mesmo tempo: mas grave E de tão fatal poder, Que, um só momento que a vi, Queimar toda alma senti... Nem ficou mais de meu ser, Senão a cinza em que ardi. Da leitura do poema, depreende-se que se trata de obra do
  2. 2. UFTM 2011
    Leia o poema de Tobias Barreto. A Escravidão Se é Deus quem deixa o mundo Sob o peso que o oprime, Se ele consente esse crime, Que se chama escravidão, Para fazer homens livres, Para arrancá-los do abismo, Existe um patriotismo Maior que a religião. Se não lhe importa o escravo Que a seus pés queixas deponha, Cobrindo assim de vergonha A face dos anjos seus, Em delírio inefável, Praticando a caridade, Nesta hora a mocidade Corrige o erro de Deus! Considerando a temática abordada no poema, é correto afirmar que ele se enquadra no movimento romântico
  3. 3. UFRGS 2012
    A protagonista de Lucíola, romance de José de Alencar,
  4. 4. UCS 2012
    José de Alencar, um dos mais importantes flccionistas brasileiros do século XIX, escreveu romances históricos, regionais, urbanos e indianistas. Leia o fragmento do romance O Guarani, de José de Alencar.    Caía a tarde.    No pequeno jardim da casa do Paquequer, uma linda moça se embalançava indolentemente numa rede de palha presa aos ramos de uma acácia silvestre [...]    Os grandes olhos azuis, meio cerrados, às vezes se abriam languidamente como para se embeberem de luz [...].    Os lábios vermelhos e úmidos pareciam uma flor da gardênia dos nossos campos, orvalhada pelo sereno da noite [...].    Os longos cabelos louros, enrolados negligentemente em ricas tranças, descobriam a fronte alva, e caíam em volta do pescoço presos por uma rendinha ñníssima de fios de palha cor de ouro. [...]    Esta moça era Cecília.    (ALENCAR, José de. O guarani. 25. ed. São Paulo: Ática, 2001. p. 32.) Em relação a obra O Guarani, ou ao fragmento acima descrito, assinale a alternativa correta.
  5. 5. UPE 2011
    No romance Senhora, de José de Alencar, as características que faz de Fernando Seixas um herói romântico são: I. a preocupação com a família, quando esta lhe solicitou o dinheiro que lhe foi confiado para poupança e ele havia gastado em seu próprio benefício. Martirizou-se por saber que a irmã dependia desse dinheiro para se casar. Não tendo outra saída, sentiu-se obrigado a aceitar a proposta de Aurélia para se casar com ela peIo dote de cem contos de réis, sem nada Ihe revelar. II. a elegância excessiva de Fernando Seixas que o caracteriza como personagem idealizada. III. o fato de trair Aurélia devido a um casamento que Ihe oferecia mais vantagens. IV. a importância dada por Fernando Seixas aos prazeres e às futilidades da época. V. o desfrute da riqueza oferecida por Aurélia sem nenhuma preocupação. Somente está correto o que se afirma em
  6. 6. UESPI 2012
    O Romantismo brasileiro encerra determinadas características próprias. Seja porque ele nasce quase conjugado com a nossa Independência política e a criação do Estado-Nação, seja porque recaiu sobre os escritores pátrios a missão de construir parte da nossa identidade nacional e cultural. Ainda sobre o Romantismo no Brasil e a obra de José de Alencar, assinale a alternativa correta.
  7. 7. UDESC 2012
    Capítulo 48 Conclusão feliz [...] Passado o tempo indispensável do luto, o Leonardo, em uniforme de Sargento de Milícias, recebeu-se na Sé com Luisinha, assistindo à cerimônia a familia em peso. Daqui em diante aparece o reverso da medalha. Seguiu-se a morte de Dona Maria, a do Leonardo-Pataca, e uma enfiada de acontecimentos tristes que pouparemos aos leitores, fazendo aqui o ponto final. ALMEIDA, Manuel Antonio de. Memórias de um Sargento de Milícias. Rio de Janeiro: Ediouro, p. 121. Analise as proposições, tendo como base a obra Memórias de um Sargento de Milícias e o texto. I. No romance, Leonardo-Pataca é o pai de Leonardo. Embora no decorrer de toda a obra o filho se envolva com engodos e trapaças, no final este acaba recebendo o cargo de Sargento de Milícias e se casando com Luisinha. II. Da leitura da obra. infere-se que o luto ao qual o texto se refere fora motivado pelo falecimento da mãe de Leonardo, Dona Maria-da-Hortaliça. III. Se o "reverso da medalha" é o desfecho relativo à Dona Maria e a Leonardo-Pataca. o lado principal da medalha. por inferência, é o desfecho relativo ao personagem principal, Leonardo. IV. Permeia em todo o romance um espírito de comicidade e, por meio da sátira, vai relatando os costumes da sociedade no tempo do rei. Assinale a alternativa correta.
  8. 8. FUVEST 2011
    Leia o trecho de Machado de Assis sobre Iracema, de José de Alencar, e responda ao que se pede. "........ e o ciúme e o valor marcial; ........ a austera sabedoria dos anos; iracema o amor. No meio destes caracteres distintos e animados, a amizade é simbolizada em ......... . Entre os indígenas a amizade não era este sentimento, que à força de civilizar-se, tomou-se raro; nascia da simpatia das almas, avivava-se com o perigo, repousava na abnegaçao recíproca; ........ e ......... são os dois amigos da fenda, votados a mútua estima e ao mútuo sacrifício". Machado de Assis, Critica. No trecho, os espaços pontilhados serão corretamente preenchidos, respectivamente, pelos nomes das seguintes personagens de Iracema:
  9. 9. UFG 2013
    Leia o fragmento do poema apresentado a seguir. SPLEEN E CHARUTOS I SOLIDÃO [...] As árvores prateiam-se na praia, Qual de uma fada os mágicos retiros... Ó lua, as doces brisas que sussurram Coam dos lábios teus como suspiros! Falando ao coração que nota aérea Deste céu, destas águas se desata? Canta assim algum gênio adormecido Das ondas moças no lençol de prata? Minh'alma tenebrosa se entristece, E muda como sala mortuária... Deito-me só e triste, sem ter fome Vejo na mesa a ceia solitária. Ó lua, ó lua bela dos amores, Se tu és moça e tens um peito amigo, Não me deixes assim dormir solteiro, A meia-noite vem cear comigo! AZEVEDO, Álvares de. Lira dos vinte anos. In: Obra completa. Organização de AIexei Bueno. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000. p. 232. Fenômeno recorrente na estética romântica, o processo de adjetivação permite ao eu lírico, no poema transcrito,
  10. 10. ENEM 2010
    Soneto Já da morte o palor me cobre o rosto, Nos lábios meus o alento desfalece, Surda agonia o coração fenece, E devora meu ser mortal desgosto! Do leito embaide no macio encosto Tento o sono reter!... já esmorece O corpo exausto que o repouso esquece... Eis o estado em que a mágoa me tem posto! O adeus, o teu adeus, minha saudade, Fazem que insano do viver me prive E tenha os olhos meus na escuridade. Dá-me a esperança com que o ser mantive! Volve ao amante os olhos por piedade, Olhos por quem viveu quem já não vive! AZEVEDO. A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000. O núcleo temático do soneto citado é típico da segunda geração romântica, porém configura um lirismo que o projeta para alem desse momento especifico. O fundamento desse lirismo é
  11. 11. UNIFESP 2010
    Leia os versos de Fagundes Varela. Roem-me atrozes ideias, A febre me queima as veias, A vertigem me tortura!... Oh! por Deus! quero dormir, Deixem-me os braços abrir Ao sono da sepultura! Despem-se as matas frondosas, Caem as flores mimosas Da morte na palidez: Tudo, tudo vai passando, Mas eu pergunto chorando — Quando virá minha vez?   Os versos filiam-se ao estilo  
  12. 12. FGV-SP 2011
    O projeto consciente e coletivamente assumido de se constituir uma literatura de cunho especificamente nacional, isto é, voltada para temas, formas e motivações locais, surge primeiramente no Brasil durante o
  13. 13. UNEMAT 2008
    O indianismo na narrativa romântica brasileira é:
  14. 14. UNAMA 2007
    Texto 1   Era um sonho dantesco... o tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. Em sangue a se banhar. Tinir de ferros... estalar de açoite... Legiões de homens negros como a noite, Horrendos a dançar... Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! [...] Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta, Que impudente na gávea tripudia? Silêncio. Musa... chora, e chora tanto Que o pavilhão se lave no teu pranto!... Auriverde pendão de minha terra, Que a brisa do Brasil beija e balança, Estandarte que a luz do sol encerra E as promessas divinas da esperança... Tu que, da liberdade após a guerra, Foste hasteado dos heróis na lança Antes te houvessem roto na batalha, Que servires a um povo de mortalha!... Fatalidade atroz que a mente esmaga! Extingue nesta hora o brigue imundo O trilho que Colombo abriu nas vagas, Como um íris no pélago profundo! Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga Levantai-vos, heróis do Novo Mundo! Andrada! arranca esse pendão dos ares! Colombo! fecha a porta dos teus mares! “Navio Negreiro”, 1868.   Texto 2   [...] Sudorâncias bunduns mesclam-se intoxicantes no fartum dos suarentos corpos lisos lustrosos. Ventres empinam-se no arrojo da umbigada, as palmas batem o compasso da toada. [...] Ó princesa Izabel! Patrocínio! Nabuco! Visconde do Rio Branco! Euzébio de Queiroz! E o batuque batendo e a cantiga cantando lembram na noite morna a tragédia da raça! Mãe Preta deu sangue branco a muito "Sinhô moço"... Publicado no livro Batuque: poemas (1939).   Embora separados pelo tempo, o poema de Bruno de Menezes se assemelha ao de Castro Alves, principalmente no que se refere a um dos aspectos do Romantismo que é o (a):
  15. 15. UNESP 2016
    Ultrapassando o nível modesto dos predecessores e demonstrando capacidade narrativa bem mais definida, a obra romanesca deste autor é bastante ambiciosa. A partir de certa altura, este autor pretendeu abranger com ela, sistematicamente, os diversos aspectos do país no tempo e no espaço, por meio de narrativas sobre os costumes urbanos, sobre as regiões, sobre o índio. Para pôr em prática esse projeto, quis forjar um estilo novo, adequado aos temas e baseado numa linguagem que, sem perder a correção gramatical, se aproximasse da maneira brasileira de falar. Ao fazer isso, estava tocando o nó do problema (caro aos românticos) da independência estética em relação a Portugal. Com efeito, caberia aos escritores não apenas focalizar a realidade brasileira, privilegiando as diferenças patentes na natureza e na população, mas elaborar a expressão que correspondesse à diferencia- ção linguística que nos ia distinguindo cada vez mais dos portugueses, numa grande aventura dentro da mesma língua. (Antonio Candido. O romantismo no Brasil, 2002. Adaptado.)   O comentário do crítico Antonio Candido refere-se ao escritor
  16. 16. UNIFESP 2008
    Que se chama solidão Chão da infância. Algumas lembranças me parecem fixadas nesse chão movediço, as minhas pajens. Minha mãe fazendo seus cálculos na ponta do lápis ou mexendo o tacho de goiabada ou ao piano; tocando suas valsas. E tia Laura, a viúva eterna que foi morar na nossa casa e que repetia que meu pai era um homem instável. Eu não sabia o que queria dizer instável mas sabia que ele gostava de fumar charutos e gostava de jogar. A tia um dia explicou, esse tipo de homem não consegue parar muito tempo no mesmo lugar e por isso estava sempre sendo removido de uma cidade para outra como promotor. Ou delegado. Então minha mãe fazia os tais cálculos de futuro, dava aquele suspiro e ia tocar piano. E depois, arrumar as malas. — Escutei que a gente vai se mudar outra vez, vai mesmo? perguntou minha pajem Maricota. Estávamos no quintal chupando os gomos de cana que ela ia descascando. Não respondi e ela fez outra pergunta: Sua tia vive falando que agora é tarde porque a Inês é morta, quem é essa tal de Inês?   Sacudi a cabeça, não sabia. Você é burra, Maricota resmungou cuspinhando o bagaço. (...) — Corta mais cana, pedi e ela levantou-se enfurecida: Pensa que sou sua escrava, pensa? A escravidão já acabou!, ficou resmungando enquanto começou a procurar em redor, estava sempre procurando alguma coisa e eu saía atrás procurando também, a diferença é que ela sabia o que estava procurando, uma manga madura? Jabuticaba? Eu já tinha perguntado ao meu pai o que era isso, escravidão. Mas ele soprou a fumaça para o céu (dessa vez fumava um cigarro de palha) e começou a recitar uma poesia que falava num navio cheio de negros presos em correntes e que ficavam chamando por Deus. Deus, eu repeti quando ele parou de recitar. Fiz que sim com a cabeça e fui saindo, Agora já sei. (Lygia Fagundes Telles, Invenção e Memória.) ----------- I. Quando uma noite, estando descuidados Na cortadora proa vigiando, Uma nuvem que os ares escurece, Sobre nossas cabeças aparece. Tão temerosa vinha e carregada, Que pôs nos corações um grande medo; Bramindo, o negro mar de longe brada, Como se desse em vão nalgum rochedo. “— Ó Potestade, disse, sublimada: Que ameaço divino ou que segredo Este clima e este mar nos apresenta, Que mor coisa parece que tormenta?” II. Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que de martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra. E após fitando o céu que se desdobra Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...”   III.Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar!   No texto, a narradora comenta que seu pai recitava uma poesia que falava num navio cheio de negros presos em correntes e que ficavam chamando por Deus. Observando I, II e III, é correto afirmar que os versos recitados pelo pai estão transcritos apenas em 
  17. 17. PUC-RS 2014
    #vemprarua foi expressão celebrada nas redes sociais em 2013. Não foram apenas os vinte centavos na redução das tarifas do transporte público, mas sim uma série de descontentamentos com o Brasil e com os políticos que o governam que levaram multidões a fechar avenidas e a gritar palavras de ordem. Nesta prova de literatura em língua portuguesa, você deverá resolver questões que retratam os políticos, a insatisfação do povo com a política e também as suas manifestações contra o sistema.   Para responder à questão, leia os versos abaixo e o comentário sobre o poema do qual a estrofe foi extraída, preenchendo as lacunas com o nome do autor e o título das obras.   [...] Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura... se é verdade Tanto horror perante os céus... Ó mar, por que não apagas Co’a esponja de tuas vagas De teu manto este borrão?... Astros! noites! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares, tufão! [...]           “Se observarmos os poemas mais conhecidos de _________, como _________ ou _________, vislumbraremos o quanto é possível cada um desses famosos textos serem cadernos de gravuras, em que uma imagem completa outra, na lógica irrefutável do sonho. [...] Tanto em um como no outro, a visão é a de quem contempla do alto, com asas do futuro, desde os filhos da África, livres, em sua terra, até as cenas da tragédia no mar que os torna escravos sob o açoite.” (Adaptado de Carlos Nejar, História de Literatura Brasileira).   A alternativa que completa corretamente as lacunas do comentário é:
  18. 18. FUVEST
    Assinale a alternativa que só contém características românticas:
  19. 19. ACAFE 2014
    Sobre o contexto histórico e social das escolas literárias brasileiras, correlacione as colunas seguir.     (1) Proclamada a independência, em 1822, cresce no Brasil o sentimento de nacionalismo, buscase o passado histórico, exalta-se a natureza da pátria. De 1823 a 1831, o Brasil viveu um período difícil com o autoritarismo de D. Pedro I: a dissolução da Assembleia Constituinte; a Constituição outorgada; a luta pelo trono português contra seu irmão D. Miguel; e, finalmente, a abdicação. Segue-se o período regencial e a maioridade prematura de Pedro II.   (2) O crescimento de algumas cidades de Minas Gerais, cuja base econômica era a exploração do ouro, favorecia tanto a divulgação de ideias políticas quanto o florescimento de uma literatura cujos modelos os jovens brasileiros foram buscar em Coimbra, já que a colônia não lhes oferecia cursos superiores. E, ao retornarem de Portugal, traziam consigo as ideias iluministas.   (3) O período era sem dúvida de muita opressão. A igreja lutava contra os reformadores por meio da Inquisição e instaurava um clima de medo constante em seus fiéis, que se viam divididos entre o material e o espiritual, o prazer e o dever. Ao mesmo tempo eram mostradas cenas bíblicas que remetem ao amor e à compaixão, como os momentos de dor imensa do sacrifício de Jesus Cristo.   (4) A industrialização brasileira, que vinha crescendo desde o começo do século, foi impulsionada com a Primeira Guerra Mundial e estimulou a urbanização das cidades, principalmente de São Paulo. A capital paulista, com a expansão da cafeicultura começou a experimentar um enorme crescimento econômico. O período foi marcado também pela chegada em massa de imigrantes, principalmente italianos, muitos dos quais haviam vivido a experiência da luta de classes em seus países e divulgaram no país ideias anarquistas e socialistas.   (5) Influenciados pelo pensamento evolucionista de Charles Darwin no Brasil e pelo positivismo de Augusto Comte, o movimento ficou bastante conhecido por explorar temas como a homossexualidade, o incesto, o desequilíbrio e a loucura. Os escritores passaram a retratar em seus personagens traços de natureza animal, desde impulsos sexuais a comportamentos desregrados e instintivos. A agressividade, a violência e o erotismo eram considerados parte da personalidade humana, já que o indivíduo era visto como fruto do meio em que vivia.     ( ) Arcadismo   ( ) Romantismo   ( ) Naturalismo   ( ) Modernismo   ( ) Barroco     A sequência correta, de cima para baixo, é:
  20. 20. UFRRJ 2005
    POESIA BRASILEIRA Casimiro de Abreu chorava tanto que não cabia em si de descontente. Suas lágrimas escorrem até agora pelas vidraças pelas calçadas pelas sarjetas e só vão deter-se ante o coreto da praça pública, onde, sob os mais inconfessáveis disfarces, Castro Alves ainda discursa! QUINTANA, Mário. Caderno H. São Paulo: Globo, 1998, p. 163.   Mário Quintana em seu "Poesia Brasileira" refere-se a dois poetas do Romantismo, Casimiro de Abreu e Castro Alves, cujas obras apresentam, respectivamente, como principal característica:
  21. 21. FUVEST 2011
    Todo o barbeiro é tagarela, e principalmente quando tem pouco que fazer; começou portanto a puxar conversa com o freguês. Foi a sua salvação e fortuna. O navio a que o marujo pertencia viajava para a Costa e ocupava-se no comércio de negros; era um dos combóis que traziam fornecimento para o Valongo, e estava pronto a largar.   — Ó mestre! disse o marujo no meio da conversa, você também não é sangrador? — Sim, eu também sangro... — Pois olhe, você estava bem bom, se quisesse ir conosco... para curar a gente a bordo; morre-se ali que é uma praga. — Homem, eu da cirurgia não entendo muito... — Pois já não disse que sabe também sangrar? — Sim... — Então já sabe até demais.   No dia seguinte saiu o nosso homem pela barra fora: a fortuna tinha-lhe dado o meio, cumpria sabê-lo aproveitar; de oficial de barbeiro dava um salto mortal a médico de navio negreiro; restava unicamente saber fazer render a nova posição. Isso ficou por sua conta.   Por um feliz acaso logo nos primeiros dias de viagem adoeceram dois marinheiros; chamou-se o médico; ele fez tudo o que  sabia... sangrou os doentes, e em pouco tempo estavam bons, perfeitos. Com isto ganhou imensa reputação, e começou a  ser estimado. Chegaram com feliz viagem ao seu destino; tomaram o seu carregamento de gente, e voltaram para o Rio. Graças à lanceta do nosso homem, nem um só negro morreu, o que muito contribuiu para aumentar-lhe a sólida reputação de entendedor do riscado. Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um sargento de milícias.   A linguagem de cunho popular que está presente tanto na fala das personagens quanto no discurso do narrador do romance de Manuel Antônio de Almeida, está mais bem exemplificada em:
  22. 22. UPF 2014
    A literatura _______________ representa frequentemente o indivíduo que, impelido por forte emoção e pelo senso de liberdade, entra em choque com o mundo real que o cerca. A narrativa _______________ representa de modo objetivo e minucioso personagens, comportamentos e relações sociais, com a finalidade moral de desvelar os vícios e a mediocridade que os caracterizam. A poesia _______________ busca, pelas associações imagísticas, pela sonoridade e pelo ritmo, sugerir um mundo superior, que transcenda o mundo apreendido pelos órgãos dos sentidos. A poesia _______________, por meio de um estilo exuberante, feito frequentemente de antíteses e paradoxos, exprime uma visão de mundo contraditória, dividida entre os valores espirituais cristãos, próprios da Idade Média, e os valores racionais e sensoriais, próprios do Renascimento.   As palavras que preenchem corretamente as lacunas nas frases são, respectivamente:
  23. 23. UFRGS 2014
    Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do enunciado abaixo, na ordem em que aparecem.   O projeto literário de ........ consistia em “radiografar” o Brasil em sua totalidade. Assim, narrou o passado indígena, em ........, a sociedade burguesa fluminense do século XIX, em ........, e o mundo rural em ........ .
  24. 24. UFV 2010
    As mudanças contínuas dos Estilos Literários se caracterizam pela oposição ideológica e formal entre eles. Considerando tal afirmação, relacione a 1a coluna com as características apresentadas na 2a coluna.   1 – Arcadismo 2 – Romantismo   ( ) Intuição e subjetivismo. ( ) Atração pela noite e pelo mistério. ( ) Imitação da cultura clássica greco-latina. ( ) Objetivismo e racionalismo. ( ) Respeito às formas fixas na criação poética.   A sequência CORRETA é:
  25. 25. UNESP 2013
    A questão toma por base um fragmento de Glória moribunda, do poeta romântico brasileiro Álvares de Azevedo (1831-1852).     É uma visão medonha uma caveira? Não tremas de pavor, ergue-a do lodo. Foi a cabeça ardente de um poeta, Outrora à sombra dos cabelos loiros. Quando o reflexo do viver fogoso Ali dentro animava o pensamento, Esta fronte era bela. Aqui nas faces Formosa palidez cobria o rosto; Nessas órbitas — ocas, denegridas! — Como era puro seu olhar sombrio!   Agora tudo é cinza. Resta apenas A caveira que a alma em si guardava, Como a concha no mar encerra a pérola, Como a caçoula a mirra incandescente.   Tu outrora talvez desses-lhe um beijo; Por que repugnas levantá-la agora? Olha-a comigo! Que espaçosa fronte! Quanta vida ali dentro fermentava, Como a seiva nos ramos do arvoredo! E a sede em fogo das ideias vivas Onde está? onde foi? Essa alma errante Que um dia no viver passou cantando, Como canta na treva um vagabundo, Perdeu-se acaso no sombrio vento, Como noturna lâmpada apagou-se? E a centelha da vida, o eletrismo Que as fibras tremulantes agitava Morreu para animar futuras vidas?   Sorris? eu sou um louco. As utopias, Os sonhos da ciência nada valem. A vida é um escárnio sem sentido, Comédia infame que ensanguenta o lodo. Há talvez um segredo que ela esconde; Mas esse a morte o sabe e o não revela. Os túmulos são mudos como o vácuo. Desde a primeira dor sobre um cadáver Quando a primeira mãe entre soluços Do filho morto os membros apertava Ao ofegante seio, o peito humano Caiu tremendo interrogando o túmulo... E a terra sepulcral não respondia. (Poesias completas, 1962.)     Do segundo ao último verso da primeira estrofe do poema, revelam-se características marcantes do Romantismo:
  26. 26. PUC-RJ 2007
    Sobretudo compreendam os críticos a missão dos poetas, escritores e artistas, nesse período especial e ambíguo da formação de uma nacionalidade. São estes os operários incumbidos de polir o talhe e as feições da individualidade que se vai esboçando no viver do povo. (...) E de quanta valia não é o modesto serviço de desbastar o idioma novo das impurezas que lhe ficaram na refusão do idioma velho com outras línguas? Ele prepara a matéria, bronze ou mármore, para os grandes  escultores da palavra que erigem os monumentos literários da pátria. (José de Alencar. “Benção paterna”. In Sonhos D’Ouro. Obra Completa. Rio de Janeiro: Editora José Aguilar, 1960, v. 1, pp. 699-700)   O texto de José de Alencar, redigido em 1872, destaca um dos aspectos da formação da nacionalidade brasileira em meados do século XIX. Com base em seus conhecimentos e nas informações contidas no texto, analise as afirmativas abaixo.   I - José de Alencar foi, entre os escritores associados ao Romantismo, um dos que por meio de sua obra buscaram construir e divulgar valores de uma identidade nacional brasileira, em meados do século XIX. II - A formação da nacionalidade brasileira impunha a existência de um “idioma novo”, diferente do “idioma velho” – a língua dos antigos colonizadores portugueses. III - Para os escritores românticos, como José de Alencar, a pintura, o teatro e a música eram artes menores, que pouco ou nada contribuíam para a formação da nacionalidade brasileira. IV - Romances como O Guarani de José de Alencar tinham o índio e a natureza tropical como temas, no intuito de afirmar a originalidade e a individualidade da nova nação americana. Assinale a alternativa correta.
  27. 27. ENEM PPL 2010
    TEXTO I Se eu tenho de morrer na flor dos anos, Meu Deus! não seja já; Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,                   Cantar o sabiá! Meu Deus, eu sinto e bem vês que eu morro                  Respirando esse ar; Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novo                  Os gozos do meu lar! Dá-me os sítios gentis onde eu brincava                  Lá na quadra infantil; Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,                  O céu de meu Brasil! Se eu tenho de morrer na flor dos anos, Meu Deus! Não seja já! Eu quero ouvir cantar na laranjeira, à tarde,                   Cantar o sabiá! ABREU, C. Poetas românticos brasileiros. São Paulo: Scipione, 1993. TEXTO II A ideologia romântica, argamassada ao longo do século XVIII e primeira metade do século XIX, introduziu-se em 1836. Durante quatro decênios, imperaram o “eu”, a anarquia, o liberalismo, o sentimentalismo, o nacionalismo, através da poesia, do romance, do teatro e do jornalismo (que fazia sua aparição nessa época). MOISÉS, M. A literatura brasileira através dos textos. São Paulo: Cultrix, 1971 (fragmento). De acordo com as considerações de Massaud Moisés no Texto II, o Texto I centra-se 
  28. 28. UFSM 2015
    Poeticamente, o sal metaforiza o mar, as lágrimas, a força de viver. Castro Alves, em sua obra poética, lança mão desse recurso para unir arte e crítica social.   Observe os fragmentos:   Fragmento 1 – “A Canção do Africano” Lá, na úmida senzala, Sentado na estreita sala, Junto ao braseiro, no chão, Entoa o escravo o seu canto, E ao cantar correm-lhe em pranto Saudades do seu torrão... Fonte: CASTRO ALVES, 1995, p. 100.   Fragmento 2 - “O Navio Negreiro” Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se eu deliro... ou se e verdade Tanto horror perante os céus... O mar, por que não apagas Co'a esponja de tuas vagas De teu manto este borrão?... Astros! noite! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares, tufão!... Fonte: CASTRO ALVES, 1995, p. 137.   Em relação a esses versos, é possível afirmar:   I. O canto, as saudades e o pranto do escravo, no primeiro fragmento, são decorrentes do cativeiro resultante da escravidão, situação aviltante ao ser humano. II. O “horror perante os céus” a que se refere o eu lírico, no segundo fragmento, corresponde ao tráfico de escravos, mácula sociomoral que envergonha o Brasil. III. Em ambos os fragmentos, a crueldade da escravidão se faz presente.   Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
  29. 29. UNIFESP 2006
    Este inferno de amar Este inferno de amar – como eu amo! Quem mo pôs aqui n’alma... quem foi? Esta chama que alenta e consome, Que é a vida – e que a vida destrói – Como é que se veio a atear, Quando – ai quando se há-de ela apagar? (Almeida Garrett) Nos versos de Garrett, predomina a função
  30. 30. UFV 2010
    Leia as duas estrofes abaixo, extraídas do poema “Boa-Noite”, do poeta romântico Castro Alves:   BOA-NOITE, Maria! Eu vou-me embora. A lua nas janelas bate em cheio. Boa-noite, Maria! É tarde... é tarde... Não me apertes assim contra teu seio.   Boa-noite!... E tu dizes – Boa-noite. Mas não digas assim por entre beijos... Mas não mo digas descobrindo o peito, – Mar de amor onde vagam meus desejos.   (ALVES, Castro. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2004, p. 122.)   Nas estrofes acima, a visão que o eu lírico deixa transparecer do amor que sente é repleta de:
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