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Stoodi 2020

Baudelaire, como aponta Benjamin, percebeu em meados do século XIX, que algo novo começava a moldar-se no horizonte da arte: a relação do artista com o espaço urbano, recém-criado ambiente, fruto das conquistas industriais que dava a cidade aspectos de um futuro que chegou rápido demais. E este novo mundo pedia um novo olhar, urgente e necessário para este também novo homem, para que assim ele buscasse se entender frente a tantas transformações. A fotografia é um desses novos olhares que surge com a modernidade. Mas antes dela, Baudelaire evidenciou um novo olhar que surgia entre a multidão: o flâneur. Aquele que, segundo Benjamin, “vê a cidade sem disfarces”. A cidade que representa “seu templo, seu local de culto (...) o verdadeiro lugar sagrado da flânerie”, arte de flanar percorrendo os sentidos da cidade. O flâneur é considerado o “alegorista da cidade, detentor de todas as significações urbanas, do saber integral da cidade, do seu perto e do seu longe, do seu presente e do seu passado”.

(URBIN, L.P. UM OLHAR FLÂNEUR SOBRE A CIDADE LITERÁRIA EM “SATOLEP”. P. 2)

A análise do flanêur feita no texto revela uma estética

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