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UEG 2008

Classe média

 

Sou classe média

Papagaio de todo telejornal

Eu acredito

Na imparcialidade da revista semanal

 

Sou classe média

Compro roupa e gasolina no cartão

Odeio "coletivos"

E vou de carro que comprei a prestação

 

Só pago impostos,

Estou sempre no limite

do meu cheque especial

Eu viajo pouco, no máximo

um pacote CVC tri-anual

 

Mais eu "tô nem aí"

Se o traficante é quem manda na favela

Eu não "tô nem aqui"

Se morre gente ou tem enchente em Itaquera

Eu quero é que se exploda

a periferia toda

Mas fico indignado

com o estado

quando sou incomodado

Pelo pedinte esfomeado

que me estende a mão

 

O para-brisa ensaboado

É camelo, biju com bala

E as peripécias do artista malabarista do farol

 

Mas se o assalto é em Moema

O assassinato é no "Jardins"

A filha do executivo é estuprada até o fim

 

Aí a mídia manifesta

a sua opinião regressa

De implantar pena de morte,

ou reduzir a idade penal

 

E eu que sou bem informado

concordo e faço passeata

Enquanto aumenta a audiência

e a tiragem do jornal

 

Porque eu não "tô nem aí"

Se o traficante é quem manda na favela

Eu não "tô nem aqui"

Se morre gente ou tem enchente em Itaquera

Eu quero é que se exploda a periferia toda

Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta

 

Disponível em:< www.maxgonzaga.com.br/Cindex.htm> Acesso em: 10 set 2007.

 

A letra da canção acima, de Max Gonzaga, traz vários elementos comuns tanto para a reflexão sociológica quanto filosófica, entre outras conexões com várias disciplinas. Temas sociológicos, como violência, classe social, consciência, meios de comunicação, e filosóficos, como ética, consciência, projeto e responsabilidade, estão presentes no texto.

 

A concepção do texto sobre consciência corresponde à seguinte proposição:

Escolha uma das alternativas.