Tenha acesso completo ao Stoodi

Assine o Stoodi e prepare-se para o ENEM com nossos conteúdos exclusivos!

OBB 2011

UM FIO DE VERDADE

 

A causa da morte de Napoleão Bonaparte (1769-1821) jamais foi esclarecida. Alguns historiadores estão convencidos de que o general francês foi vítima de câncer no estômago. Outros suspeitam de que ele teria sido lentamente envenenado por um serviçal, que colocaria uma substância tóxica em suas taças de vinho. A segunda tese ganhou força depois que o escocês Sten Forshufvund, da Universidade de Glasgow, na Escócia, descobriu, em 1961, que o organismo imperial estava repleto de arsênico. Forshufvund examinou mechas do cabelo de Bonaparte quase um século e meio depois de o baixinho que queria dominar o mundo morrer. Certo, não forneceu uma prova definitiva de assassinato. Afinal, o general pode ter ingerido o veneno acidentalmente. Mas que foi arsênico, foi. História à parte, a principal aplicação da análise dos fios de cabelo é saber como vão os vivos.

 

Cada fio é um retrato em miniatura de seu dono. Ele retém por milênios — desde que não seja cortado — as substâncias que um dia circularam pelo sangue. Por isso, é um utilíssimo instrumento para detectar a falta de minerais importantes para a saúde ou identificar a presença de substâncias tóxicas no corpo. No Brasil, o exame é aplicado comercialmente para detectar a intoxicação de trabalhadores de minas e indústrias que lidam com minérios venenosos, como mercúrio. Ou em investigações para estabelecer a paternidade de crianças por meio de exames de DNA. "Nos Estados Unidos, já existem várias escolas fazendo teste antidoping periodicamente nos alunos", informa o toxicologista Ovandir Alves Silva, da Universidade de São Paulo.

(fonte: Superinteressante, 1999.)

 

O uso de fios de cabelo na detecção da contaminação por mercúrio é bastante comum em rios da Amazônia por que:

Escolha uma das alternativas.