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UEG 2005

Leia os fragmentos a seguir:

Fragmento A

A cidade dormia com os olhos abertos. Olhos de fogo. A cidade comia as pessoas e era comida por elas. Algumas mijavam nela com desprezo. — Hei, Felipa, nós não somos ninguém nesta cidade? — Somos, sim. Somos os que procuram coisas no meio da noite, feito os gatos, os ratos, as corujas. Coisas que não inventamos.
JORGE, M. Pão cozido debaixo de brasa. Porto Alegre: Mercado Aberto, 2004. p. 73.

Fragmento B

A professora Leona o procurava, passos de fera a rodear sua presa. (Aranha que, tecendo sua teia, tecia uma nova casa para atrair a caça. A aranha com suas vísceras, sua saliva, construía um paraíso, cheio de graças, de maçãs, de serpentes, de armadilhas. E ela tem a delicadeza de se mostrar para o macho escolhido, apresentando bem a sua causa, na presença de muitos estranhos).
JORGE, M. Pão cozido debaixo de brasa. Porto Alegre: Mercado Aberto, 2004. p. 80-81.

Analise as seguintes proposições:

I. Os fragmentos acima dizem respeito à história, respectivamente, de Felipa e João Bertolino, Leona e Adão, personagens que constituem o enredo de Pão cozido debaixo de brasa e têm em comum o destino trágico.
II. No segundo fragmento, pode-se perceber o uso recorrente da intertextualidade.
III. Nos dois fragmentos, nota-se traço do expressionismo, presente na desumanização das personagens.
IV. A metáfora e a metonímia constituem figuras de linguagem predominantes nos dois fragmentos.
V. Nos dois fragmentos, as características animalescas atribuídas às personagens funcionam como crítica social.

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