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Exercícios de Simbolismo

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  1. 1. Espcex (Aman) 2013
    Leia a estrofe que segue e assinale a alternativa correta, quanto as suas caracteristicas. “Visões, salmos e cânticos serenos Surdinas de órgãos flébeis, soluçantes... Dorméncias de volúpicos venenos Sutis e suaves, mórbidos, radiantes..."
  2. 2. FGV 2005
    Assinale a alternativa INCORRETA a respeito do Simbolismo:
  3. 3. ITA 2002
    Leia os seguintes versos: Mais claro e fino do que as finas pratas O som da tua voz deliciava... Na dolência velada das sonatas Como um perfume a tudo perfumava. Era um som feito luz, eram volatas Em lânguída espiral que iluminam, Brancas sonoridades de cascatas... Tanta harmonia melancolizava. (SOUZA, Cruz e. 'Cristais', in 'Obras completas' Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1995, p. 86.) Assinale a alternativa que reúne as características simbolistas presentes no texto:
  4. 4. ENEM 2014
    Vida obscura Ninguém sentiu o teu espasmo obscuro, ó ser humilde entre os humildes seres, embriagado, tonto de prazeres, o mundo para ti foi negro e duro. Atravessaste no silêncio escuro a vida presa a trágicos deveres e chegaste ao saber de altos saberes tornando-te mais simples e mais puro. Ninguém te viu o sentimento inquieto, magoado, oculto e aterrador, secreto, que o coração te apunhalou no mundo, Mas eu que sempre te segui os passos sei que cruz infernal prendeu-te os braços e o teu suspiro como foi profundo! SOUSA, C. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1961. Com uma obra densa e expressiva no Simbolismo brasileiro, Cruz e Sousa transpôs para seu lirismo uma sensibilidade em conflito com a realidade vivenciada. No soneto, essa percepção traduz-se em
  5. 5. UESC 2011
    Ah! lilásis de Ângelus harmoniosos, Neblinas vesperais, crepusculares, Guslas gememes, bandolins saudosos, Plangências magoadissimas dos ares... Serenidades etereais d 'incensos, De saimos evangélicos, sagrados, Saltérios, harpas dos Azuis imensos, Névoas de céus espiritualizados. [...] É nas horas dos Ângelus, nas horas Do claro-escuro emocional aéreo, Que surges, Flor do Sol, entre as sonoras Ondulações e brumas do Mistério. [...] Apareces por sonhos neblinames Com requintes de graça e nervosismos, fulgores flavos de festins flamantes, como a Estrela Polar dos Simbolismos. CRUZ e SOUSA, João da. Broquéis. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1995. p. 90. Marque V ou F, conforme sejam as afirmativas verdadeiras ou falsas. Os versos de Cruz e Sousa traduzem a estética simbolista, pois apresentam (   ) descrição sintética do mundo imediato. (   ) uso de recursos estilisticos criando imagens sensoriais. (   ) enfoque de uma realidade transfigurada pelo transcendente. (   ) apreensão de um dado da realidade sugestivamente ambígua. (   ) imagens poéticas que tematizam o amor em sua dimensão física. A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo. é
  6. 6. PUC-RS 2006
    Morte e ________ são temas presentes tanto na poesia de ________ quanto na de _________, considerados as duas principais matrizes do ________ no Brasil, movimento do final do século XIX, de inspiração francesa. As lacunas podem ser correta e respectivamente preenchidas por
  7. 7. ENEM 2009
    Cárcere das almas Ah! Toda a alma num cárcere anda presa, Soluçando nas trevas, entre as grades Do calabouço olhando imensidades, Mares, estrelas, tardes, natureza. Tudo se veste de uma igual grandeza Quando a alma entre grilhões as liberdades Sonha e, sonhando, as imortalidades Rasga no etéreo o Espaço da Pureza. Ó almas presas, mudas e fechadas Nas prisões colossais e abandonadas, Da Dor no calabouço, atroz, funéreo! Nesses silêncios solitários, graves, que chaveiro do Céu possui as chaves para abrir-vos as portas do Mistério?! CRUZ E SOUSA, J. Poesia completa. Florianópolis: Fundação Catarinense de Cultura/ Fundação Banco do Brasil, 1993. Os elementos formais e temáticos relacionados ao contexto cultural do Simbolismo encontrados no poema Cárcere das almas, de Cruz e Sousa, são
  8. 8. PUC-PR 2009
    Assinale o que for INCORRETO a respeito da estética simbolista e da poesia de Cruz e Sousa.
  9. 9. UEG 2006
    ÚLTIMOS VERSOS Na tristeza do céu, na tristeza do mar, eu vi a lua cintilar. Como seguia tranquilamente por entre nuvens divinais! Seguia tranquilamente como se fora a minh'Alma, silente, calma, cheia de ais. A abóboda celeste, que se reveste de astros tão belos, era um pais repleto de castelos. E a alva lua, formosa castelã, seguia envolta num sudário alvissimo de lã, como se fosse a mais que pura Virgem Maria... Lua serena, tão suave e doce, do meu eterno cismar, anda dentro de ti a mágoa imensa do meu olhar! GUIMARAENS, Alphonsus de. 'Melhores poemas'. Seleção de Alphonsus de Guimaraens Filho. São Paulo: Global, 2001. p. 161. Entre as características poéticas de Alphonsus de Guimaraens, predomina no poema apresentado
  10. 10. UEPA 2012
    Respirando os ares da modernidade literária, a estética simbolista revela-se uma reação artística a referencialidade que violentamente restringe a palavra poética ao mundo das coisas e conceitos. No intuito de libertar a linguagem poética, o Simbolismo explora diversos recursos sensoriais a fim de sugerir mistérios. Simbolista, Alphonsus de Guimaraens escreve muitos textos que apelam para o simbolo visual, a imagem, carregado de insinuações de misticismo e morte. Marque a alternativa cujos versos se relacionam ao comentario acima.
  11. 11. ENEM 2014
    Psicologia de um vencido Eu, filho do carbono e do amoníaco, Monstro de escuridão e rutilância, Sofro, desde a epigênesis da infância, A influência má dos signos do zodíaco Profundíssimamente hipocondríaco, Este ambiente me causa repugnância... Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia Que se escapa da boca de um cardíaco. Já o verme — este operário das ruínas — Que o sangue podre das carnificinas Come, e à vida em geral declara guerra, Anda a espreitar meus olhos para roê-los, E há de deixar-me apenas os cabelos, Na frialdade inorgânica da terra! ANJOS, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. A poesia de Augusto dos Anjos revela aspectos de uma literatura de transição designada como pré-modernista. Com relação à poética e à abordagem temática presentes no soneto, identificam-se marcas dessa literatura de transição, como
  12. 12. UFRRJ 2003
    Leia o fragmento a seguir do poema 'Evocações' de Alphonsus de Guimaraens: "Na primavera que era a derradeira, Mãos estendidas a pedir esmola Da estrada fui postar-me à beira. Brilhava o sol e o arco-íris era a estola Maravilhosamente no ar suspensa" Como se sabe, Alphonsus de Guimaraens é tido como um dos mais importantes representantes do Simbolismo no Brasil. No fragmento acima, pode-se destacar a segumte característica da escola a qual pertence:
  13. 13. Espcex (Aman) 2015
    O texto a seguir refere-se a qual poeta brasileiro?   “Em sua obra, o drama da existência revela uma provável influência das ideias pessimistas do filósofo alemão Schopenhauer, que marcaram o final do século XIX. Além disso, certas posturas verificadas em sua poesia – o desejo de fugir da realidade, de transcender a matéria e integrar-se espiritualmente no cosmo – parecem originar-se não apenas do sentimento de opressão e mal-estar produzido pelo capitalismo, mas também do drama racial e pessoal que o autor vivia.”
  14. 14. UFMA 2009
    O Simbolismo prima pelo subjetivismo, busca a sublimação e valoriza o inconsciente / subconsciente, daí o desenvolvimento de uma linguagem específica e tem como características:
  15. 15. UPF 2014
    A literatura _______________ representa frequentemente o indivíduo que, impelido por forte emoção e pelo senso de liberdade, entra em choque com o mundo real que o cerca. A narrativa _______________ representa de modo objetivo e minucioso personagens, comportamentos e relações sociais, com a finalidade moral de desvelar os vícios e a mediocridade que os caracterizam. A poesia _______________ busca, pelas associações imagísticas, pela sonoridade e pelo ritmo, sugerir um mundo superior, que transcenda o mundo apreendido pelos órgãos dos sentidos. A poesia _______________, por meio de um estilo exuberante, feito frequentemente de antíteses e paradoxos, exprime uma visão de mundo contraditória, dividida entre os valores espirituais cristãos, próprios da Idade Média, e os valores racionais e sensoriais, próprios do Renascimento.   As palavras que preenchem corretamente as lacunas nas frases são, respectivamente:
  16. 16. UNESP
    Assinale a alternativa em que se caracteriza a estética simbolista.
  17. 17. UFG 2007
    Leia o poema de Cruz e Sousa. ACROBATA DA DOR Gargalha, ri, num riso de tormenta, Como um palhaço, que desengonçado, Nervoso, ri, num riso absurdo, inflado De uma ironia e de uma dor violenta. Da gargalhada atroz, sanguinolenta, Agita os guizos, e convulsionado Salta, "gavroche", salta, "clown", varado Pelo estertor dessa agonia lenta... Pedem-te bis e um bis não se despreza! Vamos! retesa os músculos, retesa Nessas macabras piruetas d'aço... E embora caias sobre o chão, fremente, Afogado em teu sangue estuoso e quente, Ri! Coração, tristíssimo palhaço. SOUSA, Cruz e. "Broquéis, Faróis e Últimos sonetos". 2a. ed. reform., São Paulo: Ediouro, 2002. p. 39-40. (Coleção super prestígio).   Vocabulário: "gavroche": garoto de rua que brinca, faz estripulias "clown": palhaço estertor: respiração rouca típica dos doentes terminais estuoso: que ferve, que jorra Uma característica simbolista do poema apresentado é a
  18. 18. UNESP 2016
    A questão aborda um poema do português Eugênio de Castro (1869-1944).   MÃOS Mãos de veludo, mãos de mártir e de santa, o vosso gesto é como um balouçar de palma; o vosso gesto chora, o vosso gesto geme, o vosso gesto canta! Mãos de veludo, mãos de mártir e de santa, rolas à volta da negra torre da minh’alma. Pálidas mãos, que sois como dois lírios doentes, Caridosas Irmãs do hospício da minh’alma, O vosso gesto é como um balouçar de palma, Pálidas mãos, que sois como dois lírios doentes... Mãos afiladas, mãos de insigne formosura, Mãos de pérola, mãos cor de velho marfim, Sois dois lenços, ao longe, acenando por mim, Duas velas à flor duma baía escura. Mimo de carne, mãos magrinhas e graciosas, Dos meus sonhos de amor, quentes e brandos ninhos, Divinas mãos que me heis coroado de espinhos, Mas que depois me haveis coroado de rosas! Afilhadas do luar, mãos de rainha, Mãos que sois um perpétuo amanhecer, Alegrai, como dois netinhos, o viver Da minha alma, velha avó entrevadinha. (Obras poéticas, 1968.) Indique o verso cuja imagem significa “trazer sofrimentos, padecimentos”.
  19. 19. UNIFESP 2016
    O Simbolismo é, antes de tudo, antipositivista, antinaturalista e anticientificista. Com esse movimento, nota-se o despontar de uma poesia nova, que ressuscitava o culto do vago em substituição ao culto da forma e do descritivo. (Massaud Moisés. A literatura portuguesa, 1994. Adaptado.) Considerando esta breve caracterização, assinale a alternativa em que se verifica o trecho de um poema simbolista.
  20. 20. PUC-CAMPINAS 2015
    A cidade do Rio de Janeiro abre o século XX defrontandose com perspectivas extremamente promissoras. Aproveitando de seu papel privilegiado na intermediação dos recursos da economia cafeeira e de sua condição de centro político do país, a sociedade carioca viu acumular-se no seu interior vastos recursos enraizados principalmente no comércio e nas finanças (...) Uma verdadeira febre de consumo tomou conta da cidade, toda ela voltada para a "novidade", a "última moda"... (SEVCENKO, Nicolau. Literatura como missão. Tensões sociais e criação cultural na Primeira República. São Paulo: Brasiliense. 1985)     Nos anos que antecedem a Semana de 22, algumas publicações literárias marcaram o período que se convencionou chamar de
  21. 21. PUC-PR 2001
    A história da poesia brasileira no século XX pode ser dividida em cinco momentos:   I- A coexistência do Parnasianismo e do Simbolismo. II- O Modernismo, iniciado oficialmente com a Semana de Arte Moderna. III- A Geração de 45. IV- O Concretismo. V- A poesia contemporânea.   Numere as características abaixo de acordo com essa divisão e assinale a alternativa que contém a sequência encontrada:   (    ) Incorporação do espaço gráfico. (    ) Ruptura com o formalismo da estética anterior. (    ) O culto da forma, seja na técnica de composição, seja na expressividade sonora. (    ) Misticismo e retomada da tradição formal. (    ) Metapoética e experimentalismo.
  22. 22. ENEM PPL 2009
    Violoncelo (...) Chorai, arcadas Do violoncelo! Convulsionadas Pontes aladas De pesadelo... (...) De que esvoaçam, Brancos, os arcos... Por baixo passam, Se despedaçam, No rio, os barcos. PESSANHA, Camilo. Violoncelo. In: GOMES, Á. C. O Simbolismo, São Paulo: Editora Ática, 1994, p.45. Os poetas simbolistas valorizaram as possibilidades expressivas da língua e sua musicalidade. Aprofundaram a expressão individual até o nível do subconsciente. Desse esforço resultou, quase sempre, uma visão desencantada e pessimista do mundo. Nas estrofes destacadas do poema Violoncelo, as características do Simbolismo revelam-se na 
  23. 23. UPE 2011
    Língua Portuguesa   Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela...   Amo-te assim, desconhecida e obscura, Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens o trom e o silvo da procela E o arrolo da saudade e da ternura!   Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te, ó rude e doloroso idioma,   Em que da voz materna ouvi: "meu filho!" E em que Camões chorou, no exílio amargo, O gênio sem ventura e o amor sem brilho! BILAC, Olavo. Antologia Poética. São Paulo, 1990. 12.   Considerando o texto, assinale a alternativa CORRETA.
  24. 24. UPF 2012
    Olavo Bilac e Cruz e Sousa estão situados, respectivamente, nos seguintes períodos literários:
  25. 25. UNIPAM 2013
    O leitor ideal, de Mário Quintana   O leitor ideal para o cronista seria aquele a quem bastasse uma frase. Uma frase? Que digo? Uma palavra! O cronista escolheria a palavra do dia: “Árvore”, por exemplo, ou “Menina”. Escreveria essa palavra bem no meio da página, com espaço em branco para todos os lados, como um campo aberto para os devaneios do leitor. Imaginem só uma meninazinha solta no meio da página. Sem mais nada. Até sem nome. Sem cor de vestido nem de olhos. Sem se saber para onde ia... Que mundo de sugestões e de poesia para o leitor! E que cúmulo de arte a crônica! Pois bem sabeis que arte é sugestão... E se o leitor nada conseguisse tirar dessa obra-prima, poderia o autor alegar, cavilosamente, que a culpa não era do cronista. Mas nem tudo estaria perdido para esse hipotético leitor fracassado, porque ele teria sempre à sua disposição, na página, um considerável espaço em branco para tomar seus apontamentos, fazer os seus cálculos ou a sua fezinha... Em todo caso, eu lhe dou de presente, hoje, a palavra “Ventania”. Serve? (QUINTANA, Mário. Porta giratória. São Paulo: Globo, 1988)   Esse texto de Mário Quintana classifica-se como
  26. 26. ENEM PPL 2009
    Sorriso interior   O ser que é ser e que jamais vacila Nas guerras imortais entra sem susto, Leva consigo esse brasão augusto Do grande amor, da nobre fé tranquila. Os abismos carnais da triste argila Ele os vence sem ânsias e sem custo... Fica sereno, num sorriso justo, Enquanto tudo em derredor oscila. Ondas interiores de grandeza Dão-lhe essa glória em frente à Natureza, Esse esplendor, todo esse largo eflúvio. O ser que é ser transforma tudo em flores... E para ironizar as próprias dores Canta por entre as águas do Dilúvio! CRUZ e SOUZA, João da. Sorriso interior. Últimos sonetos. Rio de Janeiro: UFSC/Fundação Casa de Rui Barbosa/FCC, 1984. O poema representa a estética do Simbolismo, nascido como uma reação ao Parnasianismo por volta de 1885. O Simbolismo tem como característica, entre outras, a visão do poeta inspirado e capaz de mostrar à humanidade, pela poesia, o que esta não percebe. O trecho do poema de Cruz e Souza que melhor exemplifica o fazer poético, de acordo com as características dos simbolistas, é:
  27. 27. PUC-PR 2006
    REBELADO Ri tua face um riso acerbo e doente, que fere, ao mesmo tempo que contrista... Riso de ateu e riso de budista gelado no Nirvana impenitente. (...)   Na estrofe do poema "Rebelado", de Cruz e Sousa, é possível identificar características do Simbolismo. Assinale a alternativa que as identifica:
  28. 28. UPE 2013
    Texto 6   Cárcere das almas Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,   Soluçando nas trevas, entre as grades   Do calabouço olhando imensidades,   Mares, estrelas, tardes, natureza   Tudo se veste de uma igual grandeza   Quando a alma entre grilhões as liberdades   Sonha e, sonhando, as imortalidades   Rasga no etéreo o Espaço da Pureza.   Ó almas presas, mudas e fechadas   Nas prisões colossais e abandonadas,   Da Dor no calabouço, atroz, funéreo!   Nesses silêncios solitários, graves,   que chaveiro do Céu possui as chaves   para abrir‐vos as portas do Mistério?! (Cruz e Souza)   Texto 7   A um poeta Longe do estéril turbilhão das ruas, Beneditino, escreve! No aconchego Do claustro, na paciência e no sossego, Trabalha, e teima, e sofre, e lima, e sua! Mas que na forma se disfarce o emprego Do esforço; e a trama viva se construa De tal modo, que a imagem fique nua, Rica mas sóbria, como um templo grego. Não se mostre na fábrica o suplício Do mestre. E, natural, o efeito agrade, Sem lembrar os andaimes do edifício.   Porque a Beleza, gêmea da Verdade, Arte pura inimiga do artifício, É a força e a graça na simplicidade. (Olavo Bilac)   Após a leitura, assinale V para as afirmativas Verdadeiras e F para as Falsas.   (  )   São dois sonetos pertencentes ao mesmo movimento literário. Suas temáticas    expressam  sentimentos idênticos; no primeiro, o constrangimento do eu poético por ter sido preso injustamente e, no segundo, a equiparação do poeta a um monge beneditino.   (  )    São poemas líricos que possuem forma fixa,    preocupação tanto do Parnasianismo como do Simbolismo, pois ambos os movimentos se caracterizam pela busca da forma perfeita, isto é, da Arte pela Arte. (  )  O primeiro poema revela um certo misticismo, próprio  da poesia simbolista, enquanto o segundo trata do próprio fazer poético, constituindo‐se, portanto, como um  meta‐ poema, tema característico da poesia parnasiana. (  )  Em A um poeta, Olavo Bilac discursa, em linguagem sóbria e erudita,  sobre o trabalho do poeta, enquanto em  Cárcere  das almas, Cruz e Souza metaforicamente concebe o corpo como uma prisão, daí a morte significar libertação.   (  )  Os dois poemas recorrem, em suas temáticas, a aspectos ligados à vida religiosa: o primeiro, ao tomar o corpo na acepção de cárcere e o segundo quando metaforicamente relaciona  a necessidade de isolamento exigida pelo labor poético à vida dos monges no claustro.   Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.
  29. 29. UFG 2007
    Leia os poemas de Cora Coralina e de Cruz e Sousa. TODAS AS VIDAS [...] Vive dentro de mim a lavadeira do Rio Vermelho. Seu cheiro gostoso d'água e sabão. [...] Vive dentro de mim a mulher do povo. Bem proletária. [...] Vive dentro de mim a mulher da vida. Minha irmãzinha... [...] Todas as vidas dentro de mim. Na minha vida - a vida mera das obscuras. CORALINA, Cora. "Melhores poemas"., Seleção de Darcy França Denófrio. São Paulo: Global, 2004. p. 253-255. (Coleção melhores poemas).   AFRA Ressurges dos mistérios da luxúria, Afra, tentada pelos verdes pomos, Entre os silfos magnéticos e os gnomos Maravilhosos da paixão purpúrea. Carne explosiva em pólvoras e fúria De desejos pagãos, por entre assomos Da virgindade - casquinantes momos Rindo da carne já votada à incúria. Votada cedo ao lânguido abandono, Aos mórbidos delíquios como ao sono, Do gozo haurindo os venenosos sucos. Sonho-te a deusa das lascivas pompas, A proclamar, impávida, por trompas Amores mais estéreis que os eunucos! SOUSA, Cruz e. Broquéis, Faróis e Últimos sonetos. 2a. ed. reform., São Paulo: Ediouro, 2002. p. 24-25. (Coleção super prestígio).   Vocabulário: silfos: espíritos elementares do ar assomos: ímpeto, impulso casquinantes: relativo à gargalhada, risada de escárnio momos: ator que representa comédia incúria: falta de cuidado delíquios: desfalecimento, desmaio haurindo: extraindo, colhendo, consumindo Nos poemas apresentados, os autores tematizam a mulher com perspectivas diferenciadas no que diz respeito, respectivamente, a
  30. 30. UFLA 2014
    CÁRCERE DAS ALMAS Ah! Toda a alma num cárcere anda presa, Soluçando nas trevas, entre as grades Do calabouço olhando imensidades, Mares, estrelas, tardes, natureza.   Tudo se veste de uma igual grandeza Quando a alma entre grilhões as liberdades Sonha e, sonhando, as imortalidades Rasga no etéreo o Espaço da Pureza.   Ó almas presas, mudas e fechadas Nas prisões colossais e abandonadas, Da Dor no calabouço, atroz, funéreo!   Nesses silêncios solitários, graves, Que chaveiro do Céu possui as chaves Para abrir-vos as portas do Mistério?! SOUZA, Cruz. Poesias Completas. Rio de Janeiro: Ediouro, s/d.   O poema é representativo da estética Simbolista segundo a qual é CORRETO observar:
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